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Enquanto eu ainda respiro, existe recomeço. Aprendi que a vida não espera grandes viradas de calendário; ela oferece pequenos começos todos os dias. Às vezes acordo com o coração pesado, outras com esperança nova, mas em qualquer caso ainda há caminho. Recomeçar virou um gesto simples: levantar, respirar fundo e tentar de novo. Não preciso que tudo esteja perfeito, só preciso estar viva. E enquanto houver fôlego em mim, haverá sempre uma nova chance de continuar.

Todos os dias você constrói histórias. Mesmo quando acha que está parado. Mesmo quando acredita que nada relevante está acontecendo. Cada gesto, cada omissão, cada escolha repetida vira um traço daquilo que você chama de vida. Você deixa marcas. Algumas profundas, outras quase invisíveis. Você chama isso de legado, como se fosse algo grandioso, sólido, permanente. Mas vale perguntar com honestidade. Legado para quem?

Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.






Um sonho do dia 25/03/2026

Tem gente que ainda acredita que o sofrimento tem CEP e conta bancária. Como se a dor fosse uma funcionária pública que só atende bairro pobre, senha limitada, horário comercial. Mas a vida não respeita esse tipo de organização. A vida entra em qualquer casa, seja ela de tijolo cru ou com portão eletrônico que abre sozinha, e senta no sofá como visita inconveniente que não vai embora nunca.


Eu já pensei que dinheiro fosse uma espécie de vacina emocional. Tipo assim, tomou a dose, pronto, imunizada contra angústia, insegurança, insônia e aqueles pensamentos que aparecem às três da manhã sem pedir licença. Só que não. O dinheiro compra silêncio, mas não compra paz. Compra espaço, mas não compra leveza. E, às vezes, compra até mais barulho, porque quanto mais você tem, mais gente opina, mais gente quer, mais gente observa. É uma vitrine que nunca apaga a luz.


Tem gente sofrendo dentro de casa grande, com quarto sobrando e abraço faltando. Família que parece propaganda de comercial, mas por dentro é um campo minado de mágoas antigas, palavras engolidas, expectativas que viraram cobrança. E aí não adianta o tamanho da mesa se ninguém se olha de verdade enquanto janta. Não adianta o carro importado se o coração vive andando a pé, cansado, sem destino.


E tem também o peso de ser visto demais. A pessoa vira alvo, vira assunto, vira comparação. É como se cada passo fosse monitorado por uma plateia invisível, pronta pra aplaudir ou apedrejar dependendo do humor do dia. A falta de segurança não é só física, é emocional. É não saber em quem confiar, é duvidar até do elogio, é se perguntar se gostam de mim ou do que eu tenho. Isso cansa num nível que nenhum spa resolve.


No fim, a dor não pede extrato bancário. Ela chega do mesmo jeito, senta do mesmo jeito, aperta do mesmo jeito. Só muda o cenário, mas o roteiro é parecido. Porque sofrimento não é sobre o que falta fora, é sobre o que transborda dentro. E tem coisa que dinheiro nenhum consegue organizar.


Eu olho pra tudo isso e penso que talvez a maior riqueza seja conseguir deitar a cabeça no travesseiro e não travar uma guerra interna antes de dormir. Conseguir confiar, rir sem desconfiança, existir sem sentir que está sempre devendo algo pra alguém. Isso sim é luxo. O resto é acessório.

E você, está esperando o mundo reconhecer o herói que existe dentro de você, ou já começou a agir como ele hoje?

Existem histórias que as pessoas escutam e têm dificuldade de acreditar. Não porque sejam impossíveis, mas porque ninguém deveria precisar viver algo assim.


Parte da minha história começou antes mesmo de eu ter idade para formar lembranças. Minha mãe me contou que, quando eu ainda era um bebê, fui amarrada e submetida a maus-tratos durante horas pelo homem que deveria ter me protegido. Ela dizia que assistiu a tudo tomada pelo medo. Ao longo dos anos, ela me contou diversos episódios da minha infância que eu jamais poderia recordar sozinha, mas que ajudaram a explicar muitas marcas que carrego até hoje.


As primeiras lembranças que tenho são de medo.


Lembro de acordar muito pequena, com cerca de três anos de idade, ouvindo uma briga dentro de casa. Havia gritos, desespero e violência. Em meio àquela confusão, fui puxada de um lado para outro enquanto minha mãe tentava escapar. Naquele momento, senti um medo que uma criança não deveria conhecer.


