Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
No portão principal
da Armada foi
deixada por populares
uma coroa de flores
em protesto
pelo assassinato
do Capitão-de-Corveta
Para que o mundo
não se esqueça
que ele foi
uma vítima fatal
do Inferno
de cinco letras;
Mas dois guardas
foram detidos
como suspeitos
deste mal
sem conserto.
Persistem
a escassez
de gasolina
e a falta
de notícia;
Porque justiça
ali já não
existe há
muito tempo.
Enquanto isso,
do General
que foi preso
injustamente
há mais de um ano
nada mais sabemos;
E da mesma forma
dos demais
desaparecidos.
Um jovem perdeu
a visão por
perdigonazos,
Tu não sabe
o quanto a mim
me dói a notícia
de cada filho
ferido ou tombado.
Responder a um
cumprimento,
a um pedido
ou pergunta
é sinal de respeito:
Onde está o General?
Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
seguem longe
das vistas,
e em especial
para duas visitas
foram encerrados.
Por favor,
me responda
se o General
Rodríguez Torres
continua vivo!
Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
receberão
uma manifestação
de autoria
do autoproclamado,
Mais uma
trapalhada
para a coleção.
Não faz sentido
tanto silêncio
envolvido...,
Da mesma
forma tanta
austeridade
que chega
dar enjoo,
Há outros oficiais
forçosamente
desaparecidos,
E sobre o General
e todos eles
nenhum pio,
Tudo isso
só causa
mesmo é arrepios.
O Capitão-de-Corveta
foi torturado,
E nunca
te esqueças:
Essa foi mais
uma obra
do Inferno
de cinco letras.
As revelações
sebastianas
e tenebrosas,
sobre o triângulo
perverso
de poder,
Só reforçam
o quê sempre
desconfiei:
quase mais não
respeita a lei.
Não é mais
segredo
o quê todo
mundo já sabia,
Podem tentar
apagar
os indícios:
O quê ficará
para sempre
é a poesia.
Ali a glória
pátria vem
sendo
desmaiada
por algumas
mãos
venezuelanas,
E não por
mãos
cubanas,
Como
se imaginava.
Foram presos
dois jovens
guardas,
Dizem que
eles apenas
são dois
coitados;
Talvez a justiça
esteja longe
de alcançar
os culpados.
E do General
que foi preso
inocente nem
mais notícias
desde o dia
28 de abril
ninguém
está sabendo....
Nada será como antes,
mesmo tendo liberado
a juíza e os estudantes.
Não há nenhum motim,
e sim há uma
grande resistência
de heróis da paciência.
Há médicos reunidos
com o povo em oração
com rosário na mão
em prol da liberação
dos presos políticos.
Do General que foi
preso inocente
e está desaparecido
não se ouve um pio,
E dele só paro de
falar quando o meu
clamor for atendido.
Se não fosse com
a intenção de libertar
desde o primeiro
dia nenhum poema
haveria escrito,
Viver a Independência,
é buscar reconciliação,
mística e libertação,
E sobretudo ter pelo
povo amor no coração.
Perdida no escuro,
só escuto o silêncio:
a juíza segue presa,
e os estudantes
já nem mais sei;
onde estão o Estado
de Direito e a Lei?
Não basta o Governo
pedir a justiça
precisa ter cabeça
para pensar,
olhos para ver,
ouvidos para ouvir,
boca para falar,
braços fortes
e pernas para agir.
E pelo desaparecimento
forçado do General
que foi preso inocente
e de tantos outros
por eles eis o meu lamento:
até quando tanto sofrimento?
não só os meus olhos,
mas o mundo está atento
porque dessa história
não esqueço nem
das vítimas da guarimba
o duro padecimento.
Neste 5 de julho
amargurado,
Estar presente
para de perto
consolá-los é
a minha vontade
mesmo sabendo
que não seria
o suficiente...
Por isso
sou
só oração aos
irmãos que
seguem com
os seus irmãos
aprisionados
na terra onde
uma juíza espera
a publicação
da sentença
da própria liberdade
por causa de uma
condenação por
ter cumprido lei.
Não é mentira
e tampouco poesia,
Você bem sabe,
Foi é injustiça
mantê-la
presa - sem merecer;
E de certa forma
repetiram a história
com tantos outros
levados aos sótãos
e calabouços...
E com
o General
preso injustamente
e que fizeram desaparecer;
Depois de tudo
não consigo pensar
diferente até sobre
o paradeiro dele
alguém me responder
Ascurra Poética
Nascida de uma História
de glória para reverenciar
outra glória esta cidade
gentil sempre faz História.
Ascurra adorável vizinha,
de lindas vinhas e do arroz
saboroso que eu encho
com todo o gosto o prato.
Eu, poetisa desta Rodeio,
sem cruzar as fronteiras,
saúdo a Ascurra poética
e suas linhas pioneiras.
Ascurra poética e terna,
a tua gente simpática
sempre me ganha fácil,
e quem te visita se encanta.
Ascurra, minha adorada,
não precisa ser feriado
para dizer o quanto
por mim és inteira amada.
