Coleção pessoal de elciojosemartins

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O valor dos intervalos

Será que conhecemos o valor dos intervalos? Temos intervalo pra tudo. Na escola, no trabalho, nas reuniões, nos encontros profissionais, sociais, religiosos, etc.
Temos um intervalo muito importante, especial, que se dá nos últimos dias do ano, aproveitando os feriados de Natal e ano novo. Esse intervalo é momento de reflexão, de homenagens, de presentes, de mensagens de otimismo, de confraternização e de fraternidade.
Temos ainda os intervalos chamados feriados folclóricos e religiosos, como o Reis entre os dias 25 de dezembro e seis de janeiro de cada ano. O carnaval que acontece às vésperas da quaresma. As festas juninas que acontecem no mês de junho. Outras festas regionais como o congado, as cavalhadas, a festa do divino e o bumba meu boi.
Mas para que servem os intervalos? Uns dizem para descansar, outros, para participar das festas tradicionais, outros, para se alimentar, outros, para um bate-papo. Cada um utiliza este tempo à sua maneira.
Não fomos treinados há usar esse tempo especial, fomos treinados sim, para o trabalho. Às vezes nem sabemos o que fazer nesses minutos, horas ou dias especiais.
Esse intervalo deve ser entendido e valorizado como a possibilidade dos encontros, da união das pessoas, da troca de gentilezas, do convívio fraterno, da oração, do descanso merecido depois de um dia de trabalho, do direito à pachorra, do cochilo sem culpa, do não fazer nada.
Consciente ou inconsciente aos poucos vamos aprendendo utilizar esses momentos especiais em proveito individual e coletivo.
Algumas pessoas aproveitam esses intervalos de tempo para a beneficência. Visitam as entidades sociais como ASILOS e APAES, por exemplo. Outros preferem curtir a família, outros preferem viajar, outros preferem pescar, outros preferem o mar, outros preferem as chácaras, ranchos, rios, outros preferem o aconchego, outros, simplesmente não fazer nada.
Os intervalos são dedicados aos momentos especiais como o encontro das famílias e dos amigos. O momento de abraços e afetos.
Precisamos dos intervalos, e, cada vez mais saber o que fazer com eles.
Bom intervalo a todos...
Élcio José Martins.

"A gratidão está fora de moda. O "muito obrigado", deixou de existir. Os túmulos estão floridos. O remorso ronda a vida."

Estranhou-me tudo!...
Estranhou-me o seu não aconchego;
Estranhou-me sua forma de dizer as coisas;
Estranhou-me sua maneira de esconder-se;
Estranhou-me tudo;

Estranhou-me a amizade efêmera;
Estranhou-me a não reciprocidade;
Estranhou-me o não retorno do carinho e do afeto;
Estranhou-me a não compreensão;

Estranhou-me entristecer e magoar;
Estranhou-me os questionamentos;
Estranhou-me não acreditar que vale a pena caminhar no bem;
Estranhou-me não esperar retorno;

Estranhou-me a bela amizade ceifada em sua origem;
Estranhou-me ouvir e compartilhar;
Estranhou-me conhecimentos com pessoas interessantes;
Estranhou-me crescer e enriquecer nas relações humanas;

Estranhou-me ter força de vontade;
Estranhou-me o desejo de ser bom;
Estranhou-me vencer os obstáculos da vida;
Estranhou-me a luz para trilhar os caminhos do bem;

Estranhou-me a Fé para cultivar o amor;
Estranhou-me semear a gratidão;
Estranhou-me tudo isso;

Estranhou-me as lições apreendidas nas coisas boas e não tão boas;
Estranhou-me aprender na felicidade e na tristeza;
Estranhou-me a gratidão por tudo;

Estranhou-me que nada vem por acaso;
Estranhou-me que tudo tem sua razão de ser e de existir;
Estranhou-me que toda atitude tem sua origem na coragem ou na falta dela;
Estranhou-me que toda atitude gera consequências; às vezes, irreversíveis;

