Coleção pessoal de linamarano
Há três tipos de mentira: as vis, voltadas para o mal; as necessárias, para não ofender; e as puras, de tanto se querer bem. E se as puras fizerem o mal? Bom mas as verdades não fazem também?
TU, caule longo
LIgado à pétala
PArte pro sim
TULIPA em mim!
TUdo é possível
LImite pra quê?
PArar não quero
TULIPA, te espero!
TUrgido ao ponto
LIxa a lagartixa
PAciência não tenho
TULIPA com empenho!
TUle de orvalho
LIcor do amor
PAraíso perdido
TULIPA querido!
TU, sejas folha, passarinho,
LIbelula ou borboleta,
PAra sempre, proclamo,
és TULIPA e te amo!
(TULIPA)
Bela na singeleza do roxo,
do rosado, do amarelado.
Bela tulipando no lençol,
o corpo frouxo,
ao raiar do sol.
Bela de coração,
enamorado e sem razão.
Bela no rubro da flor,
suspirando de amor;
morrendo enfim,
pra nascer em mim.
(Tulipando)
Um casal apaixonado
Se perdeu na multidão
Ela cega, ele surdo e mudo.
Poderão se reconhecer na escuridão?
Siga sempre o coração, seja para seguir por um caminho, seja para voltar por ele. Felicidade não combina com covardia nem com orgulho.
Aquele sorriso que eu via,
Não entendia, que era pra mim!
Agora é meu o dia todo, todo dia
E a minha alegria, já não tem fim!
Um sorriso!
Tão impreciso!
Pouco siso?
Nem preciso!
Até hostilizo!
Prejuízo?
Meu paraíso!
Nada exijo.
Dele utilizo,
Sem aviso,
Sem juízo.
Mal humor?
Não autorizo!
Eu exorcizo!
Segredo de felicidade:
Chorar um pouco,
De preferência só
Ou depois de amar!
Sorrir em demasiado
Pra todo lado,
Mesmo sem namorado!
Lembrar de coisas boas
Esquecer das ruins
Mas se afastar das ruins!
Exorcizar demônios
Que queimem no inferno!
No coração carregar apenas,
Querubins,
Mas levar no corpo,
Um demônio!
Ouvir música clássica, brega
E moderna.
Cantar muito...
Baixinho, ou bem alto,
Sozinha, ou em conjunto
Sem medo de desafinar!
Sem medo de desagradar!
Ser fora de moda no amor
E moderna em todo o resto!
Não ter regra pra nada
A não ser
Ser feliz!
(Lina Marano – Segredo de Felicidade)
A cada dia que passa
Me dá mais vontade
De ficar com você
Vai, tira essa calça
Me deixa sem graça
Que a nossa verdade
Já há muito se vê!
Hoje eu quero
Uma flor de manacá
Será que exagero
Se fizer um patuá
Pra quem eu venero
Vir pros lados de cá?
Só hoje vá!
No branco banco
Desbanco tua anca
Com minha pança
Você não se manca
Fecha a carranca
E me atravanca
Momento tenso
Mas me convenço
E de bom senso
Eu lanço um lenço
No duro assento
Você se senta
Eu noventa
