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Coleção pessoal de IsabelMoraisRibeiro

461 - 480 do total de 947 pensamentos na coleção de IsabelMoraisRibeiro

Outono quente onde escondo a minha alma na gaveta da cômoda
E os meus olhos entre os livros no cesto do nosso quarto .!

Amar é desatar os nós
Dos sentimentos mais íntimos
É sentir o perfume e a leveza das almas
Revelando as emoções, deixando cantar o coração
Expressando a linguagem do corpo e da alma.

"TANTO FALAM"

Atrás de uma porta, alguém falava
falava de mim, falavam de nós
O que disseram pouca importa
Falavam, falaram, falavam enfim
Hoje eu acordei muito bem
Não sei se foi a noite bem dormida
ou se apenas eu realmente acordei de um sonho
saltei cedinho da cama, escolhi a minha roupa
vim para a rua com o mais lindo sorriso
Bebi um café que está fabuloso
Decidi que o dia de hoje ia ser pleno, leve e suave
"bom dia vida " hoje eu escolho ser feliz
Com a minha família, marido e filhos
podem falar...... falar.......pouco importa!

"FOLHA"

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema
Com a saudade estas palavras que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo das horas que apoderam-se de mim
Escrevendo-te com a dor do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega, onde nos conjugamos
Nas lágrimas de dor convertidas em alegria
Feitas em dias, horas, minutos de felicidade
Sem limites onde juntos, juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia, mas nunca não irás ler
Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento
O malandro do vento trouxe de volta a folha com toda a felicidade!

"LIVRO FOLHEADO"


Outono quente de livro na mão
Caminho descalça pela areia fria da praia
Oiço o mar a desfalecer
Chorava o mar de amor nas vagas que batiam nas rochas
Naufrago das palavras entre os livros lidos
Livros folheados asfixiados de felicidade
Páginas rasgadas que tu talvez nunca conseguirás ler
Tatuagem esboçada inundada de harmonia
Letras desdobradas, incompreendidas mal amadas
Outono quente onde escondo a minha alma na gaveta da cômoda
E os meus olhos entre os livros no cesto do nosso quarto .!

"CONTO DE OUTONO"

A chuva caia com imensa intensidade
A noite estava escura cheia de neblina
Como se não houvesse lua no céu
Ela estava perdida à procura do seu amado
Mas o seu amado não estava em lugar nenhum
O amor e a dor consumiam o seu coração
E uma parte dela morria
O seu amado havia levado essa parte com ele.
Ela não conseguia explicar a dor no seu peito
Chorava de saudade sangrando por dentro.
Pergunta ela porque o conheci?
Era uma simples noite de outono, numa simples festa
Num simples momento, um simples beijo
Coisas simples que foram o bastante para abrir um buraco
De esperança no seu coração para faze-la sofrer de amor
Ela fecha os olhos e pensa no seu amado
No dia em que se conheceram
Do primeiro abraço, do seu único beijo
Olhares profundos dentro dos olhos um do outro.
Uma lágrima desce vagarosamente pelo seu rosto
A dor que de repente a consome, simplesmente desaparece
Olhou para o passado para sentir o que viveu
Não no sentido de quem me dera voltar para trás
Mas apenas para perceber se valeu a pena amar tanto o seu amado!

"FELIZ"

Eu só quero cantar a vida
Amar e saltar na chuva
............
Dançar sobre a areia da praia
Sentir a brisa quente do sol
.............
Não importa se é inverno ou verão
Não importa se é dia ou noite
............
Eu só quero cantar sobre a vida
Letras expressivas com emoção
...........
Palavras belas diz-se ao coração
Alegria de amor, dando luz, cor à paixão.!

