Cartas de Deus
Se Deus abominasse os Pecadores e não o Pecado, certamente não haveria Arrependimento passível de Perdão.
Pode parecer uma inversão sutil, mas profunda o bastante para revelar o quanto a esperança humana estaria condenada desde o princípio.
Se o erro definisse o ser, e não apenas o seu agir, então cada falha seria uma sentença definitiva, cada queda um veredito irreversível.
Não haveria espaço para recomeços, nem sentido em reconhecer a própria culpa, pois o arrependimento não encontraria eco — apenas rejeição.
Mas há algo de profundamente restaurador na ideia de que o pecado é reprovado, não o pecador.
Isso separa o erro da essência, a falha da identidade.
Permite que o ser humano, mesmo em sua imperfeição, não seja reduzido ao pior de si.
É essa distinção que sustenta a possibilidade de transformação — não como um apagamento do passado, mas como um ressignificar do presente.
Arrepender-se, então, deixa de ser um ato de desespero e passa a ser um movimento de retorno.
Um reconhecimento de que, apesar das escolhas equivocadas, ainda há um caminho de volta.
E que — o Céu é uma escolha possível!
E o perdão, longe de ser uma absolvição barata, torna-se um convite à mudança genuína, à reconstrução interior.
Talvez o maior perigo esteja justamente em fazer o oposto: quando nós, humanos, passamos a condenar, a desumanizar pessoas em vez de atitudes.
Quando rotulamos, descartamos e definimos o outro por seus erros, nos colocamos na contramão daquilo que dizemos acreditar.
Criamos um mundo onde ninguém pode mudar, porque ninguém é visto além da própria falha.
No fim, a possibilidade do Perdão não revela apenas algo sobre o Divino, mas expõe também um desafio profundamente humano: aprender a olhar para si e para o outro com a mesma medida de Misericórdia que tanto desejamos receber.
Depois que meus pais se foram, já aconteceu tanta coisa que me oportunizou louvar a Deus pela partida deles…
O mundo se abarrotar de santos se apoderando da verdade é uma delas.
Gente que não viveu o silêncio das perdas profundas, mas que fala como se tivesse atravessado todos os desertos da alma.
Há uma pressa em se declarar dono da razão, como se a dor não ensinasse justamente o contrário: que quase nada nos pertence, nem mesmo nossas certezas.
Quando meus pais partiram, eu imaginei que o vazio seria definitivo.
Que a ausência deles abriria um buraco impossível de contornar.
Mas o tempo — esse mestre paciente e muitas vezes incompreendido — começou a revelar algo incômodo e, ao mesmo tempo, libertador: a vida não pede permissão para seguir.
Ela continua, com ou sem a nossa concordância.
E é nesse seguir que a gente aprende.
Aprende que o amor não termina com a morte, apenas muda de forma.
Aprende que a saudade não é um peso a ser descartado, mas uma presença que nos molda.
Aprende, sobretudo, que a verdade não grita — ela sussurra, quase sempre nos momentos em que estamos mais vulneráveis.
Talvez por isso me cause estranheza ver tantas vozes cheias de convicção, tão seguras de si, tão rápidas em julgar, tão prontas para ensinar.
Porque quem já perdeu muito sabe: a vida não é um palco para certezas absolutas, mas um caminho de constantes revisões.
Hoje, ao olhar para trás, eu percebo que a partida dos meus pais me arrancou ilusões que talvez eu nunca tivesse coragem de abandonar sozinho.
E, paradoxalmente, foi nesse arrancar que encontrei uma forma mais honesta de fé — menos barulhenta, menos exibida, mais íntima.
Louvar a Deus, então, deixou de ser apenas agradecer pelo que eu compreendo.
Passou a ser também confiar no que eu jamais entenderei por completo.
E talvez seja isso que falte a esse mundo cheio de “donos da verdade”: a experiência de reconhecer que há perdas que não se explicam, apenas se atravessam — e que, ao atravessá-las, a gente não sai maior nem menor, sai mais humano.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus — invocá-Lo publicamente, em breve, causará mais Dúvida que Devoção.
Quando o Sagrado vira instrumento, ele deixa de elevar e passa a encobrir.
Palavras que deveriam consolar, orientar e transformar, tornam-se escudos retóricos, usados para blindar interesses ocultos, justificar excessos e maquiar as más intenções.
Não é a fé que se esvazia por si só — é o uso indevido dela que corrói sua credibilidade diante dos olhos atentos e, sobretudo, dos decepcionados.
A repetição desse gesto — invocar Deus em vão, em discursos vazios de prática — cria um ruído muito perigoso: quanto mais se fala em nome d’Ele, menos se percebe Sua presença nas atitudes.
E então nasce a dúvida…
Não a dúvida honesta, que busca compreender, mas a desconfiança cansada, aquela que já não acredita.
A fé, que deveria ser ponte, passa a parecer palco.
E quem assiste, pouco a pouco, se afasta.
E se continuarmos dando palco aos que usam o nome d’Ele e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados por um fenômeno ainda mais grave: transformar o Livro mais lido e menos vivido no mais evitado do mundo.
Porque não há nada mais contraditório do que uma mensagem de amor sendo transmitida por atitudes de vaidade, exclusão ou manipulação.
