Chamado
UM REMÉDIO CHAMADO AMOR !
Quando tomamos a decisão de amar, assumimos o " maravilhoso risco" de sofrer também.
Mas o que é o sofrimento perto e diante do amor ?
O que seria da solidão,se não existisse amor ?
E ainda bem que existe o amor pra acabar com a solidão..
Pois é na solidão que buscamos o amor...e é no amor que dizemos: bye bye tristeza,..aqui você não tem lugar mais não .
È no sofrimento que precisamos da cura, que sómente um remédio chamado amor pode curar...
O que seria da nossa vida ,se o amor fosse menos importante do que o egoismo ?
Escolher ficar e viver sózinho ,é uma escolha, as vezes dolorosa, pois quando mais precisamos, a solidão é a única companheira que estará ao nosso lado as noites de nossas vidas.
Mas quem escolher o caminho do amor, não precisa pegar atalhos..
O amor é assim mesmo: tudo sofre, tudo espera, mas é tudo de bom !
Amor homeopático, em doses pequenas ou em super dosagens..
vale a pena ficar doente de amor...pois sómente o mesmo amor cura!
Remédio doce e as vezes amargo,que vale a pena tomar.....
De Cerimonias Ecumênicas Gilberto Braga
Março de 2015.
O início e o fim
entre eles
um intervalo chamado vida,
simples assim:
Espinho e aroma na mesma rosa
o amor e o desamor na mesma casa
a saudade sentida
e a palavra Adeus da mesma mente saída
o fim e o começo
tudo que há de bom
carregando em si mesmo
todo mal que já existiu
Encontrados no mesmo endereço
Quem despreza o lado bom
E se vende pro mundo
Em troca de curta emoção
Não vale seu preço
Eu não quero ver nunca mais
tudo aquilo que foi visto
ao mesmo tempo ninguém viu
O início e o fim
entre eles um intervalo
chamado vida, simples assim
espinho e aroma na mesma rosa
o amor e o desamor na mesma casa
a saudade sentida
e a palavra Adeus da mesma mente saída
o fim e o começo
tudo que há de bom
carregando em si mesmo
todo mal que já existiu
tudo aquilo que foi visto
ao mesmo tempo ninguém viu
Um Lugar Chamado Nunca Mais.
Nenhum de nós jamais
Conseguiu reter pra si
Sequer a própria presença
Olhe a sua imagem refletida
Nas águas desse rio da vida
Enquanto ele evapora
E que carrega a tudo que hoje tanto preza
Ninguém jamais teve palavra que resuma
Nem desenho que descreva
O que se esconde atrás do nevoeiro
Nada, além de brumas
Até que a veja de frente
Até que seja tarde pra saber
Um dia essa melancolia leve
Vem, bem de repente
Leva embora noites de tristeza
Tardes de alegria
Pra um lugar chamado nunca mais
Por mais que se pretenda
Tudo é feito pra viver
No dia que amanhece, alegre ou triste
Não existe tempo que se prenda
O mundo é feito de algo igual ao ar que se respira
Você sempre poderá voltar e perceber
E lugar nenhum jamais terá guardado
Um pôr de sol sagrado, um dia do passado
Tudo reinicia novo e novamente
E você nunca o poderá trazer de volta
A gente é que deixou passar
Tornar-se, então, deserto e mudo
E, dessa vez, distante
Começou a deixar de ser o que era
No momento em que você deixou que fosse
Pois, na verdade, de outra forma não podia ser
Um dia terá sido sempre a última vez
Só que dessa vez
Você não terá sequer percebido
O ruído dos seus passos
Abraços perdidos
Olhos, cujos teus olhares nunca mais verão
Olhares, que de tão indiferentes
A gente não guardou nos braços, nem no coração
Passos se afastavam lentamente
Até que, então, silenciassem
Num fluxo constante, instante após instante
Lembranças de um passado que desbota
Algumas alguém lembra
Tudo mais é coisa tão desimportante
Que ninguém sequer nem nota
Nem pensa em tomar nota
Tudo é a própria imagem refletida
Nas águas do incessante rio da vida
Coisa que não se represa
Ela evapora e chora e chora
Como o ar, que se respira e se renova.
Edson Ricardo Paiva.
O CHAMADO CREPUSCULAR DA ALMA ANTIGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Manhumirim - MG.
