Cidades e Lugares

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Cidade natal:
Até as flores do espinheiro,
No mesmo lugar.

Nenhuma vida em nenhum lugar, nenhuma vida nesta cidade ou neste lugar ou nesta existência deprimente.

A cidade lá fora, com gentes falando sempre alto demais, sem parar, entrando e saindo de lugares, bebendo, comendo coisas, pagando contas, dançando alucinadas, querendo ser felizes antes da segunda-feira: urgente.

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Em algum lugar eu paro e espero você.

(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)

John Green
Cidades de Papel

Nota: Citação de "Canção De Mim Mesmo" de Walter Whitman

...Mais

Quando você é mãe, consegue um lugar na primeira fileira para o melhor espetáculo da cidade: ver o crescimento dos seus filhos.

Veneza foi o lugar aonde o homem brincou de ser Deus. Construiu a mais bela cidade feita pela mão do homem.

Há duas coisas que espreitam nos lugares escuros e sombrios de nossa bela cidade: vermes e segredos. Deixo a seu cargo, querido leitor, decidir qual dos dois causa mais danos.

Um lugar longe da cidade... muita água, muitas árvores, muito céu...
Mar ou cachoeira, fogueira e violão, pôr do sol. Uma roupa que não te aperte, pessoas legais (não precisam ser amigos, somente legais... mas amigos sem falta também).
Alguém pra se interessar, brilhar o olhar e bater forte o coração, não precisa amar, apenas aproveitar a sensação! Rir até a barriga doer... Abrir os braços para ser feliz, essa é a vida que eu sempre quis *-*

Não é questão de lugar, de cidade, de país ... Muito menos de quem está ao seu lado ou do que você não tem... Se você não estiver bem com você, qualquer lugar ou pessoa também fará parte disso - não servirá. O descontentamento, a instatisfação, o jeito de olhar as coisas, o jeito de gostar de uma coisa ou outra, de tolerar mais ou menos, de viver feliz ou infeliz. Por isso não culpe o mundo, as pessoas e suas escolhas. Só existe um responsável por tudo isso, uma pessoa que pode torná-lo feliz e te fazer viver uma realidade diferente: você. Tudo é uma questão de referencial, da forma que você enxerga as coisas e da disposição em viver bem ou mal .... Por qual lado você vai querer olhar a vida ? Eu escolhi ser feliz.

Mudar-Se
Muda-se de cidade e o sofá do lugar...
Muda - se de vida...
De amor...
Muda-se a roupa e até o cobertor...
Muda-se a cor do cabelo e a temperatura do chuveiro...
Mudando-se tanto que logo mudei sem querer..
Sem você...
Desde que você partiu...
Mudei tanto que já não senti...
Mas, não escrevo os mesmos versos...
Não ouço as mesmas canções..
Quando você foi embora, levou tudo, mas deixou teu coração.
Apaixonada fiquei, sem você sem razão.

"Saquarema, lugar de ser feliz e amar"

Inserida por Saquaremadadepressao

- Tantas vezes queremos mudar de lugar ou cidade, para que posamos mudar de vida, quando na verdade estamos fugindo de algo que nos não gostamos ou vivemos. A única mudança que vale a pena é estudo ou trabalho, porque fugir de coisa que não gostamos é tolice a vida não muda mudando só de lugar, os nossos fantasmas não estão em lugar nenhum eles vivem dentro de nós mesmos. (dpb)

Cidade tão linda
Não poderia deixar de ser o meu lugar
Onde nasci e fui criada

Com uma paisagem familiar
Ruas movimentadas, carros transitando
Pessoas passeando e pássaros cantando

Cidade tão grande
Tão conhecida
E bem famulosa
Só poderia ser nossa cidade maravilhosa

Com tantas vistas e centros comerciais
Passeando nas ruas no mês de janeiro
Com lugares fantásticos
só poderia ser o Rio de Janeiro

Com tantos lugares turísticos
Vistas privilegiadas
Artes em todos os cantos
Uma beleza sobrenatural
Coisas que muitos acham normal

Há beleza nas coisas mais simples
Onde muitos não conseguem enxergar
Ou fingem não notar
Ah, minha cidade
Tão linda
Que tenho tanto orgulho de morar

No lugar da correria da cidade, o balanço da rede, o único som que se ouvia, era o canto dos pássaros!