A incoerência não apenas enfraquece o discurso — ela o invalida.
E quando isso se repete o suficiente, o problema deixa de ser quem distorce e passa a ser também quem assiste, aplaude ou silencia.
Talvez o maior risco não seja a perda da fé, mas a banalização dela.
Quando tudo se diz em nome de Deus, nada mais parece vir verdadeiramente d’Ele.
E nesse excesso de vozes, a essência — silenciosa, exigente, transformadora — vai sendo soterrada.
Resgatar o sentido do sagrado talvez exija menos declarações públicas e mais coerência privada.
Menos exposição, mais vivência.
Porque a fé que resiste não é a que se impõe em vozes estridentes, mas a que se revela, discretamente, naquilo que se faz quando ninguém está olhando.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus para se esconder, aparecer e promover, muito em breve os Religiosos e Cidadãos de bem nos cobrarão muito mais cuidado do que os Criminosos Assumidos.
Porque o criminoso assumido, ao menos, costuma carregar consigo a honestidade brutal da própria escolha.
Não tenta se vestir de virtude enquanto negocia a dignidade alheia.
Nem sobe em púlpitos para transformar crueldade em moralidade, nem tampouco usa discursos de fé para anestesiar consciências e justificar violências.
O problema mais perigoso da hipocrisia nunca foi apenas mentir.
Foi transformar a mentira em instrumento de autoridade.
Quando alguém usa o nome de Deus para lucrar, manipular, perseguir, humilhar ou destruir reputações, não está apenas cometendo um erro individual.
Está contaminando símbolos coletivos de confiança.
Está fazendo com que pessoas honestas passem a ser recebidas com desconfiança antes mesmo de abrirem a boca.
E esse talvez seja um dos danos mais profundos da má-fé travestida de moralidade: ela sequestra a credibilidade de quem vive sua fé de forma sincera, silenciosa e ética.
A sociedade aprendeu a identificar muitos criminosos pelos seus atos.
O desafio contemporâneo é perceber aqueles que aprenderam a performar bondade enquanto praticam violência social, emocional, política ou até espiritual.
Porque existe algo particularmente muito perigoso em quem faz o mal convencido — ou tentando convencer — de que está defendendo o bem.
E então nasce um paradoxo duro demais: pessoas comuns começam a baixar a guarda diante de criminosos assumidos, mas elevam suas defesas diante daqueles que se apresentam como “cidadãos de bem”.
Não porque a Fé, a Religião ou os Valores Morais sejam problemas, mas porque parte dos que os utilizam transformou essas bandeiras em esconderijos convenientes para interesses pessoais.
No fim, talvez a crise não seja de religião, nem de moralidade.
Talvez seja de coerência.
Porque o mundo nunca precisou de gente perfeita pregando superioridade.
Precisou — e ainda precisa — de pessoas decentes o suficiente para não usar Deus como álibi para aquilo que jamais teriam coragem de assumir sem Ele.
No meio polarizado quem se enverniza de moral para usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover consegue vender até a chave do céu.
Em tempos de paixões acirradas, a aparência de virtude muitas vezes vale mais do que a própria virtude.
Não são poucos os que descobriram que vestir a linguagem da fé, da moralidade e das boas intenções pode ser uma estratégia poderosa para conquistar seguidores, blindar críticas e ampliar influência.
Quando a polarização domina o ambiente, o julgamento sereno costuma ser substituído pela identificação emocional.
Nesse cenário pervertido, basta que alguém se apresente como defensor dos “bons” contra os “maus” para que muitos deixem de avaliar suas ações e passem a consumir fervorosamente suas narrativas.
A coerência perde espaço para o espetáculo, e a devoção à verdade é frequentemente trocada pela devoção à personalidade.
O problema não está na fé, nem na espiritualidade, muito menos em Deus.
O problema surge quando o sagrado é transformado em ferramenta de marketing pessoal, escudo contra questionamentos ou palanque para ambições humanas.
Afinal, quem utiliza o nome de Deus para servir ao próprio ego não está elevando a fé; está instrumentalizando aquilo que deveria inspirar humildade.
A história repetidamente nos mostra que os maiores abusos raramente se apresentam como abusos.
Eles costumam chegar embalados em discursos nobres, promessas redentoras e certezas absolutas.
Por isso, a prudência recomenda observar menos os slogans e mais os comportamentos; menos as declarações de pureza e mais os frutos produzidos.
Talvez uma das formas mais maduras de preservar a própria consciência seja desconfiar daqueles que fazem questão de anunciar constantemente a sua superioridade moral.
A verdadeira integridade não precisa de holofotes permanentes, nem de certificados públicos de santidade.
Ela se revela silenciosamente na coerência entre palavras e atitudes.
No fim, quem aprende a distinguir fé de propaganda, convicção de fanatismo e espiritualidade de autopromoção torna-se menos vulnerável aos vendedores de certezas.
Porque, no mercado das paixões humanas, sempre haverá alguém tentando vender até a chave do céu.
Mas a sabedoria começa quando percebemos que aquilo que tem valor espiritual genuíno jamais pode ser transformado em mercadoria.
Se continuarmos dando palco aos que usam o nome de Deus e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados pelo livro mais lido e menos vivido se tornar o mais evitado no mundo.
