Cartas de Tristeza
Tem momentos que a minha alma está tão triste, tão triste que ela é puro lamento. A única expressão possível são minhas lágrimas. Essas de tristeza, desesperança, decepção por tantas frustrações na minha vida. Aquela frase que diz que a gente nada nada e morre na praia faz muito sentido agora.
Me diz o que faço com você? Como consegue me fazer lembrar você toda hora? Como eu fico? Sem saber como está? Se gosta de mim ou se já não gosta mais? Eu não consigo te esquecer, você é tipo um vício pra mim, a qualquer minuto eu lembro da gente, lembro de todos os nossos momentos, haaa... É um misto de sentimentos que eu não consigo descrever, você é como o tempo muda de uma hora pra outra e eu me perco nessas mudanças, você é tipo meu último suspiro, minha última esperança, não sei se tenho tenho coragem de embarcar no amor de novo, por que você foi a minha maior aposta, não dava nada pela gente, e agora como estou? Chorando por que eu te amo... Sei que sou capaz de te superar mas eu não quero, eu só queria ter você todos os dias comigo sem ter que te disputar com outras coisas, eu só queria ter seu abraço todo dia, o seu beijo, a sua companhia... Você me faz bem, muito bem, mas ao mesmo tempo me faz mal, me mata aos poucos, é como se a sua companhia fosse uma dose de alegria, mas depois voltasse a tristeza, é uma montanha russa. Eu entrei sabendo disso, só não imaginava que seria tão forte assim.
Na vida,existem tantas fases que a gente acaba se acostumando com a nossa "normalidade" diária,estamos nos últimos tempos tão distantes uns dos outros e a vida ésurpreendente pois todo dia ela nos faz ser diferente,nos mostra quem somos e com quem estamos,assim adquirimos o aprendizado,aprendizado esse que nos mostra o nosso lado amoroso,sentimental e crítico.Nem sempre fomos ou seremos compreendidos por nossas falas e ações,o mundo gira em torno de nós,pena que nem todos percebem que além deste mundo o de alguém gira em torno de um outro alguém,alguém que quer sua felicidade,que compreende suas falhas mesmo quando não quer aceitar,dizem que o amor tudo suporta,talvez! Mas assim já dizia Renato Russo: "No amor não existe sofrimento,se existe sofrimento não é amor"!
O verdadeiro amor não reside na simplicidade dos momentos felizes, em que os sorrisos são fáceis e as demonstrações de afeto se manifestam em presentes e gestos planejados, mas sim nos dias sombrios, quando o peso da tristeza e do cansaço obscurece o brilho no olhar da pessoa amada. Amar verdadeiramente é se manter firme ao lado, mesmo quando o riso se esvai, quando a dor toma o lugar da leveza, e o cuidado não é mais um presente ocasional, mas uma necessidade constante. É nesses momentos, quando o coração está vulnerável e a alma pede abrigo, que o amor genuíno se revela: na paciência, na presença silenciosa, na mão estendida sem hesitação, demonstrando que amar não é apenas um ato, mas uma escolha, uma entrega contínua de si mesmo ao outro, principalmente nos dias em que a vida se torna mais difícil e o fardo é pesado demais para carregar sozinho.
Às vezes, ela se abriga num mundo criado por ela mesma, onde a sua paz é expressiva, tendo em vista que lá priva-se de tudo aquilo que lhe traz tristeza, fica à vontade, pode agir como uma brisa suave ou semelhante a uma chama acesa, portanto, um lugar revestido da verdade que faz o que é falso cair por terra.
Que a criança interior não se perca, que venha a ficar no máximo adormecida, sendo uma forte evidência de amor próprio, uma representação de uma preciosa fase que não volta, sua existência é imprescindível para que a pressão da vida adulta não prevaleça, tirando o senso de humor, favorecendo a tristeza, tirando uma parte significante do sabor que tem a simplicidade, a graça dos momentos bobos, despreocupados, o brilho dilatado dos olhos, o frescor da felicidade, algo muito indesejável, decerto, ela não pode aparecer o tempo todo, entretanto, sua importância é inegável, deve despertar e se divertir sempre que for possível, pois, certamente, a sua ausência um dia será notada, precisa ser guardada com afinco num lindo lugar, reservado na alma.
Com a sua inevitável partida, parte do meu amor por ti foi transformado em saudades, cada ocasião se tornou mais significativa, ganhei uma grande razão para não perder a coragem de viver uma vida alegre, emocionante, simples, intensa, apesar das adversidades, a felicidade sobressaindo a tristeza, usufruindo e amando de verdade os valiosos instantes e as pessoas queridas, assim, se Deus quiser, seguirei em frente, feliz, sendo a tua continuidade, a concretização dos teus sonhos, daqueles que sonhaste para mim, errando, corrigindo, aprendendo, construindo, perdendo, mas nunca desistindo, Deus conduzindo tudo e de algum jeito, sei que continuarás comigo.