"CABELOS"

Passo por este vale os versos que cantei na mocidade
Divinas mãos, flores de espanto pelos campos
Peito rasgado das lágrimas que vendi, dos desenganos
Graças infinitas deveras impenitente, favos de mel
Pedras no deserto, bravas luzes da troca
Fogo puro, do deserto, pela aldeia despovoada
Penitente doce que tocou com alegria
Peito que sangrava, pendura-se sem esperança
Consome com crueza a vaidade, derramada, resplandecente
Doce quietude de quem ama tanto que inflama
Sinto, suspiro, rego, colho, rezo
Planto os grandes vales com versos da nossa historia meu amor
Água que guia esta minha alma em lágrimas de dor banhada
Suspiro dos lírios nos meus cabelos
Que cobria-se de quem ama tanto, a quem tanto ama.

"LAMENTO, PRANTO "

O vento ouve o meu lamento
Leva embora esta minha dor
Acalma este pobre coração que sangra
Leva esta explosão de amor
Que sufoca no peito
Lágrimas doridas que escorrem pela face
Volta meu amor, amado meu.
Transforma este pranto em chama
Leva-me para a tua cama....
E deixa-me sentir-te só meu
Destas saudades, da tua boca...
Do teu beijo, do teu hálito...
Do arrepio que me percorreu a espinha
Do desejo que eu já sufoquei...
Volta meu amor....
Leva-me nos teus braços, amado meu.!

"GRITA AO VENTO"

Amor, meu amor, se precisares de mim.
Grita o meu nome ao vento, ele virá com o teu recado.
Ouvindo a tua voz com o gemido do tempo.
Fecho os meus olhos com uma música suave.
Acariciando-me com a dança dos teus, dos meus lábios.
Se precisares de mim meu amor grita
Grita o meu nome na tempestade do vento.
Ele virá com o teu recado, docemente sobre o meu rosto
Tu sabes que a minha alma chora de dor
Mas se não falo sobre isso, é porque o vento não deixa
A lua com medo da dor, esconde-se nas palavras cheias de amor.
As letras deitam-se de bruços na relva fresca.
Penduradas com o coração numa árvore estão os poemas.
Rosas fatigadas dos beijos abandonados.
Vento de duas cores, das sombras dos girassóis!
Meu amor, se precisares de mim, grita o meu nome ao vento
Ele virá com o teu recado, com o gemido do tempo.!

"FLORES"

Senhor, escuta as palavras de uma pobre mãe.
Que te agradece por tudo o que tens feito por ela.
Obrigado por me teres dado estes filhos lindos.
Que eu tanto amo, todos perfeitos e saudáveis.
Obrigado pelas flores que puseste no meu jardim.
Obrigado pelo jardim mais belo da minha vida.
Pelas sementes que no meu ventre germinaram com amor.
Oito flores que eu tanto amo, fortes e cheias de vida.
Flores que se espalharam e voaram pela vida fora
" obrigado"!

O poeta não sente dor mas finge que sente
Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente

"ABAFADAS"

As palavras ficam abafadas
Pelo silêncio que invade a nossa vida
Neste mar revolto que acalma-me por dentro
Ondas salgadas de um beijo com tanto amor sem tormento
Que chora e desagua no meu peito com um doce olhar
Mar bárbaro e tantas vezes cruel...
Escrevo na areia uma palavra
Que o meu corpo é uma represa cheia de amor para dar
As palavras ficam presas...
Mesmo que tente apagar o que foi escrito
A vida prega-nos partidas e o silêncio fala mais alto
Momentos em que temos a lua, só para nós, que invade o nosso amor!

"ANALISE"

O poeta não sente dor mas finge que sente
Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente
Não analise o que escrevo, por favor
Escrevo, simplesmente por escrever, este prazer de escrever
Um prazer tão elevado, não para editar ou para o exibir
Apenas só pelo simples prazer de escrever
Afinal escrever um poema é gerar um filho parido com amor e dor.
Escrever pelo prazer da escrita, o poeta não sente dor
Mas finge que sente ao escrever a dor e o amor que não sente.!

