Coleção pessoal de demetriosena
Essa coisa de amar como quem despetala,
feito bala de afeto que a boca derrete,
lua toda melada entornando no céu,
é papel que a caneta interpreta na mão...
Esses 20 porcento de ferro
que me fugiram da alma,
Esses 10 porcento de ferro
que o vento levou das calçadas,
Deixaram-me mais leve,
o suavemente necessário
para não enferrujar.
Quem Bavárias vezes chama
tem amor; Cintra o que digo;
sendo assim não faça Brahma
-Por favor, Kaiser comigo!
Quando nada mais será novo, o mundo será um paradoxo, ficando entre a cibernética ou algo mais moderno e o tacape.
Declarando um grande amor: Ninguém te ama como eu! Jogando um favor na cara: Ninguém te ama, como eu!
Curiosa, minha filha Júlia de três anos, perguntou-me com ares de segredo: "Pai; o que é uma surra?". Gaguejei. Baixei a voz e quis saber onde ouvira a palavra. Ouvira de um coleguinha na escola em que a mãe trabalha, que dissera ter levado uma. Pelo tom da voz, a Júlia sabia que não era boa coisa, e certamente o coleguinha surrado não fez boa expressão, ao dar a notícia.
Não tive coragem de dizer. Talvez devesse, não sei o que diriam os "educocratas", mas não tive. Convergi nossa conversa para coisas mais produtivas. É claro que ela saberá logo o que é uma surra, não graças a mim, mas acho que posso adiar um pouco. E na verdade, fico feliz por ter uma filha que vive num mundo (o de nossa casa) que ainda não registrou a palavra em seu glossário.
Guerreiros quebrados pela pátria
que os usou; hoje são sucateados...
Quem há de soldar esses soldados?
Conquiste-me; não adquira;
quero ser teu bem; não um dos bens.
O teu sonho de amor, não de consumo...