Aonde vamos, amor? Será que vamos chegar? Se não importa a cidade, vamos pra todo lugar.

Cidade carioca

Lugar de gente bonita e sarada, o Rio de Janeiro é um Brasil misturado, gente de todos os cantos, gente de todos os lados. Nascidas ou de coração, o que importa é ser parte desse povo cheio de emoção. As altas temperaturas levam toda essa gente alegre à praia, onde tem o mate leão, biscoitos de vento, sacolés, frescobol e muitas mulheres, eu disse muitas mulheres mesmo, belas e saradas.

Vida agitada, confusão maluca, escolas de samba, passeios turísticos e muito subúrbio para passear e conhecer. No Carnaval com os amigos de outras cidades, nós vemos muitos gringos cheios de felicidade, que visitam desde o mar até as favelas e as montanhas desta bela cidade.

Os menestréis recitam suas belas frases poéticas, enquanto os músicos cantam suas lindas canções que parecem as mais lindas orações. As crianças não param de falar: "Rio, eu amo você". Porém, este encanto não é só um mero local para se divertir e extravasar, vai muito mais além, é um lugar onde você pode sonhar e realizar.

Quando a canção Garota de Ipanema nos provoca com o impacto dessa estrofe: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela, menina, que vem e que passa, num doce balanço a caminho do mar". Parece que a beleza feminina encontra-se somente na Zona Sul, o que não é verdade! Poderíamos dizer para as meninas da Zona Norte ou das favelas cariocas sem o menor constrangimento, assim: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela, menina, que vem e que passam, num doce balanço a caminho dos mais diversos lugares". Elas são, na sua maioria, de pele morena, de rostos belos, de traços marcantes, de olhos meigos e brilhantes. Esse é o retrato de grande parte das mulheres cariocas.

Grande e fértil é a beleza da mulher carioca, quando os nordestinos se entrelaçam com os negros (homens e mulheres, é claro) dá nessas lindas mulatas com carinhas de pandeiro, bustos e bumbuns grandes. Na relação entre brancos e índios (homens e mulheres, também, é claro) temos também lindas mulheres com rostinhos arredondados, pernas roliças e uma cintura de dar inveja, sem querer me alongar nessa miscigenação adorável.

Dessa querida cidade maravilhosa que foi desbravada pelas invasões brasileiras e estrangeiras, surgiu um povo pra lá de misturado aumentando as suas aspirações. Hoje podemos dizer que somos ricos em cultura, pois toda essa gente que aqui chega nos empresta um pouco da sua, que, somada a nossa, deixa essa cidade cada vez mais maravilhosa.

É uma cidade grande. Eu não posso estar em todos os lugares.

Às vezes, para ter sucesso na vida, é preciso sair da cidade natal — um lugar onde ninguém conhece de verdade tudo o que você já passou. Para alguns, sair facilita o recomeço, mas o verdadeiro sucesso começa dentro da própria pessoa.

Não adianta mudar de lugar cidade etc se não mudar seu hábitos diários

*O LUGAR ONDE A POESIA NÃO SERVIA PARA NADA*

Eu era novo na cidade e ainda não tinha escolhido um lugar para beber. Toda cidade exige isso de você. Um lugar onde entrar sozinho não pareça uma declaração de fracasso. Um balcão onde ninguém pergunte seu nome. Uma mesa onde você possa ficar olhando para o copo como se houvesse alguma resposta lá dentro.

Encontrei o pub perto de um parque.

Era pequeno. Bucólico demais para o meu gosto, mas não o suficiente para me fazer ir embora. Havia árvores antigas do lado de fora, bancos de madeira e uma iluminação amarela que fazia tudo parecer mais importante do que realmente era.

Dentro, havia estantes cheias de livros, quadros de artistas locais e alguns instrumentos musicais pendurados nas paredes. Um pequeno tablado, quase no mesmo nível do chão, servia para música, debates literários e noites de poesia.

Pedi uma bebida e sentei no canto do balcão.

