Coleção pessoal de camilacustodio

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Tudo é simples como 1+1=2. Equações como essa, x² - (p-m)x + 3p - 4m=0 me distanciam. Sou do mundo das palavras, doces, retas e diretas.

O excesso de tijolos, me fez emudecer ao sentir a sombra do muro bater no meu rosto...

Minha vida social foi empurrada do décimo andar pelo "lerê, lerê, lerê, lerê". Será que ela ressuscita e volta pro "tunz tunz" ou "aê, aê"?

Balanço geral: somo créditos, subtraio débitos e no fim, mesmo com lágrimas revelando perda, um leve sorriso me diz que sempre ganho.

Andei triste sem motivo. Mas os motivos ocultos são sombras que se escondem quando iluminamos com vela e reza a face da dor.

A dor da perda de mim, tem me despetalado. Repagino, refaço, me despedaço pra renascer.

Um sorriso alheio sussurrou em meu ouvido, palavras feiticeiras de bons ventos!

Calo. Paro. Saio de cena. Assim me despeço, me despedaço, me refaço, renasço e respiro um novo ar!

Daqui da coxia observo. Toda atriz tem seu momento de voyer de si.

Restos, raspas, cascas ficam soando como farsas em minha mente... Muita disposição mental para limpar tudo que não agrega.

Em noite de lua cheia a minha estrela relampejou e disse: -Não ofusque sua luz com meteoros. Se concentre na direção do sol!

Por que água, se tudo está seco, se tudo está no lugar? Sem chuva em meu coração, apenas lua e sol!

Pra longe vou, por os pés na terra, nutrir-me de minhas raízes, sentir cheiro de verde, me perder no silêncio das estrelas, silenciar...

Algo me falta, muito me sobra...

Legal.
Brinquei de pega pega, quebra cabeça, gato e rato, detetive e ladrão, esconde esconde.
Tá na hora do jogo da verdade, né?

Eu, que sempre tinha uma palavra pronta, morri no silêncio.
Sobrou profundo ressentimento, por jamais saber como seria...

A razão não pertence a mim ou a você. Está no meio, no epicentro.Deixe que o tempo e o vento mostrarão, deixe que o tempo e o vento curarão.
Tempo pra curar, vento pra levar...
Vento pra trazer, tempo pra esquecer...

Sigo inquieta, nunca aquieto-me.
Não, mentira, minha.
Quando há nosso enroscar de pensamentos e olhares, a calma transborda, o tempo pára...

Se tudo gira, rodopiando em repetidos erros, enjoo-me, enojo-me.
Vômito à tudo que perde sentido, que zune aos ouvidos, que amarga a boca.

Não sinto meus passos, não sinto os pés no chão. Piso em nuvens de algodão, piso em flores, nas dores molhadas de chuva.
Carrego pó que recolho de metade histórias que vivo, espalho grãos no caminho de lembranças fugidias.
Sigo só e só me querendo em você...