Chuva
Hoje choveu.
O cheiro de terra veio tomando conta. Senti-me inebriado com as lembranças de infância.
Pés descalços, pulando nas possas e escurregando no barro.
Hoje choveu!
Delicia de molecagem que molhou o corpo franzino de criança.
Hoje sentido a chuva, senti a inocência e a criança que não morreu dentro de mim.
Cresci!
Hoje sinto a chuva que molha meu rosto, vem com mesmo cheiro de terra, e não molha o corpo do menino.
Hoje choveu!
Ela é linda! Tem frescor e molha o meu corpo.
Hoje choveu!
Senti à leveza; à alegria; e às lembranças do homem com alma de criança que a observou e não a esqueceu.
Hoje choveu.
Por Rica Almada
Por entre a sombra do bambuzal
Vazam os derradeiros raios de sol
O lago vai sombreando
Os pássaros recolhem-se
O dia se acaba de forma tranquila
Vento calmo de chuva que vem
Certamente, pelos clarões ao longe
Cheiro de umidade
Traz boas lembranças
De quando se era criança
Pingos no teto
Canção de ninar
Acalma a alma
Facilita respirar
Abrigado então
Fecho os meus olhos
Vejo as folhas, as flores
Acenando à criança
Que sorri ao passar
Responde o adeus
Retornando ao lar
Na face o sorriso
Mais sincero
Sorte a minha
Presenciar
Hoje acordei chorando, a cabeça molhada de suor, acordei desejando que toda aquela mentira fosse apenas um pesadelo, mas não era...
décadas de sonhos que vejo escorrer pelos meus dedos ano após ano...
Uma vida inteira sem acreditar no ser humano, ninguém “ me decepciona” mas ainda me machucam. Sim, sim eu espera um mentira, eu sabia o quanto doeria, mesmo assim, dei um voto de confiança, tento acreditar que sua verdade, seria diferente de todos os outros...
Hoje como nuvem nos olhos, o mundo se torna neblina, chuva, caos e dor, novamente...
Como fênix, a gente precisa morrer, pra viver novamente, nesse inferno de mundo chamado vida!
O mal se aloja nas mentiras contadas olhando em seus olhos, a dor, A tão profunda e injusta dor dos momentos escondidos por trás das inúmeras desculpas fracas, consumidas pelo desespero do medo...
em 8 meses o que eram flores, sol e vida, mais uma vez se torna morte, escuridão e espinhos que sangram!
A criança solta enganada e feliz, é jogada novamente em uma cela com mil cadeados sem chave, sem desculpas, sem arrependimentos, sem esperança, sem sorrisos internos, e sem amor no olhar...
agora a mulher, ressurge, com o enorme vazio na alma, com falso sorriso nos lábios e o negro coração sangrando em chamas e desespero eterno!
Nessas horas, e como se estivéssemos em um coma profundo, onde coração e cérebro fazem seu papel obrigados, onde olhamos para o nada, ouvindo o mundo mas incapacitada de correspondê-lo.
Nada mais será como era antes, quando olhar em seus olhos, sempre terei a devastadora visão da dúvida...
Em 04/03/2018 novamente
Quando a tempestade for inevitável, feche os olhos, abra a mente, ligue o filtro de ruidos desnecessários e ouça só o barulho da chuva.
Se cai é porque precisa cair.
Desce do alto e vai regando por onde passa.
Mudando o clima e o ambiênte.
Vai chuva, molha tudo que estiver sem proteção, dando fertilidade a terra.
Segunda-feira dia típico de preguiça, de começar a dieta, de começar mil planos que acabarão antes do café da manhã.
O cheirinho de café fresco invade a casa, é segunda-feira e muito chuvosa por sinal. Hoje eu me dei folga.
Me dei folga da dieta, do trabalho, da correria, da vida, inclusive de você.
Hoje eu tirei o dia pra ficar de pijama e planejar outras mil coisas pra começar amanhã ( tecnicamente minha segunda-feira começará na terça, entendeu? Não? Deixa pra lá, eu sou um mar de confusão mesmo!)
Hoje eu tirei o dia pra anotar de lembrar o que eu deveria esquecer.
Hoje a chuva veio me lembrar que os dias chuvosos continuam nostalgicos e cabe a mim tentar mudar.
