Coleção pessoal de MarcileneDumont

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⁠Tudo o que parece parada, na verdade, é construção invisível. O que hoje falha, amanhã sustenta.

Empreender não é nunca cair — é continuar se levantando até que a queda perca o poder sobre você.

Nem sempre o “não” que você recebe é decisivo ou rejeição; às vezes é só o tempo sendo alinhado para na hora exata realizar o seu propósito.

Quem insiste com verdade não está atrasado na vida — está sendo preparado no silêncio para o momento certo.⁠

⁠O fracasso não é o fim do caminho — é apenas o ajuste de rota de quem ainda vai chegar mais longe do que imaginava.

⁠Há caminhos que parecem fechados, mas Deus abre oceanos onde ninguém vê passagem — e a fé nos ensina a atravessar.

⁠Mesmo diante do impossível, Deus não recua,
Ele transforma o oceano em caminho e a fé em ponte.

Nada frustra os planos de Deus: nem a falta, nem as regras, nem as barreiras humanas — quando Ele chama, a travessia acontece.⁠

⁠Porque quando o mundo externo se acalma, o mundo interno começa a falar.
E ele não pede licença.

Quando Deus traça o caminho, nem oceanos, nem impossibilidades conseguem impedir a travessia, a fé transforma limites em passagem.⁠

⁠cultura não é apenas o que se aprende.
Cultura é o que se sente, o que se repete… o que se herda sem perceber.
Cultura também se mastiga.
Se observa.
Se respeita.
E, aos poucos…
se incorpora.

Imigrar não é apenas se adaptar ao novo.
É aprender, todos os dias, a seguir em frentemesmo quando você não entende,
mesmo quando se perde,
mesmo quando não existe mais plano.
Talvez sejam exatamente esses dias em que tudo dá errado
que nos ensinam a viver da maneira certa.

⁠Porque, no fim,
não é apenas sobre chegar a um destino.
É sobre tudo o que acontece no caminho.
Sobre as pessoas que você encontra.
Sobre os olhares que se cruzam.
Sobre as histórias que se tocam, mesmo sem palavras. E, principalmente,
sobre quem você se torna
quando decide atravessar o mundo.

⁠Porque, no fim, migrar é aprender a voar… mesmo quando o coração ainda caminha.

⁠Cada pessoa carrega um mundo, carrega uma história, uma forma única de existir.
E quando nos permitimos olhar com mais profundidade para as pessoas,
essas diferenças deixam de nos separar
e passam a nos enriquecer.

Onde culturas não precisam se sobrepor
podem coexistir.
E, mais do que isso,
podem se aproximar.
Porque, quando há abertura,
quando há escuta,
quando há presença…
o estranho deixa de ser distante.
E começa a se tornar familiar.

Migrar é isso: você entra em um espaço… e descobre que ele também entra em você.

⁠E, às vezes, tudo o que a gente tem… já é o suficiente para começar.

FIBROMIALGIA


Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.


A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”


Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.


A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.


No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.


Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.


E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.


Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.


Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.

“Nordeste em Cada Batida do Coração”


(por Marcilene Gomes do Monte — dedicado ao Dia do Nordestino)


No sertão nasce o sol primeiro,
Queimando a terra, dourando o chão,
Mas o povo — forte e inteiro —
Transforma a seca em superação.


Tem cheiro de café coado,
De bolo de milho e cuscuz,
Tem viola, zabumba e aboio entoado,
E um forró que acende a luz.


Na palma da mão o batuque gira,
O sanfoneiro arrasta emoção,
De Luiz Gonzaga à zabumba que inspira,
É poesia em forma de canção.


O vento que sopra do litoral
Traz cheiro de mar e saudade,
Das jangadas que voltam triunfal,
E do amor pela simplicidade.


Nordeste, chão de fé e esperança,
De rendeiras, vaqueiros, cordel,
Cada olhar carrega a lembrança,
De um céu sempre azul e fiel.


No tempero — o sabor do abraço,
No prato — história e raiz,
Carne de sol, baião no compasso,
É fartura que o povo diz.


E quando o mundo lhe vira as costas,
O nordestino levanta e sorri,
Pois carrega no peito respostas
Que o tempo jamais redimiu.


Fez o Brasil com suor e coragem,
Com arte, canção e paixão,
É o retrato vivo da paisagem
Que molda a alma da nação.


Nordeste, tua força é poesia,
Tua luta, canto e fé.
És o sol que nasce todo dia,
Mesmo quando o mundo quer ser maré.