Ciências Sociais
Hoje, em um mundo tão conectado, tão globalizado e tão on-line, as pessoas se encontram imersas de tal forma nessa comunicação desenfreada, incalculável e insana que não possuem tempo para nada.
Diminuímos a distância, aumentos o nosso tempo que deveria ser livre.M Somos mais capazes de interagir com pessoas que não conhecemos, mas nunca nos sentimos tão sozinhos.
A História já nos ensinou que o mundo não ficou mais bonzinho após revoluções sangrentas, guerras mundiais, crises econômicas ou pandemias.
Ele muda, mas nem tanto.
Gwynplaine continuará com o seu sorriso forjado enquanto carrega um profundo sofrimento na alma;
Erik ainda vagando pelos corredores gélidos dos calabouços da ópera;
O Coringa, cada vez mais louco, enfrentará o homem-morcego pelas ruas de Gotham City;
E a melancólica Eleanor Rigby, solitária e invisível, recolherá ainda muitos grãos de arroz na escadaria da igreja.
É contraditório que a tecnologia criada para que as nossas vidas fiquem mais confortáveis hoje esteja escravizando, especialmente, as gerações mais novas, tornando-as deprimidas e infelizes.
Quando nós pedimos a algum adolescente que desligue ou que guarde o seu celular é o mesmo que lhe solicitar que, voluntariamente, ampute uma perna.
Não sejamos ingênuos: se não controlamos o equipamento, obviamente também não controlamos o conteúdo que nossos filhos acessam.
A responsabilidade de educar nossos filhos é essencialmente nossa, e não dos celulares, da internet ou da programação televisiva.
A rede social é um grande jardim, você precisa cuidar um pouco todos os dias e, ao final, ele será belo e florido.
Se a gente parasse para prestar atenção a vida está o tempo todo reforçando a nossa desimportância. E isso não é algo ruim, pelo contrário, são lembretes diários mostrando onde a gente deve se situar. Acontece que nos dias atuais, mais do que nunca, as redes sociais dão uma falsa impressão de relevância e poder; exacerbam a cobiça, a inveja, o exibicionismo, a competição e geram uma expectativa de retorno em forma de likes, comentários, engajamentos que, quando não acontecem levam a uma frustração imensa.
Chamar uma pessoa de verdadeira e espontânea nada mais é do que uma forma elegante de chamar (ou de se chamar) de barraqueira ou de mal-educada.
As recentes ondas de violência que ocorrem em escolas de todos os níveis e em todo o Brasil pode ter a explicação na pandemia e nas redes sociais.
A reação à violência e a volta ao conforto se materializou em "homeschooling".
Tudo se resume a estar próximo ou longe de núcleos de um poder que possa resolver o problema.
É por isso que pessoas (homens, mulheres, brancos, negros, amarelos, heteros, homos, lgbts, etc) buscam sempre ser ou estar próximo do poder (seja ele qual for).
Qualquer outra coisa é perfumaria.
Por mais libertário que se mostre, você jamais se verá livre da ira dos que irão combater, de todas as formas possíveis e imagináveis, a sua liberdade de escolha. É quando a força de suas crenças e valores precisará provar ser maior que as cadeias nas quais pretendem aprisioná-lo independente de que nomes dêem a elas, entre as de natureza social, moral ou cultural.
Num estado democrático de direito, a constatação de um canalha sendo apoiado para ascender ao poder pelos mais ricos é a única situação na qual somos beneficiados pelo fato da fatia mais rica da população ser constituída por uma ínfima minoria.
TRIBOS URBANAS
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Vejo nas esquinas
Meninos e meninas
Rivais ou amigos
Que se reúnem
E com orgulho assumem
Que vivem em tribos.
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Há os que sujam os muros
Protegidos pelo escuro
Como noturnos sabotadores
Que em busca de emoção
Desrespeitam a legislação
Esses são da tribo dos pichadores.
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Há os que assistem
À vida com olhares tristes
Como navegantes sem remo
Se maquiam como zumbis
Na escuridão são seres sutis
Esses são da tribo dos emos.
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Há outros um tanto obscuros
Que ficam perto de túmulos
E consideram ótimo
Passear pelos cemitérios
Sempre com caras de sérios
Esses são da tribo dos góticos.
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Há os que têm mania
De dar vida à fantasia
Dos gibis que leem
São adultos que têm a esperança
De viver sendo sempre crianças
Esses são da tribo cosplay.
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Há os que requebram a pélvis
E usam topete como o do Elvis
E têm que ter cabelo que brilhe
Adoram carros antigos
Curtem rock dos Beatles
Esses são da tribo rockabilly.
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Há os que andam desengonçados
Com bermudas e bonés virados
E criticam a arte pop
Conversam num estranho dialeto
Se reúnem em verdadeiros guetos
Esses são da tribo hip hop.
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Há os rebeldes sem causa
Que têm cabelos como caldas
E usam roupas extravagantes
Quando andam na multidão
Querem apenas chamar atenção
Esses são da tribo dos punks.
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Há muitas outras tribos
Criticadas pelos mais amadurecidos
Que consideram tais hábitos odiosos
Os quais com terno e gravata
Caminham entre as tribos citadas
Indo para a tribo dos religiosos.
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É importante ter a consciência que representamos vários papéis durante o dia e que antes de dormir precisamos tirar nossas mascaras(personas) ainda que adoradas por nós e por todos. Do contrário, acordaremos sem rosto.(Walter Sasso)
Não só de Likes viverá o perfil, mas também de toda postagem que procede da criatividade do influenciador.
