Cinema
Busco o amor
Não amor de cinema
Nem amor de livro
Muito menos amor de redes sociais
Busco o amor
Amor real e vivaz
Fruto do tempo e da rotina
rotina doce e não azeda
tempo prospero ou de desgraças
O amor não nasce em um filme
O amor não nasce em um livro
O amor não nasce em uma rede social
O amor nasce de um acumulado de eventos
Que se unem na presença pura
Pura de um? Pura de dois? Não importa
Existem mais amores que pessoas amargas
De que importa limitar a pureza? O amor não tem fronteiras
Se ama o inanimado e o animado
Se ama o frio e o quente
Se ama poucos e muitos
Se ama o nada e o tudo
Se ama a morte e a vida
Então o que limita o amor?
As pessoas.
O Cinema é interdisciplinar - e interartístico - por excelência. Dificilmente poderia ser de outra maneira. Ainda que excepcionalmente tenha contado com cineastas interdisciplinares - como o multiartista britânico Charles Chaplin, que foi diretor, roteirista, ator, músico e produtor de suas realizações - o modelo essencial do Cinema é certamente o da equipe interdisciplinar. Enquanto um laboratório de Microbiologia costuma contar com uma equipe formada exclusivamente por microbiologistas, já o set cinematográfico congrega necessariamente uma grande equipe formada por artistas, profissionais e técnicos ligados às mais diversas especialidades, sem contar o trabalho prévio realizado pelo roteirista e o trabalho posterior do montador e de outros profissionais que trabalham na edição da obra fílmica. No set, teremos também a presença de certos campos artísticos e técnicos criados ou aperfeiçoados especialmente para o Cinema, como a Fotografia. A isso tudo se junta a Cenografia, a Música, e outros campos artísticos já tradicionais, quando não a Literatura, nos casos em que o roteiro é extraído de alguma obra literária. Se o filme é histórico ou biográfico, também incluirá o trabalho de pesquisadores. Por fim, os atores e atrizes! - e toda a equipe de diferentes profissionais que se responsabilizam pelas suas imagens, indumentária, maquiagem, e tantas outras coisa mais.
[extraído de 'Interdisciplinaridade - na História e nos demais campos de saber'. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.98]
Assistir uma sessão de cinema é como comprar uma passagem para um mundo desconhecido. Nesse caso, a tela é a janela ou portal para a aventura. Essa experiência enriquece a vida ao adicionar momentos à nossa jornada cronológica.
O cinema é um pouco como um antibiótico.
O cinema é uma paixão que une pessoas de diferentes idades, classes sociais e estilos de vida em torno de uma mesma tela
"O cinema é minha terapia, meu refúgio. É através dele que minha arte ganha vida e me faz sentir completa.
Por favor, aprenda a ir sozinho a eventos, ao cinema, a concertos, a cafés, museus, para não passar toda a sua vida à espera de outras pessoas.
"Compensa domar um tigre para ir ao cinema montado nele? Do mesmo modo que é totalmente idiota adquirir inimigos apenas para mostra sua força."
Cinema de subúrbio
O escafandrista mergulhou a armadura no dique.
Ele não viu o olhar da rapina.
O mergulhador não chegaria ao Largo de Roma.
Mas resolveu vir à tona... Dique-bonocô- Dique...
Virou trem na Gamboa. Internado no ferro-velho,
foram descobertas todas as suas armações.
Ninguém notou.
Ninguém morou, até vê-lo pintado no outdoor.
Ernesto?!
Ernesto foi viver longe dos barcos. Ancorou o velho navio nas pedras do Garcia.
Pegou visão, montou uma ótica. Foi viver em outdoors:
“Ernesto, meu rapaz!!!
Quando esteve no Largo dos Aflitos, ninguém se afligiu.
Nenhuma flor se rasgou por ele.
Em Água de Meninos, a moça de Taperoá rasgou o vestido de rendas.
Ela estava indecisa entre Capinam e Gil.
O amanhã de Ernesto ficou nas parlendas.
