Coleção pessoal de amaurivalim
Entre todos os poderes enaltece-se o amor, visto como sintoma da fraqueza, da dependência e da insegurança. A proteção divina é invisível, mas é dada pelo amor incondicional a Deus onipotente.
E pelas ladainhas nostálgicas em manhãs de domingo meio santo, eu deveria tê-lo o céu como recompensa.
1% são críticos capazes de transformar o pensamento domesticado em uma evolução que destrói as raízes ilusórias do criacionismo. Uma visão Darwinista e Nietzschiana em que a compreensão não é o martelo dos rituais.
Nem todos devam ser niilistas, nem todos possam ser ateus ou céticos, apenas talvez 1% para uma percepção da falência da moral religiosa e política.
DEUS pela força e grandeza que lhe é atribuído, deveria salva-lo seu povo da intolerância religiosa, mas todo o mal da religião é necessário em benefício de um Deus grande, não de um Deus necessariamente existente.
A fé para a benevolência
No cotidiano fatídico a fé massacra o cérebro, esquecendo o dia de hoje para viver o amanhã, a esperança da recompensa do céu e a fé religiosa são muletas metafísicas daquilo que ainda não nasceu, nem viveu e não existirá.
A nostalgia e algo característico do comportamento durante o ato religioso, um sentimento de tristeza para dar sentido de espírito concebido, diferentemente da alegria abundante ou da força do riso, diferente do aconchego da família ou do encontro entre amigos.
Para o ser humano há uma absurda necessidade de remédio milagroso dado por mãos sagradas de entes mortos para o fim de toda a impertinência.
O poeta precisa de um desajuste, um amor indigente, um desejo nunca saciado e por fim mal correspondido.
A vida nos propõe desafios e escolhas, mas agimos por delimitações que damos. Os experimentos possibilitam os sabores amargos ou doces e deles o devido conhecimento. Não requer uma divindade para as causas da fraqueza ou da fortaleza, o curso é humano e natural, transcorre perfeito no frágil impulso que damos para modificá-lo. (A. Valim)
O julgamento religioso é dado pelos detentores das verdades, através dos processos imaginários que determinam as virtudes, sacrificando inocentes, imortalizando deuses alienígenas com promessas irrealizáveis que faz com que pensem religiosamente. Segundo Nietzsche, “Todo o domínio da moral e da religião deve ser explicado através dessa ideia das causas imaginárias”.
(A. Valim).
Deus sempre aparece depois de um acidente, uma catástrofe, um evento tenebroso qualquer para dar causas a algum sobrevivente. “Depois”.
Livre da opressão teológica, desregrado ao ritual iluminado por pavios acesos em cera, sigo em frente.
O céu e o inferno são campos apocalípticos a velarem eternos Deuses e demônios com ladainhas fúnebres intermináveis em domingos santos.
Na noção destemida para um livre arbítrio comoveu-se e jogou fora a eternidade em Deus, aquele que lhe deu tudo, tudo do nada
Em outros tempos desfilei crente, magnifico cidadão do templo a fim de dar continuidade à vida surreal cósmica...
