Choro pelo Amor
O LOBO E A LUA
.
.
A Lua, de tão bela,
luminosa e clara,
entristece o lobo,
que por isso chora
seus uivos na madrugada.
.
Uiva a melancolia
que emana da consciência
de se saber irremediavelmente distante
do resplandecente objeto amado.
.
Uiva porque sabe que a Lua é inatingível
e que seus clamores por ela
sequer serão ouvidos.
.
Uiva porque é da natureza da Lua
ignorar o Lobo,
que, no entanto, a ama.
(e é precisamente este amor
que lhe arde
como uma chama).
.
Até hoje não se explica
porque o Lobo entoa
tão solitário e doloroso canto...
.
? Mas será mesmo um canto
esse que, vertido em vento,
percorre a madrugada
sem nunca atingir destino,
– sem consumar momento –,
e que, profundamente triste,
não se define, contudo, em pranto?
.
? Será mesmo um canto
esta ponta de sabre branco
que, ao invadi-las por dentro,
corta as almas em dois instantes?
.
Ou quem sabe este uivo, que nos assombra,
será mesmo um grito...
desses que, do alto de uma ponte,
e de dentro de um quadro
(sem precisar de som),
estende-se ao infinito?
.
? Mas como será um grito
esse que todas as noites se repete
insistente como um rito?
.
? Não será então uma senha
oculta em Lobo,
para que todos saibam
do seu devotado amor
por tão irresistível objeto
– por esta eterna fonte
luminosa de desencanto?
.
Canto, grito ou senha
(pranto, rito ou chama),
não é o Lobo que faz o uivo,
mas é o uivo que faz o Lobo;
e quem faz o uivo é a magia
que lhe revolve o oceano
(a mesma que, na maré que dentro mexe,
o coração lhe deixa insano).
.
Mas se o Lobo se transfigura
na dor, que é seu próprio canto,
a Lua permanece a mesma:
branca, perene, eterna
– amada em seu congelado encanto.
.
Há de pairar como um poema
sobre os mares que então remexe,
sobre os amores que não governa
– lado escuro do seu mistério –,
sobre os lobos que lhe pressentem.
.
Enquanto isso os cientistas a observam;
os astronautas pousam nas suas montanhas.
Percorrem as suas crateras
– a Lua se faz notícia –.
Guardam amostras do seu branco:
invadem seu doce ventre,
conquistam-lhe as entranhas.
.
Depois se vão, saciados,
singrando os sete céus,
sem saber que sequer tocaram
sua alma de sete véus.
.
Somente o Lobo talvez entenda
seus mais íntimos segredos
e a natureza do seu branco.
Mas prossegue, noturno e triste,
sem que saibam por quem chama.
.
Aqui, do meu confortável canto,
cresce a vontade de sair à floresta
para me solidarizar com o Lobo:
Amigo, eu o compreendo!
Também eu tenho a minha Lua
por quem sonho e por quem canto...
Também eu sei que nunca atingirei
seu tão precioso encanto.
.
E, no segredo deste instante,
eu e o Lobo somos irmãos
de todos os que amam.
A mesma floresta, o mesmo oceano,
formam este amor que agora arde
e que nos corta como uma chama.
.
Eterna Amada,
de tão bela,
luminosa e clara,
você me entristece...
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado em Letras Raras, vol.11, nª1, 2022]
Eu sei que algum dia você vai me pertencer. Vou chorar de alegria, vai ter fim o meu sofrer. E pra sempre a seu lado eu vou viver.
Um pedaço em mim morreu, eu queria chorar eu queria gritar para ver se minha dor passa, é difícil você entregar sua vida para alguém que não valoriza você, O amor sempre vem com dor, as minhas dores não são as marcas em meu corpo as minhas dores é saber que eu não me amei o suficiente para ser forte e ter dito não enquanto não tinha tanto dano, no fundo a gente sabe que não vai dar certo, mais insistimos porque achamos que podemos mudar pessoas, elas nunca mudaram e oque elas fazem com você tem danos irreversíveis, e a pior coisa é achar que a culpa é minha, eu sei que não é, mais ai eu penso e se eu tivesse ficada mais quieta, e se eu não tivesse revidado as ofensas, voce se mata todos os dias quando não se ama.
