Coleção pessoal de AndreZanarella

121 - 140 do total de 161 pensamentos na coleção de AndreZanarella

MEDITE

Não se preocupe em atingir o Nirvana,
Não deixe o estresse te levar para a cama,
Você não será um grande mestre budista,
O importante que você seja bem otimista.
Você esta tendo um dia que quer explodir?
Sua cabeça não sabe que direção quer ir!
Apenas pare e se sente confortavelmente.
Respire fundo, solte o ar lentamente.
Importante mantenha a atenção na respiração,
Vá tentando se soltar liberando a tensão.
Aos poucos passara estresse do momento
E você novamente terá um bom sentimento.
Experimente!

André Zanarella 17-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4456819

André Zanarella
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F – ÉFE

“F” é a sexta letra de nosso alfabeto.
Ela veio dos fenícios e isso é concreto
O “U”, “V”, “W” e “Y” vieram de quem?
Do nosso “F” e de mais ninguém!

Da historia do “F” sei somente isso,
E passar o que eu sei é meu compromisso.
“F” pode ser flúor e também fenilalanina.
O segundo dá origem a adrenalina.

“F” que para mim sai física e vai ao cinema,
“Que “F” esteja com você!” É o Jedi no poema.
“F” ou “V” que já não fez esse tipo de teste?
Rio São Francisco fica lá no nosso nordeste!

Sei que tem muito mais “F” no nosso mundo,
“F” nas diferentes áreas basta ir mais fundo.
Meu santo de devoção é São Francisco.
Fadas, fantasias e monte de “F” num rabisco.

E você quais são “F” que você lembra agora?
Entre na brincadeira, vamos embora!

André Zanarella 15-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4444385

André Zanarella

FAÇA EXERCÍCIOS

Para espantar mal- humor e estresse um artifício,
Parece idiota, mas funciona, faça exercício.
Você não gosta de praticar nenhum esporte?
O exercício é diversão e ajuda a ludibriar a morte.
Você não tem tempo ou dinheiro para academia,
Faça uma caminhada sem gastar e sinta a melhoria.
Quando você faz exercício o seu corpo é que entende,
Isso mesmo não é o seu eu racional que entende,
Seu corpo se vê numa situação de estresse,
Mesmo que na realidade a situação não estivesse,
Então o seu cérebro liberara a substancia do bem estar,
Que melhora tudo em nosso corpo e dá vontade de amar,
Essa substancia e a nossa amiga endorfina.
Então está esperando o que caminhe até a esquina.
Comece um pouco a cada dia sem desanimar,
O importante é fazer exercício vale até mesmo dançar.

André Zanarella 13-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4447596

André Zanarella
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Tags: faça exercícios

RIA ALTO

Tem dia que você acorda com uma dor,
Seja lá onde for acaba com o seu humor.
Dirigindo o carro você leva uma fechada,
Seu humor acaba de dar uma guinada.
O atraso do pagamento ou menstruação,
Gera estresse e deixa o humor no chão.
Nesses dias que parece tão pardacento,
Tento rir alto como meu maior intento.
Procuro escutar uma musica mais contente,
Tento lembrar o lado engraçado da gente.
Leio piadas, youtube e vejo site de humor,
E assim vou espantando o meu mal humor.
Algo que não falha nunca é terça insana,
Ari Toledo contando nunca me engana.
Então um conselho de um veterinário:
Mande o mau humor para a pqp, pois viver é algo extraordinário.

André Zanarella 12-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4409481

André Zanarella
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AMOR BOM - RUIM

Lembro-me de olhos verdes esmeralda.
O sonho do branco e da grinalda,
Um único ate que a morte nós separe
E que nenhum outro ela namore.
Lembro-me que matava um dragão,
Pintava de ouro o ladrilho do chão,
Pintava o meu rosto com anedotas,
Afastavam de nós todas as derrotas,
Queria apenas vê-la muito contente,
Pois para mim apenas ela era gente.
Isso era o amor mais do que bom,
Amar assim é mais do que um dom
É se doar a momento de nossa vida.
Na sede é ter o seu suor como uma bebida,
Mas como dá voltas o nosso planeta,
Em cada volta muda a face da borboleta,
Assim como o cromossomo é espiralado
E pode ter no meio um gene meio amalucado.
Quando o amor bom não dá certo,
Nossa alma fica árida como um deserto,
Buscamos pares perdidos num labirinto,
Como um tigre feroz, magro e faminto.
Nessas horas que vemos que amor,
Tem a sua face ruim que se chama dor.

André Zanarella 11-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4415779

André Zanarella
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CARTA DO VELHO BANGUELA AO RAPAZ SORRIDENTE

Jacarei, 08 de setembro de 2012.

