Chega de Correr Atras
“Sou real. Realidade é renovada. Chega aos poucos. Veras pouco a pouco. E com ela a saudade. É perspicaz. Persistente. Apresenta-se. É evidente. Sai como raios da minha alma. Abstrata entidade que não mente. Silencia. Passa em meu coração. Descendo lentamente pelos meus olhos”.
É gente...
“Saudade sim, tristeza não.”...
Hoje, independente da crença de cada um, não é um dia de tristeza, e sim de SAUDADES!
Saudades das pessoas que já se foram.
Saudade da companhia, das conversas, dos conselhos, das brincadeiras, dos carinhos, dos abraços e beijos...
Se a certeza da morte nos entristece, a promessa de um mundo melhor nos faz viver da esperança de que a morte não é o fim da vida, mas é a passagem de uma vida por este mundo para a vida em lugar melhor.. .um luminoso amanhã.
O que não podemos esquecer é que todos estão descansando em paz e o que nos resta é orar e pedir a Deus, santidade perfeita, cobrir a todos os nossos entes queridos com muita luz...
Chega!
Peço a você, respeita esse amor!
Eu só quero te amar
Vou opinar
Tenho certeza que
Ovular também é amar
Meu sonho é você me amar
Estou pedindo, descanse
Coloco a mão no coração
Sinto tudo girar
Lembra,
Antes, tudo era bom
Tudo era cor
Estou com sono
Não consigo atravessar esse muro
Não vou chorar, mas vem me amar
Eu só quero amar
Vou viver de água e sal
Eu vou evoluir
Fica ao meu lado
Eu só quero te amar
Tá claro
Tudo é surreal
Não vou chorar
Joga-me, abraça-me, ama-me
O sol está vindo
E eu
só não quero sentir
Que tudo foi um sonho
Que tudo foi em vão
Ainda consigo ver seu rosto
Com aquele sorriso dourado
Então eu vou
Ou você voa até a mim
Você sabe que
O céu está estampado no seu rosto.
Sinto que a vida toda
você foi o meu lar
Sempre penso em seus olhos revirando
Em sua boca jorrando letras
Eu quero ser a JD da sua vida.
Eu quero te ajudar
Mas estou aqui trancada
As grades dessa prisão
Estão estampadas de sua imagem
Através dos tempos
Elas giram
looping de nossas vidas
Eu sei o quanto você se sente homem
Quando estamos juntos
Nossos corpos se unem
Penso e risos aflora o meu ser
Não sei o que a sua mãe vai falar
Mas isso não importa
Ela está lá nas montanhas
Olho para o seu rosto e sinto um nó
Sem amor à vida fica tão áspera
A cor vira opaca
O brilho perde seu glamour
Penso às vezes que
eu inventei você
Mas,
Penso No “eu te amo”
Penso no seu sorriso
Sorriso que derrete meus olhos
Tornando minhas lágrimas em alegria
Aí tudo torna-se seu
Tudo brilha como zircônia
Quero vergastar com o seu sorriso dourado
Vamos nos amar
Debaixo daquele céu azul
Ei
Cadê você?
Presta atenção
O mau não está em você
O mau também veste prada
O mau também ama
Ama a discórdia
Amo amar o seu amor, amado
Amor tem suas fases
Com você
Sinto-me um som no ar
Subo na velocidade da luz
Cadê você
Eu sou sua redenção
Eu sou popular
Mas não por te amar
Eu te avisei naquela noite
Que eu precisava de muito mais
Sinto-me desorientada
Estou bolada
É um baque louco
thud of life
O que seria bom para as nossas vida?
Pensando,
eu não entendo
Não quero ser grossa
Quero ser sutil
Mas,
Nos dão vida com amor
Então é um presente!
Alegria pura
Mas depois nos tira
Eu choro
Não autorizei
não consenti A exclusão desse presente
Pensei que fosse um presente eterno
Ninguém me avisou que seria assim
Não posso falar mal pois o castigo
Vem
Um funcionário a gente ensina a trabalhar
No amor não se ensina
No amor
acontece
A conexão é automática
Derreto-me com a intensidade desse amor
É brisa para minha pele quente
Sinto que o amor torna-se um faseamento no percorrer da vida
Ser feliz 24 horas não é impossível,
é imperfeito.
