Coleção pessoal de IsabelRibeiroFonseca

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SENHOR

Dá-me a serenidade das águas dos rios
Dá-me a força das fragas das serras
Dá-me a doçura das flores do campo
Perdoa-me se fracassar, se tiver medo
Que eu possa sempre voltar a recomeçar.

✿•*•*✿
É preciso ter na pele
Tudo que nos deixa marca

✿•*•*✿
A solidão quanto é...
Sofrida, vivida, sentida
Por nós próprios permite
Que toda a roupa que seja Engomada por nós esteja
Vazia do nada ela apodera-se Do coração da nossa alma.

Atrás da porta pode estar o amor
Mas se nunca a abrir nunca poderá ver a alegria
Do seu coração - "Atreva-se"

✿•*•*✿ LOVE

A minha dor é infinita
Quando me recordo de ti
Sinto ainda com muita saudade
O sabor dos teus lábios
Ao encontro dos meus
Da forma como as ondas do mar
Rompem com força a tua pálida nudez.

Cobrindo todo o teu corpo frio, no meu
Flores da minha agonia, do meu desejo
Outono, primavera, verão, inverno em ti.
♫•*•*✿♫•*•*✿♫•*•*✿

A solidão acompanha-nos
- Na vida ela é muda, surda, cega
Em forma de roupa suja de cor
- Mas trás um vestido negro de cetim.


♫•*•*✿♫•*•*✿♫•*•*✿

Sente um beijo suave sobre o coração
Eterna noite nos teus quentes braços

♫•*•*✿♫•*•*✿♫•*•*✿

Que minha coragem vença o meu medo
Que o meu corpo não se quebre de pranto

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Eterna noite nos teus quentes braços
Entre todas as carícias de beijos sem parar

♫•*•*✿♫•*•*✿♫•*•*✿

As flores dizem amor com o seu perfume
(---) Sejamos como as flores
Carreguemos o amor nos nossos olhos.

PERDA

- A solidão quanto é...
Sofrida, vivida, sentida
Por nós próprios permite
Que toda a roupa que seja
- Engomada por nós esteja
Vazia do nada ela apodera-se
- Do coração da nossa alma
A solidão acompanha-nos
- Na vida ela é muda, surda, cega
Em forma de roupa suja de cor
- Mas trás um vestido negro de cetim.

SONHO MAL LIDO

Apenas um sonho voa mais alto
Numa viagem talvez inesquecível
Que sempre desfruta o sentimento
Talvez no suave sussurro da alma

Gostaria de ser um bom poeta, mas
Não tenho argumentos para a escrita
Muito menos o sabor ou a sabedoria
A vida é uma maré de pontos, vírgulas

Letras minúsculas, maiúsculas de dor
Sei que a vida é bela, é repleta de voos
Mas a palavra morre na amarga solidão
Entre a degustação da ruína em decepção

A escrita reaparece invisível sobre a folha
De uma história mal amada, mal contada
Mal lida, mal escrita sem alma, sem corpo
Um presente na ausência de um belo sonho.

LOUVADO NÓ

Louvado seja o meu tormento
Ao remo livre atado onde ardia
Deste meu cansado sofrimento
Que se instala na parede já seca

Do coração sem brigo, sem fluxo
Inverno deixado no tempo manso
De um ser vivo em triste espanto
Procissão de uma qualquer solidão

Paciência, sentimento de mal-estar
Na incerteza, do viver das esperas
O calendário na esperada primavera
Chuva onde húmida cai em cada dia

E chega, a tua voz parte o silêncio
Chove amor nos meus pensamentos
Neblina perturbada da tua ausência
Pobre asseio de uma alma abandonada

Desata o nó da voz muda, marcada
Gotas, choro das pálpebras fechadas
Louvado seja este doloroso tormento
Deste meu cansado triste sofrimento.

Cozinho no fogo do teu olhar
Desejos do meu corpo ao encontro do teu.

Vomito palavras ardentes na alma
Que me queima o sangue do corpo
Letras tuas que saem da minha boca

Somos feitos, de barro
De argila, de dores
De sorrisos, de esperança
De erros, de escolhas
De quedas, de saudades
Que nos ensinaram a aprender a viver.

COZINHO NO FOGO

Cozinho no fogo do teu olhar
Desejos de pensamentos carnais
Piso a neve fria branca descalça
Vomito palavras ardentes na alma
Que me queima o sangue do corpo
Letras tuas que saem da minha boca
Na parede do nevoeiro de pura neve
Entre a chuva silenciosa de um silêncio
As mãos invisíveis acariciam os quadris
Que se escondem quando a memória
Do corpo é a luz do próprio pensamento
Sente um beijo suave sobre o coração
Eterna noite nos teus quentes braços
Entre todas as carícias de beijos sem parar
Cobrindo todo o teu corpo frio, no meu
Flores da minha agonia, do meu desejo
Outono, primavera, verão, inverno em ti
Cozinho no fogo da tua carne de tantos desejos
Desejos do meu corpo ao encontro do teu.

Nenhum sentimento
Está livre da saudade
Nenhuma paixão
Está livre da dor
Quando coração
Conhece o amor.

Bendita a chuva deste dia
Que nos traga coisas belas
Luz, amor, poesia, paz, saúde
Cheios de abraços quentes.