Chuva que Cai
Ali bem no Centro da Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí,
Onde a chuva caí
sobre o Flamboyant poético
que protege o Presépio
na subida do Noviciado Franciscano
e da Igreja Matriz São Francisco,
Coloco os meus pensamentos
e as minhas orações pelo destino
do mundo nas mãos de Deus,
Porque eu sou a paz que você
merece sempre encontrar
no aconchego do meu peito
para de tudo sempre se poupar,
E tu és a pessoa que nunca
permitirá que em guerra nenhuma
nesta vida eu venha entrar,
Porque no fundo de ti cada espaço
tenho o meu belo e cativo lugar.
(Imensidão romântica nascida
nossa para sempre amar e festejar).
Como a chuva não cessasse de cair em caudais,
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?
Sentado na varanda admirando a chuva que começou a cair, Onde até parece que caem lentamente e eu pensando em uma pessoa, uma pessoa que está longe de mim.
Apesar da distância é da saudade, eu não sei o que aconteceu mas vendo essa chuva caindo me deparei com uma coisa muito estranha. A chuva que cai tem seu cheiro, e sem saber o que isso significava eu me perguntei. Como pode eu estar tão longe de quem amo e mesmo assim poder sentir seu cheiro .
Então surge uma voz em meu ouvido dizendo.
- amor sei que você está longe de mim mas hoje quebrei um vidro de perfume meu e joguei na chuva, só para ele evaporar e subir ao céus e virarem gotas de chuva e cair Onde você está, e assim você se lembrará que eu estou longe mas ao mesmo tempo tão perto de ti.
Nesse momento eu comecei a acreditar que para o amor não existe limites ou barreiras e sim determinação e vontade de estar junto .
De: Marcos Rodrigues.
Para: Aline Silva
Futuro Incerto
Vendo essa chuva cair,
Começo a pensar em você.
Como eu queria você aqui
E não ter nada a temer.
Como eu queria olhar nos seus olhos
E dizer tudo o que eu sinto por você;
Não ter medo de nada
E agir assim, sem perceber.
À medida que penso em você,
Fico muito temerosa;
O incerto me pergunta,
E eu fico sem resposta.
Temo pela distância,
Temo pelo futuro,
Temo pelas nossas vidas...
Temo, basicamente, tudo.
A distância pode me matar de saudade;
O futuro, de decepção;
As nossas vidas, de irracionalidade;
E o tudo, de preocupação.
Vem aqui neste momento
E pegue na minha mão,
Olhe nos meus olhos
E me dê uma solução.
Sussurre no meu ouvido
Que eu não preciso temer.
Que nunca vai me deixar
Chorando nem lamentando por você.
Eu preciso ouvir isso da sua boca
Pra ter certeza no meu coração.
E nunca chegar a pensar
Que tudo que eu fiz por você foi em vão.
Se o vento soprar quero estar no mar, se a chuva cair não quero do canto sair, se o sol chegar quero minha pele queimar, se o mundo girar quero o horizonte florir e não me preocupo se o ponteiro do relógio não para. Sou de ficar onde meu coração se acalma. Eu sou alma lavada com água doce e salgada.
Estávamos eu e minha sobrinha, Ana Liz, no quintal quando ela viu a chuva cair pela primeira vez. Tinha apenas três meses de idade. O olhar atento sentindo as gotas cair no chão, nas plantas, ao seu redor. Tamanha calmaria, leveza, sensibilidade. Ela foi crescendo, e nos dias de chuva aprendendo a tocar na àgua que caia sobre as suas pequenas mãos. O olhar fixo parece que está contando gota por gota. Além de enxergar a chuva, ela sente. Além de sentir ela transborda, e me ensina a reparar a beleza das gotas caindo sobre nós, sobre o mundo. Ana Liz desde pequena aprendeu a gostar da chuva, talvez ela gosta de ser regada como as flores. A cada chuva que cai, Ana Liz floresce, cresce, cria raízes. Ela me ensina sobre as etapas da vida, o tempo, o reeinventar. Hoje, quinta-feira, da janela do ônibus vejo a chuva que cai em Fortaleza, penso na Ana Liz, recordo do seu olhar atento e sigo. Resisto aos maus tempos, a desesperança, o medo. Assim como a Ana Liz hoje deixarei a chuva me regar para que possa brotar flores de resistência no meu peito. R(e)existo. Vamos juntas pequena, estamos juntas.
