Coleção pessoal de Eliot
Quando um dia eu morrer
A única coisa
Que me importará levar
Será a memória do teu amor
E tudo o mais que em mim
De nós ficar!
Pergunta à tua Alma quem és
E saberás porque existes.
Respostas à existencia
Nascem de perguntas às essência.
Vivemos numa sociedade
Onde ninguém ensina
A dar significado à dor,
Pois é do significado à dor
Que nasce a consciência.
Procura e encontrarás o teu lugar no mundo,
Aí, onde não somos o que nascemos,
Mas aquilo que estamos destinados a ser!
Nietzsche proclamou que Deus morreu!
Léon Bloy foi mais suave quando disse que
Deus se afastou!
Eu diria, hoje, bem mais consciente que,
Foi o homem do século XXI que virou costas a Deus!
Viver o karma é sentir dentro de nós,
No momento presente,
A dor daquilo que de errado fizemos
Fora de nós.
O karma não é um castigo é um acerto!
Quando tenho que decidir sobre alguma coisa difícil, questiono-me sempre, por onde tenho medo de ir! E depois, vou por aí ...
Vou por onde o meu medo me levar ...
Porque os medos são fantasmas do Passado, sem rosto, que nos "travam" o viver! Fantasmas que devem ser exorcizados.
Não chorem por mim quando eu morrer!
Desfolhem antes rosas brancas sobre
O meu caixão, para que, a minh'Alma se
Eleve aos céus, num intimo acenar,
Sem medo de vos perder ...
Pela vida, sempre desejei a Morte
Como um filho que gosta da mãe,
Porém, a Morte, tratou-me sempre
Como uma mãe que despreza o filho,
Nunca me deu guarida!
Olhando o meu passado,
Sinto que não fiz tudo bem,
Porém, se voltasse atrás,
Faria tudo como fiz,
Porque se não, não era eu!
Se nasci ou vivi poeta, não sei, mas sei,
Hei-de morrer como os poetas,
Triste, só e vencido!
Só me resta aceitar o meu destino ...
São três as palavras que me bailam nos sentidos ...
Três os pensamentos que me turvam ...
Três poços! Três punhais!
Porém, certezas:
AMOR NÃO VOLTES!!!
