Chuva que Cai

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Assim como a chuva, tenho aprendido a cair, mas também a encontrar o caminho aos céus.
Assim como as nuvens, aprendi a resguardar meu sol, mas também a permitir-me brilhar.
Os socos que me foram acertados, descobri que não devem ser recitados; os olhos só refletem o que a alma os condenam a enxergar
e as raízes do homem já compuseram todos os finais dos livros que só leram pela metade.

⁠A chuva costuma cair mais forte no telhado que tem goteiras.

É que esse seu sorriso... há muda tanta coisa!
Tranforma em cor qualquer cinza,
faz chuva cair mansinha - um sorriso sabor cobertor e pipoca numa tarde fria,
um colchão, uns amassos...

..Vejo a chuva cair da janela do meu cantinho, imagino o quão bom seria, se nesse momento meu bem estivesse entre meus braços, no aconchego do meu carinho...

Se for para cair lágrimas no meu rosto...que seja de chuva.

Precisamos voltar para casa,
aonde a chuva não tem medo de cair
e as pessoas não tem medo de sorrir.
Precisamos voltar para casa,
no lugar em que o preto
não tinha medo da dor,
apenas por ser a ausência de cor,
mesmo em uma caixa cheia de tons
que possuem os mesmos dons
de traçarem o caminho de um papel.
Precisamos voltar para casa,
para o lugar em que a Alice
acreditavaque o mundo é uma Maravilha,
hoje ela sabe que é burrice.
Precisamos voltar para casa,
aonde eu não tenho medo da minha casa.

O céu já está cansado de ver
A chuva cair
E cada dia que passa é um mais
Parecido a ontem
Não encontro forma alguma de te esquecer
Porque seguir te amando é inevitável

-Inevitable-

Se o vento soprar quero estar no mar, se a chuva cair não quero do canto sair, se o sol chegar quero minha pele queimar, se o mundo girar quero o horizonte florir e não me preocupo se o ponteiro do relógio não para. Sou de ficar onde meu coração se acalma. Eu sou alma lavada com água doce e salgada.

A chuva sempre me entendeu.


Talvez porque ela também saiba
o que é cair em silêncio
sem que ninguém perceba a dor.
Eu amo a chuva
porque ela camufla minhas lágrimas,
e no meio das gotas
ninguém consegue distinguir
o que cai em mim.
E o que escorre do meu coração.
Há dias em que a saudade pesa,
em que o peito dói baixinho,
e o mundo parece distante demais.
Então a chuva chega…
mansa, fria, silenciosa,
como quem senta ao meu lado
sem fazer perguntas.
Ela molha a janela,
lava os pensamentos,
carrega tristezas pequenas
e tenta aliviar as que são profundas demais.
Às vezes acho
que a chuva também está cansada,
que ela também conhece perdas,
silêncios e despedidas.
Por isso eu a amo.
Porque enquanto todos fogem dela,
eu encontro um certo abrigo.
Porque enquanto ela cai sobre o mundo,
parece levar embora
um pouco da dor
que não dá para explicar.
E quando o céu finalmente chora,
meu coração consegue respirar. 🌧️🤍

Ninguém quer ver chuva cair na Baixada Fluminense, porque quando ela chega o sofrimento reaparece. A rua vira rio, a enchente toma direção, e quem sofre de verdade é a população.
A água sobe rápido, invade o barracão, leva sonho, leva móveis, leva a tranquilidade da mão. Enquanto isso a cidade espera uma solução, que aparece em discurso, mas demora na ação.
Verso 6
Depois surgem nas redes com discurso ensaiado, mostrando o rosto sorrindo e o palanque preparado. Prometem que da próxima tudo vai melhorar, que agora aprenderam e vão realizar.
Mas quando a enchente passa e a notícia vai embora, muita gente continua esquecida lá fora. E o povo se pergunta, olhando a situação: cadê as promessas feitas na última eleição?
Helaine machado