Rapaz Sorridente
Olho no espelho de minha alma e vejo você, não sei, mas a qual endereço mandar esta carta. Minhas mãos não coordenam a caneta e o papel, resta mandar a carta através do espelho de minha alma, afinal, eu vejo todos ao meu redor, vejo médicos, enfermeiros e familiares e no espelho de minha mente você está sorrindo o tempo todo, por isso dou-lhe o nome carinho de Rapaz Sorridente.
Hoje, eu não sei mais separar com uma linha reta o que é real o que é imaginário, mas sei que hoje novamente o passado volta à tona, você gritou comigo, você não imagina a tristeza que isso me dá, pois poucas horas atrás eu pedi em nome do amor que eu tenho por você para que você não fizesse mais isso e lá estava você gritando comigo. Magoa.
Rapaz Sorridente, você grita, esbraveja, soca as grades de contenção de sua prisão, acusa que eu quero mudar você. Não esqueça Rapaz Sorridente, o que está feito, feito está. Ninguém muda ninguém meu caro prisioneiro.
Querer mudar?
Não quero mudar, eu apenas quis que você crescesse como pessoa. A borboleta nasce de um ovo. De ovo nasceu lagarta, virou casulo e depois no ciclo da vida voltou a ser borboleta, tudo na vida é assim meu amado, tudo muda, às vezes mudamos na pancada às vezes por amor e por entendimento. Nunca quis que você mudasse, como rezei que você não precisasse mudar na vida por bordoada, que você crescesse e mudasse e alçasse voos por carinho e por amor.
Nunca quis mudar a essência do Rapaz Sorridente que eu amo, quero ajudar na transformação da lagarta Sorridente para uma fase de Borboleta Sorridente, quis que o Rapaz Sorridente ao sair da crisálida não fosse uma pulga, não fosse um animal nocivo aos que estão próximo dele, quis que o Rapaz sorridente fosse uma pessoa, um ser que as pessoas quisessem ter por perto, pois você já é uma lagartinha pequena e bela.
Bebida, fumo, som alto prejudica a saúde, agora você não sente, as trinta e quarenta você lamentaria por isso, ai meu querido, ai seria tarde, pois nada teria para ser consertado, Você teve que viver esta fase?! Sim teve, mas com moderação, não precisando beber e ficando a mercê a bebida.
Querido Rapaz Sorridente, veja onde estou? O que eu e tornei, preso a um leito, num silencio medonho de entradas e saídas de pessoas as quais não me são conhecidas, de ser tratado como criança, mesmo tendo vivido uma vida inteira querido Rapaz Sorridente. Estou aqui no leito sendo tratado com dignidade, pois plantei e colhi frutos deste plantio.
A vida é cheia de caminhos e escolhas e cada caminho e escolha que optamos não há como retornar para mudar a opção, então Rapaz Sorridente quando eu peguei no seu pé com essas coisas não é por maldade é para alerta-lo do futuro, eu já caminhei o meu tempo e aprendi na pancada e não quero ver quem eu amo aprendendo assim.
Rapaz Sorridente como ir para a faculdade realizar uma redação com um vocabulário corriqueiro? O vocabulário conta e se adquiri vocabulário e destreza na escrita lendo, com certeza quando eu corrijo dos seus erros não é para ironiza-lo e sim para ensina-lo, não esqueça meu lindo que fui vitima de buling a infância e partes da adolescência por ser disléxico se conseguiram bolsas de estudos e entrar em faculdades foram graças à leitura, então não custa uma hora por dia ler, ler leitura, ler literatura, isso não vai mudar, pois a essência não se muda e nem quero mudar, pois amo a essência do Rapaz Sorridente, mesmo o Rapaz sorridente me machucando. Hoje graças a minhas horas de leitura, mesmo incomunicável consigo alçar voos para outros universos, consigo entender o que se passa comigo e consigo entender o que você passara. Às vezes querido Rapaz, temos que deixar a fantasia entrar em cena e transforma-la em reflexão e espera.
Rapaz não queira fazer e nem usar nenhuma aliança, isso para mim é hipocrisia, pois não é um símbolo idiota que surgiu no Egito antigo e que tinha uma função que vai mostrar o seu amor e sua lealdade e fidelidade pela outra pessoa. Alianças se fazem por atos. Vivia e demonstre dignidade sempre.
Morar junto é bom em pé de igualdade, mas como morar com uma pessoa que talvez gere brigas e acabe com o relacionamento? Quem vai providenciar as refeições? Quem vai organizar as coisas básicas da casa? Tenha certeza que algo que desagrada num namoro desagradará muito mais morando com essa pessoa embaixo do mesmo teto
Rapaz Sorridente, eu sempre cuidei de você.
Agora que estou nos momentos finais em idade avançada, banguela, com movimentos involuntários e com inúmeros canos pelo meu corpo eu vejo que muito do que eu quis para você eu consegui.
Cansei de brigar, tenho me machucado tanto me sentindo um velho sem atrativo, sempre indo a favor de suas vontades.
Quero terminar minha jornada?
NUNCA, NUNCA mesmo, pois te amo, mas ando triste com o seu comportamento em relação a mim.
Rapaz Sorridente, eu olho para você vejo que você é o Velho Banguela e eu sou o Rapaz Sorridente, então somos lagartas, agora basta apenas nós fecharmos os olhos e esperar a grande metamorfose da vida.

