Coleção pessoal de IsabelRibeiroFonseca
AREIA
Sentimentos perfumados em papel molhado
De algumas coisas que ficaram já perdidas
Na areia submersa de um mundo imaginado
Dos passos dados arrancados na suas ondas
Graças de sonhos que os deixei esquecidos
Fantasma de asas entre as palavras germinadas
Na pálpebra das lágrimas para tecer o passado
Coração estilhaçado perfumado na sincera alma.
FELIZ
A tempestade fura
O pensamento
A rosa exala
A memória
O céu estrelado
Da mil tempestades
A voz não apaga
O canto do amor
O sol ilumina
Como a aurora
A lua de luz
Na primavera doce
Nesta melodia
Só quero é ser feliz
SALGADO MAR
Era um pensamento
Uma doce carícia
Era um doce sentir
Um beijo já dado
Mas com sentimento
Tornou-se silêncio
Dado a paixão
Ao nosso amor
Como o mar
Que bate na costa
Com as ondas
Ardentemente
De tantos beijos
De salgado mar
Com toques calmos
Dados na nossa alma.
A morte é uma bênção
- Para todos aqueles
Que estão cansados de sofrer.
Para os que querem matar os sentimentos
A alma, a paz, as ilusões, o amor, a vida.
A quem diga que...
A morte é uma bênção
- Para todos aqueles
Que estão cansados de sofrer.
Mas ninguém lhes perguntou se não queriam viver
Se querem matar os sentimentos, a alma, a paz
As ilusões, o amor, a vida.
ASAS DE ANJO
A escuridão não o deixa sobreviver nesta noite
Ele quer muito viver, quer ficar para ver a luz
Dói quer olhar, mas cego já se encontra o pobre
A ferida no seu corpo é causada pelo brilho da luz
Dilacera a vaidade inútil, num corpo já esquecido
Já gasto, perdido onde refina a sua própria cor
Com o sol a bater no rosto pretende esconder-se
É na escuridão interior, sente clamor pelo coração
Sente a sua santidade vandalizada num altar oculto
De todas as coisas belas que viveu e já não pode ver
Abriga a dor nos seus braços, nunca recusou nada
Sofre de injúrias, de tormentos sem arrependimentos
No corpo sente o fôlego do cruel do insano futuro
Temido por todos na sua existência, sob as suas asas
A escuridão quer mantelo protegido da luz que é o seu Castigo, pobre anjo até da pena de todos os tormentos
Que passa no corpo, na alma só pede a Deus que o tire
Da escuridão em se encontra, abriga a sua dor no terço
Tentativa de não voltar a cair na vaidade das suas asas
Tenta seguir em frente, flagelado nas cicatrizes deixadas.
Dá-me o céu verde das tuas rosas com borboletas
Nesse último dia em que levo o fôlego do teu amor.
»♥«
SEMENTE DE LUZ
A morte veio, chegou no dia em que deu à luz
As lágrimas do seu rosto eram o seu único alento
Ela estava mergulhada na terra seca como uma
Difícil semente de um amor tão belo e sensível
Afinal somos feitos para lembrar e sermos lembrados
Para chorarmos, fazer chorar quem mais amamos
Tal como sermos enterrados ou enterrar os mortos
Escondemos a nossa alma queimada de tanta dor
Num jardim de anseio que foi futuro ou passado
Onde temos medo da face da morte que nos rodeia
Dá-me o céu verde das tuas rosas com borboletas
Nesse último dia em que leva o fôlego do seu amor
Um ser pequenino e doce, para o colocar no paraíso
Onde brotou a vida, brota agora a morte neste dia tão Especial, repleto de tanta dor, apenas resta no seu peito
A morte semente de luz eterna na sua alma pequenina.
