Coleção pessoal de linamarano

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Como borboleta, pousei em teu jardim,
Trazendo sorrisos, cheirando a carmim
Pois se feliz, é como tu queres a mim,
Eu também, meu amor, te quero assim.

Joaninha encarnada
Mil mulheres numa só;
Pequenina e delicada,
Mas firme como Jó!


Joaninha enamorada,
Faz poesias de flor
Carrega nas patinhas,
Mil palavras de amor


Joaninha imaculada
De alma pura e inocente,
Mas quando ama,
Vira o capeta
Sem nenhuma etiqueta

Amor, como é ambivalente,
O jeito que te entregas na partida!
Tua alma fala bem alto, incontida...
E me fazes querer viver eternamente...
De despedida em despedida.

Na volta das idas e vindas,
Na pista despida e partida,
Revoltam as reviravoltas da vida.

Envolta em pistas perdidas,
Volta ao ponto de partida.
De volta, de alma despida.

O verdadeiro amor não se esquece, se relembra.

- Ei! Pare Garoto
Olhe para mim.

- Oi! Diga Menina,
Que queres enfim?

- Tua dor é mina
É carente, amofina ...
Eu sinto, é ruim!

- Mulher! Não fales assim,
Que essa dor contamina,
Qual choro d'Arlequim.


- Então te esquece,
Me esqueço também.
Leva meu sorriso,
Me deixa o teu.
Então cicatrizo,
E sigo mais eu.

- Levo teus olhos,
Que falam de amor,
Não parto sozinho.
Te deixo desfolhos,
De inocente louvor,
De puro carinho.

(Amigos da Solidão)

Quero tuas mãos nas minhas, como mãos de pedra: firmes e eternas.

A pista agora está vazia,
Mas ainda reflete os nossos passos,
A luz vermelha, eu em teus braços.
De lembrar o corpo todo se arrepia.

A pista amor, já está vazia,
Mas ainda sinto o ritmo do tango.
A cabeça gira, gira e rodopia,
Lembro de ti, sorrio e não me zango.

Sim, a pista agora está vazia
Mas o prazer, a loucura, a alegria,
Fizeram valer, enfim,
O tango que hoje, reflete assim.

(Dancei o Tango)

As tuas flores
Parecem se mover
Pra mim.

Estes teus pendores
Me fazem esquecer
Do fim.

Serão teus rancores
Tão encantadores
Assim?

Sentimentos traidores,
Tão namoradores
Enfim!

(Sentimentos traidores)

Sinta ELA
Na aquarELA
Que cinzELA

Prenda ELA
Numa cELA
E congELA

Ponha nELA
Sua vELA
E desmanELA

Siga nELA
Sem cautELA
E pincELA

Dê a ELA
Muita trELA
SentinELA

Vai com ELA
Na lapELA
E nivELA

(aquarELA)

Presa na teia
Sedosa
A aranha posa
Hora e meia

Não há barreira que afaste dois corações que se amam. Nem na vida, nem na morte.

Mar a dentro,
Navega o sentimento.

Queria uma ponte
Que cruzasse o oceano
Para servir de atalho
Ao coração de quem amo

Canção de Amor-Vida

Não te peço perdão por te amar!
Se te amo, é porque te amo e pronto.
É um privilégio ser amado.
Não esquecerei nossos momentos,
Mas que sombra? Eu vivo na luz do sol!
A palidez não me cai bem neném.
Cadê a doçura? Tem doçura e amargura.
Mas sossego, não tem não.
Sou mulher furacão.
Amiga e inimiga.
Faço bem e o mal também.
Isso é a vida!
O paraíso com certeza não é aqui.
Mas aqui é boooooom!
A canção é nossa sim!
Vou ouvir e chorar muitas vezes.
Mas vou rir depois. Rir porque vivemos.
Não foi bom? Sim sofremos.
Mas isso, confessa, deixa tudo ainda melhor.
Sem dor não se valoriza o prazer.
E não se faz poesia.
Te deixo aqui as promessas,
Cumpridas e quebradas.
As lágrimas de saudade
De dor e de paixão.
Te deixo a recordação.
Mas o coração é meu!
E levo inteiro!
Sem fatalidade!
A nossa canção é assim.

Guarujá, 19/06/2011

Inspirada na poesia do Grande Vinícius de Moraes - Ternura

Pego meu barquinho
E parto pelo atalho
No talho do teu coração
Mas o porto está fechado
Bato, afundo e encalho,
No mar da solidão.

Não sei dançar,
Nem tão pouco você.
Cheia de medos,
Pisei nos teus dedos.
Impaciente comigo,
Me pôs de castigo!
Mas noutra dança
Somos par perfeito
Não mate a esperança
Dance comigo até o fim, amor

Tem terra pra barco,
Mas não tem terra pra gente.
Tem lugar pra gente na barcada da morte.

"Quem confunde floreios com mentiras, não compreende a alma do poeta."

Mas quando foi que te menti? As vezes falo por metáforas.