Antes eu achava que sua liderança vinha da sua perfeição
Mas fiquei comovida em saber
que veio dos seus medos, do pânico, do pavor
Que veio dos soluços, do choro, das
lágrimas e da dor
Ei,
Você vai vencer!
Tornar-me-ei sua
Até o final dos tempos
Meu castigo vai ser
Não ter você!
AMOR
O amor é um tsunami.
Chega sem avisar, chega em turbilhões.
Rebentação.
Sinto a queda das águas em seus olhos, invade meu espaço com tanta força!
Quebra normas, convenções, espaços.
Continuo no meu choro.
Risos também me envolvem, mesmo sabendo que são passageiros.
É contagiante.
É indescritível.
Desejo...
Quanto mais te admiro, mais a tristeza me abala.
Às vezes, você está a um raio de distância de mim.
É um absurdo esse amor.
A gente se fala nos sonhos.
Eu grito para o universo, acho que te amo.
Confusa.
A vitória só chega para quem tem propósito. Viva Intensamente os propósitos da vida. Aí então desfrute daquilo que você sabe que doeu para conquistar.
MINTO
A noite chega trazendo os meus medos
Confusos, diluídos pela idade de profusos segredos,
um galopar voraz a consumir-me olhares,
paisagens tenho, olhares sutis e rápidos nas tardes mornas,
tenho mentiras cambiantes coordenando palavras,
dizem que sei sonhar em forma de sonetos,
sei que minto há muito morreu o deus do olimpo...
esse pégaso pisoteia as pétalas perfumadas
, o passado surge desfolhado e desflorido,
outono das paixões onde passeiam
visagens enrugadas, embrutecidas...
minto é o que me resta
é a minha meta
a vida é linda e infinda
minto porque sou poeta
DRAGÂO
Ela chega à noite, vendada e apreensiva,
Traz uma gaiola cheia de borboletas...
Pássaros pousam na sua cabeça...
Ela se deita e se entrega...
Eu sou um dragão de meio milênio
Soltando fogo pelas narinas,
Numa caverna úmida, fria e escura
Prestes a desabar...
Isso não pode dar certo... isso não pode dar certo...
Não respiro para não queimá-la
Não falo para não assustá-la
Não acaricio para não arranhá-la
Não abraço para não esmagá-la
Tenho a ternura de Lúcifer antes da queda,
Tenho a beleza de Lúcifer antes da vaidade
A caverna se enche de luz com gotas de diamantes,
As borboletas se soltam, os pássaros cantam...
Ela está possuida, ela está possessa...
flutua sobre asas de cardeais e cacatuas,
Delira num sétimo céu, mas continua vendada...
Isso me arranha, isso me queima, isso me esmaga...
Mas eu suporto, eu sou o dragão...
Um dia que sai outro que entra, a noite chega, algumas madrugadas, do verão à primavera com sol, chuva e vento, não esqueço de você!!!
Chega a madruga; frio; o sono barrado; música suave e romântica em seus ouvidos; e um desejo louco estar de corpo e alma com alguém. Isso tem um nome: amor!
Cada ano que chega ao final é como uma agenda preenchida, um diário de bordo, registros do exercício de viver. Retrospectando agendas anteriores, cada vez menos registros. Agora é torcer para que, na agenda do novo ano, o dia 31 de dezembro seja preenchido.
A HONESTIDADE DA MORTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o ponto em que o homem smplesmente amontoa bens; coleciona fortunas; guarda poderes em sótãos; abarrota os arquivos de fama e prestígio... soca seduções em armários e não sabe mais em que buraco enfiar tantos títulos, vendo que o infinito prossegue, ao passo que o ser humano fica; chega em seu limite, restando apenas o abismo... a certeza de sua fragilidade... a consciência de que a morte continua insubornável. A vida não tem preço nem tanque para repor combustível. O desejo de realizar o sobre-humano, exceder a linha de um horizonte que nunca será presente, há de se tornar o resumo da falência de tantas conquistas.
Viver é um conjunto de realizações contínuas... mas no campo dessas realizações, temos que ter equilíbrio, moderação, lucidez e longanimidade. As raias da loucura e da avidez por tirarmos de todos o mundo inteiro, tendo-o só para nós e a qualquer preço, tem perigos indizíveis. Se Deus existe, como pode ser que sim, nenhum de nós ascenderia em tempo algum, ao cargo de seu braço-direito. Quem um dia chegou lá, segundo a literatura sacra, está no inferno há muito tempo.
