Casa sem Teto

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Um espaço bem concebido não muda apenas a forma como a casa parece; muda a forma como as pessoas vivem, convivem e se sentem dentro dela.

A casa deve ser o lugar onde recuperamos a energia que o mundo nos pede. A decoração certa não resolve todos os problemas, mas pode tornar cada dia mais sereno, funcional e inspirador.

Investir na decoração da casa não é apenas melhorar a estética; é criar um cenário onde a felicidade quotidiana encontra espaço para acontecer.

O termo “casa” na bíblia significa família. Uma igreja familiar. Longe da “cultura do Templo”. O Templo deve abraçar urgentemente a “cultura da igreja família”. Também não adianta apenas “igreja familiar” se esta segue as mesmas práticas do templo onde as pessoas insistem em manter suas respectivas condições dando sobrevivência às mesmas tensões e comodismos.

De que adianta?


​De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
​Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
​Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
​Nildinha Freitas

O Visitante


Há quem entre
sem fazer barulho.


E, ainda assim,
desorganize a casa inteira.


Toca nas paredes,
elogia a luz,
senta à mesa,
fala como quem pretende ficar.


Depois rareia.


Não vai embora de uma vez.
Seria honesto demais.


Vai sumindo aos poucos,
como quem espera
que o silêncio faça o trabalho
sujo.


A casa observa.


Não cobra.
Não chama.
Não implora.


Só aprende.


Porque há presenças
que não quebram nada,
mas deixam tudo mais frio.


E no fim,
o que pesa não é a partida.


É lembrar que alguém soube
entrar
e ainda assim
não teve coragem de
permanecer.

O Visitante II


Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.


Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:


longe demais
para parecer convite.


Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.


Chegam como poeira.


Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.


Eu sempre soube.


Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.


No fim,
ninguém me surpreende.


Apenas confirma.


Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.


Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:


fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.


Eu vi.


Vi quando a presença
começou a virar intervalo.


Vi quando a palavra
perdeu peso.


Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.


Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.


E ainda assim,
não pedi explicação.


Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.


A casa não corre mais
atrás de visitante.


Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.


Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.


Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.


Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.


Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:


eu estava certo.


Sempre estive.


E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:


nada.


Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.


Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.


É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.

Aproveite tempo ocioso, estude 📚
Aproveite o percurso para casa, ouça 📖
Näo desperdice tempo com aquilo que não te acrescenta.

A diferença entre nós e aqueles que admiramos está na forma como gastamos o tempo.

O que realmente possuímos?

Hoje descobri a verdade
Eu não tenho
Casa
Não tenho
Abrigo
Não tenho nada
Não possuo nada
Não tenho família
Não tenho mãe
Não tenho esposa
Não tenho filhos
Nem amigos
Nem tenho animal
De estimação
Não tenho nem
Inimigos
Não tenho roupas
Não possuo roupas
Não tenho dinheiro
Não tenho comida
Eu não tenho nada
Não possuo nada
Nada esta no meu controle
Nem este fôlego de vida
é meu

O que me resta agora?

Na verdade somos
só um mordomo da Existência.

Minha Carla, o silêncio da casa à noite é o grito mais alto que eu já ouvi. Olho para o lado e vejo o espaço vazio, o eco de um riso que ainda mora nas paredes, mas que o tempo insiste em querer levar. Você é o meu cais e a minha tempestade, o lugar onde eu sempre quis ancorar meus medos. Escrevo porque o peito transborda e as mãos tremem com a falta do teu toque. O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no santuário da nossa história, só existe você. Que o sono te encontre mansa, enquanto eu sigo aqui, sendo o guarda das nossas memórias, esperando o sol nascer só para ter a chance de te amar de novo.


DeBrunoParaCarla

Viver com você é ter a certeza de que a melhor parte do meu dia é quando eu chego em casa.


DeBrunoParaCarla

Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.


DeBrunoParaCarla

Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Quem quiser me ver, vá na minha casa
A porta vai estar aberta, sem senha, sem tela pra travar
O cheiro do café passando na cozinha te chama
E a gente toma um gole quente, sem tirar fotos pra guardar

Conversar sem precisar de curtida,
Sem notificação cortando o riso pela metade
Só o olho no olho, a cadeira na calçada,
O tempo passando devagar, do jeito que é de verdade

Ah, que saudades das calçadas,
Das reuniões sem celular na mesa a atrapalhar
Das histórias contadas de novo, e mesmo assim gargalhar
Do vizinho que gritava “ô de casa” e já entrava pra prosear

Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Eu quero de volta o abraço sem pressa
O “fica mais um pouco” dito na despedida
E a saudade boa de quando presença era a única conexão precisa

Porque tem memória que não cabe em nuvem,
Tem afeto que Wi-Fi não alcança
Tem vida que só acontece
Quando a gente desliga a tela… e liga a esperança.

Levar um girassol para casa, plantar e depois ver o florescer de vários girassóis é uma emoção inimaginável.

A Terra é a nossa casa no universo. Somos viajantes do tempo e do espaço. Todos os dias são um novo recomeço para os seres humanos que habitam neste planeta.

As fases reais da vida humana neste mundo: a casa que se constrói, a pequena família que cresce, a disposição para trabalhar da manhã à noite. No fim, deixaremos tudo para trás. O que realmente se torna a busca definitiva na vida é para onde vamos.
A vida é como um sopro de um vento, que chega derrubando folhas das árvores e desarrumando os cabelos, e sem avisar vai embora, deixando apenas os vestígios de sua passagem.

"" Preserve o meu coração
ele é sua casa,
pode ficar o tempo que quiser
só cuide bem dele
já passou por reformas e ajustes
agora está em ordem outra vez
é que o meu coração é um perdido
sabe da dor
vive a se apaixonar
sempre esperando um amor
só não sabe controlar a submissão,
quando quem manda é a paixão
mas agora que você entrou
capriche, mantenha em ordem o lugar
senão algo ruim pode acontecer
e como das outras vezes
te expulsar por entender
que ali não é um bom lugar para você viver
e eu quero tanto ver você ficar...""

Mesmo de partida nada substitui o prazer da vida
em cada comodo da casa há risos a abençoar
viver é respirar alegrias e suspirar amores
mesmo que por pouco tempo ou com algumas dores

ainda que toda covardia fosse jogada fora
rebelar-se-iam os medos para sobreviverem
pois de manhã todos têm coragem
sobem a montanha atrás dos lobos que uivaram na madrugada

assim como um rio,sempre em frente, segue a vida
as meninas sonham, os rapazes também
sonhar é preciso,viver é bem mais
morrer ousadia de quem suportou

no compasso da musica, no compasso do amor
todos dançam alegremente, todos sorriem
no compasso do vento a saudade range
chora feito criança...

" A ilusão não é um bom lugar para se ficar, por isso é tão bom, voltar para casa...

" Podíamos construir uma casa na árvore
e ficarmos toda tarde olhando o por do sol,
até enjoarmos, até dar vontade de descer,
até o nosso mundo de sonhos acabar...