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Conhecer é uma atividade humana situada em relações sociais, inclusive nas instituições que produzem decisões jurídicas.

A moralidade precisa considerar pessoas concretas, não apenas categorias abstratas.

A ignorância costuma falar em absolutos; o conhecimento, consciente de seus limites, preserva o direito de dizer: ainda não sabemos.

O desejo de acreditar em algo pode explicar uma crença, mas jamais constitui, por si só, prova de sua verdade.

A justiça não pode depender da certeza do julgador, mas da qualidade da prova.

Quando a autoridade dispensa a prova, o poder começa a julgar no lugar da justiça.

A autoridade que não aceita ser questionada já não pede legitimidade, exige submissão.

O Direito não deve perguntar no que o cidadão acredita, mas quais direitos lhe pertencem.

Quando a máquina começa a conhecer nossos hábitos, nossos desejos e nossos medos, a pergunta mais humana permanece sem resposta: quem conhece aquilo que somos quando ninguém está olhando?

Uma Constituição verdadeiramente livre não determina aquilo em que devemos acreditar; determina aquilo que ninguém pode nos obrigar a acreditar.

Conhecer sem agir é possuir uma chave diante de uma porta que jamais se pretende abrir; querer sem realizar é apenas conceder à vontade a ilusão do movimento.

Todo conhecimento começa nos sentidos, mas a inteligência começa quando aprendemos a desconfiar daquilo que eles nos mostram.

Conhecer tudo não é compreender nada; há abismos que somente a consciência pode atravessar.

Todo conhecimento que não passa pela experiência permanece incompleto; é no encontro com a realidade que a ideia revela sua verdade.

A prática sem conhecimento é movimento sem direção; a ciência fornece ao fazer o leme, a bússola e o horizonte.

Conhecer começa quando percebemos; compreender começa quando interrogamos aquilo que percebemos.

Quanto maior o conhecimento, mais evidente se torna a extensão daquilo que ainda permanece fora de nossa competência cognitiva.

A liberdade começa quando deixamos de tratar a identidade como sentença transitada em julgado.

A mente pode transformar circunstâncias em condenação ou em oportunidade, conforme o julgamento que delas fizer.

Quanto maior o universo que conhecemos, menor se torna a legitimidade de confundir nossa perspectiva com a totalidade.