Amo-te, mas não dá para ficar vivendo na tristeza.

André Zanarella
http://www.recantodasletras.com.br/cartas/4450667

André Zanarella
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O ANALFABETO
“O vergonhoso não é ser analfabeto”
“O vergonhoso é manter analfabeto”

Hieróglifos por toda a Avenida Paulista,
Símbolos místicos em livros mágicos,
Historias de povos encantados e antigos,
E eu aqui encalhado no tempo.
Perdido numa encruzilhada de símbolos,
De riscos místicos e ilegíveis.
Tenho vergonha de procurar ajuda.
Quero desvendar o mistério do encantamento,
Preciso de coragem para romper o primeiro passo,
Afinal também quero ser mágico,
Quero conhecer a lua e talvez marte,
Ir ao centro da Terra e no num planeta plano,
Conhecer Maria Antonieta e talvez Ceci.
Ai, eu aproveitarei mais a vida que eu vivi.
Meu nome não será um apenas um “X”,
Ou a marca de meu polegar rachado,
Meu nome contara uma historia,
Mostrara filho de que eu sou;
Escreverei uma carta de amor para ela,
A linda namorada de minha infância,
Apenas perguntando o que o destino fez dela
E contarei que no dia de hoje me tornei um mágico
Afinal hoje dei o primeiro passo para aprender a ler.

André Zanarella 10-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4408092

André Zanarella
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Tags: analfabeto

H AGÁ

“H” difícil falar de uma letra sem som,
Em outras línguas ela tem um semitom.
Sei que ela é a oitava letra do alfabeto
Sua origem não é algo tão concreto.
O “H” está na língua dos egípcios e dos semitas
Nos sumérios e fenícios tendo formas tão bonitas.
Para mim a letra “H” não é uma consoante
Como também não é vogal acho-a arrogante.
Ela é equivale ao cromossomo mutante
O “L”, “N” e “C” com ele assume uma forma sonante.
Ou então a letra “H” tão sem som,
Coloca na vogal emoção num tom!
Agora por que há palavras com “H”?
A explicação deve estar nos eruditos do Ceará.
“H” para mim é Hidrogênio e histidina
Coisas aprendidas numa antiga disciplina
Hoje o “H” é de amigos que são queridos
Helyet, Helena, Henrique e Heliomar.
Amigos que mostram que o importante é amar

