Casa sem Teto
Uma pessoa veio em minha casa e falou:
nossa que bagunça!!
e eu retruquei
precisa ver meu coração...
Domingo. Que o nosso peito seja casa de bons sentimentos, de fé e de gratidão. Que Deus nos conceda a sensibilidade para reconhecer Sua proteção nos detalhes, Seus milagres nas pequenas e grandes bênçãos deste dia, e que essa certeza permaneça conosco durante toda a semana. Que haja descanso para quem precisa repousar, recolhimento para quem busca paz e alegria para quem hoje celebra, torce e faz festa. Que, seja qual for o caminho deste domingo, ele nos aproxime da esperança, fortaleça a nossa fé e renove o coração para os dias que virão.
Josy Maria 05/07/2026
O "Poder" da Oração
Demétrio Sena - Magé
Tão logo aquela casa se tornou um centro de umbanda, naquela rua comercial com com um bar de karaokê e dois templos evangélicos pentecostais entre tantos outros movimentos (e barulhos), a coisa ficou feia: os evangélicos do lugar surtaram como nunca, e passaram a orar fervorosamente para que "Deus" afastasse o "inimigo de nossas almas" dali.
Não apenas oraram: oraram e atiraram pedras na casa. Não apenas oraram e atiraram pedras: oraram, atiraram pedras e fizeram ameaças terríveis, diariamente. Não apenas oraram, atiraram pedras e fizeram ameaças terríveis: oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis e caluniaram na polícia. Não apenas oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis e caluniaram na polícia: oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis, caluniaram na polícia e montaram vigílias à porta da casa, com hinos tensos, orações agressivas e xingamentos.
Quando aquelas pessoas ordeiras e pacíficas (que jamais esboçaram qualquer vingança ou revide) resolveram desistir do centro de umbanda, houve uma diabólica festa gospel: os reais inimigos de almas gritaram louvores, "falaram línguas", fizeram "sinais de arminhas" e agradeceram a... digamos; "Deus", por ter atendido às suas... digamos; "orações".
... ... ...
Respeite autorias. É lei
"O fato de eu lavar os pratos e as colheres não significa que eu sou o dono da casa."
— pensador Jalison Santos
Davi foi rejeitado, esquecido até pela própria casa, ignorado por quem achava saber quem ele era. Mas Deus viu o que ninguém viu. Enquanto o mundo escolhe pela aparência, Deus escolhe pelo coração.
Nem sempre quem pensa saber o seu lugar, realmente entende o propósito. Às vezes, nem você sabe quem é, até Deus chegar e revelar.
A rejeição não era o fim de Davi, era o caminho. O que parecia atraso era preparo. Quando Deus decide, ninguém impede: Ele tira do anonimato, honra o esquecido e coloca no lugar que sempre foi seu por direito.
Sem saber você fez casa em meus pensamentos provocando meus desejos mais intensos.
Você me encontrou sem que eu pudesse apoiar-me na sua segurança.
E cada hora que passa sem você envelheço 10 anos.
Podem me tirar... As minhas roupas, o meu carro, a minha casa... ou até mesmo o meu dinheiro, mas nunca tirarão os meu conhecimentos;
E se...
E se eu não conseguir ter uma profissão,
E se eu não conseguir ter uma casa,
E se eu não conseguir ter uma família,
E se eu não conseguir ter alguém que me ame de verdade,
E se eu não conseguir sair sair do se?
Bem-assombrada
Numa casa certeira
Lá em frente a São José
Entrou senha-primeira,
mas não fez o seu café.
A casa pôs tapete,
mas ninguém quis pôr o pé.
E dentro do filete,
rachadura diz “quem é?”.
Bateu segundo nome,
Encantou-se, moradia.
E dentro do que some
Acostumou-se, mais-valia.
Disse que ali nada seu podia
Sem jamais ter feito coisa de
Decoração.
Alegou, bravura, falta de harmonia
Sem nunca, outrora,
Outr’adaptação.
Porta arrombada, entra outro vão.
Derrubou a casa, reforma a-temporal.
