Coleção pessoal de demetriosena

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Romantismo demais dá diabetes no amor.

Grandes amigos são amantes... que só não fazem amor.

Esses 20 porcento de ferro

que me fugiram da alma,

Esses 10 porcento de ferro

que o vento levou das calçadas,

Deixaram-me mais leve,

o suavemente necessário

para não enferrujar.

Do bem-aventurado: Nada como um dia após o outro! Do desventurado: Nada como, um dia após o outro.

A vida tem uns segredos
que ninguém pode saber;
viver é queima de arquivo...

Antes de
conhecê-la,
das duas
uma verdade:
Jamais amei
um amigo;
não sabia o sentido
de amizade.

SONHOS...
Desbravadores de amanhãs.

Quem Bavárias vezes chama
tem amor; Cintra o que digo;
sendo assim não faça Brahma
-Por favor, Kaiser comigo!

Quando nada mais será novo, o mundo será um paradoxo, ficando entre a cibernética ou algo mais moderno e o tacape.

Declarando um grande amor: Ninguém te ama como eu! Jogando um favor na cara: Ninguém te ama, como eu!

DENTRO DOS TEUS VERSOS
ENCONTREI REFLEXOS,
PEDAÇOS DE MIM.

Gravidez de flores;
amoreira por parir
amores e amoras...

Curiosa, minha filha Júlia de três anos, perguntou-me com ares de segredo: "Pai; o que é uma surra?". Gaguejei. Baixei a voz e quis saber onde ouvira a palavra. Ouvira de um coleguinha na escola em que a mãe trabalha, que dissera ter levado uma. Pelo tom da voz, a Júlia sabia que não era boa coisa, e certamente o coleguinha surrado não fez boa expressão, ao dar a notícia.
Não tive coragem de dizer. Talvez devesse, não sei o que diriam os "educocratas", mas não tive. Convergi nossa conversa para coisas mais produtivas. É claro que ela saberá logo o que é uma surra, não graças a mim, mas acho que posso adiar um pouco. E na verdade, fico feliz por ter uma filha que vive num mundo (o de nossa casa) que ainda não registrou a palavra em seu glossário.

Guerreiros quebrados pela pátria
que os usou; hoje são sucateados...
Quem há de soldar esses soldados?

Conquiste-me; não adquira;
quero ser teu bem; não um dos bens.
O teu sonho de amor, não de consumo...

A idade tem sabedoria
e a sabedoria não tem idade!

Aqui no sertão sente-se mais de perto o efeito do aquecimento global, temos um sol pra cada um.

Considerando o mundo em que vivemos, tenha sempre medo por seus filhos. Um medo braçal, atuante, sempre disposto a socorrer. Medo destemido! E se todos à volta, inclusive o cônjuge não vêem motivo para o seu medo, radicalize: Tenha medo redobrado e não se poupe sequer do medo da falta de medo que lhe cerca. Coragem! É esse medo que nos dá força para proteger os que amamos, proporcionando-lhes uma vida... Sem medo.

Se cada membro expulso de um chamado reality show diz a verdade, ao afirmar que sua expulsão se deve a determinadas virtudes, tenhamos pavor dos vencedores. A julgar por isso, o primeiro eliminado elimina, a reboque, virtudes como a lealdade, o companheirismo e a solidariedade que, segundo ele, os demais não têm. O segundo eliminado leva consigo a honestidade, a transparência, o bom senso. Já o terceiro, diz que é eliminado por ter ética, bondade e pudor.
Sem dúvida, o vencedor de um jogo desta natureza deve receber seu prêmio e seguir direto para o inferno. Não sobrará para ele uma só qualidade, pois todas estarão desfilando nas entrevistas vingativas dos vencidos. Afinal, com um milhão de dólares à disposição, mais contratos publicitários e outros ganhos, quem é que precisa de virtudes? Não é este o raciocínio vigente na sociedade moderna?

Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.