André 09/09/2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4411068

André Zanarella

BA - BONECA BORBOLETA

Na quebra do salto da modelo que atravessa a rua, na parada do elevador entre os andares que lhe faz perder a hora, tudo tem um por que lá na frente, um mistério o qual a nos é escondido.
As férias perfeitas, num resort perfeito, curtindo sol, mar, piscina, leitura, consegui isolamento que eu queria com grande sofisticação.
O melhor restaurante japonês que eu já conhecera. Decoração primorosa em cada detalhe. Uma barca maravilhosa, saque, vinho e sucos numa mesa em forma de "u" ao redor das grelhas. Baianas vestidas de japonesas. Apenas casais e eu. Sons. Aromas deliciosos. Mesa coletiva. Que saco! Eu em umas das pernas do "u", na perna oposta um casal uma moça exótica com um rapaz pouco mais velho. A minha frente dois casais nada simpáticos, a minha direita um casal de idosos e na esquerda um casal visível apaixonado, ou senão sem o mínimo de noção pelas demonstrações de carinho em publico, talvez eu seja meio careta ou conservador, mas beijo na boca e certos carinhos, amasso, são bons entre quatro paredes, não em lugar publico e muito menos numa mesa coletiva. Há condutas que são individuais, assim como o bom gosto não é uma questão de dinheiro e sim de bom senso.
Vou de suco e água tônica, apesar de que as bebidas feitas de saque são lindas e tentadoras, mas não sei o porquê uma sensação estranha de mal estar e antipatia me domina.
A moça, exótica, vestia um vestido branco tinha uma borboleta tatuada no pescoço, vestido elegante curto de certa transparência que a deixava com ares sérios, mas sensuais. Um pingente de borboleta. Na pulseira inúmeras borboletas. Reparei nela, pois ela se sobressaia no meio dos turistas, seu acompanhante, também bem vestido, alias, na mesa eram os únicos que conversam em tom baixo, pois os outros faziam questão de falar alto, de mostrarem que estavam de férias, que podiam estar de férias e que ali não era o ambiente deles. Meu Deus, como diria o poeta “a burguesia fede”.
O cozinheiro entra no "u", show na manipulação da espátula e faca.
Aplausos...
O cozinheiro fazia verdadeiras acrobacias com o alimento um show digno de ser apreciado. Eu escolho um prato de polvo com camarões e legumes, tudo banhado no molho especial de soja, que segundo o cozinheiro é uma receita especial da casa.
A postura da borboleta branca com classe sem igual manipula os hashi com classe, num pensamento maldoso chego até desejar que caísse algo na roupa dela impecavelmente branca.
Apesar da comida excelente como pouco, a garçonete me pergunta se passo bem, afinal da porção generosa se camarões e polvo, mal toquei na comida, sinto o rosto a arder, quero mais ir embora para o quarto, quero dormir.
A roupa da borboleta me incomodava, o barulho das espátulas me incomodava tudo ao meu redor era meio que uma explosão de calor, brilhos e sons.
Saio antes das sobremesas, peço água e tento respirar, molho a cabeça em uma fonte, a brisa da noite me dá uma pausa no meu mal-estar.
No hall do restaurante a esperar a condução que levara para meu setor no hotel, todos passam por mim e me olham ou apenas me veem? Mas a borboleta e seu companheiro vêm conversar comigo.
Eles mostram uma evidente preocupação, devo estar com aspecto horrível, cabelos molhados, camisa molhada.
Explico que estou com o rosto pegando fogo, olhos e garganta ardendo muito, tudo me incomodando. Ela e seu acompanhante pedem licença e rapidamente me examinam.
Diagnostico reação alérgica.
Seria a comida?
Seria algo ingerido no Happy Hours?
Eles educadamente falam que são médicos em São Paulo e que estão comemorando o aniversario de casamento deles no resort. Tentam ser visivelmente agradáveis.
No caminho para o meu setor do resort, calafrios, eu estou no bloco seis, eles num chalé no mesmo conjunto que o meu. Em todo o percurso, eles são atenciosos, conversam e perguntam como eu estou. Conversas e perguntas.
O pequeno percurso do bloco onde estávamos até o nosso setor durou uma eternidade.
Finalmente chegamos ao nosso setor, eles perguntam se eu tenho alguma medicação, respondo que nada que um chá de boldo e cama não resolva. Eles oferecem levar um anti-histamínico para mim no bar do hotel.
Nessa altura do campeonato aceito sem muito pensar quero me livrar do mal estar, da sensação de ressecamento de tudo mais, da angustia de querer respirar e ter a dificuldade.
Ela ficou comigo no bar e ele foi à busca do medicamento.
A Borboleta branca me fazia tomar pequenos goles de água, com um lenço que não sei de onde saiu umedecia minha testa e face, com uma delicadeza de tamanho sem igual tentava me distrair, perguntava coisas de minha vida assim como contava coisas de sua vida, conversa fácil, conversa sem compromisso, apenas para matar o tempo de espera.
Nasceu no interior de são Paulo, aos sete uma descoberta, aos dezessete mudara para a capital aos vinte e sete virara Borboleta.
Sete se descobriu?
Aos catorze perdeu a virgindade.
Aos vinte e um numa cirurgia plástica conhecera o marido.
Aos vinte e oito casara.
Agora luta para adotar um filho.
Em poucas palavras um resumo de sua vida. Eu achei que ela contava para mim os fatos como se tivesse decorado tudo para um exame oral. Ouvia, nada comentava, alias não demonstrava nada a respeito, a dificuldade respiratória e o mal estar eram tanto que a cena mais parecia cena de um filme antigo.
O marido finalmente chega injeção de anti-histamínico. Mais uns comprimidos. Ele pediu para ela contasse a sua história com calma. O que teria motivado ele a fazer tal pedido, incrível como a minha respiração havia melhorado.