Eu queria escrever belas poesias, entoar belas melodias, recitar belas palavras, mas com sinceridade no coração não consigo. Não sei o que há, ando tão cansado, tão triste, tão desesperançoso... Já estive assim algumas vezes, já pensei em desistir, mas sabia que era questão de tempo até me reerguer novamente e seguir em frente... E apesar de estar me esforçando tanto, estar fazendo coisas novas, saindo com amigos, tentando me divertir, dessa vez eu sinto que tudo está diferente. É como se essa dor, essa tristeza não fosse mais passar... É tão frustante me esforçar tanto, dar tudo de mim, ser o melhor de mim e ainda assim nunca ser o suficiente. Me questiono várias vezes o que tem de errado comigo, o que eu tenho feito de errado ou o que eu tenho deixado de fazer e ainda que alguém me desse essa resposta não seria o suficiente pra me convencer que ainda há algo que eu possa ofertar. Eu dei tudo de mim. E fui além. Ultrapassei os limites e ainda assim não foi suficiente.
"Velhice não é idade, não é término da existência, nem declínio do ser. Velhice é a culminância silenciosa do tempo que amadureceu em consciência. É quando a vida deixa de correr e passa a ensinar. Não se trata de um corpo que desacelera, mas de uma alma que aprende a caminhar com dignidade, memória e verdadeira lucidez."
Tudo que pretendo é fazer revelar em algumas pessoas um sorriso oculto que elas carregam dentro de si disfarçado de tristeza, exatamente porque ela não define o que somos e o que viemos fazer nesse mundo. Fato é que todos nós fomos criados com um único propósito, o de sermos felizes, e não devemos de jeito nenhum aceitarmos qualquer coisa diferente dessa verdade.
Ele, um viajante solitário, vagava por paisagens emocionais desconhecidas. Um dia, percebeu que a tristeza não era o seu destino final, mas apenas um trecho passageiro. Com essa revelação, decidiu atravessar os vales sombrios de seu coração, descobrindo que a alegria aguardava do outro lado. Cada passo era uma jornada para além da tristeza, revelando a beleza efêmera da existência, pois a tristeza é como uma nuvem passageira que obscurece o sol, mas eventualmente se dissipa. Ela não define quem você é, mas sim o que você escolhe fazer com ela.
Eu estou triste até a minha alma, um véu sombrio que me cobre. Em cada esquina do ser, a melancolia ecoa, um lamento que a luz do dia não alcança. Os risos se perdem, os sonhos desvanecem, e só resta o silêncio que grita, um companheiro constante em meu retiro solitário. Ah, como pesa esse céu cinzento em meu coração cansado! Mas ainda assim, sigo, um espectro na névoa, vagando em busca de um sussurro de esperança.
Todas assim, todas iguais e com os mesmos costumes. As diárias opções mundanas enganam as jovens e as que se entendem assim, tornando-as figurantes na vida. Muitas vezes o amadurecimento chegará tarde e as oportunidades de crescimento e respeito terão passado. Assim que várias “plantas” terminam secas, sem frutos e sem beleza.
Diante da falta capacitação de conhecimento, de entendimento e consumo fácil de uma plateia heterogenia para entender o sentido e o objetivo do novo, a nossa esfera criativa atrofia e retrocede a sucessos passados, onde o brilhantismo não corre risco de ser mau interpretado pois recontamos historias felizes com uma nova roupagem de tristeza insólita, que não será percebida e nem terá sentido como tão bem fez por seu exato sentido, da vida no passado.
Sempre desvia o olhar quando me vê olhando em seus olhos pois, o bloqueio não é culpa dela e nem o coração frio, simplesmente ela experimentou o lado ruim dos relacionamentos, mas, sei que quando vi ela hoje conheci um ser especial me sentir feliz mesmo com o vazio no qual a preenchia que cheiro gosto e sorriso lindo, resumindo… quero fazer o máximo para vê-la feliz.