Curiosamente, a única coisa que me lembro de ter pensado foi uma frase que eu ouvia minha mãe repetir quando passava por situações difíceis:


"Deus, me ajuda."


Eu nem compreendia completamente o significado daquelas palavras. Apenas as repeti dentro de mim.


Essa lembrança me acompanha até hoje porque foi uma das primeiras vezes em que senti que precisava me agarrar a algo maior do que eu para continuar.


Anos depois, já com oito anos de idade, vivi outro episódio que jamais esqueci. Eu costumava levar uma menina menor para a escola. Certo dia, almocei na casa dela e acabei chegando mais tarde em casa. Lembro de sentar em uma cadeira depois de voltar. O que aconteceu em seguida desapareceu da minha memória. O próximo momento de que me recordo foi despertar assustada em meio a uma situação de agressão e punição.


Foi uma das primeiras vezes em que percebi como o medo podia surgir sem aviso e transformar um dia comum em um dia inesquecível.


Também me recordo de outra situação envolvendo meu tio, que tinha idade parecida com a minha. Nós éramos apenas crianças. Havíamos sido encarregados de uma tarefa, mas acabamos nos distraindo brincando. O resultado foi uma punição extremamente severa.


Naquela época, eu não entendia por que crianças eram responsabilizadas daquela forma por comportamentos que eram próprios da infância.


O que ficou em mim não foi apenas a dor daquele momento, mas a sensação de injustiça. Eu era apenas uma menina tentando viver a infância que toda criança merece viver.


Outra lembrança marcante aconteceu quando cheguei da escola e encontrei meus irmãos reunidos em um ambiente tomado pelo medo. Recordo do clima de tensão, das palavras assustadoras, das ameaças e da sensação de impotência. Naquela noite, quase não consegui descansar. O medo parecia ocupar todos os espaços da casa.


Durante muitos anos, essa foi a realidade que conhecemos.


Minha mãe fugia.


Depois voltava.


Nós fugíamos.


Depois éramos levados de volta.


O ciclo parecia não ter fim.


Uma das lembranças mais fortes que guardo aconteceu durante a adolescência. Eu já trabalhava como estagiária e havia recebido meu primeiro salário. Cheguei em casa feliz, trazendo comida para a família e entregando parte do dinheiro para minha mãe.


Eu queria ajudar.


Queria construir algo melhor.


Mas aquela noite se transformou em mais um capítulo de sofrimento.


Foi a partir daquele momento que compreendi que, se eu quisesse sobreviver emocionalmente, precisaria partir.


Saí levando apenas o essencial. Algumas peças de roupa, minha coragem e a esperança de construir uma vida diferente.


Eu tinha apenas dezesseis anos.


Mesmo sendo tão jovem, sentia que precisava tentar salvar não apenas a mim mesma, mas também meus irmãos.


Conseguimos sair juntos. Encontramos um lugar para recomeçar. Durante alguns dias, acreditei que finalmente estávamos livres.


Mas, pouco tempo depois, minha mãe decidiu retornar para aquele ambiente.


Foi nesse momento que compreendi uma das lições mais difíceis da minha vida: nem sempre conseguimos salvar quem não está preparado para romper com aquilo que o machuca.


Hoje, quando olho para trás, percebo que muitas lembranças se perderam no tempo. Existem acontecimentos que já não consigo recordar com clareza. Existem cicatrizes cujo momento exato de origem desapareceu da minha memória.


Mas as marcas permaneceram.


E, de certa forma, elas contam uma história.


Não apenas a história da dor.


Mas a história da sobrevivência.


Porque apesar de tudo o que vivi, eu continuei caminhando.


Apesar do medo, continuei acreditando.


Apesar das feridas, continuei amando.


Apesar de todas as tentativas de me destruir, construí minha própria liberdade.


E talvez essa seja a maior vitória de todas.


Eles marcaram partes da minha história.


Mas não conseguiram definir quem eu me tornaria.


Hoje, eu não sou a criança assustada que vivia esperando a próxima tragédia.


Sou a mulher que sobreviveu a ela.