Ela nasceu no interior de São Paulo, a mãe foi abandonada pelo pai que batia nela mesmo ela estando grávida, deu a luz a um belo menino, sozinha em casa. Foi sozinha como o bebe no colo para registra-lo.
No cartório a mãe entra com o recém-nascido enrolado em roupas rosa, registra-o com nome de menina. Batiza-o com nome de menina.
“Nasci homem, mas tenho todos os meus documentos o nome de mulher!”
Então ela nasceu menino! Procurei automaticamente sinais da “masculinidade” dela, nada.
“A minha mãe, que hoje a diagnostico de esquizofrênica, me vestia de menina.”
As pausas talvez fosse um pouco longas, como se buscasse fatos ou palavras num contexto perdido.
“Ensinou-me a fazer xixi sentada, a usar fita no cabelo, com sete anos sabia todos os afazeres do lar. Fazia fuxico, tricô, crochê, ponto cruz, não podia brincar rua, moçinha direita não brinca na rua. Óleo de amêndoa no cotovelo e pés.”
“Aos sete vou para a escola, passei o grande horror da minha vida.”
“Lembro-me exatamente o dia que eu estava no banheiro e uma amiguinha entrou no reservado, coisas de meninas, creio eu, ela mostrou sua bolsinha e eu mostrei a minha bolsinha que era diferente da bolsinha dela. Ela saiu gritando: Menino tem um menino no banheiro das meninas, eu era tão tola que sai ergui a minha roupa e corri também do banheiro, (risos) afinal um menino não poderia jamais ver uma menina nua era pecado mortal e os condenaria ao inferno e ela jamais acharia um príncipe como marido, acharia apenas sapos. Saio correndo gritando também a servente entrando no banheiro esbarra comigo.”
“Não foi achado nenhum menino, a amiguinha rapidamente falou para escola toda que eu era menino, ou melhor, falou que era menina com pinto.”
“No outro dia na escola durante o recreio, meninos e meninas estavam fazendo gozação e brincadeiras maldosas comigo, na época não era bulling, ou era, mas não se usava o termo. Quando me seguram e erguem minha saia e abaixam minha calcinha de renda, chorando falei que eu tinha uma “bonequinha” como toda menina no meio das pernas. Eles riam, me jogaram no chão, ergui minha calcinha, arrumei a minha roupa, limpei o meu rosto, peguei a lancheira e sai espancando todos ao redor, não sabia o porquê eles faziam tal brincadeira de mau gosto comigo, eu uma menina tão devota a virgem Maria. Foi um caos geral, tirei sangue de meninas e meninos, usei minha lancheira como arma, eu chutei, eu dei soco e mordida, virei onça, a servente mal conseguia me segurar.”
“As mães foram chamada na escola. Perguntaram se eu sabia a diferença entre meninos e meninas, na hora eu falei meninos tem pênis que machuca as mulheres e fazem nenês nela, minha mãe sempre falava isso para mim, lembro que ainda completei que era algo grande e duro e as mulheres tem algo pequeno e macio entre as pernas uma bonequinha chamada de vagina.”
“Isso eu falei na frente da diretora, psicóloga eu acho, medico da escola e alguns pais e minha mãe, minha mãe mostrava indiguinação, as outras mães que já haviam falado com os filhos afirmavam que eu era menino. Solução: Mostrar para um médico que eu era menina ou menino. Todos saíram da sala, apenas o medico, a diretora, minha mãe e eu. Com vergonha sem olhar para lugar algum desabotoo minha saia, deixo-a cair, e abaixo minha calcinha...”.
“Para minha surpresa eu não era menina...”.
“O medico mal fala que eu era menino e minha mãe tentou matar o medico, ela sai de onde estava com uma cadeira eu acho e acerta o medico deixando ele caído no chão, à diretora sai correndo gritando para o corredor, minha mãe numa agilidade que eu desconhecia tranca a porta. Coloca-me encima da mesa, até hoje ainda não sei o que ela tinha na mão, mas acho que era uma Gilette, ela iria amputar meu pênis, ali na mesa. Nisso o medico a segura, a porta é arrombada, foi algo inimaginável, cena de filme de terror.”
“Varias pessoas tentando segurar minha mãe, até que por fim ela foi contida, ou sedada, eu estava em cima da mesa, seminua e apenas chorava. Não gritava, não emita som, apenas chorava muda, eu era menino? Naquele dia arquitetei minha morte.”
“Enquanto levavam minha mãe, alguém arrumou minha saia plissada azul marinha e minha blusa branca, meias e sapatos pretos e o arco na cabeça. Enquanto perguntavam entre si o que iam fazer comigo, levantei peguei uma lamina de barbear e fiz apenas o que me restava a fazer cortei os pulsos.”
“Desmaiei, pela dor ou pelo sangue não sei, nem sei quando tempo fiquei sedada e amarrada num leito de hospital. Lembro perfeitamente do dia que fui levada do hospital pelo medico que tratava de mim para outra cidade. Na porta de uma casa com aspecto de escura uma velha vestindo cinza, minha avó, que mais tarde viria saber que ela era católica puritana moralista e ao seu lado uma senhora, minha tia, mais tarde também saberia que era carola com alucinações religiosas, a esquizofrenia estava em meus genes.”
“Eu, uma menina de sete anos, tive a cabeça raspada, um surra de espada de São Jorge, pois a partir daquele momento eu era menino.”
“Foi mandada para aula de futebol, esporte de macho. Ganhei roupas masculinas, carrinho e bola de capotão, era obrigada a correr descalça pela rua. Rezar o terço de joelhos no milho ou feijão para pagar meus pecados. Se cruzava a perna... apanhava, se sentava na privada... apanhava, se fazia biquinho... apanhava, se tirava a mesa... apanhava, se cantarolava... apanhava também... Obrigada, tapa na boca até sair sangue.”
“Também foi mandado para judô, para bater quem o chamasse de viado, mas sozinho em casa coloca a cueca no rego, vestia a roupa da tia carola sonhava com o príncipe encantado.”