As bocas das galinhas botaram dentes novos.
O namorado amarelo foi pescado na Boa-viagem.
O martelo intimida o prego que não canta na Saúde.
Em Mont Serrat, morreu Antônio Marcos, o herói de Nazaré.
Ele foi tocar alaúde no Recôncavo, para a heroína de cinema. A menina de tranças.
Pobre menina rica, acabou trabalhando na Ribeira.
Se pegou de amores pelo Pagador de Promessas. Até carregou sua cruz.
Fama mesmo, ele fez foi na boca do fogareiro, fritando acarajé.
Fim de uma vida de sonhos.
Acabou a escarlatina em Mussurunga.
A paixão acabou, segundo GH, sapateiro da Mouraria, que virou cineasta.
Seus soldados retornaram da guerra, mas deixaram a ira em Irará.
Alugaram um barracão no Pau da Lima e garantiram que a Rússia não chegaria
à Barroquinha.
Agora que viu o Macron no Pelourinho, ele comprou a Fazenda Grande. Foi onde ele escondeu Israel. O vestiu de bedel, e lacrou a Ucrânia na Lapinha.
O coração de Zelenskyy amoleceu no Stiep.
Coitado, a gelatina lhe oferecida pelo Trump escarneceu-se dos estames.
A rosa púrpura entristeceu a Carlos Gomes.
Putin, causou o grande incêndio no Guarany!
Nos filmes de GH, a Bahia fala Tupi.
Nas margens do Tororó fui beber água. Vi muitos meninos com fome.
Meio-dia em ponto, bateu a preguiça de subir a ladeira. A velha ladeira, que Elis cantou.
Essa não é mais aquela. É pior! ... Não subi.
Fiz os devidos contornos.
A cena seria ao meio-dia. Sol a pino. A hora em que os ponteiros do relógio de São Pedro teriam de se beijar.
Eles se cruzariam mais uma vez, na frente do público.
O último a ver esta cena, foi o Estácio de Sá.
No final do filme, o público soluçava. Polvos amestrados choravam abraçados.
Androceu não ficou com Gineceu. Preconceito do brabo. Tudo por ordem de Manoelito, peixeiro do Bomfim, que media suas escamas, na cama de Almodóvar.
O féretro seguiu acompanhado de Chico Cesar, solitário com o seu tambor, anunciando o que todos já sabiam: Filme Triste.
Triste fim do cinema de subúrbio.
Glauber?... Cadê você, pai?!
O dragão da maldade continua a sua luta contra o nosso Santo guerreiro!
Dilemas
A vida poderia ser um pouco mais amena,
deveria ser como os romances do cinema.
Poderíamos paralisar a cena
sempre que achássemos que valeria a pena.
Tomar o controle da vida
e acelerar aquelas cenas que causam ferida.
Tenho mesmo que escolher?
Ainda que isso me faça sofrer?
Possibilidades diante de mim,
sinto-me preso em uma esquina sem fim.
Dilemas meus,
que acabam se tornando seus,
pelo fato de insistir
em fazer parte do meu existir.
Precisamos decidir
antes que os castelos de sonhos venham ruir
e o tempo roube a chance
de uma nova história construir.
Quão doloroso é sonhar com algo maravilhoso
em tempos conflituosos
e viver a dura realidade
de um pesadelo assombroso.
Iludidos, acreditamos na revogação da escravidão.
Se de fato meus pecados fossem perdoados,
a força da lei teria sido revogada,
nunca que, pelos meus iguais,
eu seria julgado
e, consequentemente, condenado.
Somos humanos acuados,
machucados e dilacerados,
lutando diariamente
com lembranças tristes do passado.
Nas esquinas da vida,
sequer somos notados
pelos que transitam
ao nosso lado.
Dilema é confusão,
pois veementemente não nos dá terceira opção.
Machuca o coração
dos que romperam com a grande ilusão
fomentada pela religião.
Deixamos de ser otários
ao pensar de modo binário,
fazendo de um mundo milionário
um pobre salafrário.Dilemas
A vida poderia ser um pouco mais amena,
deveria ser como os romances do cinema.
