Chora
Eu não sei se você chora ou se sorri,
Se me acha ridículo ou até bobo,
Queria que me dissesse o que sente quando escrevo pra ti.
Eu pensei em você a semana inteira,
E hoje já é sexta-feira.
É incrível como o tempo passa,
Minhas palavras voam e tudo tem mais graça,
Tudo fica especial quando você é o ponto referencial.
Eu não sei o que acha das minhas poesias baratas, meus versos toscos e rimas furadas, garanto que me esforço mas nunca acho que posso te convencer com tão poucas palavras.
Você é arte!
Uma arte divina que há muito não se via.
Seus olhos são pintura...
Seu corpo, escultura...
Sua voz é melodia...
Você é saudade!
Acredito que de todos os sentimentos, não há nada tão confuso quanto a saudade.
Sentimos saudades por momentos que vivemos com pessoas que amamos.
Momentos de amor... tranquilidade... diversão ... amizade...
E de todos os momentos longe de pessoas amadas, tu és a maior saudade.
Desculpa por até agora ter te tratado por "você", é que só agora lembrei que devo usar "tu". Sei que apesar de tudo tu és simples e não precisa de tanta formalidade, mas uma deusa não pode ser tida com tanta naturalidade.
Eu precisava de inspiração pra escrever um último verso,
seria ótimo ver seu sorriso, me encontrar nos teus olhos, me encantar com teus cabelos, seria ainda mais incrível tê-la por perto.
Queria te escrever tudo o que penso, mas não posso gastar todas as palavras em uma única noite, se gastasse, o que eu te diria amanhã? E depois?
Quais palavras restariam quando fossemos só nós dois?
Não, não posso gastar todas as palavras aqui,
Preciso guardar algumas piadas pra te fazer sorrir,
Guardarei os mais singelos versos para ti.
Mas também quero muitas palavras de você, já falei sobre a melodia de tua voz, estou te esperando para ouvir.
SONETO QUE SENTE
O aperreado soneto descontente
Vive a soluçar inspiração sofrida
Chora, sente. Afia simplesmente
Uma ilusão e sensação incontida
É infeliz, tão descrente, carente
Com uma emoção, assim, perdida
Transforma o tudo em dor doída
Insolente, vive a suspirar na vida
Os versos são vãos, sem glória
Em uma poética e nobre escória
Que pela sofrência, reina, tirano
Mas, o meu soneto que sente, sabe
Que no olhar, no tempo, tudo cabe
Quando se tem um coração humano
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 março, 2023, 16'41" – Araguari, MG
No Mercado Financeiro, assim como na vida real, o maior come o menor e quem pode mais chora menos. Essas são as regras, portanto, cabe a quem é menor, se tornar maior, ou se adaptar, e assim, sofrer menos quando chegar a sua horar de chorar.
"A nossa pátria mãe gentil, tão aclamada nação do futuro, hoje chora lágrima de sangue por orgulho de quem o governa."
(Lula)
29/03/2008
Tenha cuidado com a mulher que chora quando lhe pergunta algo e não responder, porque atrás das lágrimas tem outras ideias que não vai gostar.
Chuva caindo, aqui dentro também chora.
Lágrimas e chuva.
Eu chovendo aqui dentro
A chuva chorando lá fora.
Ambas transbordando excessos
Ela numa linda missão…
Eu, suportando o processo.
Gosto de ter ao meu lado uma pessoa batalhadora, que luta, que chora, que ri, que ousa, que teme. Uma pessoa de verdade, com qualidades e defeitos, mas que nunca desiste de buscar o melhor para si e para aqueles que estão ao seu redor.
VIBRAÇÕES AMOROSAS ...
[...]e ele ri e chora, o intenso amor, e ri
Aperto no peito, os olhos esbugalhados
O desejo faminto, sentidos desvairados
Em uma junção fatal com o querer, e aí
Ele, o sedutor, sente, e ao sentir, argui
A emoção, dos amores se são amados
Querendo mais, e não anseios fanados
Mais agitados, mais canoro, acolá, ali
Mas, nada se é previsto, tudo lampejos
Lábios a sorrirem, tão cheios de beijos
Sensação a gracejar, e os sentidos baços
É o amante, ao ser amador, no caminho
Que vai cantando a canção, a do carinho
Baixinho, pra se embalar nos seus braços! ,,,
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/02/2021, 08’26” – Triângulo Mineiro
no ser, sou eu o pequeno caído, que grita sem voz, gemendo juízo, vestes o que sente e chora por dentro este triste lamento que tu mesmo cativou;
tu és despresada, no compasso da vida poucos te querem e como reges teu passo, um grande abraço triste eu vou. Senhora, por que me olhas? Teu brilho não esconde o semblante autrora de quem já foi grande!
Mas, ela me disse, "sou quem vois sou, sou gente da gente que rege temente um puro temor", traída, desmantelada, sou quem restou, agora cede na tua prosa, tuas mãos frias, para levantar e caminhar comigo se quiseres, caminhando e pensado, há de florar algo além que possamos enxergar.
No compasso, calado, desprovido de sentido tornei a perguntar;
Vindes de onde, não te vi neste altar?
- sou este que te diz, estes enxergam apenas o que lhe agrada, sorriem de alma deslavada, como pragas ao redor da planta, choram sem lá está àquele a pensar, na forma de ganhar medo e sem lágrimas.
Seu silêncio grita,
Seu silêncio chora,
Seu silêncio dói.
Só porque meu coração ama,
Só porque meu coração pede,
Meu coração clama,
seu silêncio o sangra.
Chora, menina! Chora, mas chora bem rapidinho e enxuga logo esses olhos, há muitos sorrisos lá fora esperando para brilhar na tua boca.
Lamentar sem agir não faz progredir! Ou senta e chora ou levanta, sacode a poeira e tenta de novo! A vida é sobre ter atitude de se reinventar nos momentos em que as coisas não dão certo! Faça por você e depressa!
POSIÇÃO
A posição do poeta nunca é estática.
porque o poeta nunca pára.
Ama desama ri e chora , nada amarra,
a sua inspiração temática.
No caminho da poesia , viaja sempre à vontade :
sonetostrovasquadrasalexandrinos,
(e o moderno que nunca teve idade ..)
O poeta é sempre um menino ;
brincando com as palavras. De verdade.
Espera
Senta, ora, chora
Espera que chega
Loira, morena ou negra
Pode ser ruiva também
Suspira, respira, se inspira
Que um dia vem
Olha pro céu escuro
Da noite de outubro
Ainda não está...
... Acabando o mundo.
Considero um grande homem aquele que é valente para defender seu próximo, e chora sozinho pedindo forças diante de seu Deus...
Disfarça e chora
Desvia o olhar
Enxuga as lágrimas, mas chora.
Chora depois do suspiro
Chora antes que acabe o limo
Derrama sobre o rosto
Todo o desgosto
Liberta esse sofrimento rouco
Fada-te em delírios melancólicos
Abraça-te com o teu próprio corpo
Ajoelha-te diante dele
O sentimento que te prende
Na tua própria liberdade.
(Inspirado na música de Cartola - Disfarça e Chora)
