Coleção pessoal de Lulena

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​CHORO DE OUTRORA

​A gente não volta ao fundo do poço quando consegue subir a nado através das próprias lágrimas. O esforço nos faz flutuar até a luz.

Lu Lena / 2026

O mundo está precisando, literalmente, de um abraço coletivo e de olhar para Jesus na cruz, que espera de braços abertos por esse gesto.

Lu Lena / 2026

​O PESO DO SER
(​Entre o ruído e a desconexão)

​Dentro de mim ouço ruídos pesados como chumbo. São nesses gritos, que ecoam um som metálico e se arrastam por dentro da consciência, que o mundo lá fora se apaga. Eles ocupam os espaços onde antes "por lapsos de instantes habitava o meu silêncio".

Lu Lena / 2026

​TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
​(Quando a extensão oscila...)

​A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.

​ Lu Lena / 2026

​PASSOS EM CÍRCULO
​(A caminhada invisível no labirinto azul)

​Às vezes, circunstâncias contrárias à nossa vontade fazem com que caminhemos dentro de nós num labirinto sem fim — um caminho incessante que sempre fica estagnado no mesmo lugar. E, nesse caminhar, nossos pés pisam em cacos de vidro que juntamos exaustivamente, sangrando o silêncio, até que o chão esteja seguro o suficiente para encontrar a saída...

​Lu Lena / 2026

Paramos de sentir dor quando nossas feridas internas começam a cicatrizar. E aí, a mudança acontece!


Lu Lena / 2026

Todos queremos a cura da dor existencial...


Lu Lena / 2026

​A ARQUITETURA DO TEMPO
(​Encontrando-se no silêncio do agora)

​Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
​Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.

​Lu Lena | 2026

​A ESCULTURA DA ALMA
(​O cuidado constante com o nosso bem-estar)

​A paz interior precisa ser lapidada diariamente para ganhar a forma de nossa essência, que foi soprada pelo Criador. Qualquer deslize no cinzel e nos tornamos barro novamente. A conquista material é efêmera, enquanto a paz da alma é o nosso bem maior.

Lu Lena / 2026

CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(​À deriva no tempo)

​Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.

​Lu Lena / 2026

​O SENSATO DESPERTAR DO EU
(O limiar entre a esperança vã e a paz interior)


​Algumas pessoas nunca vão fazer aquilo que você espera que elas façam por você. Insistir nisso é uma tolice; elas farão justamente o contrário: o que for conveniente para elas, e ponto.


​Isso quer dizer que não é idolatria ao pessimismo, mas sim conquistar a própria autonomia. Quando paramos de exigir — ou mesmo esperar — do outro uma postura que ele não possui, ou que ele evita por ter construído uma barreira intransponível para se fechar dentro do seu próprio ego, deixamos de ser vítimas dessas atitudes alheias e passamos a ser donos da nossa própria paz.


​Porque a decepção morre onde a expectativa termina.


​ Lu Lena / 2026

​O EXÍLIO DE VIDRO
(A solidão como refúgio e o esgotamento da entrega humana na era digital) 📲


​Desde que as redes sociais estouraram, percebi o quanto nos sentimos sós, mas acho que as usamos como barreira para não sermos invadidos. É nesse silêncio que nos vemos cercados de gente que não conhecemos, mas que, muitas vezes, é quem nos acolhe.


Por isso, esse isolamento digital se torna um lugar seguro.
​Dizem que as telas nos roubaram os olhos, mas a verdade é mais complexa: há uma solidão que não nasce da falta de sinal, mas do cansaço exaustivo de ser apenas vitrine.


A gente valida o ruído e os murmúrios inaudíveis da era digital quando o barulho ensurdecedor da realidade se torna uma mente fadigada.
​Preferimos a proximidade fria da tecnologia não porque ela supere o calor de um abraço, mas porque o abraço exige uma entrega que já não temos no "estoque da alma". O mundo dos algoritmos e das curtidas é atraente, mas superficial; tornamo-nos fios invisíveis, marionetes de um tempo que parece retroceder à era Matrix.


​Nesse exílio voluntário, sentimo-nos "livres" porque não precisamos sustentar o personagem que a família espera ou o sorriso que os amigos cobram. Entramos no Exílio de Vidro: um lugar onde é mais confortável estar preso do que ter que sair dessa zona de conforto e ter que encarar o nosso lado de dentro.


​ Lu Lena /2026

​O CRONÔMETRO DA ALMA
(​Quando os dias se perdem no fôlego do tempo)

Os dias estão passando tão rápido que a sensação é de que se transformaram em horas curtas; amanhã serão minutos, depois segundos e, por fim, um suspiro no ar.

Lu Lena / 2026

​O RASCUNHO DO CRIADOR
​(Para encontrar a essência no solo fértil do ser)

​Mergulho dentro de mim mesma e fico submersa. É um mergulho vertical em busca do âmago da minha própria essência. Deixo que o sopro do destino me direcione para o caminho que o Criador rascunhou e soprou ao vento, desde que eu era semente plantada em solo fértil e germinei raiz, esperando a floração.

​Lu Lena / 2026

​LINHAS TORTAS
(​O equilíbrio no intervalo do caminho)

​Somos os pontos em reticências de nossa vida, caminhando em zigue-zague para manter o equilíbrio, até seguirmos em linha reta...

​ Lu Lena /2026

Sou o que não digo, mas o que escrevo.

Lu Lena / 2026 ✍️

​O RITUAL DA CADEIRA VAZIA
(​Sobre o dia em que fiz do isolamento a minha melhor parceria.)

​Quando estou sozinha, puxo uma cadeira e converso com a solidão e confabulamos juntas os ruídos desse vazio.

Lu Lena / 2026

​METAMORFOSE DA VIDA
​(O bater de asas entre a memória e o agora)

​O que mais dói na maturidade não é a dor física, mas a saudade da essência que ficou para trás. Nessa transição, somos como borboletas em constante metamorfose: ora asas que se abrem para a vida, ora casulos que se fecham, introspectivos, para ela.

​Lu Lena / 2026

​O VOO DO SUSPIRO
(​A metamorfose silenciosa entre o destino e a liberdade)

​Renascemos todos os dias, mesmo que os ciclos não terminem. Muitas vezes é por força do destino. Pois, enquanto o mundo gira lá fora, por dentro precisamos arrancar as penas nessa metamorfose e inevitavelmente buscamos o alto da montanha e aguardamos, em resiliência, o morrer e o viver dentro de nós. Precisamos ser águias e num suspiro o voo acontece...

​Lu Lena / 2026

​A ESSÊNCIA DO INTOCÁVEL
​(Quando o barro do outro é espelho do escultor cego)

​Você é um ser original e único. O que os outros pensam a seu respeito contradiz o que você é, pois eles lapidam de forma grosseira o barro que é a matéria. Esquecem, ou não querem lembrar, de moldar a própria alma, e usam o cinzel rachado — que insistem em colar com fragmentos de seu próprio ego — para tentar esculpir a essência alheia.

​Lu Lena / 2026