Chuva
Cansado de se deitar à luz do sol,
Ficando em casa para ver a chuva,
Você é jovem e a vida é longa
Mas existe tempo para matar hoje.
E então um dia você descobre
Que dez anos se passaram
E ninguém lhe disse para onde correr
Você perdeu o sinal de partida
Poetizando...
A chuva chora,
O vento assobia
À noite e à hora
Que um luar sorria
Ao poeta que namora
Uma fingida poesia.
Porém,
Se o negro acontece
E a claridade não vem,
A tinta implode, esmorece
E o poeta também!
Ou então,
Ele não acompanha
O que o pensar debita,
E o poeta estranha
Tão generosa escrita!
Ó poeta,
Bebe, fuma e come
Desamores e dilemas,
Cafeína, cigarros e poemas,
Senão morres à fome!
Você tem que saber viver no sol, na chuva e no vento. No entanto, você nunca deve desistir de um pensamento altruísta.
Enquanto o sol não vem, sigo com a lembrança do sol tatuada na mente e abençoando a chuva que é para florir o dia com alegria e água.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
aquela que corre descalça,
que se banha na chuva,
que sobe montanhas e escala sonhos,
que desafia o sistema,
que luta contra a soberania.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
indignada com a injustiça,
aquela que batalha para que todos
possam ter um mundo melhor.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
a que erra e falha,
que já caiu muitas vezes,
mas sempre levantou.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
descendência forte e livre,
carregando na mão a lança da esperança,
disposta a lutar contra qualquer sentimento
que tente me colocar para trás.
Nildinha Freitas
Quando a chuva passar e os ceus se abrirem, voce vai ver que seu sol nao existe mas, enquanto um novo sol nao surgir entre as nuves que torna seus dias escuro e frio, voce vai se manter só.
Raridade
No silêncio da noite, apenas os pingos da chuva caia, fortemente, acalentando meu coração.
Ao observar o horizonte, com uma imensa vontade de correr pela imensidão do infinito, como se tivesse asas e assim, em um breve momento, poder sentir o som da liberdade e navegar pelo brilho de meu olhar apaixonado pela natureza divina.
Foi no primeiro olhar, que ao observar, um jarro de flores, humilde, silencioso, cheio de barro e de vida, que apenas sugava os pingos da chuva de forma tão especial, como se fosse uma esponja absorvente de energia.
Estava tão impressionado, com tamanha bravura na proteção de um minúsculo botão de flor, que germinava em meio a toda turbulência do momento, que apenas admirava tamanho gesto de amor.
Nesse momento, tive a graça formidável de observar, a importância de um simples jarro de planta, que tem a admirável missão de proteger, dar espaço a uma singela flor.
E como expressa a canção, da Flor que nasceu Maria, nem Margarida nasceu. Brotava, em meio ao silêncio, uma jóia rara, única, simples, formidável e amável, que nunca tinha visto igual.
O brotar de uma flor
Sem sono, silenciava a noite ao chegar da madrugada, os pingos da chuva caia como uma suave e linda canção, olhava para o lado me perdendo em minha própria mente. Ao entrar no mais profundo do meu coração, meus pensamentos se perdiam na imensidão do infinito, como se tivesse criado asas e assim, por um breve segundo, aquele barulho de chuva me fazia sentir a liberdade que era nítida no brilho de meu olhar.
Foi no primeiro olhar, que ao observar, um jarro de flores, humilde, silencioso, cheio de barro e de vida, que apenas sugava os pingos da chuva de forma tão especial, como se fosse uma esponja absorvente de energia.
Estava tão impressionado, com tamanha bravura na proteção de um minúsculo botão de flor, que germinava em meio a toda turbulência do momento, que apenas admirava tamanho gesto de amor.
Nesse momento, tive a graça formidável de observar, a importância de um simples jarro de planta, que tem a admirável missão de proteger, dar espaço a uma singela flor.
Brotava, em meio ao silêncio, uma joia rara, única, simples, formidável e amável, que nunca tinha visto igual.
Nem sempre fugir da chuva é a melhor opção. Molhar-se algumas vezes é lavar a alma e compreender que os pingos de chuva, carregam em sua essência os elementos fundamentais para gerar e fazer a vida crescer.
A chuva me traz a saudade.
O mate me traz o sabor.
O sabor me traz a lembrança,
dos beijos do meu amor.
A chuva acalanta a terra com suas gotas de vida, restaurando o verde das matas campinas e florestas para que toda vida viva em harmonia.
A chuva miúda silenciosa acalanta as raízes sedentas por gostas de vida que acalma a terra sedenta, cada gota água é uma vida salva pela chuva miúda.
Olha, a chuva é a vida, os campos florescem, os pássaros fazem seu cânticos, é a vida em festa outra vez.
Chuva miúda calada acaricia meu rosto entristecido, não as lágrimas que não ousam dizer o que sinto
No abraço com a chuva, meu rosto encontra abrigo, proteção, conforto, enquanto as lágrimas deslizam como se fossem parte do céu.