“Trabalhava de tudo, auxiliar de pedreiro, entregador de pão e até engraxate, tudo que pudesse me fazer mais homem, enquanto isso eu estudava muito e minha avó e o padre tentavam mudar o meu nome nos registros. Aos dez foi colocado para trabalhar na farmácia que ficava na esquina da nossa casa, lugar melhor do que uma farmácia não pode existir para mim, tomei neovlar, microvlar, lia bula atrás de estrógeno e atrás de progesterona, tinha esperança do erro de Deus consertar, tinha esperança de não ter pelos na face, de não ter a voz grossa e que eu tinha no meio das pernas desaparecesse.”
“Aos catorze anos, exatamente no dia do meu aniversário, morreu minha avó, minha tinha beata me manda para um colégio católico para ser de Deus, meus traços na época eram mais de meninas do que de meninos, quem me levou para o colégio foi o padre amigo da família, numa parada num hotel de posto de gasolina para uma sesta, se a lenda fosse real eu seria mula-sem-cabeça,... Tudo acontecia e apesar da dor vinha na cabeça a musica Geni do Chico. Ele me deu duas opções ir para o colégio ou fugir para São Paulo enquanto ele dormia.”
“Fugi para são Paulo, conheci Letícias, Micheles e mais um monte de bonecas... como conheci as damas da noite, os drogados e michês e toda a população noturna que habita uma cidade grande. A vida noturna tem outras cores e outros ares.”
“Tentei trabalhar honestamente, não como mulher nem como travesti, afinal não sabia o que eu era ainda. O mundo da muitas voltas e acabei após passar fome e até roubar arrumar um emprego como faxineiro num hospital, trabalho noturno. De dia faxina casas, com o pouco de dinheiro que conseguia um bordadinho, um tricô, um crochê, um remendo, minhas clientes o povo da noite e o povo do hospital. Assim conheci Dra, foi uma das medicas que me tratou na minha infância na minha tentativa de me matar, ela me reconheceu, contei minha historia a ela, acabei indo morar na casa dela”.
“Morando na casa da Dra, fui para a terapia, voltei a estudar e muito, descobri que eu nasci ovo, que a rejeição da minha mãe pelo meu pai estampava em mim, que a doença que a minha mãe tinha apenas me ajudou a romper a casca e nasci pela segunda vez, à primeira vez nasci de um útero e a segunda eu renasci quando me descobri homem. Cresci com a sensibilidade feminina, nesse período de crescimento eu absorvi tudo, aprendi as lições de ser homem, como aprendi as lições de ser mulher. Agora era a hora da escolha do ser na vida e assumir uma posição.”
“Aos vinte e um anos eu fiz a minha operação, cortei a Cruz mais pesada de minha vida.”
“Sai do país com passaporte de mulher, com nome de mulher com um corpo andrógino devido aos hormônios, segura do que eu iria fazer ao meu lado a minha mãe de coração, a Doutora”.
“Voltei para o Brasil e a primeira coisa que fiz foi procurar minha mãe biológica, uma sombra do que ela foi ela era, entrei no seu quarto ela sedada, uma morta e viva, demorou a me reconhecer, catorze anos se passaram desde que eu a vi pela ultima vez.”
“Choro, lagrimas, ela palpa meus poucos seios e no vão de minhas pernas que ainda está dolorido, chorando ela falava que estava certa. Soube uma semana depois que ela tinha morrido.”
“Terminei minha faculdade, me especializei em psiquiatria.”
“Anos se passaram, resolvi fazer uma plástica e nesta conheci o meu amor. Trabalhamos no mesmo hospital, eu nunca reparei nele até o dia que eu fui ao consultório particular dele, fiz minha cirurgia. Um dia sem mais nem menos nos encontramos no refeitório do hospital. Conversa vem e vai e estamos juntos até hoje.”
“Agora que sou borboleta completa faz anos que luto na justiça para adotar um filho, ninguém entende que o ovo morreu, a lagarta morreu a crisálida rompeu e que posso ter uma família feliz me falta apenas um filho.”
“O destino me ajudou a ser o que sou, mas a lei impede o sonho de se realizar, quero acreditar que tudo no final dará certo, como tudo deu ate agora!”
Ela me contou toda a sua história, sem mexer no cabelo, sentada com postura correta tomando “Blood Mary” e eu chá de boldo, o marido quieto fumando um charuto. Às vezes quando ela falava da lagarta seus olhos enchiam de lagrima e só então repara na mão um pouco maior que o normal ou seria esta a minha impressão?
Ela se desculpou.
O marido se desculpou.
Eu estava muito sono, mas com a cabeça fervilhando, por que ela me contara a sua história?
Na saída do bar ele me pergunta:
Qual ano de sete em que você nasceu?
Ela sorri para ele e diz além dos sete ao seu redor, ele tem com ele um Erê que me trará um curumim... E partiu para a direção de seu chalé.