PALAVRA FÉRTIL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Fala branda e pausada chega e pousa;
logo adentra os ouvidos desarmados;
ousa mais, vai mais fundo e se aconchega
onde o chão dos sentidos é mais fértil...
Grito, não; grito é fala de festim;
chega e sai sem cumprir o bom papel;
rouba o sim, mas o sim é negativo;
é artigo ilegítimo e não dura...
Os arroubos nos tiram de quem somos,
nossos pomos forjados apodrecem
sobre galhos doentes; ressequidos...
A palavra que chove de mansinho,
tece ninho; põe ovos; dá ninhada;
tem raiz; alicerce; consistência...
O CHATO DE BOINA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o ponto em que o contestador insensato já nem olha para o contexto. Só contesta. Leva na testa o texto pronto, gasto, imutável, de contestação. Protesta sob o pretexto de que nada presta, se não fechar com seus conceitos... pré-conceitos. Ninguém presta, se não for do seu grupo. Seu partido. Sua vã filosofia de que tudo é feio aqui fora, porque nem tudo é lindo. Não presta, principalmente, se não for seu comandante ou seu comandado.
Vem o tempo em que tudo pesa. tudo enfeza, revolta e faz o contestador insensato esmurrar o vento. Espumar de raiva. No fundo, ele sempre torce para que nada melhore; que o poço não tenha fundo. Só assim o mundo pequeno que o rodeia seguirá babando por seus arroubos. Seus acessos de fúria. Suas máximas e palavras de ordem. Discursos alterados que ameaçam quem tenta contestar sua contestação de constatação duvidosa.
Mas também surge o dia em que até os outros contestadores, aqueles um pouco sensatos, ou menos chatos, se cansam do contestador insensato. Dos olhos fora das órbitas e da voz inflamada que jamais reconhecem algo de bom. Jamais demonstram qualquer satisfação, porque acham que a satisfação desmascara, o bom humor não corresponde à identidade forjada.
Em suma, o contestador insensato - falo do insensato, e não daquele que tem hora, contexto, critério e discernimento -, é um chato. Para os chatos, quem vê algo de bom é iludido. Quem ri é bobo. Quem ama é alienado. Quem tem calma e não morde o mundo é pelego. Eles sempre debocham do equilibrado, ironizam o bem resolvido e querem matar quem não quer matar os que não discordam de quase todos... evidentemente, não deles.
O contestador insensato... ou o chato, não vive sem oba-oba. Sem falação engajada. Sem ver inimigos em cada esquina. Não tem amigos; apenas camaradas, aliados, companheiros de luta e correligionários. Vive de agonia sem fim, mas acha que "o chato, unido, jamais será vencido".
Respeite autorias. Ao divulgar o que não é seu, sempre cite o autor.
CORAÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o tempo em que tudo aclama guerra,
temos mesmo que ter as nossas armas,
tudo emperra, se tranca e dificulta
os acessos; os voos; os sentidos...
Mundo e vida se unem contra nós,
nossos laços dão nós e nos comprimem,
nada expõe uma luz; apenas túnel;
sonhos pesam, quimera vira cruz...
mas o tempo - ele mesmo - traz saber,
faz caber a razão em nosso instinto
e desarma os intentos incontidos...
De repente voltamos do combate,
porque temos afeto; coração
que não mata; só bate pra viver...
Respeite autorias. Sempre cite o autor.
A PAIXÃO
Antonio Sena, Realengo-RJ.
A paixão chega, rasga, entra, se apropria,
toma conta de cada minuto, sufoca deliciosamente,
se pendura no peito da gente, é incandescente
ao ponto de torrar lá na mente
toda ideia que não a inclua;
a paixão não se acalma um segundo,
não há nada no mundo pra tirar o seu foco,
pode o mundo ruir, desabar tempestade, ser distante a cidade,
léguas e léguas não vão impedir, será curto e sem perigo o caminho
para o alvo atingir;
a paixão é o álibi do que espreme, é a carne que treme,
é a alma que geme maravilhas de dor;
mas não se engane, nem sempre isso é amor!
