Ciências Sociais
A vida é muito mais que uma tela e ela jamais vai caber lá, então não se sinta obrigado a postar nada só porque é isso que todo mundo faz, ou para que de alguma forma estranha as pessoas saibam que você está vivo. Só viva.
Eu juro que gostaria de ser menos educado e dizer o que eu realmente penso das pessoas que, do nada, ficam indignadas, com “raivinha”, e ainda se fazem de vítimas quando não são respondidas por mensagem no exato instante em que elas próprias desejam ser respondidas (!). Como se a minha vida fosse estar de smartphone a postos, “ansioso”, disponível e na obrigação absoluta e inarredável de prestar retorno a tempo e modo - na visão estreita de meu(minha) interlocutor(a). Mesmo quando estou, por qualquer razão que seja, impossibilitado, ou doente, ou em trânsito, ou repousando, ou escrevendo, ou lecionando, ou ocupado com outras pessoas ou, simplesmente, sem vontade de falar naquele ínfimo instante - um direito, aliás, que assiste a nós todos, enquanto supostamente civilizados. Isso diz bastante sobre a forma com a qual essas pessoas regem os seus dias. E, ainda mais que tudo, sobre as suas personalidades perturbadas e até sobre as suas peculiares (in)sanidades.
Eu afirmo que o mundo seria melhor se as pessoas que agem de tal maneira fossem, para sempre, banidas de aplicativos e de redes sociais. Porque ainda não saíram da infância. Devem limitar-se aos cadernos de colorir, com canetas variadas e bastante giz-de-cera.
Minha avó dizia que não existe ninguém perfeito e nem feliz o tempo todo. Se ela tivesse conhecido as redes sociais, aposto que não diria isso. Nas redes sociais as pessoas além de perfeitas são felizes o tempo todo.
Estamos ficando mais pobres de conceitos e valores...
Quem dera fosse possível ter como parâmetro de conhecimento e descoberta a capacidade de ter uma fotografia da alma, do coração, da essência de cada um de nós. Como seria maravilhoso para alguns e desagradável para outros.
Teríamos a capacidade de conhecer muitos a nossa volta e ao mesmo tempo nos mostrarmos como realmente somos. Meio utópico, como se tivéssemos a felicidade completa, a harmonia entre todos nós, como seria bom se tivéssemos esta capacidade e está realidade.
Vivemos tempos de mensagens lindas, mas muitas apenas para fazer eco e massagem no ego de quem as cria e publica. A necessidade de estar conectado, antenado, ser visto, ter likes, subir no conceito das redes sociais se tornando assim um tal influencer.
Estamos a cada dia ficando mais pobres de conceitos e valores, pobre de opiniões e pensamentos, onde por muitas vezes somos guiados por pessoas que nada sabemos, que nada conhecemos, tomamos suas opiniões como verdades e muitos seguem à risca o que falam ou fazem. Em algum ponto perdemos nossa capacidade de avaliação, de sermos críticos, de ter posicionamentos. Hoje vivemos de fotinhas bem arrumadinhas nas redes sociais, frases bonitinhas e de conteúdo frágil. Tudo muito certo e perfeito demais.
Não precisamos de tanta exposição, de sermos vistos por tanta gente, não precisamos aparentar ou fingir apenas para o deleite dos outros. O que realmente isso importa de real em nossa vida? O que ganhamos com a publicação perfeita, se é que ela existe, mas que ao final de tudo, não passa de uma exposição não necessária e sem valor, porque de uma maneira ou de outra seremos julgados para o bem ou o mal.
Acredito que perdemos a capacidade de conviver não sou com os outros, mas sim com nós mesmos, rirmos de nossas próprias falhas, dos nossos defeitos, sorrir e alegrar com nossas atitudes e ações, lamentar e chorar nossas perdas e erros. Enfim vivermos e aceitar como somos para nós mesmos, pouco importando a opinião dos outros sobre o que se passa em nossa vida. É preciso ter presença física, conversa cara a cara, contato, viver a realidade, não a realidade que nos é imposta por este mundo virtual frio e sem contato humano.
Marcelo Martins
Comemorou sua performance no Instagram:
como influenciado,
em pouco tempo conquistou milhares de influencers.
As empresas privadas necessitam fazer mídia para divulgar seus produtos, por questões obvias; de outro lado, é dolorido assistir órgãos públicos e empresas corporativas fazendo muito barulho nas redes sociais, com o dinheiro do povo, cuja finalidade única é de vender suas imagens.
ALDEIAS
O Projeto Aldeias são comunidades
de pessoas dedicadas ao bem viver,
com regras sociais dinâmicas distintas,
mostrando ao mundo que é possível viver bem,
na Terra e em qualquer planeta habitável.
"O debate sobre o ‘pobre de direita’ — que poderia envolver uma compreensão mais clara e esclarecedora sobre a questão das ideologias —, está cada vez mais obscuro e cheio de preconceitos nas redes sociais.”
Sabe porque as pessoas parecem mais felizes em vídeos de rede social? Elas estão vivendo, ao invés de ver outras pessoas viverem.
Vivemos mergulhados num jogo de engodos; é comum aparecer um monte de estrelas ofuscadas nas redes sociais; há sempre um cabotino fazendo barulho, buscando luzes e aplausos; uns conseguem enganar parte do povo; outros são como colibris, aparecem e logo saem de cena.
A vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos e por mais que todos tenhamos conhecimento disso, a vida perfeita, emocionante e e realizada postadas nas redes sociais pode ferrar com a autoestima de milhares de pessoas, mas a verdade é que as postagens nas redes sociais são apenas fragmentos, pequenos pedaços da vida real que por si só não expressam nada mais do que um momento.
“A prosperidade que a gente não posta é suspeita. Chegamos a um ponto que, a pessoa que prospera em alguma coisa tem o dever de postar nas redes sociais. Do contrário, tudo que ela fez para chegar onde está é suspeito, até que explique para as pessoas como.
Quebre esse ciclo.”
Sobre cancelamento
Se os canceladores soubessem, o bem que eles fazem para quem estão cancelando, eles não cancelariam.
O Poder Legislativo é o mais decisivo na vida das pessoas; é lá onde pode nascer e onde podem ser corrigidas as injustiças sociais.
...quando se estabelece condições de igualdade para coisas desiguais, sempre se está privilegiando o mais forte"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 173
Sinto que deve ter havido uma época em que havia mais no mundo. Entende? Algum tipo de mistério ou algo. Agora visitamos um lugar, como este, e é lindo… e você tira uma foto e nota que todos tiraram a mesma foto... do mesmo ponto… e você só criou mais conteúdo redundante para o Instagram. Não podemos nem nos perder mais, porque existe o Google Maps.
Onde estão os teus olhos, aí está o teu pensamento. Onde está o teu pensamento, aí está o teu tesouro. Cuidado com o que você procura. As redes sociais prometem o romance que você despreza no mundo real.
O mundo está dividido em 2 tipos de pessoas:
Aquelas que falam e fazem o que querem deixando sua marca no mundo.
A segunda são aquelas que não fazem, porém falam sem deixar sua marca.
O isolamento é um fosso. Algo está em falta, algo é necessário
para o preencher e nada o pode preencher, pois é um mal-entendido.
À medida que você fica à mercê das redes sociais, amigos,
seguidores, likes, visualizações o fosso aumenta. As pessoas têm
tanto medo de estar sós que fazem todo o tipo de coisas estúpidas. É
por isso que a solitude é importante.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
