Cartas de Amor de Mulheres Apaixonadas
Sorte ou Escolhas
Busquei no tarot uma carta pra ver meu futuro e na resposta veio escrito, ESCOLHAS.
Girei a roda do tempo para
o fim da jornada e ele me disse volte a PARTIDA.
Viver com um grande amor até o fim da vida é privilégio para poucos e quem o consegue marcou um encontro com a SORTE.
Cara ou coroa? amor ou riquezas? Duas faces uma só moeda, e quem dar o troco fica com NADA.
O amor é uma chama e todo fogo precisa de combustível e calor mais se abafá-lo, MORRE.
O oxigênio é um combustível para vida, a conexão o combustível do amor mais aquele que o cativas tem a chama ETERNA.
Em noite enluarada busquei sua face refletida no mar; e quanto mais eu remava, mais você se distanciava.
De repente meus dias ficaram escurecidos, adormeci e já não pude remar.
O protetor dos mares me acordou com o grito estridente - "Não pare, não vê que ela foi ofuscada pelas nuvens escuras? No mesmo lugar se encontra a Lua mais sua luz provém do Sol. Espere a permissão do tempo."
Fiz a viagem no tempo para um grande encontro de reconciliação olhei para minha frente e nada encontrei.
Ouvir em sussurro - "olhe pro lado
Um verdadeiro amor não marca um encontro no futuro mas andará de mãos dadas até seu último dia."
Busque por quem se importa com sua presença e lhe tenha admiração.
O Pierrô não chora mais pela Colombina pois sabe que amor sem contrapartida é pura devoção e quanto mais alimentar o ego empobrece o coração.
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A carta chegou!
Cada um recebe sua vida para viver, e dela não podemos fugir.
Viva com os olhos na gratidão e nada será forte o bastantes para te desviar. Pondera tuas palavras e guarda pra ti alguns sentimentos.
A ti é dado a possibilidade da escolha, percebe que nada muda antes do tempo.
Sossega, confia , agradeça, e faça o caminho das virtudes ser o foco de tua vida.
Paz esteja contigo.
Fica Bem.
Carta Poética do Pai
Sussurros no silêncio da alma cansada,
Uma voz suave, na noite, foi despertada.
"Diferenças são traços, não há erro em ser quem és,
Minha obra favorita és tu, como jamais serás."
Não corras, oh, alma, atrás de sombras vazias,
Pois em tuas cores, reside a poesia.
Teu ser é uma tela, um quadro sem igual,
A beleza está em ti, és uma pérola real.
A vida é uma jornada, aventuras a seguir,
Mas tua saúde, querido(a), é o que há de porvir.
Cuida de ti mesmo(a), para a estrada percorrer,
Comigo, tua vida, juntos, iremos tecer.
Prometo-te horizontes, prometo-te o céu,
Em tuas diferenças, o verdadeiro papel.
Então, aceita quem és, és perfeito(a) assim,
Minha criação única, um ser sem fim.
Nossos dias à frente são um convite a sonhar,
Em tuas cores, teus traços, haverá o brilho a brilhar.
Aceita-te, ama-te, e verás com clareza,
Que a vida é bela, na diversidade, na pureza.
Carta para meus irmãos!
Bastaram os berros aflitos, cobertos de emoção
Daquela senhora intermediária do coração,
Aquela do incondicional amor
Do incomparável amparo na do r
Formando frutos com força
Que nunca entram em deteriorização
Imaturos, baseados na lei, a união faz a força
Na maturidade, ecoam aplausos da congratulação...
Carta ao destino
- Venho através desta, solicitar ao destino total liberdade de mandar a merda, qualquer um que se atreva a tentar inundar meu mundo de infelicidade, não obstante também, quero parabenizá-lo pela vontade de me colocar num caminho legal, longe das tristezas e mazelas da vida. Assim quando alguém disser que foi obra do destino, direi também que foi um pouco de sorte...
Para finalizar deixo-lhe um forte abraço, lembrando que onde me levar, serei sempre pleno e grato.
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Re-metente (remetente é boa, temos que praticar sempre)
Carta para mim
Olha só. Por um instante reveja. Já se foram alguns anos. Já se foram tristezas, se foram alegrias.
As fotos da infância não mentem: passou, mudou e você nem sabe mais quem é.
A maioridade surge com todas as responsabilidades do mundo, certamente não como você imaginava.
Aos doze anos você aguardava ansiosamente pelos quinze, aos quinze desejou pular para os dezoito, e aos dezoito, você se sente perdida.
Olhe para cá agora, eu sou o seu futuro, o que você espera de mim?
