Chuva que Cai
Noite de chuva fina que cai, fazendo ressurgir as plantas semimortas. Diante das lutas travadas no íntimo, sempre ressurge algo que pensávamos estar morto. Assim a madrugada vai passando, levando com ela o que se tornou vivo e não passou de uma grande ilusão.
E a chuva cai por dentro, do meu peito como o canto de um colibri.E lá fora o Sol renasce como se fosse simples ser feliz.Seja mais vivo, a tanta coisa bonita no mundo saiba aproveitar.
Infelizmente, é mais uma batalha onde a chuva cai sobre mim, pois meu coração está mergulhado na tristeza e na derrota. O que me resta é aceitar que eu perdi. Nem todas as batalhas, ainda que eu lute, nem sempre vencerei.
"Assim como a chuva cai sobre todos, o silêncio diante de lashon hará é uma bênção para toda a comunidade."
Lá fora a chuva cai molhando toda a terra, mas em meu peito o sol queima em chamas sem arder; os pássaro procuram por um abrigo seguro, tentando da chuva se esconder; Bem aventurado foi o meu amor, que em seu coração abrigo seguro encontrou, e por causa da chuva as abelhas não colherás o mel das rosas, mal sabem elas que o mais doce néctar se encontra escondido em seus beijos.
O sol aquece sobre todos más nem todos gostam, a chuva cai sobre todos más nem todos gostam más, mesmo assim eles não param de exercer a função que Deus ordenou.
Estou sempre a sorrir
Pois só me sinto triste... Quando a chuva caí
Pois com ela eu escondo as minhas lágrimas;
Quando a chuva cai em bom terreno, refresca as plantas e fá-las crescer. Assim são as nossas lágrimas, depende muito do solo que as acolhe.
Gratidão ao Pai pela chuva que ora cai.
Molhando o solo, lavando a alma,
Florescendo as flores e inovando o ser.
Ser!!!
Seja...
Deixa ser a semente.
Ser eu, ser teu, ser solo molhado, abrindo as flores...
pássaros.
A chuva cai de mansinho, brotando a flor no calor do chão, a sua chuva de carinho faz brotar o amor no meu coração.
Alma em chuva
A chuva cai numa constante
Assim como as minhas lágrimas insistentes
Meu peito espia uma vertente
De sentimento que arde como um raio
Que atinge o chão e ali se sente
O mais forte de todos, o abrasador.
Um rastro tênue, entre a dor e a paz,
Um eco distante, que a alma acalenta.
Vou juntando em silêncio os pedacinhos
Refazendo meus pensamentos
Com apenas um movimento
de falar tudo que sinto
Só assim serei eu mesma,
Sozinha com meus sentimentos.
Não é simples, é bem verdade
Falar de coisas inexplicáveis
Muitos sequer desconfiam
Do que realmente tenho vontade
Da vida, do tempo, da realidade,
Que eu fantasio a felicidade.
O tempo, implacável amigo,
Testemunha silencioso a minha vida,
Mas ele sabe que também não pode
Cobrir de estrelas o meu caminho
Indiferente aos meus clamores,
segue adiante, muito tranquilo.
Agora sopra um vento muito forte
Levando embora as amarguras
E de pronto vejo longe um raio
Daquele que antes me queimava
agora é luz no céu
que cai pra me acordar,
E assim como o tempo,
Poder enfim seguir adiante.
"Quando a Chuva Fala"
Cai a chuva, em verso manso,
como quem canta um velho canto,
que embala a terra em doce transe
e lava o tempo do seu pranto.
O som que faz é quase abraço,
um sussurrar de acalentar,
batendo leve no telhado,
como se a vida fosse ninar.
E o cheiro... ah, o cheiro vem
como lembrança de outro dia,
de pés descalços na infância
e alma limpa de poesia.
Cheiro de chão, de folha e vento,
de coisas simples, sem demora,
de tudo aquilo que é eterno
e cabe inteiro numa hora.
A chuva chega sem pedir,
mas deixa tudo mais bonito.
O som, o cheiro, o existir —
num instante infinito.
Quem disse que lágrimas são um sinal de derrota, esquece que a chuva cai para fazer germinar e brotar a semente.
Tudo passa nessa vida...
Cai a chuva...
Nasce o sol...
A lua ilumina...
As estrelas brilham...
O vento sopra...
Os pássaros voam...
As folhas caem...
As sementes brotam no chão...
O rio corre para o mar...
O fogo que queima...
O frio que arrepia a pele...
A canção que toca a alma...
O breu...
O seu...
O nosso...
Contentamento descontente...
Tudo faz sentido.