Eu, poetisa desta Rodeio,
te levo no peito por ser
quem és e o teu povo ordeiro,
és a catedral de escudos cristalinos.
É noite de escuridão
tenebrosa,
Troca de olhares
profundos,
Falso positivo
sobre explosivos,
Ele foi desmaiado
a golpes,
Ao menos é
o quê dizem...,
Tudo o quê aqui
está escrito é para
ser investigado.
Os milicianos
na marcha
com caixas
em fidalguia cordial,
À eles está
conferida
uma missão especial.
O autoproclamado
foi nesse até
a porta do Inferno
de cinco letras
do jeito dele;
Bendito seja
o povo que marcha
em prol dos seus
militares torturados
e ele merece
ser para sempre
respeitado,
E os coletivos
passaram
enigmaticamente
na avenida,
Foi bem nesse dia.
O conhecido militante
de esquerda
preso ilegalmente
na aldeia universitaria,
E para que você
não se esqueça:
Sem notícias
do General
preso injustamente
há mais de um ano,
Não é correto deixar
que uma Família
inteira padeça(...)
O conhecido militante
de esquerda que foi
preso ilegalmente
na aldeia universitaria
ontem foi libertado,
A viúva
do Capitão-de-Corveta
que morreu de tanto
ser torturado
pede o direito
de enterrar o marido,
As visitas aos presos
políticos foram
suspensas sem aviso,
Em cada miliciano
e coletivo também vejo
rostos de filhos sofridos,
Há ainda muito
o quê ser esclarecido.
Insisto em saber
do General desaparecido.
Insisto em escrever
sobre a cada novo fato um registro.
Insisto em saber
se o General está vivo.
Insisto em dizer que por
cada verso eu me responsabilizo.
Insisto em saber
o porquê de tanto silêncio envolvido.
De uma terra distante
o teu acorde não
falou mais alto e nem
bonito no meu ouvido.
O Pai de Arpa e Thor
foi condenado,
mais não foi esquecido.
Podem falar em todas
as línguas para tentar
ser convincentes.
Será muito difícil,
pois nada haverá de
ser como antes.
Se não se conforma
com a sua imaginação,
Nada posso fazer,
Estou a implorar para
saber do paradeiro
de um General que foi
preso injustamente,
e segue desaparecido.
Sou livre para falar
o quê eu quiser,
e manifestar a quem
eu bem entender.
A esposa espera
o corpo do marido
Capitão-de-Corveta
para enterrar,
Não estão querendo
à ela entregar,
E o vexame a cada
dia só faz aumentar.
Relembrando
a amizade
com um filho
de Caxias,
Para acordar
que na Pátria
vizinha
tem gente
padecendo
a noite brumosa,
e a tropa
sofrendo
da mesma forma.
A devastação
do regime
do meu país
deixou mais
rastros nele
do que em
qualquer outro;
E se vivo aqui
ele estivesse
estaria em
desgosto só
de saber que
a história se
repete até
em outro país.
Desapareceram
com o General
e que estão
ocultando
isso há 73 dias,
e que todos
sabem que
ele foi preso
injustamente
e jamais fugiria;
A liberdade ainda
não chegou
para a juíza,
o jornalista,
os médicos
e tantos outros
que por motivos
diferentes
são vítimas
da mesma sina.
Situação tensa
em Boleita,
Lá no Inferno
de cinco letras,
Os heróis
merecem ser
assistidos
em seus direitos,
Eles foram
injustamente
aprisionados,
É bom que todos
saibam de Oslo
até Barbados,
Que por eles
também não vou
parar de falar,
Mesmo sabendo
que o General
ali não está,
Aliás, ninguém
sabe onde ele está.
O General foi preso
injustamente,
Ele está desaparecido,
E ninguém mais
responde sequer
se ele foi de fato visto,
Haja informe e guru
para tanto mal feito.
O momento é tão
triste e tão crítico
que não entregam
nem o corpo
do Capitão-de-Corveta
para a viúva,
Por isso desconfio
que o General
nem esteja mais vivo.
Não é segredo
para ninguém
que desejo tocar
o coração de
todos os que
estão deixando
sem notícias
aqueles que
têm os seus
na prisão,
e sem saber
como estão
há muito mais
de um mês.
Prisões ilegais,
festivais
de torturas
e de tormentos,
Não dá para
fingir que
nada ali
não está
ocorrendo,
Muitos nem
deveriam
estar presos,
E vocês bem
sabem que
tenho razão.
Tudo isso é
de doer
o coração,
E sobre
o destino
de quem
quer que
seja não
se deixa
nem por
uma hora
em silenciação,
Mas isso tem
acontecido
com o General
preso injustamente
e tantos outros
que estão desaparecidos.
A entrega do corpo
do Capitão-de-Corveta
foi controlada,
O enterro ocorreu
a contragosto
da viúva,
Em prosa e verso
para que o mundo
não se esqueça:
que foi mais uma
obra do Inferno
de cinco letras.
As flores do sótão
são dez que foram
dali carregadas,
Uma delas é do
General a amada,
E até agora não
se sabe de mais nada;
Todo o dia surge
um novo motivo
para ficar horrorizada.