Estranhou-me que somos responsáveis por quem cativamos;
Estranhou-me que nossos valores são bússolas que nos levam ao objetivo traçado;
Estranhou-me que a anti bússola é não enxergar o óbvio;
Estranhou-me, enfim, que tudo vale apena.
Élcio José Martins

DIA INTERNACIONAL DA MULHER – 08/MARÇO
Este é um dia mais que especial. É dedicado a àquelas que se desdobram em várias para cumprir as tarefas cotidianas. Àquelas que amam pelo amor, que riem pelo riso, que dançam pela dança e que vivem pela vida.
Feliz do homem que tem uma mulher à sua espera, uma mulher pra chamar de sua, de sua mulher. A mulher é única e especial.
FELICITAMOS POIS O DIA ESPECIAL DAS GRANDES E ESPETACULARES DAMAS que enfeitam lares e se doam para transformação de um mundo mais justo e mais feliz.
Élcio José Martins

O que é um filtro de sonhos?

:: Adília Belotti ::
Você tem um filtro de sonhos pendurado na sua janela? Sabe para que serve ou como funciona? Não? Então descubra aqui porque estas lindas teias de caçar sonhos fazem tanto sucesso. E boa noite!

Os filtros de sonhos definitivamente estão na moda. É possível encontrá-los em quase todas as lojas de artigos esotéricos. E, embora o nome, filtro de sonhos (ou dream catcher, em inglês), já seja bem sugestivo, nem todo mundo sabe exatamente para que servem estes belos objetos redondos, enfeitados de penas e de contas.

Os dream catchers chegaram ao Brasil vindos dos EUA. Mas lá eles estão longe de ser uma moda passageira. Quase todas as tribos de índios americanos há muitos anos já os incorporaram às suas tradições. E as lendas sobre eles correm por toda parte.

Embora hoje todas estas nações indígenas produzam seus próprios dream catchers, a história dos filtros começa com os índios Ojibwe (ou Chippewa).

A história dos dream catchers
Os sonhos desempenhavam um papel fundamental na vida dos Ojibwe. Para este povo que vivia na região dos Grandes Lagos americanos e que hoje também se espalha por outras regiões do Novo México, aprender a decifrar as mensagens reveladas nos sonhos era a tarefa mais importante que as pessoas tinham durante sua passagem pela Terra. Por causa disto, o dream catcher era uma ferramenta essencial.

O filtro de sonhos, como ficou conhecido em português, na verdade, não é um filtro, é uma teia. Os Ojibwe acreditam que, quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, bons e ruins. Alguns destes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante do Grande Espírito para nós. Então, na verdade, estes sonhos são bons sonhos. Mas existem muitos outros sonhos e energias ruins flutuando à nossa volta e que não são nossos. Estes é que podem nos fazer mal. É justamente para separar estes sonhos e energias ruins que existem os dream catchers.

A tradição manda que as teias coloridas sejam penduradas sobre o berço dos bebês e a caminha das crianças. Os sonhos bons, sabendo exatamente aonde ir, conseguem passar pelo buraco central da teia, ao passo que os sonhos ruins ficam perdidos e acabam presos nos fios. Quando os primeiros raios de sol surgem, os sonhos maus desaparecem. Os círculos são feitos com ramos flexíveis de salgueiros e revestidos com tiras de couro.

Uma pena é colocada no centro, representando o ar ou a respiração, essencial para a vida. O bebê, observando a pena dançar ao vento, aprende uma lição sobre a importância do ar. Além disto, a pena de coruja, feminina, simboliza a sabedoria. A pena de águia, masculina, serve para dar coragem.

Para captar os sonhos dos adultos, os dream catchers são trançados em fibra e não com ramos de salgueiros. Por isso são mais resistentes.
Extraído do site Spiritual Network. Aqui você aprende a confeccionar sua própria teia de sonhos (em inglês).

Como a Aranha deu a teia de sonhos para os seres humanos
Existem muitas histórias relacionadas com aranhas e Mulheres-Aranhas entre as várias nações de índios americanos. Em muitas destas tradições, por exemplo, a Mulher-Aranha é um personagem fundamental e sábio, ora mensageira do Sol, ora avó do próprio Sol e organizadora da vida na Terra. Existem várias lendas relacionadas com os dream catchers. Esta que escolhemos é apenas uma das versões.