André Zanarella 07-09-2012
(Escrito em vários papeis meio atordoado. Tentando ser fiel o que a mim foi narrado.).
http://www.recantodasletras.com.br/contos/4442736

André Zanarella
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BA – ARCO-ÍRIS DA HUMANIDADE

Queria ser navegador nessa ponte
Que se perde lá longe no horizonte.
Arco feito de sol e de chuva,
Casamento de uma viúva.
Correndo da piscina a humanidade,
Adulto perdendo a maturidade,
Criança pulando de felicidade
E a chuva caindo com serenidade.
Passa por mim negro de cabelo liso,
A loira deve ser gringa com sorriso indeciso,
Apesar de pejorativo toda cor de mulata,
Também uma velhinha se sentindo gata,
Tudo que é tipo de cor de cabelo,
Gordo, magro, obeso, feio e a modelo.
A chuva rápida fez um lindo arco-íris
Na corrida o arco-íris está na cútis,
É o do Brasil este meu povão
Que fala de todo que é tom,
Que tem sangue toda que é raça,
Que apesar de tudo é feliz de pirraça,
Foge da chuva boba como criança,
Mas nunca perde no país a esperança.

André Zanarella 07-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4441104

André Zanarella

BA – RODA O LAGAR

Os cones do lagar rodam.
Entram o grão e sai azeite.
É o estranho amor do viver,
Que nos faz cuidar por cuidar.
O lagar de Deus chama Terra,
Entrou bicho e sairá Homem.
Mexe a roda do lagar da vida
A mãe, o pai e o destino.
Entra bruto e sai fluido,
A pressão não embrutece,
Refina o grão e o fruto.
Retira o sumo que dá sabor,
Muda o estado de cada um.
Roda o lagar da vida,
Molda o homem e o bicho,
Entra cão selvagem,
Sai o melhor amigo.

André Zanarella 06-09-2012


Lagar = s.m. Instalação destinada a reduzir a líquido certos frutos,
ou grãos oleaginosos; prensa.
Local onde se realiza essa operação
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4438263

André Zanarella

BA – JESUS

Sol mar coqueiros,
Queria agora o senhor Jesus,
Isso mesmo aquele morto na Cruz,
Deitar minha cabeça em seu colo,
Ter sua mão em meu cabelo
E não precisar nada falar.
Quero o Jesus do perdão
E para tudo dará um explicação.
Quero saber aonde eu errei.
Por que tanto amei?
Quero olhar nos olhos de Jesus,
Aquele que por mim foi morto na Cruz.
Pedir sossego,
Talvez descanso,
Talvez perdão,
Talvez apenas nada pedir.
Cansei de lutar contra meu mundo,
Cansei de querer de no perdão ir fundo.
Jesus...
Morto na Cruz...
Ajuda-me a caminhar...
Mesmo no paraíso não há ar...
Faça aqui no paraíso entender a sua vontade.

André Zanarella 04-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4433488

André Zanarella

BA - EMANUEL

Emanuel, Deus conosco.
Hoje na Terra tudo é fosco,
Ensinou o amor no toque,
Na sua oratória deu choque.
Foi mariposa que voa na noite,
Mesmo na hora do açoite.
Oh! Humano Emanuel.
Sonhos sobre o papel,
Dançarino na multidão,
Luz perante a escuridão,
Brasa onde não há calor,
Fogo onde o frio se fez dor,
Coisa boa de sentir no coração,
Fisioterapeuta da alma,
Na Bahia me trouxe calma,
Agradeço conhecê-lo na oração,
Afinal foi assim minha criação.

André Zanarella

BA - NEGROS

O alemão branco feio tem um avô africano;
O italiano sambando bêbado tem avô africano;
Todos nós viemos da mãe África negra e selvagem,
Adão e Eva fugirão do leão na savana selvagem.

Um dia o meu e o teu avô ousou levantar,
Viu um pássaro e quem sabe ele queria voar,
Percebeu que levantando via mais distante,
Podia ter mais chance e viver bastante.