A VERDADEIRA FACE DOS MEUS GENITORES QUE NINGUÉM CONHECE


Alinny de Mello




Sejam muito bem-vindos a este espaço de anatomia comportamental. Antes de darmos início à dissecação das memórias que dão corpo a este texto, convido todos vocês a conhecerem a minha página no Pinterest, o espaço onde organizo meticulosamente os meus e-books e centralizo as nossas reflexões estruturais. Recomendo que acompanhem os lançamentos semanalmente, pois cada nova obra busca clarear os padrões que a sociedade insiste em camuflar.
A verdade oculta nas fendas de uma dinâmica familiar disfuncional raramente emerge de forma linear. Costuma-se fantasiar a maternidade e a paternidade como instintos absolutos de preservação, mas a realidade factual frequentemente nos esfregar na cara o oposto, revelando que os laços de sangue podem ser o cenário perfeito para o exercício da tirania mais refinada e, simultaneamente, mais grotesca.
Antes mesmo que a minha existência física fosse consolidada, o ambiente já estava saturado por uma violência que cobrava o seu preço em vidas. Cresci ouvindo a narrativa fantasiosa de que a filha que minha mãe carregou antes de mim havia nascido morta e em decomposição devido a um desejo não realizado de comer manga. A mitologia popular adora criar bodes expiatórios biológicos para mascarar a barbárie humana. Aos quatorze anos, aproveitando a ausência da minha mãe, confrontei a minha avó paterna sobre a impossibilidade anatômica daquela história. A resposta foi o desabamento da mentira, a revelação de que a minha irmã passara três dias sem vida no útero materno após uma sessão de espancamento que culminou com um chute violento no ventre da minha mãe. O silêncio que se seguiu àquela revelação foi o meu primeiro aprendizado sobre o poder das verdades sufocadas.
Quando finalmente nasci, a recepção do meu genitor não foi a da celebração, mas a da rejeição simbólica. Ele verbalizou que eu não era sua descendente e me entregou ritualisticamente ao demônio, determinando que a entidade me levasse. Essa rejeição precoce ecoou na minha infância através de pesadelos recorrentes de perseguição, um reflexo psicológico previsível do terror que habitava o mundo desperto. Anos mais tarde, ao questioná-lo sobre essa afirmação, recebi a negação automática que todo opressor utiliza quando confrontado com a própria baixeza. Ele negava tudo, enquanto mantinha a engrenagem do controle absoluto funcionando vinte e quatro horas por dia.
O controle exercido naquele lar não conhecia limites banais. Se o meu irmão do meio ousava quebrar a barreira do isolamento para brincar com os vizinhos e não escutava o chamado de retorno, o preço era o espancamento com cabos de vassoura ou qualquer objeto ao alcance da mão. Aos meus treze anos, assisti do quarto ao horror do meu genitor quebrando um pedaço de madeira de um berço na cabeça do meu irmão, prometendo mandá-lo para o inferno, enquanto minha mãe assistia em absoluta inércia. A tragédia fatal só foi evitada porque o meu irmão mais velho teve a presença de espírito de gritar pelos vizinhos. O comportamento do agressor seguia um padrão clássico de oscilação neurótica, minutos depois do quase homicídio, ele chorava pedindo desculpas, apenas para reiniciar o ciclo logo em seguida.
A vida sob aquela tutela era um exercício de vigilância constante. Fomos privados do direito de conversar, de assistir à televisão e até de brincar. Arrastar os chinelos pela casa era motivo para agressão física. Instituiu-se a obrigação de bater palmas ao entrar na residência para que ele soubesse da nossa aproximação, sob pena de punição imediata. O olfato também era regulado, o uso de sabonetes perfumados ou perfumes era terminantemente proibido. Paralelamente à tirania, o homem manifestava um comportamento de acumulação compulsiva, transformando a casa em um depósito de detritos que ele recolhia pelas ruas.
A opressão estética também se direcionou a mim na adolescência. Ele exigia que eu me vestisse com trajes longos que ocultassem completamente o meu corpo, embora nunca tenha investido um único centavo para me comprar uma peça de roupa ou um calçado. Eu sobrevivia de doações. Quando a minha tia me presenteou com uma saia branca na altura dos joelhos, a reação dele foi a promessa de retalhar o tecido com um facão caso eu não a tirasse imediatamente. O ambiente doméstico era uma vitrine de humilhações, onde ele exibia comportamentos asquerosos, forçando a intimidade conjugal diante dos filhos como forma de demarcação de poder sobre a minha mãe.
O sadismo do meu genitor alimentava-se de memórias de morte. Ele se vangloriava de ter assassinado um primo aos quatorze anos na beira de uma lagoa, utilizando um estilingue para derrubar o garoto por trás de uma árvore sem que a vítima soubesse o que a atingira, um crime que permaneceu impune e oculto da sociedade. O terror habitacional atingiu o ápice quando ele cavou um buraco monumental que ocupava toda a extensão da nossa sala, verbalizando que o propósito daquela cratera era nos queimar ali dentro.
As tentativas de fuga eram tratadas como alta traição. Em uma madrugada, às três horas da manhã, após termos escapado para a casa da tia dele, ele nos localizou. Fui arrancada de debaixo da cama pelos cabelos enquanto ele empunhava um facão de dois gumes no pescoço. A ameaça era explícita, se eu emitisse um único som, ele me decapitaria ali mesmo. De volta ao cativeiro, trancada no quarto após horas de jejum forçado, ouvi as promessas de que ele cortaria as orelhas, os lábios, os cabelos e as pernas da minha mãe, estendendo o mesmo destino a mim. Naquela noite, a lâmina do facão deixou uma marca física profunda, uma ferida em carne viva que se estendia das minhas nádegas aos joelhos, complementada por uma lapada violenta na cabeça que fez o meu crânio vibrar.
O aspecto mais intrigante e definitivo dessa equação destrutiva reside na figura da minha mãe. Nem mesmo o infanticídio da primeira filha ou as décadas de suplício físico a fizeram romper o cordão umbilical com o agressor. A mente humana possui limites de elasticidade e, após mais de trinta anos de abuso contínuo, ela adoeceu mentalmente, transitando por diversas instituições psiquiátricas. Quando assumimos a responsabilidade de cuidar dela na velhice, o retorno foi a perfídia. Acolhida na casa do meu irmão, ela formulou uma conspiração financeira junto ao meu genitor, movida pela crença delirante de que ele possuía grandes somas de dinheiro guardadas. Ela registrou um boletim de ocorrência falso por roubo e chegou a acionar criminosos de aluguel para executá-lo. A trama só não se concretizou porque consegui interceptar e descobrir a fraude antes que o pior acontecesse.
A decisão de romper definitivamente o contato com ambos não foi um ato de crueldade, mas o exercício final da legítima defesa e da autonomia racional. O ciclo de cumplicidade entre a vítima histórica e o seu carrasco transformou-os em um organismo único, onde ambos se alimentam do mesmo veneno e se merecem na mesma medida.
Como podemos compreender a mente que escolhe a lealdade ao próprio opressor em detrimento da segurança dos próprios filhos? Até que ponto a loucura serve de justificativa para a deliberate maldade e a traição de quem recebeu apenas cuidado?