A Bíblia nunca precisou de marketing para ser relevante.
Ela sempre precisou de pessoas dispostas a vivê-la.
O problema não está na Palavra, mas na incoerência de quem a utiliza como escudo para os próprios interesses.
Quando a fé vira espetáculo, o púlpito vira palco.
Quando o Evangelho é usado para alimentar egos, conquistar seguidores ou proteger reputações, Cristo deixa de ser o centro e passa a ser apenas um pretexto.
E cada escândalo, cada manipulação e cada demonstração de religiosidade vazia afastam pessoas que, muitas vezes, nunca rejeitaram Jesus — apenas se decepcionaram com aqueles que diziam representá-Lo.
O maior testemunho da Igreja nunca foi sua influência, seu tamanho ou seu poder, mas sua capacidade de amar, servir e viver aquilo que anuncia.
O mundo não precisa de mais discursos inflamados; precisa de vidas que reflitam o caráter de Cristo.
Talvez seja hora de pararmos de aplaudir personalidades e voltarmos a seguir o Mestre.
Deixarmos de defender homens e começarmos a defender a verdade.
De entendermos que o Reino de Deus não cresce pela fama de seus pregadores, mas pela fidelidade de seus discípulos.
Que a nossa preocupação não seja preservar imagens, mas preservar o Evangelho.
Porque a Palavra de Deus continuará sendo perfeita.
A pergunta é: quando as pessoas olharem para nós, elas terão vontade de conhecê-la ou motivos para evitá-la?
Só
se acostuma com o Deserto
quem não tem sede de Deus.
Há Desertos que não foram feitos para nos destruir, mas para nos revelar…
Lugares de silêncio, de espera, de ausência de respostas, onde tudo aquilo que antes parecia suficiente perde o sentido.
No Deserto, descobrimos que não é a falta de coisas que mais dói — é a falta de Direção, de Esperança, de Presença.
E, pasmem, talvez seja justamente por isso que algumas pessoas se acostumam com o Deserto.
Acostumam-se com a aridez da alma, com a distância de Deus, com orações que deixaram de ser sinceras e com uma fé que se tornou apenas hábito.
Aprendem a sobreviver onde deveriam estar clamando por água.
Adaptam-se à ausência quando deveriam sentir saudade da Presença.
Só se acostuma com o Deserto os que não têm sede de Deus.
Quem tem sede não consegue fazer morada na escassez.
Quem ainda deseja Deus não se conforma com uma vida espiritualmente seca.
Pode até cansar, pode até chorar, pode até atravessar noites longas sem compreender os caminhos do Senhor, mas continua buscando.
Porque quem tem sede de Deus não procura apenas o fim do Deserto — procura a Fonte.
Talvez o seu Deserto não seja um castigo.
Talvez seja o lugar onde Deus está arrancando de você a dependência de tudo aquilo que não pode saciar sua alma.
Talvez o silêncio esteja ensinando você a ouvir.
Talvez a espera esteja fortalecendo sua confiança.
Talvez a escassez esteja mostrando que algumas coisas que você chamava de necessidade eram apenas distrações.
O perigo não está apenas em passar pelo deserto.
O verdadeiro perigo é perder a sede enquanto ainda estamos nele.
Que Deus nos livre do conformismo de chegar ao ponto de chamar de normal aquilo que um dia nos fez clamar por socorro.
Que Ele preserve em nós uma sede santa, uma inquietação que não permita que nos acomodemos longe da Sua presença.
Porque o coração que ainda tem sede continua procurando.
E quem continua procurando Deus pode até atravessar o Deserto, mas não permanecerá nele para sempre.
A sede pode ser muito dolorosa, mas também é prova de que a alma ainda sabe onde está a Fonte.
Que Deus livre os “Imbatíveis” de serem abraçados pela mesma Depressão que só abraça os Dramáticos!
Talvez haja uma ironia bastante dolorosa nessa frase.
Como se a Depressão tivesse preferência por quem chora, por quem reclama, por quem demonstra fragilidade.
Como se aqueles que sorriem, trabalham, resolvem problemas e parecem carregar o mundo nas costas fossem naturalmente protegidos dela.
Infelizmente não são.
A Depressão não pergunta quem é forte.
Não consulta currículo, conta bancária, posição social, número de amigos ou quantidade de conquistas.
Ela pode alcançar justamente quem aprendeu a esconder tão bem as próprias dores que ninguém percebe quando o sofrimento chega ao extremo.
Talvez seja por isso que precisamos desconfiar um pouquinho dessa palavra tão admirada:“Imbatível”!
Há pessoas que passaram tanto tempo sendo fortes para os outros que esqueceram que também tinham o direito de desabar.
Pessoas que transformaram o “está tudo bem” em uma espécie de uniforme.
Pessoas que aprenderam a sorrir quando queriam pedir socorro.
E, enquanto alguns são chamados de dramáticos porque falam sobre o que sentem, outros são elogiados pela resistência — até que o silêncio deles se torne definitivo.
Precisamos parar de romantizar a invulnerabilidade.
Ninguém é imbatível o tempo inteiro.
Todo ser humano precisa, em algum momento, de colo, escuta, cuidado e ajuda.
Pedir ajuda não diminui ninguém.
