Coleção pessoal de Claudiokoda

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Em cavernas existenciais encontramos os mistérios do imaginário, há um porquê das prisões do ser, da psiquê da alma querendo se encontrar no plano material.

Saudade de um tempo em que gentileza gerava gentileza, que amor não se apresentava tão somente em gravuras, que o respeito embasada os relacionamentos interpessoais, que os homens se respeitavam e viviam em paz.

No aconchego de um abraço, muitas coisas para sentir, ou um sentimento amigo, ou um amor para fruir.

O amor é imensurável, mas cabe perfeitamente dentro de um abraço.

Somos um todo, com um pouquinho de cada ser. Somos o nada, se não unidos no proceder.
Somos, somar, sempre amar e felizes ao menos tentar viver.

Quando a dor da alma é imensa e sufoca o ser, muitos recorrem a dor da morte para alívio trazer.
Mas o que será que tem, após a morte também?
Se a momentânea e insistente dor tem fim, será que haverá alívio no tempo sem fim? Há uma eternidade a seguir, onde o tempo deixará de existir? Se das eternas portas haveremos de proceder, vida ou morte pode advir, incertezas para meros mortais, na esperança de dias vindouros de eterna paz.

Melancolia e melancia, ambas em abundância nos deixam fartos.

Ao abrir as janelas do meu ser, vejo as obras de um criador, grandes e pequenas produções, majestoso em idealizar as mais perfeitas realizações.

Julgai as palavras;
Julgai o proceder;
Julgai as atitudes;
Só não julgues, o ser.

Chorar, chorar e chorar
Assim talvez a alma lavar
Chorar, chorar e chorar
E um novo dia esperar
O choro dura dias e noites mais
Ansioso roga o ser por alegria voraz.

Bons conselhos no advém, dos verdadeiros amigos que nos quer bem. Mas urge lábios sagaz, que depreza o teu ser e maldades lhe apraz, vislunbra sua dor e desdenha seu bem, esperando o mal sobre ti advém.
Que amigo real possas o desprezar, sem alento a sua vida ao menos tentar, em palavras sublimes boas novas desejar?

Morrendo e sobrevivendo, assim é o suceder. Parte de meu ser morre e outra parte luta para viver.

Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.

Preciso acordar e ver o sol brilhar, das flores sentir o odor e minha alma se encher do amor.

Não precisamos a morte desejar, cedo ou tarde ela vem.
O peso dos anos ou não, também.

É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.

A vida no mundo te dá uma missão, nascer, crescer, reproduzir e seguir para outra dimensão.

Em algum momento da eternidade, haveremos de saber, se conseguimos deixar legado por algo que viemos aqui fazer.

Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.

Palavras que me afagam e esvaecem meu ser. Lembranças multiplicadas de todo o meu viver.