Uma aranha fiava sua teia próximo à cama da avó (Nokomi). Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, pegou uma pedra para matá-la. Mas a avó não deixou. O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. A velha mulher voltou-se para observar mais uma vez o trabalho do animal e, então, a aranha falou: "Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso. Na próxima Lua nova vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios. Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins. O pequeno furo no centro vai deixar passar os bons sonhos e fazê-los chegarem até você.
Quando a Lua chegou, a avó viu a aranha tecer sua teia mágica e, agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: "Aprenda", dizia a aranha. Finalmente, exausta, a avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu, ela acordou e viu a teia brilhando como jóia graças às gotas de orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas de pomba que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. Por entre as malhas da teia, o Pai Sol sorria alegremente. E a avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem os filtros de sonhos. E até hoje eles vêm afastando os pesadelos de muita gente. Quem sabe não vai funcionar com você também?

Extraído do site Spiritual Network. Aqui você aprende a confeccionar sua própria teia de sonhos (em inglês).

A GRANDE VIAGEM - página 02
... Cinco meses de passaram. Nenhuma boa notícia. Os amigos do Sr. João não tinham nenhuma informação, acreditavam no pior. Dr. Fernando, ao contrário, ninguém sabe como, mas ele enxergava além da capacidade humana, via nas entrelinhas da alma, penetrava nas profundezas infinitas do coração de João. Dr. Fernando Osório tinha certeza de que a qualquer momento seu querido amigo-paciente estaria sorrindo novamente. O povo continuava ali. Todos queriam notícias. A cada momento novas informações, boas, ruins, uma eterna dúvida;
Um burburinho começou no corredor. “O que aconteceu?”. Era a pergunta geral. Uma notícia deixou todos estupefatos. Como num passo de mágica, uma ajuda dos céus, um milagre, uma mágica. Sr. João sai do coma. Gritos e mais gritos de alegria. O choro era a comunicação nesse momento. As lágrimas brilhavam nas faces de homens, mulheres e crianças. Dr. Fernando, mesmo com todo treino, não segurava suas lágrimas de mel. No Hospital tudo era festa e choro de alegria. Os médicos que acompanharam todo o processo de luta na recuperação do Sr. João, não acreditavam no que viam. “É um milagre”, dizia o provedor, Dr. Iran, “É uma força Divina”, dizia Madre Sinhá. Todos queriam vê-lo. Escutar sua voz fraca e doce. “Mais alguns dias de repouso e acompanhamento médico. Logo ele deverá ter alta”, dizia o enfermeiro Gurgel. Seus familiares, da cidade de São Pedro, cuidavam da documentação. “Como vamos pagar o hospital, o médico?”, dizia o pai. “Como vamos conseguir dinheiro para cobrir todas as despesas?”, dizia o irmão mais velho. Esses eram os comentários de seus pais e irmãos. Seu tio Barrica era muito rico, mas ninguém tinha coragem de pedir a ele a ajuda necessária. Era sovina de pai e mãe. Diziam na cidade que ele era tão rico, mas tão rico, que só tinha dinheiro.
. . . Até aquele momento ninguém sabia seu nome verdadeiro. Era conhecido apenas de Sr. João, o mascate. Em sua certidão de nascimento estava escrito: “João de Deus dos Milagres, nascido na cidade de São Pedro, no dia 20 de agosto, filho de Maria dos Milagres e José de Arimateia dos Milagres”. Solteiro, mulherengo, tinha uma namoradinha em cada cidade que passava;
Alguns dias se passaram. Já era chegada a hora de Sr. João Ver a luz do sol. Sua alta se aproximava. No dia “D”, pouco antes de Sr. João deixar os aposentos, surge, na esquina da Rua Misael Sandoval, um carro vermelho, novinho em folha, para em frente ao Hospital. Uma bela Senhora, bem vestida, cabelos longos, alta, aparentando uns trinta e cinco anos, desce pela porta de trás do belo automóvel. Com toda elegância sobe as escadarias do Hospital. Seu nome era Sara. Não conversa com ninguém, apenas cochicha com o Dr. Fernando. Seguem rumo ao escritório do Hospital. De longe, percebia-se que ela emitia um cheque, entregando-o ao gerente da tesouraria. Até aquele momento ninguém estava entendendo nada. Imaginava-se que seria uma sócia do Hospital ou fazia uma obra de caridade, porque o Hospital sempre recebia esses donativos. Mas algo chamava a atenção, era diferente. As indagações começaram a sondar cada espaço. Pelos corredores funcionários e familiares conversavam sobre o mesmo assunto. A bela senhora deixa o Hospital e retorna pelo mesmo caminho. Surpresos, todos. Era um novo capítulo de uma nova novela. Todos