Era um bom lugar para observar.

E observar é uma das poucas coisas que ainda consigo fazer sem estragar tudo.

Uma mulher subiu ao pequeno tablado.

Trazia algumas folhas na mão.

Começou a declamar.

Não era uma poesia bonita.

Ainda bem.

Falava de solidão, de perdas, de um homem que foi embora, de uma mãe que nunca soube abraçar, de noites em que o telefone não toca e de manhãs em que ninguém tem coragem de admitir que gostaria de não ter acordado.

Falava de gente.

Isso já era uma coisa bastante desagradável para algumas pessoas.

No canto próximo ao balcão havia um grupo de homens e mulheres que parecia ter escolhido aquele lugar por engano. Tinham roupas boas, relógios caros e aquele tipo de conversa que costuma começar com dinheiro e terminar em dinheiro.

Um deles riu.

Outro disse que aquilo era deprimente.

Uma mulher comentou que poesia não servia para nada.

O homem do relógio concordou.

— Poesia não paga conta.

Era uma frase perfeita.

Curta.

Prática.

Estúpida.

Eles riram.

Eu bebi.

A mulher continuou.

E, enquanto ela falava, comecei a pensar que talvez aquela fosse a pergunta errada.

Para que serve a poesia?

A pergunta parecia razoável até você perceber que existe uma doença escondida nela.

A necessidade de que tudo tenha utilidade.

Se alguma coisa não produz dinheiro, produtividade ou resultado, passa a ser considerada inútil.

Uma árvore precisa dar fruto.

Um homem precisa produzir.

Uma mulher precisa vencer.

Um filho precisa ter futuro.

Uma casa precisa valorizar.

Um livro precisa ensinar.

Uma conversa precisa gerar alguma coisa.

Até o descanso precisa servir para recuperar alguém para o trabalho do dia seguinte.

Tudo precisa servir.

Talvez fosse por isso que aquela mulher incomodava tanto.

Ela estava ali fazendo uma coisa que não servia para nada.

Ou, pelo menos, não servia para aquilo que eles entendiam como vida.

Ela não estava vendendo nada.

Não estava aumentando patrimônio.

Não estava melhorando o currículo.

Não estava produzindo uma estatística.

Estava apenas dizendo alguma coisa que doía.

E talvez fosse justamente aí que estivesse a resistência.

A poesia não consertava o mundo.

Não pagava aluguel.

Não trocava o óleo do carro.

Não diminuía a fila do supermercado.

Não impedia que um idiota fosse eleito presidente de alguma coisa.

Mas resistia.

Resistia à ideia de que o ser humano pudesse ser reduzido ao que possui, ao que produz e ao que consegue provar.

Ela funcionava como metáfora daquilo que dá sentido à existência.

Não porque tivesse respostas.

Mas porque fazia perguntas que ninguém conseguia transformar em dinheiro.

Quem sou eu?

O que perdi?

Quem amei?

Quem ainda me ama?

Por que continuo aqui?

Perguntas inconvenientes.

Nenhuma delas cabe numa planilha.

O grupo continuava rindo.

O homem do relógio começou a falar do carro novo.

A mulher ao lado dele mostrou fotografias de uma viagem.

Outro falou sobre investimentos.

Tinham muito.

Era evidente.

Talvez tivessem tudo.

E foi justamente isso que me incomodou.

Pareciam ter passado tanto tempo acumulando coisas que esqueceram de acumular alguma experiência que não pudesse ser fotografada.

Talvez confundissem ter com ser.

Eu não podia julgá-los.

Também tinha passado boa parte da vida fazendo coisas que não sabia se queria fazer.

Trabalhando.

Pagando.

Cumprindo.

Esperando.

Adiando.

A diferença talvez fosse apenas o tipo de mentira que cada um contava para continuar funcionando.

A mulher terminou o poema.

Algumas pessoas aplaudiram.

Poucas.

Ela agradeceu e desceu.

Passou perto de mim.

Por um instante, olhou para o meu copo.

Depois para mim.

Não disse nada.

Talvez não precisasse.

Pedi outra bebida.

Depois outra.

A noite avançou.

O grupo foi embora.