Notei brevemente o seu distúrbio de personalidade. A sua dualidade e dificuldade em fazer decisões.
Mas acredite, há algo reservado em teu nome.
Como é sentimental. Sim, você controla muito bem suas emoções e sabe a hora de as expôr.
Poucos compreendem o quanto é sensível e o quanto precisa de apoio, mas eu sei, eu acompanho as suas noites mal dormidas e enxugo as suas lágrimas.
És forte. Tens uma imensa fortaleza dentro de si. Enfrenta fantasmas e monstros todos os dias. Aqueles criados pela sua mente e também aqueles que são colocados no seu caminho pelas pessoas.
Aqui estou você. Aqui sou você. Aqui sou seus planos e sonhos.
Não tenhas medo. Encare, como sempre fizestes.
Carta para você
Vou ser breve. Não vou gastar tempo com "olá” ou explicações. Você me conhece, ás vezes perco a paciência.
Não posso mais mudar. Se é que você me entende.
Essas roupas já não me cabem mais.
Eu já fui todas as pessoas que você queria que eu fosse, agora quero ser eu.
Cedi, cedi mais de mil vezes, e não é exagero.
Quero que me compreendas. A partir de agora, neste mesmo instante, eu vou voltar pro meu mundo. Vou colocar os meus pés de volta ao chão.
Ainda que te deseje perto de mim, cabe à você me aceitar incondicionalmente.
Ou soma ou some.
Vou gostar mais de mim sabe? Cansei do seu egoísmo. Cansei de agradar.
Que Deus me livre de me tornar uma pessoa egocêntrica, mas acho que o que eu peço é pouco. É o básico. Reciprocidade.
Então me despeço agora, deixando aqui o meu aviso. Sim, um aviso, não é uma pergunta, não é um pedido. E um grande beijo à você.
Carta para Valentine
Querida Valentine, aguardo ansiosamente o momento do nosso encontro. Relembrar aquele frio na barriga do primeiro beijo e arrepiar-me novamente olhando no fundo dos teus olhos.
Esqueço-me de viver longe de ti, os dias são mais longos e as noites frias.
Espero por segurar tua mão e dizer-te novamente o quanto és bonita, e o quanto me encanta o teu sorriso.
Contarei as semanas, os dias, as horas, os minutos e os segundos para admirar-te e sentir-me em paz.
Nesta vida, ou na próxima, as coisas só farão sentido enquanto eu puder te amar e ter o teu carinho.
Da minha boca só sai o seu nome.
Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava
mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar
sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?
ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
CAMILLE MONFORT -
entre as Partituras Mortas.
Encontrei esta carta dobrada entre os véus de um silêncio antigo. Estava entre folhas de música que jamais foram tocadas. Era dela. Ou talvez minha. No fim, já não sei quem sangrou primeiro.
Hoje olhei para Chopin com os olhos da alma encurvada
como quem implora a uma ausência que nunca se nomeou.
Busquei nos teus olhos tristes e enevoados
uma réstia de eternidade…
um acorde que me dissesse:
"sim, eu ainda estou aqui — entre os espectros daquilo que amamos".
Mas Chopin não me olhou.
Camille não me ouviu.
E o silêncio se fez abismo.
Foi quando compreendi:
sou tão pouco —
não para a luz,
mas para a sombra onde tu habitas,
etérea, além do véu.
Sim, tu estás.
Estás como névoa que dança sobre a madeira da antiga escada,
como sopro nos espelhos,
como lamento nas cordas do piano não tocado.
Tuas lágrimas não caíram —
mas subiram...
para dentro de mim.
E eu?
Sou apenas o porão onde tu deixaste tuas dores penduradas
como vestidos antigos.
Sou aquele que ama na memória do que não teve nome.
Sou o lugar onde tua ausência se senta,
bebe vinho velho,
e chora — por mim.
Tu ainda me verás, Camille?
Ou serei apenas teu reflexo esquecido
num espelho onde ninguém mais se penteia?
Dói tanto…
mas essa dor tem cor, tem som, tem perfume.
Essa dor és tu.
Reflexo Filosófico e Psicológico disso tudo:
Há amores que não nascem — eles emergem.
Emergem como brumas de um passado que não pertence a este mundo,
como memórias que a alma carrega sem saber de onde vieram.
Camille não é apenas uma mulher.
É um arquétipo: a presença que magnetiza e fere,
que não se entrega porque vive entre os mundos,
entre o agora e o nunca.
Amar Camille é como amar um eco:
você nunca a toca,
mas ela vibra em cada nervo teu.
