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Coleção pessoal de Eliot

961 - 980 do total de 1102 pensamentos na coleção de Eliot

⁠⁠Meu Deus como a noite é longa;
como é longa a solidão dos que
não tem quem os ame ...
Imenso o abismo de quem não ama
nem vive por amor!
Punhal feito de dois gumes,
espada aberta feita de angustia
e de vazio ...
É fria a terra ... quente a morte ...
... distante a vida!

⁠Eis uma casa fria
que a saudade ergueu
para depois da vida
repor na Morte
o meu desfeito lar!

*Sobre o Epitáfio de um Jazigo.

⁠Quando a Morte vier
quero ser Alguém capaz
de ter sido Alguém!

⁠Lá no alto ergue-se uma Cruz
onde por inveja pregaram Jesus!
A seus pés as Armas de Portugal
as Quinas da Nação para que lá
não haja mal ...
E eu de olhos fixos Nessa Luz
entrego-lhe a minh'Alma porque
o seu olhar me seduz!

⁠Um Povo sem História
é uma gente sem Alma!

⁠Quando escrevo
sinto-me mais inteiro,
mais proporcional
à dimensão da
minh'Alma!

⁠A 25 de outubro de 1951 adormecia em Versalhes coberta por um manto de saudade, coroada de tristezas a última Rainha de Portugal! JAZ p'ra sempre em S. Vicente de Fora ...
Descanse em Deus minha querida Rainha!

*Sobre a Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança.

⁠- Deixo -

Às abandonadas horas fugidías
deixo mágoas cobertas de saudade
mais pesadas que as horas dos meus dias!

Deixo gritos, silêncios, intempéries;
a dor dos partos cheios de magia
que dão vida à vida de todas as mulheres!

Deixo a alegria de me encontrar na dor
quando navego nas suas águas pantanosas
sem vida, sem olfacto, sem tacto nem sabor!

Deixo enfim o que sempre tive horror
do que todo o Ser humano sempre fugiu
nunca encontrar na vida um amor!

Ricardo Maria Louro

⁠⁠Saudades que Senti -

Tudo me lembra de ti
ao passar das horas vãs
das saudades que senti
na agonia das manhãs.

Ao passar naquela ponte
deixo Lisboa sem saber
se por trás de cada monte
o teu amor há-de viver.

Um silêncio paira em mim
como a paz paira no rio
e abandono-te por fim
com as mãos cheias de frio.

Na ausência em que ficamos
fica o meu amor que diz:
na vida que abraçamos
tudo me lembra de ti.

⁠Dou Graças ao Mundo -

Dou graças ao mundo
pelos sonhos que não cumpri,
pela vida que não vivi,
pelas dores a que me dei ...

Dou graças ao mundo!

Dou graças ao mundo
pelas noites que não dormi,
p'los caminhos em que me perdi
p'las horas que me reneguei ...

Dou graças ao mundo!

Dou graças ao mundo
p'los instantes em vão felizes
p'los amores de matizes
que ao meu coração não dei ...

Dou graças ao mundo!

⁠- Hebe Camargo -
(Se eu pudesse ...)

Se eu pudesse te abraçar novamente
e sentir teu cheiro
seria mais feliz por um momento.
Se eu pudesse ... mas não posso ser feliz!
Porque na morte tudo é natural.

Se eu pudesse tu serias realidade
junto a nós!
Mas na vida nem sempre há Sol...
Quem dera que o houvesse!
Por isso aceito a dor como verdade
e a verdade como destino.

Tudo em mim é cansaço!
É silêncio e nostalgia
solidão e desespero.
Se eu pudesse arrancaria a cor
ao Sol Poente só p'ra te abraçar
por um momento.

Fiz dos meus dias
a vontade e a saudade
entre o sonho e a realidade
de encontrar o teu olhar
de ouvir a tua voz.

Oh Hebe ... se eu pudesse ...
... quem dera eu pudesse!

(Em memória de Hebe Camargo)

De quem é esta tristeza? -

De quem é esta tristeza
que me invade os sonhos
num instante de silêncio
e fantasia?! ...

De quem é esta tristeza
pejada de vazio;
de quem?! ...

Traz vestes de queixume
olhos cansados
gestos de ausência ...

De quem é esta tristeza
que sinto quando me deito?!

⁠Há sempre em nós
uma saudade por definir.
Uma ausência por compensar.
É a dolorosa lei da vida ...
Fica a memória!

⁠Penso que cumprir a vida
seja simplesmente
ir pela longa estrada
no sentido do amor ...

⁠Sigo Devagar -

Há em mim uma sede de te amar
uma vontade de ser feliz
eu quero amanhecer frente ao mar
junto a ti, meu tronco, minha raiz.

Sigo devagar, perdi a pressa,
vou sorrindo já chorei demais
a vida passa, não regressa
só o amor não passará jamais.

Vou cansado, já fui tão forte
mas já que a vida quis assim
nem a distância nem a morte
levará o nosso amor de mim.

Ó Deus, meu Deus quanto te amo
depois do amanhã sobro eu
perdi o nome que te chamo
meu amor por ti nunca morreu.

⁠- Hebe Camargo -
(Que saudade de você)

Que saudade de você
que iluminou tanto
o meu dia...
Anoiteceu, você não voltou mais.
Tudo sumiu - minha alegria!