Chorar não transforma ninguém em fraco.
Muito pelo contrário: “Reconhecer que precisamos de ajuda pode ser o pontapé que o problema precisa!”
Falar sobre depressão não é fazer drama.
E reconhecer que a própria mente está cansada pode ser, justamente, um dos principais atos de coragem.
Que Deus nos livre, portanto, não apenas da depressão, mas também da arrogância de acreditar que sabemos quem está sofrendo apenas pela maneira como essa pessoa se apresenta.
Porque, às vezes, quem mais diz “eu aguento” é justamente quem mais precisava ouvir:
“Você não precisa aguentar tudo sozinho.”
Só os tolos acreditam sentir a presença de Deus nas orações alicerçadas pelo Discurso de Ódio.
A provocação parece dura, talvez até incômoda, mas necessária, sobretudo em tempos nos quais o nome de Deus tem sido pronunciado por lábios que, simultaneamente, disseminam a intolerância, legitimam a exclusão e transformam o próximo em inimigo.
Afinal, de que Deus estamos falando quando a oração, em vez de amolecer o nosso coração, endurece os julgamentos?
Que espiritualidade é essa que dobra os joelhos diante do altar, mas se recusa a estender as mãos àqueles que considera indignos de amor?
A oração, em sua essência mais profunda, não deveria ser um instrumento de confirmação dos nossos preconceitos, mas um exercício de confronto com aquilo que há de mais sombrio em nós.
Orar não é simplesmente falar com Deus; é também permitir que Ele questione nossas certezas, desmonte nossas arrogâncias e nos retire do conforto moral de acreditar que estamos sempre do lado certo.
Quem ora verdadeiramente não busca apenas a aprovação divina para as próprias convicções; dispõe-se, sobretudo, a ser transformado por uma verdade que ultrapassa seus interesses, suas paixões ideológicas e suas conveniências pessoais.
O problema começa quando a religião deixa de ser caminho de conversão e se torna escudo para a hostilidade.
Nesse momento, o nome de Deus passa a funcionar como uma espécie de autorização celestial para o desprezo humano.
O ódio ganha aparência de zelo doutrinário, a intolerância veste as roupas da fidelidade bíblica, e a crueldade aprende a citar versículos para justificar aquilo que o amor jamais legitimaria.
Assim, o Discurso de Ódio não apenas contradiz a mensagem cristã: ele a sequestra, instrumentalizando a fé para fins que frequentemente negam o próprio fundamento do Evangelho.
Jesus, nos relatos cristãos, não poupou críticas à religiosidade que valorizava as aparências enquanto negligenciava a Justiça, a Misericórdia e a Fidelidade.
Sua parábola do fariseu e do publicano, em Lucas 18, é particularmente reveladora: enquanto um homem transforma sua oração em celebração da própria superioridade moral, o outro reconhece humildemente sua necessidade de misericórdia.
A narrativa nos coloca diante de uma pergunta desconcertante: será que nossas orações nos aproximam de Deus ou apenas nos convencem de que somos melhores do que os outros?
Há uma diferença fundamental entre professar o nome de Cristo e assumir a responsabilidade ética de seguir seus passos.
O primeiro gesto pode ser realizado com palavras; o segundo exige uma transformação que alcança a maneira como pensamos, julgamos, falamos e tratamos as pessoas.
Em Mateus 5:44, Jesus ordena o amor aos inimigos e a oração por aqueles que nos perseguem.
Não se trata de uma exigência sentimental, tampouco de uma ingenuidade diante do mal.
Trata-se de uma ruptura radical com a lógica da desumanização, aquela que nos convence de que certas pessoas deixaram de merecer dignidade porque pensam diferente, pertencem a outro grupo ou não se encaixam em nossas convicções.
Isso não significa que a fé cristã deva silenciar diante da injustiça, abandonar a crítica ou confundir amor com permissividade.
O amor pode denunciar, confrontar, estabelecer limites e exigir responsabilização.
A diferença está em não transformar a denúncia em humilhação, a divergência em perseguição e a defesa da verdade em licença para destruir a dignidade alheia.
A verdade que se proclama em nome de Cristo não pode ser separada da responsabilidade pelo modo como é proclamada.
Também é necessário reconhecer que não nos cabe declarar, com absoluta certeza, o que Deus faz ou deixa de fazer no íntimo de cada pessoa.
A experiência religiosa pertence a uma dimensão profunda da consciência humana, e a presunção de conhecer integralmente o juízo divino pode se tornar outra forma de arrogância espiritual.
Entretanto, podemos e devemos examinar os frutos de nossas práticas religiosas.
Se uma oração alimenta sistematicamente o desprezo, se uma pregação estimula a perseguição, se uma comunidade encontra prazer na humilhação de quem considera adversário, há razões teológicas e éticas suficientes para questionar a autenticidade do testemunho que ela oferece.
A advertência de 1 João 4:20 é incontornável: não faz sentido afirmar amor a Deus enquanto se odeia o irmão.
Essa passagem não nos permite reduzir a espiritualidade a discursos piedosos, porque desloca a questão da religião para a relação concreta com o outro.
O próximo deixa de ser uma abstração conveniente e passa a ser o lugar onde nossa fé é desafiada a demonstrar sua coerência.
