Cartas sobre a Felicidade Epicuro
NAPOLEÃO
Psiuuu! O gato repousa...
O silencio é sagrado
Tudo que foi dito pela madrugada
Sobre a inabalável reputação de Lili
Fica esquecido
Toda algazarra no telhado,
O escândalo do bife roubado,
Os arranhões no leão,
Tudo põe-se de lado,
Napoleão dorme,
Provavelmente sonha
com batalhas consagradoras,
Um império grandioso,
Um exército irreparável
Infalíveis estratégias felinas...
OUTROS SONHOS
Enquanto a aranha tece sua teia
No porão, eu penso a caminhar
Sobre as campinas,
Passando por cima da minha emoção,
Voltando ao passado,
Derrubando edíficios,
Que agora cercam a minha visão,
Operários bem equipados,
Bem aparelhados,
Erguem torres e coberturas,
Improvisam um elevador,
E a igrejinha do meu casamento,
Onde com tanto srntimento,
Jurei meu amor,
Sua única torre ameaçada por um guindaste,
Enquadrada por andaimes,
Badala seu sino,
Agora abafado por tantas paredes,
E nos campos, onde floresciam meus sonhos,
E eram verdes como as campinas,
Embalados por passarinhos,
Que emigraram para outros campos,
Para compor outros sonhos...
EPÍSTOLA APOCALÍPTICA SOBRE ESSA BOLHA DE OCEANOS
Não fosse eu um corpo etéreo, um alien grafite,
Na nebulosa; labirinto intracelular cósmico,
Um vírus, um bacilo no azul marinho gasoso
Da inviável via láctea, efêmera vaidade,
Desfilando colar de constelações
E jogando poeira de estrelas nos nossos bolsos...
O terror cósmico dessa solidão intergalática,
Trazendo auroras boreais
De tempestades solar apocalípticas...
Rebelde sagitário se dilui na acidez sideral
E júpiter se avoluma em gases, aqui no meu quintal...
Atormenta-me a fobia de te ver na esquina,
pefil frágil e andrógino,
Túnica lilás, bastão incandescente e cabelos de ouro,
Cantando “chuva púrpura” profetizando um armagedom,
Fazendo-me imaginar,
Praga, New York e Belford Roxo, roxas de melancolia
Solidão e medo da alcaida,
E possíveis ataques norte-coreanos...
Mas não é isso que me leva a consultar
O zodíaco e previsões climáticas,
Que me fazem supor catástrofes e cataclismas
Sobre a caatinga esparsa e escaldante
De Jericoacoara e quixeramobim...
Se eu não fosse essa lua de insegurança,
E assimilasse ensinamentos de epístolas, salmos
E o sermão da montanha...
Mas sou apenas um cervo feérico, numa floresta primitiva,
Contemplando estrelas sob a noite eterna
Há mil anos luz de um dinossauro,
Tentando entender a ternura débil e insana de um t-rex
Estudando a sua caça e farejando sangue
Percebo que o que me sustenta sobre esta esfera,
Sobre esta bolha de oceanos,
Que viaja trágica e inconsequente,
Entre meteoros, meteoritos e cometas reluzentes,
Na harmonia do sistema planetário
E no descompasso de moléculas de hidrogênio e oxigênio
Realizando o milagre da vida...
Ainda é essa eterna e inexplicável força estranha...
E.Ts
Já te falei sobre os discos voadores
No meu firmamento pessoal,
Sobre os aliens e meteoros,
Já te falei sobre a minha gravidade,
Sobre os dragões que povoam as minhas cidades,
Já te falei sobre são Jorge guerreiro,
Jorge Ben ou Jorge Ben Jor, Seu Jorge,
Acho que tivemos sorte,
Mas sob os astros, quando a vaca caminha
Numa total penumbra quem aposta
Que um rastro de bosta...
Quem caminha seguro com uma vaca em sua frente?
Quem caminha seguro com uma vaca no escuro?