De #Oslo a #Barbados
e passando por
todos os hemisférios,
É simplesmente
duro, triste e desolador,
Saber que a vida
está sendo banalizada,
Há mais de um General,
civis e uma tropa que
se encontram numa
situação desgraçada.
A minha voz grita
por quem
não pode gritar,
No meio de uma
escuridão profunda
e cheia de gente
que se deixou
ficar embrutecida.
Toda a mão deveria
estar estendida
para quem nas trevas
não quer mais ficar,
Esse é um dos grandes
princípios da vida,
Mas vejo gente
que não quer mudar.
A irmã foi a #Boleita
e se aproximam
3 meses que ninguém
teve do General
uma prova de vida,
E até a pouco diziam
que ele estava
em #FuerteTiuna,
Onde está ele afinal?
Vejo que a chocante
solidão é de quem
padece pela falta
de memória afetiva
diante da história
de contribuição dele
ao longo da vida.
No próprio corpo
em #GREVEDEFOME
entrega, missão
mística pelo seu
povo para tentar
resgatar o rumo
que a sorte do
triste destino que
o vem consumindo.
Bela Vista do Toldo
O aroma do mate trazido
pelos ventos faz lembrar
da tua gente indígena,
a memória profunda
afastada pelos séculos
e destes curiosos versos.
Balança a araucária
do meu destino,
o Contestado em mim
continua vivo,
salve Bela Vista do Toldo!
Os povos italianos,
poloneses, alemães
e ucranianos, semearam
lavouras prósperas
e ergueram uma cidade
acolhedora e sedutora.
Erguida unção mística
que traz o signo da vida,
os teus mistérios fascinam
e me fazem seguir a tua trilha,
salve Bela Vista do Toldo!
Na Festa de Nossa Senhora
da Glória e sob a benção
da Mãe eu me abraço
com o teu gentil povo,
Bela Vista do Toldo é puro ouro.
O aroma do mate servido
e a viola plangente
conta a História nas notas
da tua gentil gente,
salve Bela Vista do Toldo!
Em cada CTG me encontro
com você até o dia clarear,
Bela Vista do Toldo jóia
bonita de grutas escondidas:
meu porto seguro e amor de morar.
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
Cada letra poética minha
tem sido Inconfidente,
onde ninguém aprendeu
a lição e se valoriza
o pior para a nossa Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso dos poderosos
sempre é colocado
no lombo da população
e nos tornamos sem reação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso da injustiça
sempre é a vida mais
humilde que aqui se sacrifica.
Ninguém aprendeu a lição,
conspira-se, julga-se,
prende-se e se faz justiça
com as próprias mãos
criando sempre novos Tiradentes.
Ninguém aprendeu a lição,
por ingenuidade, comodismo
ou até mesmo ambição:
não sei o quê será desta Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
viramos Tiradentes perpétuos
por omissão de quem teria
o dever de fazer e outros
são Tiradentes até sem perceber.
Ninguém aprendeu a lição:
Tiradentes perdeu a vida
por não querer mais a colonização,
e foi feito patrono civico da Nação.
Barra Velha, eterna namorada
Barra Velha, eterna namorada
dos meus pensamentos,
entrego-te meus sentimentos,
te amo em chaves de silêncios
e com as minhas altas potências.
Sou eu a embarcação do tempo
dos bugres, dos açorianos
e de todos os sambaquianos,
e te amar profundamente
sempre esteve nos meus planos.
Barra Velha, eterna namorada
dos meus doces sentimentos,
eu sou onda no seu mar,
e assim tu sempre estás
a me levar nas tuas praias.
Barra Velha, eterna namorada
escrita no meu destino
e presente do Imperador
ao valente pescador,
deste-me para mim o teu amor.
Barra Velha, eterna namorada
dos giros que o mundo dá,
és glória infinita desde
a tua existência repartida
e guardas para a mim a poesia.
És essência e cura para mal
de amor desde a Praia do Grant:
a tua história é imensurável,
guardiã poderosa e inabalável
dos meus sonhos profundos.
Barra Velha, eterna namorada
dos meus ternos impulsos,
caminho do Peabirú aberto
e desde sempre você soube
e sabe ser meu destino certo.
Onde sempre deixo para trás
todos os meus tormentos
com a bênção da Festa
do Divino Espírito Santo
e todos os dias sempre te amo.
Barra Velha, eterna namorada,
com o sabor do teu pirão
na Praia do Costão o coração sobrevivente do Cruzeiro
dos Náufragos aqui se salvou.
Na tua costa da paixão
vivo amando demais o teu povo
valente que dá tudo de si sempre,
muito além das correntes
da vida e das correntezas do mar.
Barra Velha, eterna namorada,
com os teus dias amorosos de Sol
e noites sedutoras ao luar,
está escrito nas estrelas
que viveremos para nos amar.
Encantamento, entusiasmo e simpatia andam de mãos dadas, quando perco um dos três os outros dois saem correndo. Sou assumidamente fresca
e hipersensível.