Talvez o maior perigo da religiosidade alicerçada pelo ódio seja justamente sua capacidade de produzir uma consciência tranquila.
Quem acredita possuir a aprovação divina pode deixar de interrogar a própria consciência.
Já não percebe a violência de suas palavras, pois as considera defesa da fé; não reconhece a injustiça de suas atitudes, pois as interpreta como combate ao mal; não enxerga a própria soberba, pois a confunde com firmeza doutrinária.
Nesse cenário, Deus deixa de ser aquele diante de quem nos arrependemos e passa a ser imaginado como um aliado incondicional de nossas hostilidades.
Mas o Deus anunciado por Jesus não pode ser reduzido a uma projeção ampliada de nossas preferências e ressentimentos.
O Evangelho nos apresenta um Cristo que se aproxima dos marginalizados, acolhe pessoas desprezadas, confronta a hipocrisia religiosa e denuncia estruturas que sacrificam a dignidade humana em nome de uma suposta pureza.
Seguir esse Cristo exige muito mais do que defender publicamente a religião: exige disposição para reconhecer quando a própria religiosidade se tornou cúmplice daquilo que deveria combater.
Por isso, antes de perguntar se sentimos a presença de Deus durante nossas orações, talvez devêssemos perguntar o que acontece conosco depois delas.
Tornamo-nos mais misericordiosos ou mais implacáveis?
Mais comprometidos com a justiça ou mais apaixonados pela punição?
Mais capazes de reconhecer a humanidade de quem discorda de nós ou mais habilidosos em encontrar justificativas para desprezá-lo?
A intensidade de uma experiência religiosa não constitui, por si só, prova de sua verdade.
Emoções profundas, lágrimas, arrebatamentos e convicções fervorosas podem acompanhar tanto experiências sinceras de fé quanto processos de autoengano.
O discernimento espiritual, portanto, não pode depender apenas daquilo que sentimos, mas também daquilo que cultivamos e produzimos.
Na tradição cristã, os frutos importam: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, conforme Gálatas 5:22-23.
A provocação inicial, portanto, precisa alcançar também aqueles que a pronunciam.
Seria confortável utilizá-la apenas para denunciar a hipocrisia dos outros.
Mas a crítica ao discurso de ódio perde sua força moral quando se transforma em desprezo por quem o reproduz.
Combater a desumanização exige não reproduzir a mesma lógica que denunciamos.
Isso não nos obriga a tolerar discursos violentos ou a relativizar suas consequências; obriga-nos, antes, a enfrentá-los com lucidez, firmeza e responsabilidade.
No fim, a questão não é simplesmente saber quem tem o direito de afirmar que sente Deus.
A questão é discernir que imagem de Deus estamos revelando quando falamos em seu nome.
Se nossa oração não nos torna mais atentos à dor humana, se nossa fé não nos conduz à responsabilidade ética, se nossa devoção convive tranquilamente com a humilhação do próximo.
Talvez seja hora de interromper o discurso religioso e iniciar a mais difícil das orações: aquela em que pedimos a Deus que nos livre não apenas dos pecados que reconhecemos nos outros, mas também daqueles que aprendemos a chamar de virtude em nós mesmos.
Porque, se a oração é encontro com o sagrado, ela não pode servir de esconderijo para o ódio.
E, se o Evangelho é verdadeiramente a boa notícia do Reino de Deus, não pode ser transformado em instrumento de legitimação daquilo que destrói a dignidade humana.
Talvez o maior sinal da ausência de conversão não seja a incapacidade de sentir Deus durante uma oração, mas a tranquilidade de continuar odiando depois de pronunciá-la.
' PRESENTE DE DEUS'
Filha; Amada Filha !
a imensa saudades de ti
Faz arder o meu peito;
te amar tenho o direito,
Mas acho até que não há
mais jeito,
De sentir de novo,
O seu abraço apertado,
Era como um mundo,
que não havia nada errado.
Ouço a sua risada gostosa,
a minha menina manhosa,
Que dormia ao meu lado,
No inverno e nas noites chuvosas !
E... Vai me matando aos poucos,
Essa saudade cabulosa .
Não imaginas filha;
ao ir embora,
O quanto chorei por ti.
Fui simplesmente MÃE !
Espero que não seja tarde
para esse abraço, o qual tanto sonho.
E Para te filha amada, essas
linhas eu componho !
És a filha Amada, a joia preciosa,
Linda e mui charmosa !
És meu presente de Deus;
Pois mais que passem os anos,
Parece que foi ontem que você nasceu !
Maria Francisca Leite
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REGISTRO N° 122958067065
É muito mais fácil usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover do que se comportar como verdadeiro filho d’Ele.
Há quem transforme a fé em um Palco, a oração em um Discurso de Autopromoção e o sagrado em Instrumento de Conveniência.
Pessoas que falam de Deus com eloquência, mas cujas atitudes contradizem aquilo que anunciam; que carregam a Bíblia nas mãos, mas nem sempre permitem que a Palavra lhes confronte o coração.
Invocam o Santo nome do Senhor para conquistar respeito, justificar interesses e construir uma imagem de santidade, esquecendo-se de que Deus não se impressiona com a aparência de piedade quando falta sinceridade na alma.