Poderíamos paralisar a cena
sempre que achássemos que valeria a pena.
Tomar o controle da vida
e acelerar aquelas cenas que causam ferida.
Tenho mesmo que escolher?
Ainda que isso me faça sofrer?
Possibilidades diante de mim,
sinto-me preso em uma esquina sem fim.
Dilemas meus,
que acabam se tornando seus,
pelo fato de insistir
em fazer parte do meu existir.
Precisamos decidir
antes que os castelos de sonhos venham ruir
e o tempo roube a chance
de uma nova história construir.
Quão doloroso é sonhar com algo maravilhoso
em tempos conflituosos
e viver a dura realidade
de um pesadelo assombroso.
Iludidos, acreditamos na revogação da escravidão.
Se de fato meus pecados fossem perdoados,
a força da lei teria sido revogada,
nunca que, pelos meus iguais,
eu seria julgado
e, consequentemente, condenado.
Somos humanos acuados,
machucados e dilacerados,
lutando diariamente
com lembranças tristes do passado.
Nas esquinas da vida,
sequer somos notados
pelos que transitam
ao nosso lado.
Dilema é confusão,
pois veementemente não nos dá terceira opção.
Machuca o coração
dos que romperam com a grande ilusão
fomentada pela religião.
Deixamos de ser otários
ao pensar de modo binário,
fazendo de um mundo milionário
um pobre salafrário.
Amor, Extremo Amor!
Minha vida com você parece coisa de cinema, nossos corpos tem uma sintonia incomparável, nem as leis da física conseguem calcular a pureza do nosso amor, as vezes não me importo com mais nada, só quero vê as horas passando na velocidade da luz para chegar novamente o momento de te reencontrar. Eu não espero respostas sobre o futuro do nosso amor e também não quero chegar a exaustão, só te peço que entenda porque os meus abraços são fortes, os meus beijos são quentes e porque o meu corpo é só sentimentos e magia junto ao teu.
Estou numa linha tênue entre viver o amor extremo ou conhecer o amor ao extremo.
As pessoas abrem um jornal, vão ao cinema, ligam a tevê ou compram um livro para se entreter, no sentido mais ligeiro da palavra, não para martirizar o cérebro com preocupações, problemas, dúvidas.
Cinema é social por natureza, e ato político como consequência. A emoção é maior que o discurso, a poesia é maior que a tese, e a humanidade é maior que o posicionamento. Em primeiro lugar, fazer cinema é humano, é social, não político.
"O mundo é nossa tela de cinema.
Todos ao nosso redor fazem parte
do nosso filme.
O projetor deste filme é a nossa consciência.
Somos como uma obra de arte.
E arte não deve ter boa aparência;
mas sim,
fazer a gente sentir alguma coisa."
No dia 28/12/2025 morreu Brigitte Bardot, ícone do cinema na década 50 - 60.
Morreu sem deixar fortuna após destinar quase tudo o que ganhou à proteção de animais.
Certa vez comentou sobre a sua vida com pouco dinheiro:
“Eu vivo de uma forma extremamente simples, a riqueza me enoja".
Era noite de quarta feira, uma ida ao cinema. A sessão terminou por volta de 21:45, ela olhou rapidamente o celular enviou uma mensagem. Não visualizada. No íntimo dela um desejo estranho... Ela ia chegar de surpresa, mas não sabia o endereço. Ficou aguardando resposta e nada. Resolveu ir para casa, queimando de desejo. Ao entrar em casa a resposta veio com um simples "oi"
O que ela tinha em mente para aquela noite?
Chegar segurando uma garrafa de vinho, bater a porta e perguntar:
Posso entrar?
Os dois se abraçaram e se beijaram enquanto ele arrancava suas roupas, chegavam a cama se despindo e entre sussurros ela ficava sobre ele e seus seios fartos e brancos entravam em movimento com seus corpos.
Uma noite para guardar pelo resto de suas vidas.
