Chuva
Soneto da saudade
Saudade da chuva
Harmonia terrestre
Saudade estava
Acalanto a alma
Saudade do sol
Estrela terrestre
Saudade estava
Acalanto a alma
Saudade estava
Da minha doce amada
Pensante fada
Saudade estava
Da madrugada... Atordoada
Assim serena, ô doce amada
A chuva faz pirilampos nas poças
que pulam de um lado a outro
respingando brilhos frescos.
A minha loucura vê o que quer e faz troça.
A chuva caindo no telhado
A noite eu acordo, assustado, sem respiração,
Eu sei que eu não estou morto,
Mas vivo jamais estarei.
Eu acordei querendo ver o sol, o dia mais belo,
Mas acordei de madrugada, e a chuva caia ,
Escorria pelo telhado, até o chão,
Aquele barulho da chuva me fazia querer chorar,
Mas não sei o por que eu dou um simples sorriso?
Hoje eu acordei pensando de como seria viver,
Viver eternamente na mais perfeita harmonia,
Mas eu não sei o que é viver de maneira real,
Não sei o que é ver o meu próprio sofrimento,
Só sei que quando acordei eu vi minha verdadeira face.
Os anjos que eu acreditei, viraram demônios,
Meus sonhos viraram pesadelos,
Tudo que era branco, ficou negro em meus pensamentos,
O que eu jamais saberia era se um dia haveria de eu sorrir,
Mas tudo é apenas sonhos, e pesadelos serão frequentes,
A chuva cai, a chuva cai do céu,
E eu a vejo passar pela janela, e cair em meus pés,
Sinto que eu agora sou mais um espírito vazio,
Na noite chuvosa, aonde meus sonhos atormentados,
Se tornam pesadelos mais que agradáveis ao morrer.
Hoje a chuva cai, amanhã quem sabe o sol apareça?
Hoje sinto medo, amanhã terei coragem para amar,
O que eu sempre queria, hoje é apenas um nada,
Um vazio dentro de um vulcão,
Que estará a ponto de explodir a qualquer momento.
Um dia, apenas um dia, eu serei feliz,
Mas essa felicidade terá um preço,
Terei que pagar com minha vida,
Pois a felicidade irá me matar,
Assim sendo eu jamais saberei o que é a verdadeira felicidade.
Jamais saberei o que é amar a própria alma,
Sempre estarei aqui, vendo a chuva cair no telhado,
Vendo ela cair diante de meus olhos, e eu sem poder fazer nada,
A chuva cai, e eu aqui parado olhando o que não existe,
Apenas eu e a chuva, caindo em meus pés, apenas olhando para minha vida
Chuva forte é "toró"
Rir dos outros é "mangar"
Pão bisnaga é "tabica"
Matar aula é "gazear"
Um estouro é "pipoco"
Um botão é um "pitoco"
Afrouxar é "afolosar"
Microconto: A chuva que molhava seus cabelos curtos e o brilho de lua que iluminava as profundezas de seu olhar, eram os mesmos elementos que umedeciam aquelas longas madeixas e que traziam luz àqueles olhos apagados do outro lado da cidade. E mesmo sem pronunciar uma palavra sequer, as almas estavam entrelaçadas por um misto de tristeza e saudade.
Sera que é preciso te lembrar que pessoas são como chuva?
As vezes vem as vezes não?
As vezes é bom e as vezes não ?
As vezes faz bem e outras vezes não faz.
Não permita que pessoas entrem na sua vida como a chuva.
Ah chuva se é que posso
trás de novo
aquele dia em que o amor nosso saiu a pé,
de mãos dadas
caminhando nas calçadas
de mural afrescos em Santo André.
Ah chuva se te for natural
com teu olhar do passado
vir molhar
esse nosso amor
regressado,
vem molhar nosso passeio
como rio
lamber aqueles
seios, com suas
torrente
e naquele amor
molhar a gente.
Ah chuva nossa testemunha
o que te impede
me acabrunha.
Chuva, o que é
que você comigo tem
se
'nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vem'
A Pandemia representa a chuva.
A mesma chuva que rega a terra e faz brotar lindos frutos, traz também de volta toda a poluição plantada pela população.
A mesma chuva que regou o fruto, foi tão forte que fez cair àquele que já estava na hora de ser recolhido.(Representando tantas pessoas que partiram). Para alguns ela trouxe vida à sua terra seca, para outros ela inundou a casa. Para alguns ela foi paz e descanso debaixo do edredom, para outros ela foi frio e falta de abrigo.
Mas o âmago de tudo é fazer com que todos entendam, do pequeno ao grande, do rico ao pobre que sempre existiu Alguém lá em cima dizendo quando começa e quando terminam todas as coisas
As intempéries da vida
O vento levou pra longe as sujeiras da minha alma,
A chuva choveu mansinha, acalmando a minha calma.
A primavera trouxe o verde alegrando fauna,
O verão fez do meu dia tão quente, igual ao calor da sauna.
O mormaço da paisagem inspirou Picasso,
O calor da caatinga fez a roupa do cangaço.
Espadas em aço de damasco fizeram arte e regaço,
Sonhei por várias vezes que eu caia do penhasco.
Folhas, flores e frutos dançam felizes sob a chuva,
O outono fez o broto e amadureceu a uva,
O frio do inverno pediu luva,
É da nuvem mais escura que vem a chuva.
O frio e o calor trocam a minha roupa,
Às vezes, até me colocam touca.
Por vezes, minha voz fica mais romântica,
Ou está louca ou está rouca.
O esplendor da primavera traz as loucuras de amor,
O frio do inverno, edredom e cobertor.
O Calor do verão, às vezes, me deixa na mão,
O outono faz de seus frutos a sua melhor canção.
Élcio José Martins
COMO MANDAR A TRISTEZA EMBORA
Dei um susto na tristeza! Pintei os pingos da chuva com as cores do arco íris. Ela fechou a cara, deu uma gargalhada sem graça e saiu correndo, resmungando...
Élcio José Martins
Fui na chuva e não me molhei
andei no calor e não me queimei
fiquei no inverno e não me congelei
Porém quando vi você eu me apaixonei
Eu tento não pensar mas a chuva caindo me lembra você
E você tenta dormir só que passa a madrugada pensando em nós
Nosso tempo não para e parece que eu nunca parei pra perceber
Que meu dia era lindo se quando eu acordasse eu ouvisse sua voz
Barulho de chuva lá fora
Gotas que lavam e acalma
Espero o sol quando você chegar ah ah..
Mantendo sempre alegria,
Apreciando a natureza
Sendo grato pela sua beleza
Incrível como posso nao acreditar
Que as mãos de Deus podem tocar ah ah..
O sol e a lua como testemunha
De todo poder de Jeová
O vento e o azul nos céus do meu dia
Clareiam a vida, gratidão infinita.
Chuva
De nenhuma parte chega. Partir?
Não há palavra mágica que rompa
este costume de olho, este silêncio
sonoro de dardos. A primavera, o luxo
dos anos e da luz, se perdia agora
no caminho vencido. As esperanças
morreram a tempo. De novo, tudo é perfeito
ao longo do vazio: a chuva lenta
não vai a parte alguma.
