Coleção pessoal de jubsleu
(...) onde a maldade era fria e intensa como um banho de gelo. Como se visse alguém beber água e descobrisse que tinha sede, sede profunda e velha. Talvez fosse apenas falta de vida: estava vivendo menos do que podia e imaginava que sua sede pedisse inundações. Talvez apenas alguns goles...
Tudo o que era mau atraía-me: gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil.
Sou lúcidamente insano, malucamente calmo.
Sou lágrima, sou sorriso.
Pureza e pecado.
Sou silêncio contido, palavras abstratas.
Sou eterno no amor e efêmero na mágoa.
Sou tudo ou nada!
Simplesmente gosto da intensidade...
Abomino a mesmice...
As ideias curtas...
Não gosto de quem não se permite viajar...
Ainda que em sonhos
Sou um tiro no escuro
Sou um tiro no escuro,
que procura paz, amor e felicidade.
Quero sair
quero me libertar,
como o sol a cada dia
batendo no meu rosto
trazendo nova esperança
Quem fui?
Quem sou?
Quem serei?
Só sei que quero voar
liver como o louco
que por instantes
ou eternamente tem a lucides.
Sou um ser
que é um tiro no escuro
e quer se encontrar...
Todo o invisível por mim é visto!Tudo que é escuro eu enxergo, quanto mais pesado eu carrego, mas com tudo isso mim falta força para viver sem você.
Esse seu muro de pedras está sendo sua nova terapia, Linus. Toda vez que estiver com um problema você pode vir aqui e colocar mais uma pedra.
Linus: Não têm tantas pedras assim no mundo, Charlie.
Estes cinco dedos individualmente, eles são nada. Mas em conjunto, eles formam uma arma que é terrível!
Minha vida não tem qualquer finalidade, sem direção, sem objetivo, não faz sentido e, no entanto, estou feliz.