Jesus já nos advertia em (Mateus 6:1) sobre esse perigo ao denunciar aqueles que praticavam suas obras para serem vistos pelos homens.
O problema nunca foi ser visto fazendo o bem, mas fazer o bem apenas para ser visto.
Existe uma diferença muito profunda entre glorificar a Deus e usar o nome d'Ele para glorificar a si mesmo.
No primeiro caso, o coração se rende; no segundo, o ego se disfarça de devoção.
Ser filho de Deus não significa apenas pronunciar o Seu nome, frequentar ambientes religiosos ou dominar a linguagem da fé.
Significa permitir que o caráter seja moldado pela verdade, que o orgulho seja confrontado pela humildade e que as nossas escolhas revelem — inclusive quando ninguém está olhando — a realidade daquilo em que professamos crer.
Afinal, a filiação Divina não se comprova pelo volume das palavras, mas pelos frutos da vivência.
É possível falar de amor e alimentar ressentimentos; defender a verdade e viver de aparências; pregar a humildade enquanto se busca reconhecimento.
Citar as Escrituras para corrigir os outros e ignorá-las quando elas apontam para as nossas próprias contradições.
O ser humano tem uma habilidade muito perigosa de transformar até mesmo as coisas Santas em ferramentas para satisfazer desejos profundamente humanos.
Mas Deus não nos chamou para representar um papel religioso.
Chamou-nos para uma transformação verdadeira.
A graça não é um esconderijo para nossas incoerências, nem o perdão uma autorização para permanecermos deliberadamente os mesmos.
Pelo contrário, quanto mais compreendemos a graça, mais somos confrontados com a responsabilidade de viver de maneira coerente com Aquele que afirmamos seguir.
O verdadeiro filho não é aquele que nunca falha, mas aquele que não faz da hipocrisia um abrigo, do orgulho uma identidade ou da religião um instrumento de Manipulação.
É aquele que reconhece suas fraquezas, arrepende-se de seus pecados e compreende que não precisa parecer santo diante dos homens enquanto se recusa a ser transformado diante de Deus.
Há uma pergunta que merece nos acompanhar em profundo silêncio: se ninguém conhecesse nossa posição na igreja, não ouvisse nossas palavras de fé e não aplaudisse nossas atitudes, ainda assim viveríamos para agradar a Deus?
Talvez seja justamente no anonimato que a nossa Espiritualidade revele sua verdadeira natureza.
Quando não há plateia, elogios ou vantagens.
Quando fazer o certo custa alguma coisa.
Quando perdoar exige renúncia.
Quando servir significa ocupar o lugar que ninguém deseja.
É nesses momentos que a fé deixa de ser discurso e se torna testemunho.
No fim, não será a quantidade de vezes que pronunciamos o nome de Deus que demonstrará a profundidade da nossa comunhão com Ele.
Mas, sim, a disposição de permitir que esse Nome transforme a maneira como tratamos as pessoas, exercemos autoridade, lidamos com o poder e enfrentamos nossas próprias sombras.
Porque Deus não precisa de pessoas que utilizem o Seu nome para parecerem grandes.
Ele procura corações dispostos a se tornarem pequenos diante d’Ele.
E talvez uma das maiores tragédias da religiosidade seja esta: usar o nome de Deus para construir uma imagem que impressiona as pessoas, enquanto se negligencia o caráter que deveria honrá-Lo.
Afinal, é possível enganar uma plateia, conquistar admiração e até construir uma reputação religiosa admirável.
Mas nenhuma dessas coisas substitui a integridade de uma vida rendida ao Senhor.
Quem verdadeiramente deseja honrar a Deus não precisa transformar a fé em propaganda de si mesmo.
Precisa apenas viver de tal maneira que suas atitudes não desmintam suas palavras.
Pois o nome de Deus é para ser louvado, não para servir aos nossos projetos de grandeza.
Nós é que fomos chamados a colocar nossa vida a serviço da glória d’Ele.
Mais importante do que usar o nome de Deus é permitir que o caráter de Cristo seja reconhecido em nós.
Alzheimer
Meu Deus, como é difícil quando eles se perdem nas próprias memórias e, ainda assim, falam de nós com tanto amor, sem saber que estão diante de quem tanto procuram.
É estranho e doloroso perceber que, talvez, o tempo tenha rebobinado dentro deles. Como se a fita da vida tivesse voltado a um capítulo em que nossos rostos ainda eram outros, em que a nossa face não carregava as marcas de tantos anos, e a imagem que guardaram de nós tivesse permanecido intacta, enquanto a vida seguia seu curso.
E então estamos ali, diante deles, ouvindo histórias sobre nós mesmos, sendo lembrados com ternura por quem já não consegue nos reconhecer. Somos, ao mesmo tempo, presença e ausência. Estamos perto o suficiente para tocar, abraçar, ouvir, mas longe demais para sermos encontrados na memória que se perdeu.
Talvez eles não saibam que somos nós. Talvez procurem, em nossos rostos de hoje, aqueles meninos e meninas que o tempo levou. E nós, com o coração apertado, gostaríamos tanto de poder voltar àquela época, nem que fosse por um instante, só para que seus olhos nos encontrassem mais uma vez.