(Re)colei post it na casa inteira pra lembrar que amanhã definitivamente eu devo apagar você....até a segunda-feira que vem.
“Nevoeiro é a inalação natural que todos deveriam sentir entrando em seus pulmões e não reclamando quando chove.”
E tudo se perde com tanta, mas tanta facilidade. As pessoas, os amores, as coisas. Perdemos-nos mais fácil do que a gota de chuva que cai sobre um lago.
Definição
Ontem,
uma brisa tênue
quase sopro
quase névoa
Breve
com cheiro amendoado
Quase esperança
Quase paz
Uma promessa.
Tinha a sensação pungente
que a brisa representava
o efêmero da vida
que eu canto.
Hoje,
a chuva cai tão fortemente
como o som de alegria.
Nosso bailar pelo salão traduz
eternidade de um momento
de luz e encanto.
Isso me faz sentir
vagamente eterna
antes de partir.
PELA VIDRAÇA
Chove muito e as gotas d'água
deslizam suavemente pela vidraça.
Pela janela observo a mulher
que caminha lentamente pela rua deserta.
Para onde ela irá assim sem pressa?
Imersa em seus pensamentos
segue em frente e fico a imaginar
o que faz uma mulher caminhar
tão tranquilamente ignorando
a chuva forte que cai.
Seria o término de um romance,
de um belo caso de amor?
E indiferente aos pingos de chuva
que molham sua roupa, seu corpo,
segue levando consigo o seu segredo.
Verluci Almeida
250210
Cai a gota
No chão se espalha
Corre por um curto tempo
Curto, porém o suficiente para sentir a liberdade.
Logo cai mais uma gota.
E outra
E outra
É apenas a chuva.
Eu vejo o dia amanhecer, ou
O entardecer do dia. A brisa
Dos meus olhos, me fazem
Compreender uma mente
Criativa.
Uma mente que me faz
Pensar: flor, chuva e sol,
Não dar pra combinar...
Se você não entendeu,
Nem procure entender. Pois
A vida ao nascer é difícil
Até crescer; assistindo todo
O meu viver.
Tudo me faz pensar: flor, chuva
E sol, não dar pra combinar; um
Poema sem rimas, uma dança
Sem par.
"Flor, chuva e sol", poema criado em 02 de dezembro de 2002
Pessoas e nuvens
São muito parecidas
Algumas o Vento trás
Outras o Vento leva
Algumas vem e ficam
Algumas vem e vão.
Jogou para o alto o que vestia
Sentindo cada gota como açoite
Acertando com paixão a quem corria
Não sabia se a chuva ou a noite
Era quem o amava naquele dia
Cai outra vez
Gotas que o céu derramou no meu quintal
Vem carregando bem um pouco de mim
e vem voando feito num vendaval
Regando as flores mortas do meu jardin
Que agora dançam nas bodas de cristal
Que os meus vizinhos fazem pra declarar
velho amor e a paz de um velho altar
Fico daqui me perguntando o que foi
Que eu fiz pra ficar nesse lugar
De folhas mortas e a cidade a aflorar
Tudo aquilo que o homem destrói
Cai entre nós
Nao vai pra lá eu tenho cá meu valor
Deixa pra lá, agora eu tenho que ir
eu vou partir e não pretendo voltar
Chuva lavou
levou consigo meu velho saravá
que cai do céu em choro de sabiá
bem no quintal de um velho a ouvir
O seu passado feito num recital
Cai outra vez
Princesa, hoje acordei pensando em você. Procurei você, mas não estava por perto. Senti saudades. Fiquei pensando em você. Vim escutando músicas, canções e lembrando de momentos felizes que já passamos. Espero logo te encontrar, para juntos passear. Não nessa chuva. Mas em uma tempestade para que eu possa te esquentar.
Eu?
Eu sou um enigma
O explícito do indecifrável
As chaves perdidas no bolso
O ''quiçá'' que precede a tragédia
Eu sou a tragédia!
Sou a tempestade que encanta pela avidez
E sou também os raios de sol que cessam a voracidade de céus aterradores
Eu sou o pulo do gato
E sou também a madeira bamba, afoita para forçá-lo
Eu sou a consequência de um caos certo e interminável
Eu jurei a mim mesmo que não mais doeria, mas novamente choveu dentro do trem. Choveu dentro de mim.
Chuva que insiste e permanece, chuva que ainda mora em mim.
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