Eu posso sentir dor sem perder a esperança.

Eu não preciso aceitar aquilo que destrói minha paz.

Existem pessoas que ainda vou conhecer.
Existem lugares que ainda vou descobrir.
Existem sonhos que ainda vou realizar.
Eu sou mais forte do que imagino.

Hoje eu escolho olhar para mim com carinho.
Hoje eu escolho acreditar em mim.
Hoje eu escolho continuar.
E, aconteça o que acontecer, eu nunca mais vou me abandonar.

Sempre acreditei que recomeços existem enquanto estamos respirando.


E, aqui estou eu, renascendo em todas as nuances da minha vida.


Às vezes, o sucesso está a uma linha de uma frase escrita com a alma.

Não espere que façam por você, até porque o efeito não será o mesmo.

Acredite que a sua felicidade está naquilo que você tem hoje e não naquilo que você gostaria de ter amanhã.

Errar até pode ser considerado humano.


Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele (a).


Mas se alguém te traiu duas vezes, a culpa é sua.

Há conhecimentos que nos fazem crescer. Outros, apenas quando os desaprendemos.

Me conheça de novo.


Agora eu carrego outro cheiro,
outros olhos,
uma nova voz.


Não procure em mim
a pessoa que você deixou partir,
porque aquela versão de mim
ficou perdida entre antigas estações.


Eu voltei com novas tempestades nos cabelos,
com outros silêncios no peito,
com histórias que minhas próprias mãos
ainda tentam decifrar.


Meu olhar mudou.
Ele já viu abismos,
já atravessou noites compridas,
já aprendeu a enxergar beleza
onde antes só existia ruína.


Minha voz também mudou.
Ela não pede mais licença para existir.
Ela traz o peso dos dias vencidos
e a leveza de quem descobriu
que renascer também é uma forma de vingança.


Então me conheça de novo.


Não tente encontrar quem eu era.
Escute quem eu sou.


Eu ainda tenho a mesma alma,
mas agora ela veste outra pele,
respira outros sonhos
e caminha por um caminho
que só eu conheço.

Para a ociosidade restou
rezar com esperança.


Para a atividade rezou
no fazer com perseverança.

“O maior obstáculo para aprender nem sempre é a ignorância, mas aquilo que acreditamos já saber.”

“Quem aprende acumula conhecimento. Quem desaprende conquista liberdade.”