São seis horas da manhã e eu tenho que lhe contar algo. Sério, você não vai acreditar no que eu tenho para lhe dizer. Está chovendo forte, tem um vento frio que traz os pingos gelados para perto da gente. Eu abri a janela para espiar e o barulho da água rolando no telhado ficou mais alto, muito mais alto, tão alto que fiquei com medo. Sabe aquela chuva que vem com força, parecendo querer lavar a cidade? Então. Está um pouco mais forte que isso. Ainda não amanheceu, acho que esse tempo molhado atrasará a claridade do dia. Eu fiquei olhando para o céu por alguns minutos e me deu uma vontade louca de sair na rua e ser lavado por essa água congelante. Está frio, muito frio. Mas eu fui. Sério, eu fui. Eu abri a porta e saí de casa. É, eu disse que você não acreditaria. Eu sou louco, mas você sabe disso. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Lá fora, o vento levou meus cabelos para trás e eu fechei os olhos resmungando. Meu rosto estava completamente molhado, senti como se estivesse colocando a cabeça dentro de um congelador. Eu fiquei parado ali perto da grade que fica na frente do quintal olhando para o calçamento da rua que parecia estar resvalando. Sei lá, deu vontade de abrir o portão e dar uma volta. A água vinda dos céus continuava mantendo a temperatura do meu corpo um pouco baixa me fazendo tremer. Você acredita que eu saí portão à fora? Sim, eu saí. Estava escuro, estava chovendo e o frio deixava minha boca roxa. Eu fui até a esquina que tem aqui perto e sentei naquele degrau que eu costumava sentar sozinho há alguns anos atrás. Eu me senti tão sozinho. Minhas roupas estavam totalmente encharcadas e eu continuava tremendo. Não havia nada na rua, nem carros, nem pessoas. Estava tudo deserto. Foi nessa hora que eu fechei meus olhos e pensei em você. Eu não lembro muito bem o que veio à mente, parecia que eu havia me desligado do mundo e entrado na inconsciência. Eu estava com tanto medo. Medo de ficar assim por muito tempo, medo de ser engolida por essa solidão sombria que se perdia no escuro chuvoso da noite. Mas eu vi o seu sorriso. Eu juro que vi. Eu gritei o seu nome na minha mente e você sorriu. Você sorriu para mim. Acho que eu sorri também. Não sei, não lembro, não tenho muita certeza, mas eu senti uma gota quente escorrer pelo meu rosto em meio a água da chuva que me banhava. Sabe, eu senti um aperto no coração. Dá para acreditar? Eu sempre fiz de tudo para ser forte e vencer o meu maior medo sem precisar de ninguém, mas agora eu me encontrei preso em uma gaiola feita de um material muito brusco e forte, eu me encontrei aqui chamando o seu nome. Eu sinto minhas forças irem embora e eu finalmente estou precisando de alguém. Mas não é um alguém qualquer. É você. Eu acho que fiquei ali sentado por uns dez minutos olhando para o nada e ouvindo a sua voz cantando para mim dentro da minha cabeça. Você cantava a nossa música, aquela que me acalma, aquela que você sabe que pode ser usada como antídoto. Você sabia o que cantar porque você me conhece. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Você me conhece porque nós dois somos um só. O vento aumentou sua velocidade me despertando da fantasia e me forçando a mover meus pés de volta para casa. Demorei um pouco para entrar, fiquei no quintal, perto da minha janela, pensando um pouco mais em nada. Acho que era disso o que eu precisava: viver o irreal. Eu não sei por que eu saí de casa, nunca me dera essas crises loucas antes, eu posso ter pego um resfriado, sei lá, daqui a pouco vou começar a tossir. Mas a chuva, a água que congelava meu corpo, era amena. A água que limpava a cidade, escorria pelo meu corpo tentando levar toda a dor que me habita. Era irreal. Eu juro para você que era. Parecia algo do além, algo curável. O banho quente que eu tomei depois foi como um choque no meu sistema. Eu acordei. Não foi nem um pouco parecido com o momento em que o vento acelerou e me fez voltar para casa, foi algo muito mais que isso. Eu acordei do irreal. Daquela chuva, daquele frio, daquela coisa do além que supostamente tentou levar minha dor embora. Sua voz sumiu da minha mente. Você não cantava mais, você não estava aqui. Eu fiquei sozinho e assustado de novo. Eu continuo precisando de você, eu me rendi, eu admiti que não sou forte, eu gritei. Eu fiz o que pude. Você não ouviu, não me notou. Talvez você fique tão espantada com tamanha loucura que eu obtive de sair por aí sozinho e não se convença. Mas eu disse lá no início que você não iria acreditar no que eu tinha para lhe dizer. São seis e dez da manhã e o céu continua escuro, o barulho da chuva ainda está alto e a janela continua aberta. Eu olho para a água caindo lá de cima e lembro da sensação estranha que eu senti há trinta e cinco minutos atrás quando as gotas bateram no meu corpo e eu estava sozinho pensando em você. Você é minha única saída, é a única pessoa que pode me ajudar. Você está com o pouco de força que ainda me resta. Você pode desacreditar disso também, mas só você pode espantar o medo e a dor que habitam meu coração.
Me apaixonei pelo seu sorriso. Não, espera, acho que foi pelo modo com que seus olhos se fecham por alguma palavra direta. Não, foi por isso também, mas com toda a certeza eu me apaixonei porque você consegue ter tantas coisas lindas que eu não vejo como escolher, me apaixonei por tudo o que há em você.