"OUTONO DE LETRAS"


Línguas de outono, arvores despidas folhas no chão
Escrevo palavras em forma de letras
Com o desejo do vento, que quer as folhas no chão
Gravo as palavras nas rotas dum livro, que quero navegar
Dito as cartas de uma cartografia doce da minha alma
Letras engarrafadas de teu amado corpo
Mar de gestos subtis nas ondas de ti em mim
Desejo-te como as raízes secas a pedir chuva no verão
Outono eterno, corpo desmaiado na memória das águas do passado
Eternos namorados nos vendavais das palavras que se cruzam
Nos teus dias e nos meus, onde não existe cegueira
Apenas sussurros, gemidos de desejos
Palavras sobre a língua do vinho fermentado
Suspiros recolhidos com o teu sorriso..
Rosmaninho doce do teu beijo, licores feitos com o nosso amor
Que bebo e de ti resguardo ainda as promessas por abrir..
Outono de línguas em forma de letras escritas no nosso pensamento
Letras engarrafadas que o vento deseja todas as folhas das árvores no chão!

Senhor.

Obrigado pelo dia que passou e pela noite que começa.
Perdoa as lágrimas de dor, que já foram de amor.
Perdoa o sentimento que escoou-se na areia...
E foi levada pelo mar.

"REMOINHO"

Sonhos à deriva nas ondas do mar
Destes meus desgarrados desabafos de alma
Doces poemas meio amargos
Esconde por vezes alguma insegurança e solidão
Não posso contar ao mar uma dor que é só minha;
Feita na escuridão das ondas
Um remoinho na alma
Acabarmos arrastados pelo furacão.
Ondas do mar que vão e voltam
No ritmo compassado
O cansaço das noites mal dormidas não perdoa
Quantas vezes imagino-te uivando para a lua...
Esta maldita lua que atormenta-me
Entregando-me ao pecado.
Explodindo como um vulcão adormecido
Para que oiças o meu grito..
Como um uivo louco e perdido
Fogueira brutalmente que queima
--- e afaga a tua ausência.
Os verbos em agonia que maltratam
O estado quase insano e brutal em que me encontro...!!

"UM NO OUTRO"

Se eu pudesse ter-te aqui na minha cama desfeita.
Desfeita do nosso desassossego sem destino.
Perduraria o meu amor no teu caminho
Estrada estreita.
Noite escura mal dormida
Na chegada, na partida de viver na ausência.
De tudo que nos faz sofrer
Vida refeita e vivida na conjugação de nós dois.
Desta paixão que arde no meu peito por ti.
Compasso e descompasso, feito por nós dois.
Num beijo prolongado
Calando a todos os feitiços lançados.
Numa utopia longa e prolongada de desejos
Feitos em sentimentos de um passado,
De um futuro cravado nas memórias do meu peito.
Clamo por ti todas as noites mal dormidas.
Saciadas por cada minuto que te chamo
Gritando de dor, as insônias da madrugada.
Palavras deitadas ao vento
Escritas na tempestade da minha alma.
Horas de sono perdidas, esperando a tua chegada
Tantas vezes desconcertantes.
Nas madrugadas cheias de orvalho
Nos desejos mais penetrantes.
Como uma chama que arde sem queimar.
Seremos sempre um no outro
Os nossos corpos estarão sempre moldados
Um do outro, no fim do caminho
Somos as linhas cruzadas do nosso próprio destino.!

SAUDADES

Meu amor
Tenho saudades...
De te observar.....
......
Tenho saudades.
De te tocar......
De te beijar.....
..........
Tenho saudades.
De te acariciar…
Do teu rosto....
.............
Tenho saudades.
Do teu cheiro.....
Do teu gosto.....
.......
Tenho saudades.
Da tua pele.....
Dos teus abraços…
..........
Tenho saudades.
Saudades de ti…
De estar contigo!

ALEGRIA

Ser mãe é amar
É gerar
É cuidar
É amar incondicional que nada espera em troca
É um afeto desmedido sem ser incontido
Ser mãe é um ser infinito de esperança.
Ser mãe é proteger e amparar
É encontrar sempre as palavras certas
SER MÃE É AMAR, AMAR!