Andar de pés descalços...
Sentindo a energia da terra...
Deixando cair à chuva no rosto e não fugir dela.
Aquela velha sensação da infância... Que traz a alegria aos sentidos.
Simplicidade da natureza...
Da sintonia com as maravilhas...
Faz-nos encher o peito de uma gratidão especial.
A estas maravilhas ao alcance de todos.
As vezes é bom deixar cair uma imensidão de chuva em nosso coração... Só assim ele sera limpo outra vez
Quando agimos com prudência pode cair a chuva, transbordarem os rios, soprar os ventos com ímpeto, mas a mulher de fé permanecerá edificando sua casa sobre a rocha.
Eu sou mais do que você é
O mundo não gira
Em torno do seu umbigo.
A chuva não para de cair
Só porque você quer.
Sou indivíduo,
Ser humano,
Que sabe muito bem o que dá vida quer.
Eu tenho vontades próprias
Meu objetivo de vida,
Não é ser simplesmente ser o que você quer.
Sou menina,
Sou mulher,
E sou mais do que você é.
A lua independe
Da sua vontade para brilhar.
Uma estrela cadente
Não para de cair
Para sua vontade acatar.
Nem tudo acontece
Do jeito que você quer.
Nem tudo o que você realmente
Acredita ser necessário.
É o necessário para se ser mulher.
Eu sou tudo o que não gosta
Do fio da cabeça à ponta dos pés.
Não tenho tudo o que você gosta.
Mas, tenho tudo o que você quer.
Se não sabe brincar
Não brinca.
Já estou cansada de brigar.
Não importa o que você diga,
Você não vai me enganar.
O sol não deixa de queimar,
Porque você ordena.
O rio não mudará seu curso.
Só porque você quer.
É assim a minha presença,
Neste corpo de mulher.
Uma estrela não perde sua luz
Quando deixa de existir.
Eu não perco a minha luz,
Quando deixo de sorrir.
No seu mundo obscuro,
Pensa que vai me iludir.
O meu brilho independe
Da sua maldita vontade.
Se eu te amo ou te odeio.
Nunca saberá a verdade.
Talvez um dia eu olhe para a janela e veja a chuva cair diante de uma noite escura de inverno.
E relembre tudo que eu fiz ou deixei de fazer na minha vida.
E me pergunte: Será que fiz certo?
Será que eu deveria ter me dedicado mais?
Poderia eu ter ajudado mais as pessoas?
Deveria eu ter amado mais? Ou chorado mais.
Porque sempre procuramos algo que é difícil de achar, fazer e conhecer.
A vida é igual para todos, o modo de viver é que é diferente.
"A chuva começou a cair, e as suas lágrimas se misturavam em seu rosto com as gotas da chuva. Mesmo triste ela se sentiu bem, foi como se a chuva tivesse lavado a sua alma e também o seu coração"
O céu já está cansado de ver
A chuva cair
E cada dia que passa é um mais
Parecido a ontem
Não encontro forma alguma de te esquecer
Porque seguir te amando é inevitável
-Inevitable-
"Oh!Descanse os meus olhos como eu jamais irei conseguir!
Sinto a dor cair como a chuva que se escorre sobre mim!
Minha alma ferida sem bússola de como voltar à vida,
Entre voltas perdidas por noites esquecida no escuro
Da minha dor!Meu Silêncio dita tormentos, meu coração sangrou!"
Se a chuva nunca mais cair
E o vento nunca mais soprar
Se o azul do céu descolorir
Mesmo assim não deixo de te amar
Seu olhar me pregou um feitiço
Não consigo mais me libertar
Se você meu bem não existisse
Sei que eu iria te inventar
