Coleção pessoal de luccisantz

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"Dominar o mundo"


Não quero o mundo de joelhos,
quero o mundo aberto na palma da mão,
não por poder vazio ou espelho,
mas por ter vencido a própria prisão.
Dominar não é guerra nem grito,
não é pisar pra poder subir,
é olhar pro medo mais bonito
e ainda assim escolher ir.
É acordar quando tudo pesa,
mesmo sem ter chão pra pisar,
é transformar dor em certeza
de que ainda dá pra tentar.
Quero conquistar cada parte minha,
cada sonho que eu escondi,
porque o maior império que existia
era o que eu não deixava existir.
E quando o mundo enfim for meu,
não vai ter coroa ou trono, não…
vai ser só eu reconhecendo
que nunca mais fui minha prisão.

“Quem sustenta a própria verdade não precisa de plateia pra continuar inteiro.”

Decepção


É quando a realidade te dá um tapa com a mão aberta depois de você jurar que era carinho.
É perceber que você não se enganou por ser burra… se enganou porque quis acreditar. E acreditar, às vezes, é o erro mais caro.
É quando alguém te prova, com ações bem claras, que você era opção… enquanto você tratava como prioridade.
E dói mais não pelo que a pessoa fez — mas pelo que você imaginou que ela nunca faria.
Decepção não quebra só o coração, não. Ela corrói a confiança, desmonta tua intuição e ainda deixa aquele gosto ridículo de “eu devia ter visto isso antes”.
E o pior?
Quase sempre você viu.
Só escolheu ignorar porque sentir era mais confortável do que encarar a verdade.
Tem um momento específico que é o mais sujo: quando você entende tudo.
Quando as peças se encaixam e você percebe que não foi azar… foi escolha mal feita.
A sua.
A da outra pessoa.
Um caos compartilhado.
Mas aqui vai a parte que ninguém gosta de engolir:
decepção é um tipo de lucidez. Violenta, sim. Mas limpa.
Ela arranca a fantasia, rasga expectativa, joga luz onde você queria manter sombra.
E por mais que doa, ela te devolve uma coisa que você tinha largado pelo caminho: critério.
Você fica mais fria? Fica.
Mais seletiva? Ainda bem.
Mais difícil de acessar? Óbvio. E talvez seja exatamente isso que te salva da próxima.
Porque no fim das contas, a decepção não te destrói.
Ela só destrói a versão de você que aceitava menos do que merecia.
E essa… sinceramente… já tava pedindo pra morrer faz tempo.






Livro: Textos que Doem e Acordam por Lucci Santz

Mel


O nome dela escorre lento
tipo coisa que não se esquece fácil
gruda na boca, na mente
e pelo visto… até nos teus dedos.
Mel não chega, invade.
Vem com história torta, vida rasgada,
dessas que o mundo tentou quebrar
e ela devolveu com riso meio louco.
Tem gente que passa…
ela fica.
Nem precisa tocar direito
e já bagunça tudo por dentro.
Teu corpo entrega antes da razão,
teu pensamento trai qualquer juízo,
porque tem gente que não é paz…
é vício com nome bonito.
E o pior?
Você sabe.
Sabe do caos, do passado, das grades,
das vezes que a vida mordeu ela sem dó…
e mesmo assim, tá aí,
respirando ela como se fosse ar.
Mel não é leve.
É doce que queima.
É perigo que chama pelo nome
e ainda te faz sorrir enquanto você cai.
E você cai.
Com gosto.

Na rede ninguém é um só.
Somos versões. Fragmentos. Edições constantes do que a gente acha que o mundo tolera ver.

Nem todo “quase” merece virar lembrança.

Nem todo silêncio é paz,
às vezes é só o coração cansado
de insistir onde nunca foi casa.

Eu te deixei ir
no mesmo dia em que entendi
que me perder era o preço de te ter.

Tem gente que não foi feita pra ficar,
foi feita pra ensinar
o quanto a gente aceita menos do que merece.

Às vezes a gente chama de amor
só pra não admitir
que era solidão querendo companhia.

O tempo não passa - ele cobra.


Ele não espera você se encontrar,
não respeita seu medo,
não negocia com sua dúvida.


Ele ruge.


Enquanto você hesita,
ele arranca pedaços do que você poderia ter sido.


E a vida?


A vida não pausa pra você se organizar.
Ela acontece no improviso,
no erro,
no “vai assim mesmo”.


Tem gente esperando o momento certo.
Tem gente esperando coragem.
Tem gente esperando aprovação.
E tem quem entendeu.
Que o agora é bruto,
imperfeito,
e mesmo assim… suficiente.


Não é sobre dar conta de tudo.


É sobre não se abandonar no meio do caminho.


Porque no fim,
o tempo não leva só os dias.
Ele leva versões suas
que nunca tiveram a chance de existir.

Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.

Ela só sente falta.

Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.

E quem afasta…
acha que tá vencendo.

Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.

Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.

Fica.

E grita em silêncio pro resto da vida.

Parceria boa não é quem pensa igual.
É quem consegue transformar junto sem perder a essência.

Saudade é ausência
que continua ocupando espaço.

Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.

Te soltei.
E a vida te trouxe de volta, sem aviso.
Só pra lembrar
que eu não sou mais a mesma.

Não insista


Tem lugar
que te aceita…
desde que você se diminua.
E eu tentei.


Tentei caber,
tentei calar,
tentei ficar.


Mas ficar, às vezes,
é só uma forma lenta
de ir se perdendo.
Então eu fui.
Não por falta de amor,
mas por falta de espaço
pra ser quem eu sou.

A arte da Paula não se limita à pele, ela atravessa.
Cada traço que ela desenha carrega intenção, história e uma precisão quase ritualística. Não é só tatuagem, é linguagem ancestral sendo reescrita em carne viva.
A tattoo maori exige mais do que técnica. Exige respeito. E Paula entende isso como poucos. Ela não copia, ela interpreta. Ela não marca, ela traduz.
O que ela fez em mim não foi apenas estética. Foi identidade. Foi força. Foi um símbolo que agora respira comigo.
Existe artista… e existe quem transforma pele em narrativa.
Paula é dessas.
E eu carrego isso comigo agora. Permanente. Como tem que ser.

gentileza não é fraqueza, é controle. É você sentir tudo, perceber a dureza do mundo… e ainda assim não deixar isso te transformar em alguém que você não respeita.

Eu, no date, não jogo pra inflar ego.
Não sou narcisista, não preciso disso.
Quando estou com alguém
eu quero oferecer o meu melhor.


Não pra impressionar,
não por interesse,


Nem esperando algo em troca.
Mas por respeito.
Porque o tempo dela importa.
Porque estar ali comigo é escolha.
E eu valorizo isso.
De verdade.