Charles Chaplin sobre a Danca da Vida
Madrugada
o quarto a meia luz, la fora só a lua tinha a glória.
a luz te deixava pálida, e transmutava a cor de seus cabelos.
pedaço de neve, porcelana rara, ímpar.
a janela entreaberta, noites notáveis.
ah! menina, seus cabelos vermelhos,
vermelhos, escarlate, ruivos naturais!
eu e você, rindo um do outro de madrugada,
nossas coisas intrínsecas, peculiares, intensas.
madrugadas escutando Bob Dylan, lendo poesia francesa,
cigarros, uma garrafa de vinho sob a cama,
nem a velhice esquecerá destas noites notáveis,
na memória existe um palácio para tais!
As Mulheres nos Aproximam do Céu
Quando você começa despir uma mulher pela primeira vez é um presságio, como poesia corporal, como criança na fábrica de doces, ficamos meios bobos com as linhas curvilíneas, curiosos pelos cheiros e para perscrutar o formato peculiar de cada corpo, odisseia de sensações… Assemelha-se a expectação de abrir um presente, e podes acreditar, se tu esta despindo uma mulher é um presente e um dos mais belos rituais da raça humana; Eu costumo dizer que debaixo do Sol a mulher prefigura o ícone macro dentre todos, ímpar e indispensável, de uma maneira tal que chegam a ser divinais… Primeiro na figura da mãe, progenitora que incute naturalmente a forma de amor mais pura que essa terra já conheceu, depois no estado simples de ser mulher, essas coisinhas mais perfeitas que nos fascinam… –ah, as mulheres, essas mulheres… Sem vocês não seríamos… Poderia divagar por horas sobre o meu amor idiossincrático a cada forma, tipo, expressão de cada mulher, mas para não ser prolixo termino com a seguinte frase: “ as mulheres nos aproximam do céu” …
CANTARES
Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar
Nunca persegui a glória
nem deixar na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos sutis
leves e gentis,
como bolhas de sabão
Gosto de ver-los pintar-se
de sol e grená, voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…
Nunca persegui a glória
Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar
Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar…
Faz algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
se ouviu a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar”…
Golpe a golpe, verso a verso…
Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se lhe viram chorar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”
Golpe a golpe, verso a verso…
Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um peregrino.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”
Golpe a golpe, verso a verso.
Seu Futuro é a medida de vezes em que você olhando pro seu passado, levou a mesmice como combustível e chegou lá...
Debruçar sobre o tempo é parar seu próprio tempo.
Lá fora, o tempo não para, não debruça para olhar para você!
Quando queremos que o tempo passe rápido, não conseguimos vê-lo, por estarmos presos dentro dele. Quando é o contrário, ficamos fora do tempo, o observando. E é por esse motivo que ele passa mais rápido.
Ser avô é o caminho natural pra quem teve filhos, é a lei da natureza (multiplicar), mas não quer dizer que estou velho.
incendeia-se de luz a sombra
dos caminhos por abrir onde se esconde
o óvulo
antes era o caos
prenhe de ser o feto faz-se
o cosmos nasce
floresce da sombra envolto
num mar de luz
de pedra e sal
antes tudo era nada
o dia
do tempo primordial se despede
e foge
da sombra buscando a luz
que é hoje
in Meditações sobre a palavra (Temas Originais) de "Alvaro Giesta"
bailam línguas do orvalho
branco da manhã
grita o sangue novo por nascer
ergue-se a esperança deste nevoeiro
na música da terra e no mar
ferve o íntimo das palavras
por escrever
a luz fere o ar
a sombra apaga-se de vez
o sol e a vida rompem
florescem
crescem e vão brilhar
a palavra nova agita um tempo novo
harmonizam-se os elementos
no seu novo agitar
in "Meditações sobra a palavra" (um tributo a Ramos Rosa, o poeta do presente absoluto), editora Temas Originais, do poeta Alvaro Giesta
Simplesmente não consigo “comprar” essa ideia de um Deus intolerante, de um Deus exclusivo a determinada corrente teológica, de um Deus vingativo, de um Deus interesseiro ou simplesmente de um Deus compensativo. Tudo isso é fruto da sistematização religiosa.
DESTRINCHANDO-ME
Não tenho medo do tempo,
Porque eu sou um relógio,
Vivo de momentos e sem desperdiçar uma boa aventura.
Não tenho medo do vento,
Porque eu sou um furacão,
Uma mistura de sentimentos e emoções.
Complexo em mim mesmo.
Como um ciclo, que nunca se repete.
Como eu disse: complexo.
Não tenho medo de pessoas,
Porque eu sou uma multidão.
Gritos, críticas e desejos ecoam na minha razão.
Não tenho medo do escuro,
Porque eu sou a noite.
Tenham medo do que pode se esconder em mim enquanto a luz não mostra quem eu sou.
Complexo em mim mesmo.
Como uma linha, que sempre se repete.
Como eu disse: complexo.
Eu tenho medo de promessas,
Porque elas podem ser quebradas.
Como se eu estivesse voando enquanto estava caindo.
Eu tenho medo de palavras,
Porque elas podem ferir minha integridade.
Quando doer, não vai me matar, eu posso escrever,
Desabafar comigo mesmo.
Complexo em mim mesmo.
Como o infinito que está logo ali. Como eu disse: complexo.
Eu tenho medo de sonhos,
Porque parecem uma escada para uma utopia.
Não adianta procurar dentro de mim,
Porque eu sei que eu sou a euforia.
Eu tenho medo de você,
Porque olhe pra suas mãos e veja o meu coração.
Através dele você alcança meu interior.
Mas você não vai encontrar nada lá dentro.
Nem o meu infinito peculiar.
Complexo em mim mesmo.
Como meu coração.
Como meus sentimentos.
Como eu disse: complexo.
Sobre Ansiedade
Eu deveria ter um botão de desliga.
Ele poderia ser programado para religar automático,
assim como o despertador que tocará em seis horas.
Eu programei o despertador com doze horas de antecedência,
mas já gastei mais da metade do tempo que eu tinha
pensando no que fazer após acordar ao invés de descansar.
Poderia também pular o sono, não dormir
e ter as tantas energias que preciso
para aproveitar meu dia.
Enquanto não crio um botão e não sou capaz,
e nem quero, pular fazes da vida, sigo ansioso
gastando o tempo escrevendo sobre o que penso.
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