Teremos sempre ameaças de chifres
Jamais teremos férias em Chipre
Teremos sempre ETs a povoar nossas inseguranças
Teremos sempre monstros
Nos olhos mais ternos de nossas crianças
Quase sempre não somos os únicos culpados pelos nossos pecados
SOBRE TODAS AS COISAS E SOBRE COISA NENHUMA
Nada sobre o meu poema;
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Sobre o inexato e o imponderável
Nada, nada sob um rio, o olhar perdido num vazio
De um deserto perto de um longe,
Longe de tudo e perto de nada,
Nada, nada, nada, nada na morada;
Namorada nada; besta é a ilusão
De auroras com flores orvalhadas,
Ocasos ao acaso de mochos,
Pardais e morcegos
A tristeza profunda de lagos;
Lagos chorados pelos deuses da solidão
E pela solidão dos deuses
Pelos insetos que amam as flores
E faz frutificar a vida compondo a primavera
Inspirando os poetas
Nada sobre o meu poema,
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Onde só cabe Iracy Tupinambá e sua tribo comeu são jorge
Na lua onde proliferam os dragões
Comeu os franceses que colonizariam o Brasil
E se um dia eu diria je t'aime
Hoje eu digo te amo
Pois aprendi com os portugueses
Sem nenhuma convicção de amor ou paixão
SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...
SOBRE O QUE É REAL E O QUE DILUI NA IMENSIDÃO
A verdade as vezes dói, mas é uma dor veloz ... a ilusão envelhece a tua alma, Amarrota a tua face, a ilusão rabisca a tua testa e marca o teu sorriso... a Juventude só dura uma ilusão e uma verdade e aos vinte anos você já viveu tudo
Baby as manhãs tem cor de ouro e sabor de hortelã e à noite nem tudo é absurdo
Só um pouquinho de amor e alguma compreensão e o mundo fica doce...
Um pouco de perdão pra quem precisa... olhar por outro prisma a vida
Baby, o mundo pode ser maravilhoso, contanto que seja menos imundo
Baby se as estrelas fossem minhas, o que eu faria com as estrelas...
Eu faria um piquenique em cada dia, mas aos finais de semana
Eu morreria de saudade dos meus amigos farofeiros em Copacabana
Baby te amei tanto e acho que te amo ainda, mas agora não amo este achar...
o mistério de tudo... se fosse diferente talvez não fosse tão doce,
mas conversaríamos sobre qualquer banalidade
sob o calor daquelas tardes mornas
e as futilidades eram só pretextos para estarmos juntos;
por que haveria de ser diferente...
eu escreveria alguma coisa...
eu já pensava que era poeta,
mas nunca dirigi a palavra correta para a pessoa certa... meu Deus!
um colibri se perde com o néctar das flores;
por que, ou por quem se perdem os poetas...
minhas fantasias tem carnavais tão lindos;
meu coração está cheio de feriados,
de sábados e inesquecíveis domingos
mas... se fui feliz, eu não sei
felicidade é a próxima estação, ou a estação passada...
não diga mais que a vida é tão fugaz,
fugaz é essa dor de dor nenhuma...
é o teu olhar, o teu sorriso, o teu perfume,
o teu cabelo ao vento;
é este sentimento que me diz que tudo é mistério...
e no amor, mistério é tudo... mas tudo é tão fugaz.
ADEUSES
Ainda não falei sobre os adeuses...
as vezes era noite, as vezes era dia, as vezes eu perdia a noção do tempo,
ou eu ainda não tinha noção de nada...
hoje diria que perdi muitos outonos, que despetalaram as primaveras, ou talvez atordoado... tantos "jabs" me deixassem grogue, e eu olhasse cuidadosamente as dependências farejando qualquer resquício de uma presença, de uma ausência num utensílio numa peça de roupa esquecida. A solidão sempre faz surgir fantasmas pelos corredores, barulhos de passos, sussurros, um grilo impertinente, até que o espelho da penteadeira reflete as lágrimas tardias que não caíram no momento da despedida. Xícaras copos, pratos, colheres e migalhas silenciam o colóquio dos últimos momentos de despedida; fica então, tudo tão quieto, e uma brisa vinda não se sabe de onde sopra fria...