PREVISÍVEL DESENCANTO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
O que assusta quem chega mais em mim
é saber que sou mesmo igual propago,
não me apago nem perco a consistência
do que nunca pintei pra ser bem visto...
Minha fama de mau eu mesmo faço,
ponho às claras meu eu mais obscuro,
me repasso em avisos pra quem tente
apostar no meu muro tão pichado...
Foi por ser verdadeiro que a frustrei;
sua lei que tentou me olhar com luzes
violou toda minha honestidade...
Ver quem sou e notar que já sabia,
deu à sua utopia o desencanto
da verdade que nunca se omitiu...
SOCIEDADE CRIMINOSA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Inadvertidamente, o homem feio chega e senta na outra ponta do banco em que a moça bonita está. Sem nenhuma palavra ou aproximação, ele vira o rosto e dá um leve sorriso para ela, como se para sossegá-la. Pouco depois abre um livro e se perde no silêncio da leitura.
Então a moça bonita se levanta, meio atabalhoada, e cai. O homem feio percebe o tombo e vai socorrê-la; no entanto, ela o manda sair. Grita para deixá-la em paz. Pelo visto, a moça tem pavor de homem feio para o seu provável conceito aristocrático de beleza. Sobretudo, externa. Imediatamente algumas pessoas bonitas, conforme o mesmo conceito, vêm ajudá-la. Com elas, o possível namorado bonito, que antes de beijar a namorada quer saber do homem feio qual foi a gracinha que ele fez. Pergunta e lhe dá um empurrão.
O homem feio não gosta e devolve o empurrão, enquanto diz que nada fizera. os empurrões viram briga, e as outras pessoas bonitas aderem, evidentemente contra o homem feio que abusara da moça bonita. Fosse de uma moça feia, tudo bem, mas não da moça bonita. Ele tenta correr, ao tomar consciência da proporção do equívoco, mas não consegue. Logo se forma um grande júri que não só o condena sem direito a defesa, como também aplica o castigo merecido.
Só ao ver que a polícia chega e que aquilo se torna um linchamento, a moça bonita, então recomposta do seu trauma, grita para que todos parem. Nem era mais necessário, porque a polícia já dissolvera o grupo. Um policial, que segurava a cabeça do homem feio e ferido no chão do shopping center, chama pela moça bonita e pergunta se ela, como a vítima de fato, quer fazer sua queixa.
A moça bonita diz que não. Que não houve nada. Só um engano. Ela simplesmente se assustou com o homem. E o homem feio, reanimado pela inocência generosamente reconhecida, ouve do policial a recomendação de que seria melhor esquecer o episódio. Afinal, tudo acabou bem. A moça não fez nada, e os que fizeram, inclusive o seu namorado, nem estão mais ali.
O homem feio percebe o que ocorre. Por que seus agressores conseguiram não estar mais ali. Por que razão não daria em nada querer processar a moça, pois no fundo, ela não é mesmo culpada. Não sozinha. E além do mais, ele sabe o quanto seria difícil prender ou processar a sociedade.
À DERIVA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sinto como a tristeza deságua na gente;
como chega serena feito rio raso;
traz a mágoa escondida numa bolha sonsa;
uma lente que abafa meus olhos pro dia...
Esta minha tristeza me abraçou de leve,
mas trancou seu abraço em silêncio profundo,
fez o mundo perder a profusão de cores
e a graça que os olhos procuram em tudo...
Só me cabe sentir sua enchente morosa,
ver a rosa fluir no seu transbordamento,
dar os olhos ao vento e não pedir de volta...
Quase alegre de triste recolho as vontades;
perco as minhas verdades e nem sei mentir;
deixo ir... deixo ir... deixo ir... deixo ir...
ÚLTIMO ATO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o tempo em que a vida nos amansa,
em que o mundo nos faz conter os atos,
pois a força descansa em nossos sonhos;
nos boatos que vencem as certezas...
Uma vida que o tempo desbotou,
onde os atos se ajustam para o mundo,
não restou a sonhar senão boatos
de que o fundo, no fundo, é bem além...
E assim chega o tempo em que já chega,
mas o resto se deixa remoer
pra nos dar um consolo sem sentido..
É um ato em que a vida que se tem
já não é de se ter, mas ver passar
no teatro que o mundo impõe ao fim...
