Coleção pessoal de HermesFernandes

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A indústria religiosa me enoja. Maquiavel é seu patrono. Creiam-me: Cristo passa longe disso tudo.

Se creio na doutrina da eleição? Claro que sim! Não poderia crer diferente, haja vista sua fundamentação bíblica desde Gênesis a Apocalipse. Resumo minha crença numa frase: Deus escolheu a alguns para o bem de todos. Assim como escolheu a Abraão para que nele fossem benditas TODAS as famílias da terra.

Um diplomata defende os interesses de quem o credenciou. Se somos embaixadores de Cristo, como afirma a Escritura, devemos defender os interesses do Seu Reino, que se resume numa palavra: JUSTIÇA.

A luz só penetra onde houver transparência.

Se tirarmos o teor subversivo da mensagem de Jesus, o que sobra? Quase nada. E o pior é que este ‘quase nada’ acaba servindo como munição para aqueles que se colocam como guardiões do status quo.

Nem sempre a história segue uma trajetória linear. Às vezes, ela lembra mais a mecânica quântica do que o método cartesiano de causa e efeito. Na descrição microscópica proposta pela física quântica, alguns conceitos do nosso cotidiano são desafiados, dentre eles, o de causa e efeito. No mundo subatômico, às vezes o efeito antecede à causa, por mais irracional que isso pareça. Seria como se fôssemos diretamente influenciados pelo futuro, tanto quanto pelo passado (ou quem sabe, ainda mais).

O que a beleza é para os olhos, a gentileza é para o coração.

Dá pra ser feliz com a gentileza desprovida de beleza, mas a beleza sem gentileza é insuportável.

Quanto mais se busca a felicidade, mais ela se nos escapa. Busque o propósito de sua existência, e a felicidade lhe encontrará.

Ilude-se quem pensa estar salvo, mas não sabe amar.

Somos salvos pela graça. Somos salvos para o amor. O amor emerge de onde a graça brota.

Onde abundou o pecado, superabundou a graça. E onde superabundou a graça, hiperabundou o amor.

A graça se origina no amor de Deus, e resulta no amor do homem a Deus e ao seu semelhante.

A menos que nos entendamos escolhidos por Deus pelo bem de todos, corremos o sério risco de acreditar que nossa eleição nos faz prediletos, alimentando nossa presunção de superioridade com relação aos demais.

O amor de Deus nos constrange, mas não nos coage.

Fé desprovida de amor é como uma arma de grosso calibre, porém, sem munição. Por isso Paulo diz que o que importa é a fé que opera pelo amor.

Fé sem obras é como arma de festim. Só faz barulho.

Em vez de um Deus a que devam submeter-se, preferem um deus com o qual façam parceria, cúmplice de seus devaneios.

Um dos mais graves problemas da pós-modernidade é que as pessoas querem um deus feito sob medida para elas, uma espécie de 'personal god', que atenda às suas necessidades, porém, não interfira em sua maneira de viver.

Sobre todos os 'solas' defendidos pelo protestantismo deveria estar o "sola amore". De onde flui a graça salvadora senão do insondável amor de Deus?