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso...
vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs,
talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixões; não naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dá a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
SOBRE A POESIA DA ORQUÍDEA
Neste grito contra pessoas que arrancam orquídeas, as palavras se ligam em rima e direção.
A parte alta do texto é o solo, o chão onde temos a flor plantada, a barriga que mastiga e o verme.
No começo do meio, a já florida flor ainda está antes da vingança. Pois, quando ela estava florida, foi devorada. A vingança vem depois.
A vingança é pensada como um ato nobre e forte. A orquídea brota no tronco. Brota alto, iluminando um mundo novo e bonito.
No topo, no céu, a nova flor estará protegida. Uma escada com armadura, fruto da guerra, afastará os vermes. Uma escada de casca-grossa colorida, igual às próprias orquídeas que conduzirá.
Sensação de que estás tão distante
Numa tamanha diferença de pensamentos
refletindo sobre tal dúvida constante
Que envolve esses confusos sentimentos
Esse receio e medo de se apegar
Sensação exaustiva de sentir
Dificuldade repentina de demonstrar
Talvez por ausência de clareza
Ocasionador de por esse sofrimento?
Mesmo que tivesse a certeza
Não anularia a intensidade desse sentimento
Talvez não seja o bastante
Insistir se não houver sentido
Incógnita que martela constante
Sobre o real motivo de tudo isso
Me sentindo como trem desgovernado com vagões seguindo em rumos diferentes
Querendo a cada pedaço meu encontrar
Pra finalmente consegui seguir em frente
Sem buscar valoração ou reconhecimento
Mas aceitaria pelo menos paz sentir
E diminui essa sensação por um momento
E me sentir verdadeiramente feliz ao sorrir✨
Meus olhos que te seguem...
Meus olhos que te seguem
Desviam em mim a calma sobre a ansiedade
em ver-te...
Viajo um longo caminho
Nos dias seguintes de muitos anos de uma vida
Voltada para teus encantos...
Sobre o simples dos meus passos há tão somente saudades...
Buscando todos os dias em que vivi pra ti!
MOMENTO DE ALEGRIA LITERÁRIA
Estive em um colégio para falar sobre a importância da leitura e divulgar os livros que publiquei.
Ao final tirei fotos com alguns alunos, professores e com uma pessoa que estava visitando a biblioteca da escola.
Após o encerramento tive o grande momento de realização... A pessoa que pediu uma foto comigo estava na biblioteca para emprestar, pela segunda vez, o livro que escrevi para o meu primogênito.
Ela havia dito para a bibliotecária: "Eu gostei muito dessa história. Quero renovar para ler novamente."
Aquilo foi mágico pra mim. Saber que alguém gostou do que escrevi foi de fato uma realização, uma grande alegria literária.
Uma reflexão sobre a força e a fraqueza
O fraco critica, o forte elogia.
O fraco interrompe, o forte escuta.
O fraco grita, o forte dialoga.
O fraco oprime, o forte acolhe.
O fraco anestesia-se, o forte chora.
O fraco desanima, o forte encoraja.
O fraco condena, o forte enaltece.
O fraco tem pressa, o forte tem cautela.
O fraco diz-se forte, o forte assume a sua fraqueza.
MISOGINIA
É triste e lamentável a misoginia que ALGUNS homens revelam nas redes sociais sobre o futebol feminino.
São agressivos e sem noção. Não reconhecem o potencial das jogadoras, não apoiam, não incentivam. Apenas criticam.
Ao longo de séculos as mulheres sofreram e ainda sofrem com a falta de reconhecimento nas mais diversas áreas e, quando elas conseguem atingir uma conquista, por menor que seja, sempre aparecem pessoas tóxicas para prejudicar a imagem delas.
Sobre ser necessário na vida
Quando você é lindo de parar o trânsito, o seu ego infla e ninguém mais é beneficiado.