A saudade ergue-se como figura velada que atravessa lentamente as câmaras internas do ser
Arrasta consigo o peso das horas não vividas e o eco das presenças que cessaram de respirar ao nosso lado.
Não possui voz audível.
Insinua-se como sopro que roça o espírito.
Um murmúrio que fere com doçura.
Cada lembrança torna-se pétala escura repousada sobre o peito.
Nesse sentimento não há desespero
Há gravidade.
Uma melancolia digna que se reveste de nobreza por tocar o que houve de mais verdadeiro na experiência humana.
Ela aproxima-se com passos suspensos.
Traz nos dedos o pó das memórias sorrindo aos ares.
Acende no pensamento a chama pálida dos instantes julgados extintos.
No âmago dessa vivência a saudade revela-se fenômeno psicológico e espiritual porque se ama nessa dimensão.
Não deseja destruir.
Deseja recordar.
Deseja restaurar o sentido do que fomos ao caminhar alhures.
Conduz o olhar ao útero distante e íntimo onde repousam as próprias sombras filhas de si mesmas.
É lamento silencioso porque nasce no interior onde a linguagem não alcança somente brinca, também chora e recolhe-se na penumbra.
É lúgubre porque conhece a profundidade do tempo com o seu corte lento constante e implacável amigo.
Quando grita dentro de nós não há violência.
Há convocação.
Como se o interior do ser abrisse uma porta antiga sem a chave certa ou já perdida e ignorada.
Por ela penetra uma presença que não pretende partir é mister ficar um pouco na dor.
Nesse encontro sutil compreende-se que não sofremos pela ausência.
Sofremos pelo significado que ela deixou impregnado por todos os meandros.
Gravado como marca indelével nas paredes do espírito em constante fuga , mas que fica.
E assim mesmo envolta em sombras essa voz crepuscular eleva o ser à dignidade silenciosa de continuar fiel àquilo que o tempo jamais conseguiu apagar.
Eis o epitáfio: " Fiel ao seu gênio , fiel a si mesmo. "
Frederico Pereira da Silva Júnior.
I. Infância e Chamado Mediúnico.
Frederico Pereira da Silva Júnior nasceu em 1858 (local exato não amplamente citado nas fontes) e, já jovem, experimentou um ambiente familiar simples, de operários, sem recursos para educação formal aprofundada.
Em 1878, com cerca de 20-21 anos, fez seu primeiro contato com o Espiritismo ao ser levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos à “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade”. O propósito era obter notícias de pessoa querida desencarnada. Para surpresa geral, Frederico caiu em transe sonambúlico e tornou-se médium.
Aos 30 de agosto de 1914, após dolorosa enfermidade que lhe consumiu o corpo, mas não lhe empanou o espírito, desencarnava, com a serenidade dos eleitos e a confiança dos verdadeiros servos do Cristo, o notável médium brasileiro Frederico Pereira da Silva Júnior. Sua existência, profundamente marcada pela abnegação e pela dor redentora, foi considerada por Pedro Richard, seu companheiro de trinta e dois anos, "mais acidentada e grandiosa que a da própria Mme. D’Espérance", célebre médium inglesa autora de No País das Sombras.
O primeiro contato de Frederico com o Espiritismo deu-se em 1878, quando, levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos, compareceu à Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, desejoso de obter notícias de uma pessoa querida já desencarnada. Para surpresa geral, ele próprio caiu em transe sonambúlico, tornando-se instrumento dócil de um Espírito comunicante. A partir desse instante, selava-se o início de sua notável missão mediúnica.
Quando, em 1879, a referida Sociedade tomou rumos puramente científicos, Frederico desligou-se, unindo-se a amigos como Bittencourt Sampaio e Antônio Luiz Sayão, com os quais fundou, em 1880, o Grupo Espírita Fraternidade, de orientação evangélica, mais tarde denominado Grupo Ismael, sob a tutela amorosa do Espírito que inspiraria a fundação da Federação Espírita Brasileira. Nesse grupo memorável, Frederico destacou-se não apenas pela variedade de suas faculdades, mas também pela pureza moral e devotamento incomparável aos serviços desobsessivos e de esclarecimento espiritual.
Durante trinta e quatro anos, exerceu ininterruptamente suas funções mediúnicas. Em 11 de junho de 1914, recebeu sua última comunicação do Além, encerrando, com humildade e esplendor moral, um mandato espiritual que o consagraria como um dos maiores intérpretes da Revelação Espírita em terras brasileiras.