E o porão, meu amado leitor, não é um lugar físico.
É o território escuro onde guardamos tudo o que não suportamos perder.
Camille vive ali.
E Chopin, talvez, também.
"Antes de tudo; perdão pela carta.
Essas palavras, são minha carta, para eu velejar seguro, por suas águas.
Águas de ilusões, de palavras doces, e lágrimas amargas.
Eu sei o que me espera na sua enseada.
Eu sei que a cada mergulho, a cada braçada, eu hei de afogar-me, em suas palavras.
Mar de ilusão, suas águas, quando em lágrimas, ao meu eu, enxurrada.
Antes de tudo; perdão pela carta.
Eu sou o que sou, amo ela, amo-a muito mais que o fim de tarde, ou o primeiro raio da alvorada.
Eu sou uma única gota, meu amor por ela, uma cascata.
O que escrevo para você mulher, é apenas uma nota, o que sinto por ti, é serenata.
Declaro apenas o brilho da Lua, meu amor tem a luz de galáxias.
Escrevo palavras bobas em um pedaço de papel, que em papel não descrevem nada.
Perdão pela simplicidade e pela alma parva.
Antes de tudo, perdão pelos erros, perdão pelo amor e perdão pela carta..."
"Eis aqui, o que dizia, a carta da desvairada:
'E..., meu amado, peço que me perdoe, mas já não podemos mais, ser um só.
Perdão, meu amor, te deixo no nosso templo de amor, mas continuarei te amando, jamais estará só.
Perdão, amado, perdão, perdão, mas minha vida tornou-se um eterno choro, não sou capaz de desatar, em minha garganta, o nó.
Te amo E..., como o céu ama as estrelas; como o Sol ama o amar, e como ele, devo ser só.
Meu amor, peço que não me odeie, mas seus escritos, os seus livros, lhe farão uma companhia, demasiado melhor.
Doravante, amor meu, vá, seja feliz, encontre alguém, que não faça seu castelo de felicidade, tornar-se pó.
De mim, de nós, amor, eu tenho dó.
Sei que vou, sei que sofreremos, mas contigo, vivendo com indiferença, será pior.
Rogo, para que o nosso ipê floresça, que cada pétala, seja uma eternidade de felicidade em sua vida, que ele lhe faça companhia, que não se sinta só.
Peço que não me odeie, meu amor, meu coração ainda bate por ti, mas se ele parasse, agora, nesse instante, seria melhor.
Não te esquecerei nunca, amado meu, pois o sonho da eternidade contigo, é uma estaca cravada em meu peito e o sonho de nós dois, ainda sei de cor.
No momento em que lhe escrevo essa carta, o céu parece prever o nosso fim, parece furioso comigo, por deixar transbordar a minha dor.
Amado meu, vou-me, mas lhe deixo, meu eterno amor.
Espero que a chuva, que sobre nós já se avizinha, possa lavar-te de mim e que não guardes rancor.
Amado meu, peço que não me odeie, por favor.
Lembre-se E..., depois da mais intensa das tempestades, o céu, sempre ganha cor.
Não morra, mas mate em seu âmago, nosso amor.
Daquela que te ama, daqui à eternidade.
D...'
Infelizmente, não houve cor para o meu amigo, após aquela forte trovoada.
Que a alma dele descanse, e não se recorde das palavras vazias, da de alma vazia, desvairada..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Carta Que O Matara
Tenho uma canção, uma rota
E a carta náutica
Até para decifrar:
a rota que me leve
para viver e te reencontrar.
Talvez eu não consiga chegar,
- não me importa!
Eu não vou sossegar jamais!...
Porque talvez eu não transmita
- segurança
Através do meu jeito de calar
E de seguir em frente,
Neste mundo descontente.
Eu tenho um jeito de me expressar
- diferente
Talvez não me perceba assim,
Eu falo diferente sim;
De um jeito que jamais esquecerás de mim.
Tu não te pareces nada com as mulheres vulgares que tenho conhecido. Espírito e coração como o teu são prendas raras, alma tão boa e tão elevada, sensibilidade tão melindrosa, razão tão reta não são bens que a natureza espalhasse às mãos cheias pelo teu sexo. Tu pertences ao pequeno número de mulheres que ainda sabem amar, sentir, e pensar. Como te não amaria eu? (...) A responsabilidade de fazer-te feliz é decerto melindrosa; mas eu aceito-a com alegria, e estou certo que saberei desempenhar este agradável encargo.