Quando você fica rico e quer comprar o mundo, o seu ego infla e ninguém mais é beneficiado.
Quando você se enche de títulos e patentes, o seu ego infla e ninguém mais é beneficiado.
Por outro lado, quando você pratica o bem, acolhe, orienta, ensina, o seu ego fica feliz e muitas pessoas são beneficiadas.
A vida precisa de humanos mais humanos.
Vamos falar sobre os trabalhadores.... 😎
Todo trabalhador tem importância na sociedade, ser valorizado é outra história. 😶
Trabalhar é movimentar o sistema econômico, e ao mesmo tempo que trabalhamos, exercitamos nosso potencial e aptidões. 🤨
Ah, mas tem gente que não gosta de trabalhar!!! 🤭
Pois é, isso é um erro.
A ociosidade permanente não é nada saudável. 😬
Trabalhar é importante para o ser humano, o problema está nas péssimas condições de trabalho que algumas pessoas precisam enfrentar. 😕
O trabalhador precisa ser bem tratado para que produza melhor. ✅
O trabalhador precisa ter um período de descanso para render. ✅
Dependendo do trabalho, é necessário ter uma pausa a cada 50 minutos. ✅
E claro, o trabalhador também precisa ser dedicado, dar o seu melhor. Isso não é puxar saco, isso é compromisso. 😉
Além disso, é no trabalho que socializamos e colecionamos novas amizades. 🤗
Ah, mas tem muitos conflitos no trabalho! 😣
Verdade, assim como há conflitos em todo lugar. O segredo é aprendermos a lidar com eles, o que sempre favorece o nosso crescimento e amadurecimento. 💪
Ah, estou romantizando o trabalho? 😏
Sim, de certa forma sim, porque o trabalho é importante para cada um de nós (com exceção do trabalho escravo). 😌
Com trabalho nos sentimos úteis e podemos aprimorar nossos talentos, porque toda pessoa tem algum talento. 😍
Viva o dia do trabalhador!
😊👏👏👏
Planejamento para o Ano Novo
Congresso Brasileiro sobre RESPEITO
Simpósio Regional sobre HUMILDADE
Colóquio da DIGNIDADE
Encontro Nacional da ÉTICA
Seminário sobre COOPERAÇÃO
Capacitação em SOLIDARIEDADE
Mesa-redonda sobre GENTILEZA
Palestra sobre EMPATIA
Conferência Anual sobre JUSTIÇA
Convenção da POSITIVIDADE
Fórum da CONFIANÇA
Jornada do COMPANHEIRISMO
Semana da DISCIPLINA
Oficina sobre GRATIDÃO
Inscrições abertas e gratuitas.
No universo do caos
Vivo, respiro
Brinco de ser criança
E finjo ser algo sobre-humano.
De dia tudo em paz,
De noite, vem a pressão.
É mais fácil se distrair em companhia, na luz
Do que ficar sozinho na escuridão.
Na dor, escondo feridas e lamentos
Em meio a moralismos e julgamentos,
Defendendo o ego traiçoeiro
Que protege a criança interior sem zelo.
Na busca de abraços, perdão, amor
A responsabilidade fica toda para o exterior.
Esqueço que para que venham visitas
O lar precisa estar limpo, organizado e de portas bem abertas e vistas.
No universo do caos
Me deparo com minhas sombras
Que é só uma capa grossa
Envolta da criança esquecida
Mudando o padrão da mente
E permitindo acessar a cura
Percebo que a expressão, a arte e a brincadeira
À tona trás a voz da criança até o consciente.
E esse é só o início da jornada.
No universo do caos
Não tenho mais o que temer
Já que há apenas monstros imaginários
Criados pela criança para se defender.
Se dou ouvidos a ela,
Amar, respeitar e agregar à mim esse ser
Trago a luz onde antes era dolorido e demonizado
E permito que o meu mestre interno possa brincar e crescer.
No universo do caos,
Recebo a dádiva de poder me curar
Sou coração, sou espelho, sou humano.
Sou ser divino buscando novamente voar.