Segundo o testemunho de Dr. Bezerra de Menezes, Frederico era “um médium portador de peregrinas qualidades morais e vastos cabedais psíquicos, que dele faziam, sem contestação possível, um dos mais preciosos e eminentes intérpretes da Revelação Espírita no mundo inteiro, em todos os tempos, transmitindo do Invisível para o mundo objetivo caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos para quantos dele se aproximassem sequiosos de conhecimento e refrigério para as asperezas da existência.” (Yvonne Pereira, A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed. FEB, p. 224).
A mediunidade de Frederico, eminentemente passiva, revelava Espíritos que se identificavam com clareza e autenticidade. Era comum que, antes de finda a mensagem, todos os presentes já reconhecessem o estilo do comunicante. Por seu intermédio foram recebidas páginas e obras de inestimável valor, como a segunda parte de Elucidações Evangélicas, de Antônio Luiz Sayão, composta por mais de uma centena de mensagens mediúnicas.
Após a desencarnação de Bittencourt Sampaio, em 1895, Frederico foi o medianeiro de várias obras notáveis ditadas por seu antigo companheiro espiritual, entre elas: Jesus Perante a Cristandade (1898), De Jesus para as Crianças (1901) e Do Calvário ao Apocalipse (1907). Como observou Zeus Wantuil, em Grandes Espíritas do Brasil, “em todas elas reconhecia-se o mesmo estilo literário e espiritual de Bittencourt, ainda que ditadas pela boca de um homem iletrado”.
Homem de coração devotado, Frederico era estimado por todos. Funcionário público exemplar, cultivava o hábito de, logo ao amanhecer, sair de casa para visitar enfermos e necessitados, encontrando nisso o seu maior consolo e razão de viver. De desprendimento e dedicação verdadeiramente evangélicos, foi, entretanto, alvo de perseguições intensas tanto no plano espiritual, por entidades perturbadas contrárias à luz, quanto no meio terreno, pela incompreensão de alguns confrades menos benevolentes.
Nos últimos dez anos de vida, a perseguição espiritual intensificou-se, chegando, segundo relatos, a tentativas das Trevas de incendiar-lhe a residência. Em todas essas lutas, contou com a proteção de seus Guias e da presença amorosa do Espírito de sua primeira esposa.
Acometido de tuberculose pulmonar, suportou estoicamente a moléstia, vendo nela a justa reparação de faltas pretéritas. Jamais se queixou. Ao pressentir a desencarnação, reuniu a família, pronunciou uma prece comovente e, em paz, fechou os olhos ao mundo físico, em sua residência na Rua Navarro, nº 121, no Rio de Janeiro. Tinha 56 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju).
Assim regressou à Pátria Espiritual o médium que serviu à Federação Espírita Brasileira e deixou um legado de luz e abnegação, verdadeiro instrumento da misericórdia divina entre os homens.
Por sua mediunidade excelsa, seu espírito de serviço e o testemunho cristão em meio à dor, Frederico Pereira da Silva Júnior permanece como um dos mais luminosos exemplos do Espiritismo nascente no Brasil o sal da terra, na expressão evangélica, cuja vida foi uma oferenda silenciosa ao Cristo Consolador.
Referências:
WANTUIL, Zeus. Grandes Espíritas do Brasil. Federação Espírita Brasileira.
PEREIRA, Yvonne A. A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed., FEB, p. 224.
RICHARD, Pedro. Memórias e Testemunhos.
Arquivos Históricos da Federação Espírita Brasileira, Seção Biográfica.
O Chamado Silencioso do Teu Deserto Interior.
— Um Diálogo que Te Desvela.
Apenas acende tochas no escuro das tuas próprias cavernas interiores.
Há um lugar dentro de ti que te parece profundamente secreto, quase interditado. Não porque seja sombrio, mas porque é verdadeiro demais. E a verdade tem o hábito de nos encarar de frente, sem ornamentos face to face, como dizem em inglês (frente a frente). É justamente por isso que tu o evitas: temes que ali se revele a tua audácia legítima, aquilo que há muito deixaste dormir sob o peso das expectativas, das reações alheias, das justificativas tão delicadamente construídas para te manter longe de ti mesmo.
