Chuva que Cai
CLAREANA
Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...
Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...
Quando o céu te ameaçar
Com nuvens pesadas de chuvas a cair
Lembre-se de que a chuva vai acabar
O sol vai ressurgir.•.
Depois da tempestade
Anunciam-se tempos de bonança
Vivendo em felicidade
Onde está a minha esperança
São novos tempos chegados
A humanidade vai perceber
Os corações serão restaurados
Quando o segredo aparecer
O segredo liberta da ilusão
Traz coragem, fé e união
Em cada pessoa e coração•.
A sagrada transformação
Preste atenção sem medo
Viva em paz e harmonia
O tempo de revelar esse segredo
Trazendo amor e alegria!
Apenas contemplar o dia.
Não tem problema se o sol se escondeu ou se a chuva teima em cair.
Importa a paz.
Importa os laços que unem o amor, a amizade, sentimentos de verdade.
Importa as mãos estendidas, entrelaçadas.
Olhares que passam confiança e aquele sorriso sincero que faz florir felicidade o ano inteiro.
Importa estar lado a lado com quem se importa de volta.
Importa apenas contemplar e agradecer.
Por tanto.
Por tudo.
Por você.
Por mim.
Apenas contemplar o dia bonito que faz dentro de nós.
Esse mundo colorido de esperança e fé.
Sonhos e desejos.
Amor e aconchego.
Aí, nesse mundo, moro junto á você.
Que tanto faz eu te querer.
Querer caminhar.
Dar risadas.
Tomar café quentinho, um banho também pode ser.
Amar.
Tomar sorvete.
Esperar pra ver as estrelas no céu acender.
Tudo com você...
Viu?
Não importa se faz sol ou chuva.
Quando nos meu coração tenho a riqueza que Deus me deu...
Você!
E é com você que quero rir até a barriga doer.
E tantas outras coisas que só contigo quero viver.
E vamos!
Há um mundo á nossa espera.
Há amor pra te entregar.
E é só contigo que eu sei ser par.
"Se você tropeçar e cair, não desanime. Lembre-se que após a chuva, sempre surge um belo arco-íris."
Sem máscaras
Hoje a chuva insisti em cair densamente no solo debilitado e esta automaticamente escoando todas as sujeiras pelas valas.
Agora de alma lavada, torço para encontrar a minha próxima pessoa amada, desta vez sem máscaras.
Os insetos sempre preparam tudo pra celebrar a chegada da chuva antes mesmo dela cair e você fica aí com a dispensa vazia. Acorde com alegria.
Se a chuva cair ou o sol resplandecer,
Se o mar se agitar ou a brisa correr,
Meu louvor será sempre o mesmo, Senhor:
Bendito és Tu! Recebe o meu amor.
Olho pela janela e vejo a chuva cair. Olho e a rua e observo o quarto que um dia já foi meu lar. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver e que abriu as portas para que eu pudesse viver novos caminhos. Não foi fácil voltar e reviver tantas memórias. Vejo as pessoas passando na rua com pressa para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo que eu vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares que deixaram marcas eterna no meu coração, mas que agora, não passam de velhas lembranças, que aos poucos, vão se apagando. Os anos passaram e eu fui me acostumando, mas nem tudo a gente pode esquecer. O tempo corre contra mim e eu já não tenho tanto tempo assim.
Olho pela janela do quarto que um dia foi meu lar e porto seguro e vejo a chuva cair. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver, que abriu as portas para que eu pudesse trilhar novos caminhos. Não foi fácil voltar e reencontrar tantas memórias perdidas. Vejo as pessoas passando na rua, apressadas para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo o que vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares deixaram marcas eternas no meu coração, mas que agora não passam de velhas lembranças, que aos poucos vão se apagando. Os anos passaram, e eu fui me acostumando, mas nem tudo se pode esquecer. O tempo corre contra mim, e eu sinto que já não tenho tanto tempo assim. Muitas histórias mal resolvidas, muitos despedidas dolorosas. Mas o que posso fazer, se não seguir em frente?