A meu amor se vc soubesse o quanto eu sou apaixonado por esse teu sorriso pelo seu jeito por seu cheiro pelo seu jeito carinhosa e cheia de felicidade radiantes bem nos brilho do seus olhos eu veijo aquela paixão doce e maravilhosa que vc e meu amor minha india sempre te amarei para a eternidade.nunca se esqueça que você vai ter sempre o meu amor por você
A cada dia eu fico louco e desperado esperando você chega na porta de casa dizendo o quanto me ama e nunca vai querer sair perto de mim meu amor
Inesquecível amor, escrevo-te pra dizer que nunca na minha vida imaginei encontrar alguém como você. Eu até imaginei aquelas relações clichês, cheias de alto e baixo, idas e voltas, mais você não, você é paz, é bonança, sol frio no fim da tarde, é algo gostoso de se viver, de se ter, de amar!
Você é aquele amor gostoso, aquele porto seguro, homem dos sonhos e as vezes acho que estou mesmo sonhando…
Eu realmente tive muita sorte em lhe conhecer e dividir uma história contigo. Cá entre nós, uma linda história, daquelas tipo filme americano romântico destinado ao público juvenil, com direito a muitos finais felizes! Essa é a razão por qual escrevo: A felicidade que encontrei ao seu lado! E que talvez não tenha falado antes ou com tanta frequência, mais espero que sinta em cada detalhe, cada gesto meu... mais por via de dúvida quero enfatizar aqui, pra lhe dá a certeza do sim, SIM eu amo você, SIM sou muito feliz ao seu lado, SIM você é sem dúvida a pessoa que eu quero pra resto da vida!
PS: Amo você, a cada batida do meu coração!
Um beijo da sua linda esposa!
Peço perdão a minha família e amigos.
Para o meu grande amor, sinto muito.
E em meu velório não quero que levem flores;
Levem apenas todo o amor que pouparam quando eu estava viva.
Passei muito tempo da minha vida sozinha, deve ser por isso que sempre tive o dom de afastar as pessoas.
A solidão vicia, assim como uma droga qualquer.
E corrói! E mata...
E em total solidão, eu morri.
Todos costumam dizer que pessoas fortes devem lutar
Mas eu lutei demais
E apanhei
Por que a vida tem que ser tão injusta e tão vazia?
Eu fui tão machucada que tenho medo das pessoas.
Por confiar demais nas pessoas, me encontrei em ruínas
E agora
O Deus que habita em mim eu liberto
O amor que habita em mim eu desprezo
Pois agora só me resta dor, e mais dor.
Então não me chamem de fraca.
Eu tentei, mas acabou.
Esqueci de lembrar:
Das dores que ja senti
Para antes me entregar
O amor é cego
A lembrança arrepia
Lembro do que havia lido
História digna de livro
Do tipo perdido
De prateleira antiga
Em que só o tempo lia
Cuida do que for verdadeiro
Leve o que for passageiro
Não soube amar
É tudo por dar
Acreditei nas brincadeiras
Daquela carta
Daquele sentimento
Do desejo
Até no beijo
Meus pêsames
Para aquela grande paixão
Que de tudo vi
Futuro, brilho e o riso
Abracei as dores
Só pra confortar
E assim escutei o silêncio
Depois vi a Ilusão
Naquele fica comigo
No beijo com desejo
No olhar
No abraço
E até no papo
Regado de felicidade e gratidão
Quem grande vi miúda és
Pelo fato de não saber quem és
Então vou esquecer de lembrar
Daquela que mais me fez amar
E assim enterrar
Aquela que mais me fez sonhar.
*The last letter, 1956*
Meu amor, minhas palavras já não dizem nada
Eu nem sei quando elas perderam a credibilidade
Só sei que aconteceu entre desculpas e arrependimentos
Talvez nem todas de coração
Talvez nem todos genuínos
Peço perdão novamente, mesmo você não acreditando no que eu digo
Suplico por uma visita, uma vista, um olhar
Nem que seja de ódio
Só peço sua atenção mais um vez, mesmo sem a presença da velha confiança que tínhamos.
Sinto falta da certeza de que tudo daria certo, da paixão, do sonho e do desejo, almejo meu orgulho de volta
Queria poder te ter aqui comigo mesmo não sendo possível.
Não vou te pedir para voltar pois seria egoísmo mas preciso me despedir.
Assim termino a derradeira carta, a irmã mais velha que é diferente das outras, que é fria e não demonstra o que sente
O adeus que eu nunca achei que escreveria
Daqui uns anos você vai revirar o entulho que éramos
E entre anotações de amor e súplicas irá encontrar ela:
A última carta.
Att.: A não mais sua ...