se perguntavam o que havia acontecido. Mas, eis que surge a verdade. A enfermeira Isis, amiga da família, leva a boa notícia. Neste momento, Sr. João já estava com toda a família reunida. Disse ela: “Sr. João, pode ir para casa, tranquilo, dormir com todos os anjos, aqueles que sempre o acompanharam. O Senhor não deve nada ao Hospital.” “Mas como?” perguntou ele. O que ela respondeu: “Dona Sara, aquela bela senhora que há pouco veio ao Hospital, acredito ser parente próxima de Dr. Fernando, também não sei a razão, mas ela pagou toda a sua conta.” Com um grito muito fraco Sr. João, sem entender nada diz: “Mais um anjo em minha vida! O que fiz para merecer tanto carinho, tanta graça! Qual a razão disto? Será que Dr. Fernando pediu a ela?”. Sr João, sua família, funcionários, médicos e amigos não entendiam o que se passava. “Como pode uma estranha pagar uma conta tão grande?”, dizia o irmão mais novo. “Por que será que ela pagou?”, dizia a mãe. Essa era a pergunta geral.
Sr. João se preparava para sair. A multidão o esperava lá fora. Fogos de artifício estouravam de alegria. Os olhos de cada um eram como o brilho de um cristal. Tudo era festa.
Em um instante tudo ficou em silêncio. Para na porta do Hospital, novamente, o belo carro, desce dele a linda Senhora juntamente com o Dr. Fernando. Adentram ao Hospital. Mais surpresa, tudo volta à estaca zero. O que estava ficando claro, agora, novamente, se enrola nos fios da incerteza. O que era certeza virou dúvida, O que era dúvida virou mais dúvida ainda. Todos em estranha sensação. Sr. João, sentado no sofá, aguardava as ordens para a partida. Eis que surge à sua frente Dr. Fernando Osório, acompanhado da bela Senhora. Tira do bolso um papel branco, escrito à caneta, entrega-o ao Sr. João. Ele calmamente o lê. Aos poucos as lágrimas, como nascente de um grande rio, se esbaldam e brilham na face do pobre homem. Seu coração dispara, seus batimentos sobem rapidamente. Recosta no sofá. Suspira lentamente. A cor de sua pele clara altera rapidamente. Dr. Fernando se assusta, pede que todos se afastem, vem o enfermeiro com a maca, leva-o ao primeiro quarto que avista. Suas mãos antes calmas, firmes e afinadas, agora tremem desafinadas como vara verde. O silêncio novamente se codifica na linguagem momentânea. Mas os anjos de Sr. João não desistem. Uma força que vem não se sabe de onde o faz reagir e, ainda pálido e fraco, com a ajuda do grande mestre Dr. Fernando, levanta-se com dificuldade. Seu coração aos poucos se equilibra no ritmo das lágrimas do estimado Doutor. Uma voz uníssona se houve lá de fora. São seus amigos a gritar seu nome. Uma só voz.
Todos que presenciavam a cena pensavam e perguntavam o acontecia. Era estranho, sublime. A emoção tomava conta de todos. Novamente, o chão encharcava de lágrimas. Dr. Fernando, com sua simpatia e gentileza, toma Sr. João pelos braços, leva-o ao seu peito. Abraça-o. O choro é a linguagem codificada. Não queriam largar mais um do outro, parecia que os dois eram apenas um. A felicidade tomava conta. Tudo era tudo e não era nada. Tudo se explicava e nada explicava. Eram certeza e dúvida, pântano e lírio, ostra e lodo, morte e vida.
Até aquele momento nenhuma palavra era pronunciada. A voz embargada não tinha força para soltar o grito da vontade. Anos de procura, anos à espera da verdade, anos à espera da concretização do sonho. O sagrado se fez presente e um presente se fez sagrado. Chegava ali o final feliz da busca incessante. Os braços se soltam das costas um do outro. As mãos continuam dadas, firmes, olhos nos olhos. Uma Luz desce entre a fenda que se abre no telhado. Um suspiro, outro suspiro. Dr. Fernando, em lágrimas, tenta gritar, a voz quase não sai. “Pai. O Senhor é meu Pai!”. Sr. João quase não aguenta, cai sobre o sofá. Com uma voz oca, roca, pede um abraço, beija-o. Inicia-se ali uma amizade, de pai para filho, de amigo, de irmão. Nunca mais se separaram...
. . . Dr. Fernando, noivo à época, se casa no ano seguinte. Exatamente nove meses depois nasce seu primogênito. Recebe o nome de João Fernando Osório dos Milagres. Sr. João continua sua vida de mascate, mas seu maior trabalho é cuidar do querido neto. O hospital, onde já foi paciente, agora é local de visitas. Quando Sr. João por lá aparece, é sempre uma festa.
Vida e morte estiveram juntas num corpo físico durante meses, que parecia um século... A fé, o amor de seus amigos, a crença e a dedicação de Dr. Fernando, a qualidade do Hospital, a resistência e saúde de Sr. João. Tudo isto não se explica, não convence. Tudo são indagação e sugestão... Mas, para todos que tiveram com ele nesses meses de agonia não deixam dúvidas. Foi um Milagre. O Milagre da Vida...
ÉlcioJose