Porque há dores que não vêm da falta de amor, mas da impossibilidade de sermos reconhecidos por quem nos ama. E poucas coisas devem ser tão difíceis quanto continuar sendo alguém tão importante na história de uma pessoa e, ainda assim, precisar reapresentar-se a ela todos os dias.
Paralelo entre DEUS e o Diabo na criação do mundo.
Deus fez a esposa, e o diabo a sogra,
Deus fez a filha, e o diabo o genro,
Deus fez a irmã, e o diabo o cunhado,
Deus fez a cachaça, e o diabo a ressaca,
Deus fez o calo, e o diabo o sapato apertado,
Deus fez o sorvete, e o diabo a carie no dente,
Deus fez a Ferrari, e o diabo o Fusca,
Deus fez o Corinthians, e o diabo o Palmeiras,
Enfim Deus abriu a porta do céu, e o diabo fugiu...(Saul Belezza e Aline Marangon).
Se for para eu te olhar com olhos de maldade,
que Deus derrame cegueira em meus olhos.
Se for para eu te tocar sem amor,
que minhas mãos percam o tato.
Se for para eu te falar sem verdade,
que minha voz se cale.
Porque em você eu só sei ver o bem,
só sei tocar com carinho,
só sei falar com amor.
*- Saul Beleza*
Um dia Deus soube de mim.
E agora o que eu faço?
Antes eu andava escondido,
achando que ninguém via minhas quedas.
Agora Ele sabe meu nome,
sabe minha dor,
sabe meu endereço.
Quem é Ele?
É aquele que soube de mim
e mesmo assim ficou.
Não foi embora quando viu meu caos,
não se assustou com meu pranto.
Soube de mim
e me chamou de filho.
E agora o que eu faço?
Agora eu descanso,
porque quem não me esquecia
finalmente me encontrou.
(Saul Beleza)
Eu não queria escrever versos de adeus.
Deus sabe que não.
Eu queria os versos de ter ficado.
Mas ficar está longe,
é travessia,
é escolher todo dia.
E o adeus?
O adeus está raso,
qualquer pé descalço toca o fundo,
qualquer mágoa afoga nele.
Eu queria o profundo do ficar,
mas me deram o raso do adeus pra nadar.
Me ensina a ficar?
Fica comigo aqui,
só mais um pouco,
nesse banzeiro que vai deixar saudade.
(Saul Beleza)
Ponderação Pessoal:
Para mim, o esplendor de Deus reflete nos horizontes neste solstício de verão de 21 de junho de 2026 às 18:00 horas.
O sol deixou seu emblema e sua insígnia com um poder inimaginável ao colorir o seu céu...
Ele indica o dia mais lacônico, ao representar a vida humana tão efêmera, com rápida utilização de nosso "kairós" existencial...
Essa convicção profunda do homem venerável traça sua existência como quem já antecipa sua intemporal felicidade...!
O mundo das ilusões irá impedir sua intrepidez, ao vencer o seu próprio eu hostil inimigo...
O que resta então?
Cada ser humano já tem a sua própria resposta...!
LUX
.
No início o Universo era uma luz infinita
Que emanava da essência do Grande Deus
Éramos apenas centelhas da glória Divina
Então corpos espirituais Eles nos deu
Para que pudéssemos adquirir identidade
Individualidade e personalidade
E assim escrevermos a nossa própria história
Ele Criou a energia da essência de tudo
Mas não criou a matéria dos mundos
Porque a matéria não suportaria a Sua glória.
.
Depois de ter criado as energias sutis e vitais
Deus criou espíritos com maiores porções do Seu poder
Aos quais chamou de Seus primeiros filhos imortais
Que como Semideuses passaram a viver
Sendo responsáveis pela criação da matéria
Assim Eles criaram os corpos celestes e a Terra
E Deus para não destruir tudo o que foi criado
Concentrou em Si a luz e tornou-se escuro o Universo
Foi quando os Semideuses criaram os diversos
Sóis que passaram a manter o Cosmo iluminado.
.
Os Semideuses habitavam planetas distantes
Constituídos de matérias incorruptíveis
E tinham como a Sua missão mais importante
Permitir que nos tornássemos seres indefectíveis
E para desenvolvermos as nossas potencialidades
Precisaríamos experimentar a mortalidade
Então prepararam a Terra para a nossa morada
Criaram os animais, os vegetais e tudo o que existe
Sob o solo que pisamos e sobre a superfície
E para tudo o que teria vida a energia vital foi dada.
.
Passaram-se muitos milênios e em ciclos
Animais e vegetais surgiam e desapareciam
E quando o nosso Planeta mostrou-se propício
Os Semideuses ainda no mundo em que viviam
Criaram milhares de corpos físicos
Que trazidos à Terra receberam os espíritos
Que abriram os seus olhos como seres mortais
Totalmente ignorantes quanto à sua criação
Sem linguagem, sem lembranças tendo a intuição
E o instinto como dispositivos naturais.
.
Por serem os únicos capazes de raciocinar
Reinaram sobre as outras espécies
Com as quais aprenderam a caçar
Colher frutos e apanhar peixes
Usavam uma linguagem rudimentar
Que se resumia em balbuciar
E fazer variados sinais e gestos
Assim começaram a se comunicar
E quando passaram a se dispersar
Surgiram os variados dialetos.