A INDIFERENÇA TAMBÉM DEIXA MARCAS


A chuva fazia aquele trabalho sujo de sempre: cair sobre todo mundo sem perguntar quem merecia.
Eu estava no bar, diante da vidraça embaçada, com um copo que já tinha perdido a graça fazia algum tempo.
O bar estava cheio.
Gente falando alto, rindo de coisas que provavelmente não teriam graça no dia seguinte. Gente reclamando do preço da cerveja, do governo, do chefe, da vida, do casamento, do trânsito.
A vida humana em seu estado mais sofisticado: reclamar de pequenas merdas enquanto outras pessoas desaparecem a poucos metros.
Foi então que eu o vi.
Caminhava devagar.
Muito devagar.
Como se cada passo precisasse ser negociado com o corpo.
Um bastão em uma das mãos.
Uma trouxa enorme pendurada nas costas.
Aquele tipo de bagagem que não parece carregar roupas.
Parece carregar anos.
Ele levou a mão ao rosto.
Não sei se chorava.
Talvez estivesse apenas cansado.
Talvez tivesse vergonha.
Talvez estivesse protegendo os olhos da chuva.
Ou talvez estivesse tentando esconder de si mesmo o espetáculo miserável de continuar vivo.
E ninguém parou.
Ninguém.
Alguns passaram por ele com aquela pressa característica de quem tem compromissos importantes.
Um homem esbarrou em seu ombro.
Nem olhou para trás.
Uma mulher desviou como se tivesse encontrado uma poça.
Outro simplesmente continuou andando.
A cidade possui uma técnica admirável para isso.
Ela transforma pessoas em obstáculos.
Depois transforma obstáculos em paisagem.
E, finalmente, transforma paisagem em nada.
Fiquei olhando.
E comecei a me perguntar quando foi que aprendemos a não nos importar.
Talvez tenha começado cedo.
Quando descobrimos que sentir demais dói.
Então construímos pequenas paredes.
Depois paredes maiores.
Depois uma casa inteira dentro da cabeça.
Chamamos aquilo de maturidade.
Chamamos de experiência.
Chamamos de inteligência emocional.
Na verdade, muitas vezes é apenas medo com uma boa roupa.
A gente aprende a olhar sem ver.
A ouvir sem escutar.
A passar por alguém sofrendo e dizer:
Não é problema meu.
É uma frase eficiente.
Curta.
Prática.
Quase elegante.
Serve para tudo.
Para o mendigo.
Para o velho.
Para o vizinho.
Para a criança.
Para o amigo.
Para o planeta.
Para a própria consciência.
Não é problema meu.
E assim vamos ficando especialistas em não pertencer a nada.
A tragédia é que ninguém nos avisou que, quando você se separa suficientemente dos outros, começa também a se separar de si mesmo.
Porque aquele homem ali não era somente aquele homem.
Era uma possibilidade.
Uma versão futura.
Uma lembrança de alguma coisa que poderíamos ter sido.
Ou simplesmente alguém que teve menos sorte.
E essa é a parte que incomoda.
Porque é fácil desprezar aquilo que acreditamos estar muito distante.
Mas e se não estiver?
E se a diferença entre aquele homem e o sujeito sentado aqui no bar for apenas uma sequência de acidentes?
Uma doença.
Um abandono.
Uma dívida.
Uma perda.
Uma velhice que chegou sem pedir licença.
Uma mão que ninguém segurou quando ainda havia tempo.
É aí que a coisa fica desagradável.
Porque começa a desaparecer a confortável fronteira entre eu e ele.
Nós gostamos de acreditar que somos indivíduos separados.
Eu tenho minha vida.
Ele tem a dele.
Eu tenho meus problemas.
Ele tem os dele.
Uma pequena matemática moral para justificar nossa covardia.
Mas existe uma coisa incômoda chamada humanidade.
E ela não respeita nossos muros.
Ela passa por dentro deles.
O homem continuava caminhando.
A chuva continuava caindo.
A motocicleta continuava estacionada.
As pessoas continuavam indo para algum lugar.
E eu continuava atrás do vidro.
Isso também me incomodava.
Porque observar o sofrimento não nos torna melhores.
Às vezes apenas nos torna espectadores mais sofisticados.
Você pode escrever sobre a fome e continuar jantando tranquilamente.
Pode falar sobre compaixão e não oferecer um minuto a ninguém.
Pode publicar frases bonitas sobre humanidade enquanto passa por uma pessoa caída na calçada olhando para o celular.
A consciência é uma coisa estranha.
Ela permite que você se sinta culpado sem precisar mudar absolutamente nada.
Talvez essa seja uma das maiores fraudes que inventamos.
Sentir não basta.
Pensar não basta.
Indignar-se não basta.
A compaixão que não atravessa o corpo e chega às mãos é apenas uma emoção bem-comportada.
E talvez seja disso que este homem esteja nos lembrando.
Não com palavras.
Não com discursos.
Não com nenhuma bandeira.
Apenas com aquele corpo cansado.
Aquele bastão.
Aquela trouxa.
Aquela mão cobrindo o rosto.
Ele não precisa saber que está nos ensinando alguma coisa.
Talvez nem queira.
Talvez só queira chegar a algum lugar.
E existe uma brutalidade nisso.
Ele está tentando chegar.
Nós também.
A diferença é que alguns carregam uma mochila.
Outros carregam apartamentos, carros, diplomas, investimentos, fotografias de família, rancores, traumas, vaidades, fracassos e uma quantidade absurda de medo.
Todos carregamos alguma coisa.
A questão é o que fazemos quando percebemos que outra pessoa não consegue mais carregar a dela.
Viramos o rosto?
Aceleramos o passo?
Ou paramos?
Talvez seja esse o ensaio mais simples para recuperar alguma coisa que perdemos.
Parar.
Olhar.
Reconhecer.
Cuidar.
Não porque somos santos.
Não porque precisamos salvar o mundo.
Mas porque, antes de todas essas teorias sobre sucesso, liberdade, mérito e individualidade, existe uma coisa muito mais antiga dentro de nós.
A necessidade de cuidar.
Ela está lá.
Debaixo do cinismo.
Debaixo do orgulho.
Debaixo das cicatrizes.
Debaixo dessa couraça ridícula que construímos para não sofrer.
Você foi feito para cuidar.
E eu sei que isso soa ingênuo.
Num mundo que transforma gentileza em fraqueza, parece até uma piada.
Mas talvez a verdadeira fraqueza seja justamente o contrário.
Passar por alguém quebrado e precisar fingir que não viu.
Porque para não sentir a dor dos outros você precisa amputar alguma coisa dentro de si.
E amputações emocionais também deixam cicatrizes.
O homem desapareceu na chuva.
O bar continuou cheio.
Pedi outra cerveja.
Não porque tivesse esquecido o que vi.
Mas porque ainda não sabia o que fazer com aquilo.
Talvez começar seja exatamente isso:
não esquecer.
Não deixar que aquela imagem vire apenas mais uma fotografia entre milhares.
Não permitir que a dor de alguém se torne paisagem.
Talvez a mudança comece antes da ação.
Comece no instante em que você se recusa a olhar para o outro como um estranho.
Porque, no fim, somos todos passageiros da mesma coisa.
E a cidade continuará esbarrando em nós.
A chuva continuará caindo.
Os bares continuarão cheios.
As pessoas continuarão com pressa.
E algum homem continuará caminhando devagar, carregando nas costas tudo aquilo que ninguém quis carregar com ele.
A pergunta não é se podemos salvar aquele homem.
Talvez não possamos.
A pergunta é outra.
O que ainda existe dentro de nós quando vemos alguém sofrendo e escolhemos não nos importar?
Talvez seja aí que a humanidade comece.
Ou termine.
Depende do que você fizer depois de olhar.