NUM SÁBADO QUALQUER

Num sábado qualquer, dia sagrado,
Com missa e muito agrado,
Brotou no jardim a rosa,
Capobianco em verso e prosa.

O tom era da mata,
O som era do Matos,
Os acordes por Deus, enviados,
Fizeram a alegria dos convidados.

A alegria que contagia,
A família que certo dia,
Plantou na luz do dia,
Esta linda sinfonia.

Semeou por terra afora,
A semente de outrora,
Colhe-se o fruto agora,
Pelo dom de fazer história.

De São Paulo, Monte Santo e Guaxupé,
A escolhida foi Guaranésia pra se fincar o pé,
Da família capobianco, gente de fé,
Do manga larga machador, ao produtor de café.

O Porto é seguro,
Não tem nem Páreo-duro,
Projeta-se todo o futuro,
Do verde, fruto maduro.

Do baio ao alazão,
O cavalo garanhão,
Mostrou pra multidão,
Como se faz um campeão...



Élciojosé

Perder a viagem

Você pede ao patrão para sair mais cedo do trabalho, pega um ônibus lotado, vai para um consultório médico que fica no centro da cidade, gasta seus trocados, seu tempo e seu humor, e, ao chegar, esbaforido e atrasado, descobre através da secretária que sua hora, na verdade, está marcada para semana que vem. Sinto muito, você perdeu a viagem.

Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.

Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já lhes é tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.

Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.

Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.

Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções.

Estão perdendo a viagem aqueles que se entregam de mão beijada às garras do tédio.

A essência do Homem

A vida tem seu Juízo,
Na terra e no paraíso;
É preciso ser preciso,
Na escolha do sorriso.

O ético e o colarinho,
Diferenciam-se no ninho;
Um curte a realização,
O outro a corrupção.

O mal sono traz o bom sonho.
O amor um ar risonho,
A nuvem negra a boa chuva;
A mãos ásperas a fina luva.

A guerra traz o terror.
O encontro de almas traz o amor;
Deus traz a Paz, por favor!
Faz esse mundo encantador.