Mas o nossos avós eram pretos cabeludos,
Comiam carniças e eram bichos peludos.
Cultuavam o sol, a lua, o raio e cometa.
Intuíam a cura em cada planta do planeta.

Somos todos descendentes de negros no planeta.
Adão foi negro balbuciando uma cançoneta,
Eva foi negra talvez nem fosse humana e menina.
Caim e Abel foram negros mesmo tendo a ruína.

Quem mudou a cor deles?

André Zanarella 03-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4436682

André Zanarella

BA - BAMBOLEAR DA MENTE

Daqui a pouco estarei em outro lugar
Respirarei outros ares e devagar
É o premio merecido que me dou
Afinal só eu sei pelo o meu corpo passou
Foram exames que não acabaram mais
E foram dores e medos sem falar os ais
Mas estou aqui indo para a Bahia contente
Vendo que apesar de tudo sou indigente
Passei pela minha dor só na solidão
Vou para o resort encontrar a mansidão
Minha mente estará num alegre bambolear
E cada descoberta ira muito me alegrar
Afinal sou indigente graça a Deus
Ao meu mal eu consegui dar um adeus.
Bahia, eu daqui a pouco estarei ai!

André Zanarella 03-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4431948

André Zanarella

BA – EU ESTOU VOLTANDO

De repente a alma quer voltar,
Mesmo tento o fenótipo caucasiano
Tenho nas veias como todos nós o sangue africano.
Quero ir para a Bahia.
Onde o Brasil nasceu,
Quero voltar às origens,
Ver gente alegre sorrindo,
Quero esquecer um pouco quem sou eu.
Tomar caipira de cajá,
Quero dançar mesmo sendo torto,
Quero sentir na pele a força dos orixás.
Quero e vou para a Bahia.
Desta vez quero ir num só lugar,
Quero morgar.
Quero lagartear.
Quero jogar fora o relógio.
Quero mais é baianar sem compromisso algum...
A não ser relaxar.

André Zanarella 02-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4430486

André Zanarella

ASAS POR TODOS OS LADOS

Asas por todos os lados que olho
Estradas que aparecem do nada
Asas serão minhas ou das aves?
As estradas são minhas ou sou eu?
Perdido numa nuvem de penas
Ou seria pelos macios e sedosos?
Asas que passam pela minha face,
Cometas que riscam a minha imaginação,
Como Pegasus a correr no céu negro.
Cada passo na escuridão as asas.
A sensação que ar se molda ao meu redor,
Se espessa, como sangue pútrido.
As asas passam por mim,
Aves na escuridão de uma caverna?
Morcegos cheios de tabus e de medo?
A respiração acelera um pouco.
O suor escorre pela face,
E sinto a asas que passam a milímetros de mim
Cada passada das asas são milhares de ondas sonoras
Um coral macabro na minha imaginação.
Dentes, bicos, olhos, sonares, penas, doenças.
São fantasmas sombrios que habitam os meus não ver.
Imagino o imaginário do ser primitivo
Do surgimento das lendas ao redor da fogueira
Asas por todos os lados num barulho estridente
A claridade desvenda todos os medos
Já é a hora de iniciar um novo dia e acordar.

André Zanarella 01-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4417284

André Zanarella
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AMOR

As pessoas boas às vezes amam as tranqueiras da vida, pois as boas não se julgam merecedoras de amar e receber amor de pessoas como elas.

André Zanarella 31-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/frases/4424616

André Zanarella
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A DANÇARINA

Dançarina na luz da lamparina,
Na graça do gesto parece fumaça.
Há suspiro em passo, cada giro,
Dança com leveza desperta lembrança.

No samba, ela além de bela é bamba,
Mas seu coração muda com a estação;
Machuca muitos por isso parece maluca,
Coitada da dançarina não passa de menina.

A idade cobra dançarina pela atividade,
É vaidosa, mas aparenta ser mais idosa.
A fantasia não dura para sempre, que ironia;
A dançarina se apagará com a luz da lamparina.

André Zanarella 30-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4421534

André Zanarella
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BAMBA – UM CONSELHO

Você chegou até mim
Vindo de um botequim
Bamba em domar coração
Veio deixou-me sem ação.

Hoje vejo sua mudança
Mas ainda há esperança
Olho seus olhos escuros
E seus atos são tão duros.

Cadê a gata negra bamba
Que me seduzia no samba
Mostrou a canção sertaneja
E era minha amiga na cerveja?

Bamba você não é gata!
Você tem que ser acrobata
Ter sucesso sem mudar
Mudando todos vão se afastar.

Cuidado minha gata bonita
O sucesso atrai o parasita
E quando acordamos estamos sozinhos
Como pássaros que cairão de seus ninhos.

André Zanarella 29-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4418875

André Zanarella
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