Quer água? Cava poço.
Não espere a chuva eterna cair sem preparo.
Há promessas que só se manifestam para quem cava no secreto,
com oração, perseverança e fé. miriamleal

Seja Como For


Seja como for,
eu vou estar aqui,
Nos dias de sol ou quando a chuva cair,
Teu sorriso é o caminho que me faz seguir,
E em cada batida do meu peito,
mora você em mim.


Seja como for,
o tempo pode passar,
Mas nenhum vento é capaz de apagar,
As promessas que fiz ao te abraçar,
Nem o amor que escolhi para sempre guardar.


Seja como for,
se a distância aparecer,
Meu coraçãoencontra um jeito de te ver,
Pois até nas estrelas consigo perceber,
Que meu destino mais bonito é você.


Seja como for,
eu vou te amar assim,
Do começo da história até o seu fim,
Porque entre todos os sonhos que já vivi,
Você é o mais lindo que
Deus escreveu para mim.

Avistar o pôr do sol
Ouvir o barulho da chuva
O cair da noite iluminada
Um abraço apertado
Um sorriso deslumbrado
Na praia sentir a areia nos dedos
O bronzeado
Entre olhares apaixonados
Um beijo suave
De mãos dadas
No caminho entre as flores
O amor no auge
Contempla
Dois enamorados.

Depois da chuva cair,
seguir os teus passos,
Sentir a delícia que é
o aroma de petricor,
Dançando o Cacuriá
no ritmo do tambor,
que faz o nosso amor.


Tocando na varanda
para a vizinhança ouvir,
Não conhecemos mais
outro ritmo a seguir,
O que queremos traz
só o que ancora e faz.


O mundo lá fora para
tanto faz, e não perfaz
sobre o que importa,
E nunca será diferente
porque amamos amar
avassaladoramente...

Se vier o dia, eu trabalho;
se vier a noite, eu descanso;
se cair a chuva, eu canto;
se nascer o fruto, a Deus eu agradeço:
Quatro coisas não posso deixar de fazer na vida:
trabalhar, descansar, cantar e agradecer a Deus.

Há dias em que o
Agosto da vida só
se revela quando
a chuva decide cair.

As vezes ouço vento passar e a chuva cair,
da janela do meu quarto, pensando em você...
O que eu faço pra te conquistar ? sabe...
já de ter te conhecido a minha vida já valeu...
não sei explicar o que eu sinto quando estou ao teu lado,
não sei se te mereço, mais quero você pertinho de mim,
queria olhar nos teus olhos, beijar tua boca, é te fazer feliz.

Inserida por PaulloRobert

O cair da chuva para a renovação do ar, o surgimento do sol a cada manhã e o nascimento de novas vidas, vem sempre agigantada de uma nova mensagem de esperança.
(para Cecília)

Inserida por butterflysacred

Pego meu violão caminho pela chuva, olho para o céu vejo as gotas d’água cair sobre o chão tão profundo quanto meu coração, sigo enfrente pois sei que vou te encontrar no meio do caminho, nada pode me parar, nem chuvas, tempestades, nem o frio, nem o calor, não vou parar de caminhar enquanto eu não te encontrar.

Inserida por LaryCapistrano