.
Os Semideuses agradaram ao Deus das alturas
Ao ofertarem a chance de crescimento interior
Aos Seus filhos que por serem criaturas
Passaram a desejar se reaproximar do seu Criador
Dessa maneira surgiram as diversas formas
De religiosidade que desde outrora
Têm permitido ao homem se conectar
Ao Grande Deus que espera pelo reencontro
Com os Seus filhos desenvolvidos e prontos
Para assim como Ele em glória brilhar.
Se Deus não hesitou em entregar seu povo, descendente da promessa feita a Abraão ao cativeiro, por que iria se preocupar com o Brasil, onde cada um põe a própria coleira no pescoço em adoração ao bezerro de ouro, representado nas cores da bandeira da pátria desconhecida?..."
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
23:51 quarta - feira 14 de fevereiro de 2024 Deus se importa comigo e me deu um recado em sonho... ( A mulher drogada ficou sóbria e me deu o recado)
Enquanto meu marido desceu para pegar água pra gente, na casa dos pais dele, às 10 horas da noite, eu aproveitei e acabei tendo um encontro com Deus.
Orei pelos meus amigos, que já não falam mais comigo, mas mesmo assim eu os amo demais.
Entreguei a vida deles, nas mãos de Deus.
Orei pela minha família, orei pelo meu relacionamento e entreguei a Deus todos os meus problemas e pedi pra ele me ajudar.
Contei sobre o rompimento na relação com meus pais, por eles serem muito problemáticos conosco.
Pedi á Deus pra me ajudar a resolver essas questões familiares, orei pelos meus irmãos e pedi pra Deus cuidar de todas as áreas de suas vidas.
Depois eu disse pra Deus que estou muito confusa, em relação á tudo o que está acontecendo na minha vida.
Pedi pra ele me ajudar a resolver todas essas questões, porque eu não consigo.
Por outro lado, a vida financeira está complicada, pedi pra ele me ajudar nisso também!
Pedi pra ele me responder em sonho, o que devo fazer, o que eu posso fazer para resolver isso, pra ele falar comigo.
O que aconteceu mais ou menos umas 2 horas depois?
Enquanto meu esposo estava no banheiro, eu estava na cama, lendo um pouco a bíblia, mas minha cabeça estava doendo muito por algum motivo. Parei de ler, e nisso acabei cochilando e tendo um sonho confuso, maluco e enigmático.
Sonhei que passava ao lado da praça Melo Uchôa, na rua esquerda em vertical. Na esquina, havia uma garotinha de cabelos loiros e lisos, olhos azuis e bem sujinha. Ela cuidava de uma bacia de carne muito temperada, que estava reservada em uma bacia grande azul, em cima de uma banqueta de madeira, ela abanava suas mãozinhas para as moscas não pousarem na carne. Eu ia passando toda arrumada de calça preta e roupa bem elegante, quando àquela menina me chamou a atenção e comecei a pensar "nossa, quanta carne! Esse povo tá vivendo melhor que eu." Então, nesse momento, a menina levantou sua mãozinha direita dizendo "me dá dinheiro?" Então, eu continuei seguindo sem dar importância, porque ela não estava com fome e provavelmente queria dinheiro para a mãe comprar drogas. Por isso não dei. Só falei "hoje, só comi ovo. Não tenho dinheiro, tô desempregada, não tenho trabalho, não tenho nada" e quase disse "vocês estão vivendo melhor que eu" a menininha perguntou em seguida "Por que você só tá comendo ovo, moça?"
Aí continuei seguindo, após ter já respondido a pergunta.
Então, quando olhei pra trás a mãe dela, estava vindo em minha direção.
E apontando o dedo indicador para mim e falando "ore a Deus. Você vai conseguir" eu fiquei surpresa, porque ela parecia bem debilitada das drogas, quando eu argumentava com a garotinha dela.
E veio muito sorridente em minha direção e eu respondi "estou orando, eu estou orando sempre" então dei meia volta e pedi um abraço para ela, em forma de gratidão.
Quando a abracei, ela parecia estar em transe alucinógeno. Ela estava muito sobria há segundos atrás, e agora mudou instantaneamente, só me deu o recado e já ficou em transe.
Eu a soltei, porque ela estava rindo muito, sem motivo e me babava no ombro, enquanto isso. Segui em frente e era como se eu estivesse passando pelo vale da sombra da morte, porque o lugar estava lotado de pessoas usuárias que roubavam bastante.
Mas, eu segui adiante e apesar do medo, percebi que ninguém me enxergava ali naquele lugar.
Eu era como um fantasma, passando por cima do corpo deles.
Eu passava totalmente despercebida. Em cada meio metro, via pessoas muito drogadas, mas nenhuma delas me viu.
Eu acordei e aqui Estou escrevendo para relatar e não esquecer.
Deus existe e sua conexão com quem têm total confiança nele, é extrema!
Obrigada por tudo meu Deus! Gratidão, eu te adoro
PS: EM JULHO DE 2024 TIVE UM COLAPSO SÉPTICO QUE ME FEZ MORRER, E RETORNAR. FOI QUANDO ENTENDI ESSE SONHO, SOBRE O VALE DA SOMBRA DA MORTE.
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