Esse espaço é teu deserto interior não um vazio, mas um lugar onde nada distrai. Onde tudo o que existe és tu, sozinho com tuas inquietações, tuas contradições, teus desejos ainda sem nome. Por isso ele te abala. Porque aquilo que tentas sustentar externamente não resiste ao espelho desse silêncio.
Ha uma pergunta que não responde nada por ti:
Por que relutas tanto em entrar nesse deserto, se é justamente ali que guardaste o que te falta?
Não corro para te oferecer solução. Apenas deixo que a pergunta te toque como água na pedra suave, mas contínua.
Quando te aproximas desse território íntimo, começas a perceber que o temor que sentes não é pelo desconhecido…
é pelo que já sabes e finges não saber.
Então te pergunto:
O que exatamente temes encontrar ali que não toleras dizer em voz alta?
Talvez uma verdade antiga esperando pela tua coragem renovada.
Talvez uma dor que só precisa ser escutada, não temida.
Talvez um talento, um impulso criativo, uma força que te intimida porque te convoca a viver com mais autenticidade.
Se esse deserto fosse, na verdade, o lugar onde começa o teu caminho e não onde termina o teu fôlego como mudaria o que chamas hoje de dificuldade?
Percebes?
Não há imposição.
Só perguntas… aquelas que te devolvem a ti mesmo.
A jornada interior não é um chamado para fugir do mundo, mas para deixar de fugir de ti.
Quando te aproximas desse núcleo secreto, algo se realinha silenciosamente: o que te abala por dentro deixa de comandar o que mostras por fora.
E assim, pouco a pouco, vais descobrindo que a porta do deserto nunca esteve trancada.
Tu é que aprendeste a desviar o olhar.
Então te deixo com a última pergunta aquela que abre todas as outras:
Quando é que tu vais te permitir entrar no lugar onde finalmente podes ser inteiro?
Essa resposta…
só tu podes dar.
Após um breve, porém ardente devaneio chamado paixão, retorno fortalecido e determinado em minha jornada... Na trilha da existência, optei por perseguir um desígnio, onde não há margem para dramas familiares ou turbulências do coração. Para alguns, a busca da felicidade é primordial. Contudo, para mim, a essência reside em cumprir a sagrada missão.
As portas abertas, um chamado sem fim, mas corações distantes, sem o fervor de outrora assim, dedicação esfria, a chama se apaga, no serviço à Deus, a alma se afasta, e vaga.
Chamado Não É Palco, É Cruz
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”
(Lucas 9:23)
No Reino, o chamado não é para brilhar,
é para obedecer.
Não é status, é entrega.
Não é glamour, é renúncia.
O verdadeiro chamado exige cruz,
e quem carrega a cruz não tem como carregar vaidade.
Como as aves que seguem o chamado das estações, também me ponho em movimento, não por destino certo, mas pela esperança de um abrigo transitório, onde meu espírito encontre alguma forma de repouso.
Chamado Amor
É tão estranho,
Sou tomado por um sentimento,
Sinto até espanto
Passa de tudo em meu pensamento.
A cada dia isso em meu peito cresce,
Jã não sei mais o que fazer,
A todo momento ele aparece,
Dá uma louca vontade de te ver.
Por que ele é tão forte?
Chega a apertar o coração,
É mais forte que o medo da morte,
Quanto te vejo simplesmente perco a razão.
Nem sei mais como entender,
Sinto um grande e acolhedor calor,
Mas acho que consigo em uma palavra descrever,
Isso só pode ser chamado de amor.
NEM TUDO É FALSO NA ASTROLOGIA!
Se existimos num Astro chamado Planeta Terra, se o nosso existir neste Astro depende das condições quer internas como a circulação do ar e o ciclo da água quer externas como a sua distância e disposição em relação aos outros Astros, então, nem tudo é falso na Astrologia! Existe alguma verdade na Astrologia!
O passado é história;
O futuro é mistério;
e hoje é uma dádiva, por isso que é chamado de presente!
Revivemos no presente os belos momentos de nossas vidas. gravados em fotos vídeos ou nas nossas lembranças.
Porque as lembranças são como fotos, podem ser guardadas, mas não podem ser mudadas, e como eu, poderei reviver estas lembranças, se eu não recebo de você aquelas maravilhosas fotos de uma noite inesquecível, gravadas em lindas imagens digitalizadas.
