Chuva
Psiu!
Sente?
Sente sim...
Olha essa chuva que cai...
Olha o céu q vem logo atrás
Olha esse azul!
Vê a força que você não pode controlar
É a vontade do mundo
É a ação e a reação
É o sim pelo não
?
Não, é apenas o seu coração.
Volta pra casa.
Sente, olha e vê.
O que é?
É lindo...
É a vida, a sua, a nossa...
A deles, e de Deus, e dos deuses
Lava... passa e solta
Sorria...
Vê, olha e sente.
É apenas você.
Você pode escutar?
O barulho é familiar...
É a tua alma que toca algo puro
Limpa, organiza, e semeia
Desbloqueia.
Olha, sente e vê essa chuva
Psiu...
Repousa nas suas emoções...
E sempre que precisar
Escuta a chuva,
Pois ela te escuta.
Coisas simples.
Compartilhar a chuva.
Dar as mãos.
Flores silvestres no
cabelo.
Memórias que
ainda brilham.
Aviões de papel
em um sonho.
Pássaro cantando.
Sol no parapeito da janela.
Café sendo preparado.
Beijos na testa.
Pequeno riacho.
Lago saudável.
Observar o arco-íris.
Olhar para as estrelas.
Ficar acordado até tarde.
Flores amarelas.
O silêncio das lágrimas e o abandono em meio a chuva de ventos pelas ruas escuras a procura do sol que se esconde na noite.
E o amor vai morrendo silenciosamente em meu coração
O sabor da solidão é como de uma criança sem vizinhos para brincar e depois de uma chuva saí na rua e no horizonte ver um arco-íris que aos poucos vai sumindo de sua visão mas as cores cintilantes permanecem em seu coração.
Grandes amigos são sempre grandes amigos, mesmo distantes em caminhos diversos.
É como a chuva que cai no oceano e se torna as mesmas ondas e imponência, mas que é um oceano preenchido pela água da chuva que um dia se encontrou com o mar. Os grandes amigos nunca morrem, estão vivos na alma!
Minha Raridade
Sou a sombrinha na chuva fina
O feio pato que virou cisne
Na selva de pedra sou graciosa sina
Segredo salvo na pele de linho
Em cada passo nas ruas tortas
Minhas rachaduras não escondo
Veja beleza na vida que desapareceu
Minhas cicatrizes são o meu tombo
Minha raridade é minha coroa
De faço loucura minha canção
No turbilhão minha alma voa
Sou o avesso da razão normal
De olhos fechados vejo o brilho
Do meu mundo todo colorido
Na dança louca sou o trilho
De um trem desenfreado e querido
Carrego estrelas nos bolsos
Uma galáxia no meu riso doce
Raridade escondida em destroços
Transforma o pouco em ouro macio
Minha raridade é minha coroa
De faço loucura minha canção
No turbilhão minha alma voa
Sou o avesso da razão normal
Vejo
Eu vejo
Eu vejo, a chuva caindo, e no chão se despindo
Vejo
A nuvem escura, sorrindo
Querendo ser meu amigo
Eu aceito, não recuso de peito aberto, saio de baixo da tapagem e vou de encontro ao mundo
Na esperança de quê...?
Na esperança !
Na falsa esperança ! ! !
De que virando amigo da nuvem, eu viveria sorrindo
Mas é ai que eu me engano.
Ao dançar com a chuva, tendo a nuvem escura, me olhando
Recebo então um "encanto".
Um feitiço maligno, que a nuvem em pranto.
Me passou esse terrível, medo.
De dizer que te amo.
Agora estou doente, e sempre em prantos.
Igual aquela nuvem escura sorrindo, no canto.
Eu preciso de um Sol, eu preciso de você !
Vem cuidar de mim !
Vem me socorrer !
Vem fazer comigo, o mesmo que o Sol fez com a nuvem, ao se ver.
Tira de mim esta escuridão.
Seca, essas falsas lágrimas de meu rosto.
Com o brilho do seu sorriso, com o brilho do teu olhar.
Me ajuda a superar !
TELEGRAMA DE SÃO PEDRO
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Esta chuva que não vem
Já me deixa impaciente
Eu vou falar pra São Pedro
Que aqui está muito quente
Abra a torneira do céu
Deixe jorrar água ao léu
Não tem cristão que aguente!
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Telegrama de São Pedro:
condição primeira e única pt
cuidar da natureza pt
abrirei torneira pt
após cumprida condição pt