Acabou que desfez onde entrava o clarão.
Derrubou até mesmo parede estrutural.
Na rua vizinha número-cem, apavoravam
Quem se dispôs.
Casa-mal-assombrada, difícil ir também
Melhor-não, berrava outros dois.
Fim de tarde, noite, casa abandonada.
Sozinha, serralheira, se observou.
Batente bonito, curvilínea na escada.
Bate-se outra senha
Que se repousou.
Esse que sujava os pés sempre lá fora
E nunca usava o carpete ao adentrar.
Culminou na guerra de “Onde você mora?”,
Aos berros: “Casa porca!”,
Mesmo sem limpar.
De janela aberta, entrou a ventania
Casa recebeu planta que voou.
Pólen, ares, outra joaninha,
E ela não pensava
Em fantasma que assombrou.
Viu-se na vista, casinha-horizonte
Montanha bonita, parte do terreno
Numa Sevilha, fruta ao monte
Parte arrancada a fez ver aceno.
Não pelo desgaste, sim pela paisagem.
Lá na vilazinha, alguém disse.
“Que potencial, pena, coragem”.
E casa aprendeu a adorar velhice.
Numa sala, cachecol esquecido
No gabinete, blusa de frio.
Um conjunto teria surgido
Se não fosse o seu vazio.
Depois de tanto tempo,
com a pia já cansada,
entra ali moço servente,
como quem já não quer nada.
Põe-se no assoalho,
tira a meia, sente chão,
descansa o seu baralho,
na madeira onde põe grão.
E de tão calado, assim,
como quem diz,
fez flor lá no jardim,
fez marcação de giz.
Viu cadeira quebrada
no cantinho da varanda.
Casa viu fadada,
Ele viu ciranda.
Casa teve porta
Reformada, bem-vindo.
Uma nova horta
Foi-se construindo.
Numa casa sozinha, juntada, amada
Ganhou-se até porta d’onde ver sol.
Tornou-se obra de arte a cadeira quebrada.
Bem em um pedestal, rara com lençol.
Casa sem teto ainda tem o céu.
O senhor pensava enquanto faxinava.
Oh, meu Deus, caneta e papel.
Na mesa de trabalho, a casa descansava.
Vanessa Brunt
Para onde foram todas as fotos
Deste lugar da casa antes de você partir
Todas as minhas esperanças, todos os meus sonhos
Tentei seguir em frente
Mas eu simplesmente não conseguia sentir os meus pés
Deixei ela voar, para o céu
As lágrimas permanecem sob meus olhos
Não a vejo desde aquele dia
Se eu pudesse ter ela agora
Isto é o que eu diria
Para onde quer que vamos
Tudo o que fazemos
É só eu, é só você
Para onde quer que vamos
Tudo o que fazemos
É só eu, é só você
Mas eu simplesmente não conseguia sentir meus pés
Deixei ela voar, para o céu
Nós estamos longe de casa, mas estamos tão felizes
Longe de casa, completamente sozinhos, mas tão felizes
Livre pra amar sem medo,
mas sábia pra escolher quem fica.
Meu coração é casa…
só entra quem sabe cuidar.
“Cultivar frutas e/ou vegetais no quintal da casa é saudável em todos os sentidos, inclusive como terapia. Assim parafraseando o velho adágio popular digo “Quem planta seus males espanta”
Ney Batista
É que o tempo, esse menino desvairado
que corre no quintal da minha casa,
foi chegando, foi chegando, chegando,
e com ele vieram tantas coisas:
cabelos que foram ficando brancos,
por que não dizer platinados,
rugas que apareceram no canto dos olhos
de tanto que eu sorri na vida,
mãos enrugadas
de todas as vezes que as usei
para escrever minha lida.
Hoje eu me olho no espelho,
talvez os meus olhos ainda não consigam ver
como deveriam,
porque quando eu me olho
eu ainda me vejo tão menina
quanto esse tempo que corre pela vida,
uma menina querendo encontrar paz
e ser feliz.
Mas eu já sou,
nada me falta,
nem amor.
Nildinha Freitas