VERSOS MURCHADOS
Pelo soneto saudoso vou versejando
Verso choroso de emoção carregado
E pela poética a agonia vai passando
Suspira, sussurra, ah! sentir danado!
Trova e canta o canto, assim, rimando
Com a rudeza do vazio, tão atordoado
E a alma do sentimento vai murchando
Deixando sem comando o ritmo do fado
Guarda escondido dentro desta poesia
Um tesouro de amor, outrora de alegria
E, a paixão de um romântico coração...
Nem se compara os dias tão elevados
Versados aqui sem reação, despejados
Murchados e, sem qualquer percepção.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 abril, 2024, 19’45” – Araguari, MG
"Talvez"
Talvez se eu amar
Só um bocadinho que seja
Só para não ter que chorar,
Só para não te magoar...
Talvez, por te amar
Me ame a mim também...
E assim saíamos os dois a ganhar
Talvez, mas só talvez...
Se em algum momento deixar cair as lágrimas
Pode ser que as deixe secar ao vento
Porque apenas talvez...
O sentimento de te ver a ir com a corrente
O sentimento de não poder amarrar a tua mão
Me mate mais do que o amor ou a solidão
Porque tu és a minha canção
Mas talvez...
como todas as canções que existem...
a minha cação vai precisar ter um final
Mas talvez se o final fores tu..
Apenas talvez...
possa não me sentir mal
Eles dois estavam separados
por quilômetro que se
resumia em metrôs, ele
chorava de saudade, ela
apertava a mão no peito e perguntava onde está meu amor? As lágrimas rola dos dois quase sempre em mesmo
instante. Só que para o amor vencedor quilômetros só era
segundos pra eles se encontra em uma história de superação de distância de um
amor verdadeiro.
Você trouxe sorriso e alegria para o meu coração solitário que vivia a chorar sem expectativa para o amor. Você é tudo e meu mundo, minha vida, meu amor.
Eu me importo
Não quero te fazer chorar,
quero ser a pessoa que acolhe,
que lava o lenço,
que enxuga as suas lágrimas provocadas por outras.
Quero ser uma base,
uma proteção sua.
Quero te cuidar,
dedilhar essa pele de seda.
Tu és música que amo tocar.
Os compromissos te deixam receosa,
o tempo te deixa receosa, te peço desculpa
por te fazer sentir dessa maneira.
Eu grito para o planeta: te amo.
Quando te beijo, o seu carinho, eu admiro,
te aprecio, te desejo,
quero você ao meu lado, para sempre,
minha flor.
Você poderá sorrir e chorar, amar e odiar, estar saudável ou doente, iluminar ou escurecer. Poderá continuar ou parar...
Você pode fechar seus olhos e sentir o vento passar sutilmente por você, farfalhando as folhas de uma árvore que te faz sombra fresca, enquanto escuta o canto dos passarinhos em doce dueto com o som de uma cachoeira ao fundo.
Descobrimos que é impossível ter imensa satisfação ao conquistar algo, se não soubermos como é sentir seu oposto.