Um deles saiu falando ao telefone sobre uma reunião às oito da manhã.

A poesia havia terminado.

O dinheiro continuava funcionando.

O mundo tinha sobrevivido a mais uma noite.

Paguei a conta e saí.

O parque estava quase vazio.

Comecei a caminhar para casa.

A cidade parecia diferente sem as pessoas falando.

Os prédios eram apenas prédios.

As lojas estavam fechadas.

As vitrines continuavam iluminadas para ninguém.

Passei por um carro importado estacionado na rua.

Pensei no homem do relógio.

Ele provavelmente chegaria em casa, colocaria as chaves sobre uma mesa cara e dormiria numa cama confortável.

Talvez fosse feliz.

Eu não sabia.

E esse era o problema.

Ninguém sabe.

Passamos a vida tentando construir uma resposta com coisas que podem ser medidas.

Salário.

Cargo.

Casa.

Carro.

Viagens.

Seguidores.

Objetos.

Conquistas.

E, no fim, quando tudo isso fica em silêncio, sobra uma pergunta que não pode ser respondida por extrato bancário.

Você viveu?

Ou apenas funcionou?

Continuei andando.

Pensei novamente na mulher do pub.

Talvez poesia fosse isso.

Não um luxo.

Não uma distração para quem não tem problemas.

Mas uma espécie de resistência contra a vida automática.

Um pequeno defeito na máquina.

A recusa em aceitar que nascer, trabalhar, pagar contas, envelhecer e morrer seja uma biografia suficiente.

Talvez um poema seja apenas alguém dizendo: eu estive aqui.

Eu senti isso.

Eu perdi aquilo.

Eu amei alguém.

Eu tive medo.

Eu não entendi.

Mas estive aqui.

E talvez fosse isso que aquelas pessoas não compreendessem.

A poesia não precisava salvar ninguém.

Bastava impedir que alguém se transformasse completamente naquilo que o mundo queria que ele fosse.

Cheguei em casa.

Abri a porta.

Acendi a luz.

Meu gato apareceu no corredor.

Olhou para mim com aquela expressão de quem estava profundamente decepcionado com a minha pontualidade e com a espécie humana em geral.

Tinha fome.

Claro que tinha.

Coloquei comida no prato.

Ele comeu.

Depois passou pela minha perna e desapareceu.

Fiquei alguns segundos parado no meio da sala.

A casa estava silenciosa.

Não havia aplausos.

Não havia relógios caros.

Não havia gente discutindo patrimônio.

Não havia ninguém perguntando quanto eu ganhava ou o que eu possuía.

Havia apenas um gato, uma garrafa pela metade e eu.

E foi ali que entendi uma coisa bastante simples.

Talvez a poesia não sirva para nada.

Talvez nunca tenha servido.

Talvez esse seja justamente o seu valor.

Porque algumas coisas precisam existir sem prestar contas.

Uma música.

Um beijo.

Uma conversa inútil às três da manhã.

Um homem bebendo sozinho.

Uma mulher lendo seus versos para meia dúzia de desconhecidos.

Um gato esperando alguém voltar para casa.

Nada disso aumenta o patrimônio.

Nada disso melhora a produtividade.

Nada disso aparece no currículo.

Mas, quando tudo o que pode ser comprado, medido e contabilizado finalmente perde importância, são essas coisas que permanecem.

Fiquei olhando para o gato.

Ele me olhou de volta.

Nenhum dos dois tinha uma resposta.

Pela primeira vez naquela noite, isso não pareceu um problema.

Talvez viver seja justamente continuar fazendo coisas que não servem para nada e que, por alguma razão, fazem a existência valer alguma coisa.

Talvez seja por isso que ainda escrevemos.

Por isso que ainda ouvimos música.

Por isso que ainda amamos mesmo depois de descobrir que amar não oferece nenhuma garantia.

A poesia não existe para tornar a vida mais útil.

Existe para impedir que a vida se torne apenas útil.

E naquela noite, sozinho em casa, com um gato faminto andando pela sala e a cidade inteira funcionando do lado de fora, percebi que talvez essa fosse a única forma de resistência que ainda me interessava.

Continuar vivo.

Mas não apenas funcionando.