No cair da chuva, algumas gotas coordenadas apresentam uma tranquila sonoridade que ecoa pela madrugada silenciosa,
numa apresentação naturalmente agradável,
que relaxa a minha mente agitada, então, poder ouvir essa tranquilidade sonora é uma das formas de eu compensar a visita indesejada da insônia,
tanto que expresso esta ocasião momentânea nestes poucos versos, tamanha compensação, equilibrando uma parte dos meus pensamentos inquietos, resultando nesta simples inspiração.
ANÔNIMO GIGANTE
O granizo cai impiedoso
Sobre o telhado de vidro,
Que não reclama, pois não ama.
O ideal não resiste à chuva
De fogo e cinzas, que incinera
A presa e a fera de grande fama.
Poemas são pedidos em garrafas,
Metidos, dobrados, rasgados,
Sobre o peito, sobre a cama.
Vem de dentro do peito
O pedido daquele poema:
Que a chuva, a qual espera
Que a fera lacerada
Descanse, fatigada,
Desça e renove a lama
Desta alma perdida
Que não ama.
Sou amigo da madrugada. Consigo ouvir o uivar do vento, o cantar dos pássaros, a gota d'água que cai na terra após a chuva e o ronco do meu vizinho.
A noite fria cai sobre a cidade.
Chove lá fora e aqui dentro.
Chove saudade e me afoga.
Só me resta saber por onde seu calor escapou.
Cai a gota
No chão se espalha
Corre por um curto tempo
Curto, porém o suficiente para sentir a liberdade.
Logo cai mais uma gota.
E outra
E outra
É apenas a chuva.
Cai outra vez
Gotas que o céu derramou no meu quintal
Vem carregando bem um pouco de mim
e vem voando feito num vendaval
Regando as flores mortas do meu jardin
Que agora dançam nas bodas de cristal
Que os meus vizinhos fazem pra declarar
velho amor e a paz de um velho altar
Fico daqui me perguntando o que foi
Que eu fiz pra ficar nesse lugar
De folhas mortas e a cidade a aflorar
Tudo aquilo que o homem destrói
Cai entre nós
Nao vai pra lá eu tenho cá meu valor
Deixa pra lá, agora eu tenho que ir
eu vou partir e não pretendo voltar
Chuva lavou
levou consigo meu velho saravá
que cai do céu em choro de sabiá
bem no quintal de um velho a ouvir
O seu passado feito num recital
Cai outra vez
Colar de Prata
Colar de prata
cai sobre o pescoço
de princípio é um pouco gelado
Mas a pele viva
com seu calor aquece o colar
Ele cai sobre a pele
balança de um lado para o outro
e as vezes quando esta exposto a luz, ele brilha
e quando esta escondido por entre a roupa
ele fica guardado em secreto
De alguma forma se torna algo tão
parte da pele e do corpo
que na sua ausência,
o corpo sente falta do colar
Pois se tornou algo tão cotidiano
que mesmo durante o banho
ele fica pendurado no pescoço
Faça chuva ou faça sol
e não importa qual é a estação
o colar estara sempre pendurado ao pescoço
em movimento sobre o coração
fazendo tic-tac
Ele traz vida consigo, faz a relva torna verdejante.
Cai do alto e molha toda terra, fazendo flores e frutos produzir.
É ela, a chuva.
"Chuva que cai sem para, quase me mata de tanto esperar..."
Quando a tarde cai calada
A noite estende um vestido
As nuvens o veste
para ficar de lembraça, de uma noite
Queiria acontecer.
As nunves derraram lagrimas sem saber
Aa lagrimas de lembranças passadas
De um passado lindo
Quando o dia era lindo
Quando tarde não se cansava.
Hoje a noite dá voltas em casa
A procura do vestido
Que caiu da noite fechada
O vestido lavou a minha alma
O vestido lavou o meu presente
Jogou fora, de repente
Toda a dor que dava voltas
Nessa alma quase morta
Mas ao vestir esse vestido
Se tornou tão viva, quanto a dona
Essa dama, mulher de preto
Que escurece noites vencidas
Mas não joga seu veneno
Mas a amente dela joga o veneno
Que é a chuva que banha meu sereno
