Coleção pessoal de IsabelRibeiroFonseca

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Se as tuas mãos pudessem falar
Viveriam sonhos de alegria no meu corpo.

Anda traz-me cerejas que eu ofereço-te o mar
Anda pousa no meu silêncio, deixando-me o teu
Anda, acorda-me da dor, para acordar em ti
Anda dá-me a tua mão, nem que seja em sonho
Anda traz-me cerejas, o mar já espera por nós.

NOITE DE INVERNO

Noite de inverno, no
Chamamento do frio
O teu corpo pediu
Uma esmola ao meu
Num sopro do tempo
Entre as folhas caídas
Lá fora no chão, tapadas
Com a neve a derreter no chão.

BENDITO SEJA DEUS



O Louvor de Deus é a proclamação
Da vitória do Senhor sobre a morte
Que neste Domingo de Páscoa
As nossas casas se encham de paz
Os nossos corações de amor
Os nossos dias de esperança
Para celebrar a ressurreição de Jesus
É tempo de alegria, de celebrar o triunfo da vida
Um bom Domingo de Páscoa amigos.

SOMBRA

Perdida esquecida, sem oxigénio
Num ergástulo escuro, sem dor
Pequena letra, palavra escondida
Insensata atmosfera, talvez hipócrita
De verdades que são muitas vezes
Falsas promessas, ânsia de liberdade
Coabita na contemplação da morte
Apenas pede a Deus a misericórdia
Que a sua alma anseia há tanto tempo
Um premio que ele acha que merece
Cobre o seu frágil corpo, com um velho
Manto preto já roto, ergástulo eterno.

Que esta Semana Santa
Abra o nosso coração
Com humilde
E saiba acolher-te
Para a nossa salvação.
Senhor
Tu és a força
Que me sustenta
A minha paz
O meu descanso
Que a tua Santa Misericórdia
Mergulhe na minha alma

Aqui estou, aqui me vejo
Num túnel mal iluminado
Esquecida ou encontrada
No meio de tudo, de nada.

Quando eu não aguentar e quiser resistir
Por favor
Dá-me um abraço em silêncio.

Meu amor
Quando eu não aguentar
E quiser desistir
Por favor
Segue-me, ainda que em silêncio
Sei que é difícil, mas preciso de
Um amigo fiel e sincero.

CALÇADA

Aqui estou, aqui me vejo
Num túnel mal iluminado
Esquecida ou encontrada
No meio de tudo, de nada

O corpo flutua e já dorme
Numa vida tão mal contada
Balançando no inexpressivo
Num velho, perdido combate

Sou a bússola na imensidão
Do meu próprio pensamento
Onde os ponteiros do relógio
Não encontram já o caminho

Ao longe o olhar não avista
Num passado num presente
Onde a mente pisa os seixos
Calça já as pedras da calçada.

BEM VINDA PRIMAVERA

Há uma primavera
Em cada um de nos
É preciso dança-la
De flores ao vento
Na janela da vida
Repleta de cores
Que florida estação
De tantas flores
Coloridas na alma
É chegada a primavera.

Coloque sempre
Todas as suas preocupações
Nas mãos de Deus

Espalhe doces sorrisos para quem ama.

Quero mergulhar no teu corpo
Afundar-me num abraço teu.

Quero
Beijar-te até onde a minha boca chegue
E no teu corpo morrerei sem que lastime.

Amor
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, nas tardes de primavera
Sem ti não vivo, mas isso tu já sabes.

Em ti quero fundir-me
Na tua carne sobre a tua pele.

Amor
Recebe-me com carinho
Sufoca-me com teus braços.

Porquê culpar os meus olhos
De procurarem insistentemente os teus.

Vem amor
Saciar os meus sonhos mais devassos.