Chora o vento num acorde monótono... E vai adiante e leva as palavras e cala-se... E de repente não fica mais do que o silêncio... Assim também chora a triste Lola por coisas distantes. E tudo vira um horizonte sem luz por um instante! Em teus devaneios febris uma vaga lembrança parece querer sorrir ao longe. - Mas parece que esta são tardes sem manhãs! Outrora o mundo era pequeno e o coração imenso. O tempo passa e chega a noite sem avisar...Vendo passar diminuto em seus olhos, como vultos ligeiros, amores antigos... Olhando pela janela aberta na madrugada, ouvindo o barulho das águas do mar, tentando superar amarguras tão fundas que lentamente querem ceifar a luz de fogo em que um dia à sua morna esperança o amor acendeu... Palpitam seus doirados seios entre leves e doloridos suspiro...E de repente, não mais que de repente um pálido sorriso!... E da varanda de seu dormitório atira o mal fadado anel às águas ondulantes e frias! Então uma lágrima perdida rola sobre a sua perfumada face e a bela e sofrida moça salta desesperada e aflita como um pássaro louco, cego e sem asas fazendo flutuar pelo ar seus ecos no instante fatal da queda bruta ao chocar-se com os cruéis rochedos!... - Heis que jaz debaixo do céu nu e tranquilo sob a luz do luar a formosa moça que um dia ousou sonhar!...
Toda noite meu coração chora... Penso em você as lágrimas jorram.
"Meu anjo, minha princesa, meu amor, minha linda"
Quais palavras usar para a pessoa que não vai mais voltar...
A esperança é como brasa em carvão
A vontade de ter você, já não cabe mais no peito...
Todo dia quando acordo, só queria sentir teu cheiro...
Amor da minha vida, não se vá, ainda existe brasa no carvão que estás lá fora...
Não deixa a chama morrer, ela está queimando a procura de você...
Meu amor estou aqui, de braços abertos pra você...
Saia pra fora, venha me receber...
Me abrace e me beije como nunca fez antes...
Minha linda, permita eu ser o amor da sua vida.
Anderson_rosa
Como você acha que me conhece se nunca me viu chorando feito criança em um filme de romance?!
Ou como eu adoro cantar Pitty em alto e bom tom, com ar de indignação ao pensar nas injustiças sociais?!
Como você acha que me conhece se nunca me viu declamar um poema do meu poeta predileto, o Emílio Dionísio?!
Como não sabe como fico triste quando vejo cãezinhos na rua e n posso adotá-los? Ou até saber que prefiro gatos?
E saber que toda música que ouço sobre um amor não correspondido, um amor frustrado são todas para você?
Como você acha que me conhece se vc nem sabe o que nome do meu pai é Emílio Dionísio?
Como vc não pôde nos dar mais um chance para nos conhecermos?
Hoje chorei.
Chorei ouvindo sua voz e sabendo que dela não ouvirei as mais belas canções.
Que não vou deitar em seu peito e conversar coisas bobas e nem te fazer sorrir.
Que sorriso lindo, inclusive.
Já posso dizer que tô com saudade dele também?
Sei que me privarás dele.
🌻 “Sorrindo pra Não Chorar”
Eu fui menina que amou demais,
Que entregou o corpo sem saber que a alma ia junto,
Que guardou segredos no peito,
E saudade no fundo.
Amei alguém que me quis pela metade,
Que me dizia coisas doces com gosto de falsidade,
Mas mesmo assim, eu fiquei.
Achei que amor era aceitar a dor calada,
Até entender que o amor de verdade… não machuca nada.
Fui amiga de quem não ficou,
Colecionei partidas sem despedida,
E hoje ando com os olhos marejados,
Mas com o coração cheio de vida.
Meu irmão me protege,
Minha cabeça já entende,
Mas meu peito… ah, esse ainda sente.
Às vezes penso que tem algo errado em mim,
Como se o amor olhasse e dissesse: “não é por aqui.”
Mas eu tô aprendendo a ser abrigo pra mim mesma,
A olhar no espelho e dizer:
“Você é inteira, mesmo quando ninguém enxerga isso.”
Já me apaixonei por olhares que não sabiam ficar,
Por promessas vazias que só sabiam encantar.
E eu? Eu sorria…
Sorria pra não chorar.
Mas hoje eu tô escrevendo.
Transformando dor em poesia,
Saudade em liberdade,
E sonho em recomeço.
Se um dia me perguntarem quem eu sou,
Eu vou responder sem medo:
“Sou força disfarçada de flor.”
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