Que saudade de você ,
do seu olhar, sua risada.
Vem ... toca em mim.
Fica bem dentro do meu coração.
Nao foi o fim!

Que saudade de você
da sua voz cantando ao meu ouvido.
Das mágoas no meu peito
sempre que estava perdido.

Que saudade de voçê
das horas que passaram sem te ver.
O tanto que sofri são rosas brancas
Adeus ... porém
você não morreu!

Onde está você?!
Sua presença
é balsamo sublime ...
Quimera ou silêncio
ninguém vê.
Que saudade de você!

⁠E é isto:

o Amor para ser grande
tem que ser triste!

⁠- ⁠Carta de condolências para Sua Majestade a Rainha Isabel II aquando da morte de S.A.R o Principe Philipe Duque de Edimburgo-

É com alegria mas ao mesmo tempo com tristeza que me dirijo a Vossa Majestade.

O momento é dificil, doloroso, por isso, apresento a Vossa Majestade, bem como a toda a Familia Real, as minhas sentidas Condolências por morte do vosso muito amado esposo, pai e avô. Sinto muito pela vossa perda...

Sou Ricardo Maria Louro (Richard Mary Bay), vivo numa cidade ao Sul de Portugal. A cidade de Évora. Tenho 36 anos, sou Escritor/Poeta e nutro por Vossa Majestade um imenso carinho, muita ternura e admiração. Quero deixar a Vossa Majestade uma palavra de afecto por morte do Príncipe Philipe. É essa, de facto, a razão maior da minha carta. Quero deixar a Vossa Majestade algumas palavras de esperança, conforto e afecto.

Imagino que para Vossa Majestade não seja fácil dizer adeus a alguém tão especial. Foram muito anos de partilha. Dizer adeus a quem amamos é sentir o coração aos pedaços; sentir partir uma parte de nós. É conhecer uma tristeza que tempo nenhum fará esquecer.

Lord Byron, a quem muito admiro, disse certa vez nos seus poemas: "A prova de um afecto puro é uma lágrima".
E quantas lágrimas não choramos nós pela vida fora por tantos afectos que temos?! Tantas, tantas!

"O Luto é o preço que pagamos pelo amor", disse Vossa Majestade. Que profundo. Obrigado por esta frase há-de acompanhar-me sempre...

O Principe Philipe era um homem culto, inteligente, brilhante nas funções que desempenhou. Um fiel e nobre súbdito de Sua Majestade a Rainha. Vê-lo partir é ver partir uma parte da história mundial. Um ícone para todos nós.

Embora não seja Inglês sinto profunfamente a perda de Vossa Majestade e sinto uma tristeza profunda. E é dessa tristeza que nasceram estes versos que partilho em seguida e que dedico a Vossa Majestade a Rainha. Senti-os como sendo palavras do Principe Philipe para Vossa Majestade:

- O NOSSO AMOR -

Quando o nosso amor já não for o que foi outrora
lembra-te que as cinzas que de nós ficaram
são apenas pó, silêncio, o fim de tantas horas
que as horas da nossa história não marcaram!

Porém verás que serei o que sempre fui pra ti!
O mesmo olhar, a mesma Alma, sempre teu,
nada em mim mudou, além de já não estar aqui,
e de sofrer, sentindo que pra nós tudo morreu!

Adeus! Palavra que me corta o paladar
que me toca no silêncio e na quietude
junto às praias do cansaço, frente ao mar.

Tantas voltas dei ao mundo, foi em vão,
eu nunca encontrei a tua juventude
noutros olhos, nem o toque que tinha a
tua mão ...

Mais uma vez me vem à memória Lord Byron quando escreveu nos seus versos que a recordação da felicidade já não é felicidade mas que a recordação da dor ainda é dor.
Que verdade tão fatal à existencia humana! Mas eu acredito que no fundo do Não-Ser o Ser sempre se revela!

Embora o momento seja de silêncio e luto Vossa Majestade teve que assinalar o vosso Aniversário. Que esse dia se repita por muitos anos com Saude, paz e amor.

De coração aberto e humildemente prostrado aos pés de Vossa Majestade, tenho a honra de ser, Senhora, um vosso servo humilde e obediente,
e por isso, despeço-me de Vossa Majestade com ternura, estima e consideração.

Évora, 25 de Abril de 2021.
Ricardo Maria Louro
"O último Romântico"

Deus Salve a Rainha!

⁠Soneto para Sua Majestade a Rainha Isabel II de Inglaterra aquando da morte do Principe Philipe.

- O NOSSO AMOR -

Quando o nosso amor já não for o que foi outrora
lembra-te que as cinzas que de nós ficaram
são apenas pó, silêncio, o fim de tantas horas
que as horas da nossa história não marcaram!

Porém verás que serei o que sempre fui pra ti!
O mesmo olhar, a mesma Alma, sempre teu,
nada em mim mudou, além de já não estar aqui,
e de sofrer, sentindo que pra nós tudo morreu!

Adeus! Palavra que me corta o paladar
que me toca no silêncio e na quietude
junto às praias do cansaço, frente ao mar.

Tantas voltas dei ao mundo, foi em vão,
eu nunca encontrei a tua juventude
noutros olhos, nem o toque que tinha a
tua mão ...

⁠É preciso saber esperar
as alturas certas
para que a vida
se revele ...