Para os reis a estrela guia,
Para os sobrinhos a doce tia;
Para a música a harmonia.
Para os magos a alquimia.
Élciojosé

A morte e o aborto

A morte é certeira,
No ventre ou mamadeira;
Acidente ou natural,
A aborto vem do Mal.

Élciojose

É preciso

É preciso ser preciso,
No mar em navegação;
Não há ensaio e improviso,
Onde exige precisão.

É preciso amor...

É preciso viver o amor,
Nesse mundo de rancor;
Sê honesto e trabalhador,
O exemplo o fará merecedor.

MORRER É PRECISO

Morrer é preciso,
Viver não é preciso;
Sorrir é preciso,
Chorar não é preciso.

JUÍZO

A vida tem seu Juízo,
Na terra e no paraíso;
É preciso ser preciso,
Na escolha do sorriso.

Sonho

O mal sono traz o bom sonho.
O amor um ar risonho,
A nuvem negra a boa chuva;
A mãos ásperas a fina luva.

A vida que vivemos

"Deus nos deu uma vida para ser vivida. Vivida da melhor maneira. Vivida na Paz, no amor, na fraternidade, nos encontros e desencontros, no olhar sublime de uma criança, no semblante e sabedoria de um ancião, no verde da natureza, no azul do céu, na cascata de uma queda d'água, na felicidade da mãe que acabou de gerar um filho, no sorriso de quem ganhou um presente, no aplauso ao artista, no riso da piada, no beijo dos enamorados, no canto das aves, nos afetos recebidos, na poesia que encanta, na música que alegra a alma, nos encontros dos amigos, no lar de uma família;
Somos energia que pulsa. Somos o milagre da vida. Somos a própria vida."

DEUS

"Podemos até duvidar da verdade sobre Deus, criador de todas as coisas, o todo poderoso, o criador do céu e da terra. São tantas as situações de sofrimento, tragédias e injustiça social que ocorrem diariamente, principalmente com as pessoas mais humildes, que chegamos a duvidar que Deus, em sua infinita bondade, aceitaria tal situação;
Mas ao olharmos a Natureza com sua beleza e sua forma, essa engenharia perfeita, sentenciamos. Questionamos-nos como pode essa maravilha ter sido criada do nada. A Ciência tenta provar a sua tese, mas até hoje só teorias. Uma força superior está por trás de tudo isso. Podemos chamar pelo nome de DEUS ou simplesmente por “Grande Arquiteto do Universo”;
Como o Pai que constrói seu patrimônio depois de muito trabalho, ao chegar à velhice, chama seu filho e diz: “Tudo que construí agora é seu. Faça bom uso de tudo que estou te deixando. A casa esta arrumada, as empresas sadias, só resta a você mantê-las e melhorá-las. Não estarei aqui para dizer o que deve ou não deve fazer. Tem o livre arbítrio, cabe a você saber usá-lo.” ;
Assim somos nós. Deus construiu o mundo e nos deu para mantê-lo e melhorá-lo, da mesma maneira que o pai disse ao filho. Os sofrimentos, as tragédias e a injustiça social são responsabilidades nossas. Cabe a nós, humanos, dignos de "racionalidade" fazermos a nossa parte."

A busca pelo sagrado

"Se estamos tristes, doentes, sem dinheiro, perdemos um amor, um ente querido, ou, qualquer coisa que nos apequene, recorremos ao sagrado para a devida solução;
Essa muleta que carregamos conosco é o instrumento para acobertarmos ou encobrirmos um problema qualquer. Quando a solução é difícil em vez de lutarmos e buscarmos as soluções, buscamos nas divindades as respostas que não encontramos."

“Quem ajuda outrem, não está vendendo nem comprando nada, está sim, ensinando o caminho do Bem, do Amor e da Caridade. É a famosa lei do retorno. Retorna pra gente tudo aquilo que damos com carinho e afeto. Se nossa vida for regada no jardim do amor, da fraternidade e da caridade, as flores serão belas e perfumadas.”