Carta de uma Futura Mamae

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O ser humano está adoecendo moralmente

Vivemos uma época marcada por um fenômeno alarmante: o esfriamento das relações humanas!
As pessoas já não cultivam vínculos duradouros. A memória afetiva foi trocada pela pressa, a consideração substituída pela indiferença, e o respeito? Abandonado à margem do caminho!

As pessoas, tomadas por um egoísmo corrosivo, já não enxergam o outro como alguém a ser valorizado — mas como uma ferramenta!
E quando essa ferramenta deixa de ser útil, é simplesmente descartada. Sem remorso. Sem reflexão. Sem dignidade.

Essa postura revela uma profunda falência emocional e ética.
Estamos vivendo uma era em que a utilidade vale mais que a história compartilhada, e a conveniência fala mais alto que a gratidão!
É a banalização do vínculo humano! É o triunfo da frieza sobre a empatia!

E mais: muitos acham isso normal!
Chamam de “desapego”, de “liberdade emocional” — mas na verdade, é desumanização disfarçada!

Se não reagirmos a essa tendência doentia, seremos empurrados para um mundo onde as pessoas coexistem, mas não se reconhecem. Onde estão perto fisicamente, mas isoladas em alma.

É preciso reconectar o ser humano à sua essência!
Resgatar o valor da presença, da memória, do olhar no olho, da consideração verdadeira!


Não podemos aceitar como normal o abandono da sensibilidade.
É hora de restaurar o afeto, a dignidade e o respeito nas relações!

Estamos enfrentando uma epidemia de autonegação emocional! Sim — uma crise silenciosa e sorrateira, que corrói a integridade do ser em nome de vínculos que não edificam, apenas consomem.

Não é exagero — é realidade! Pessoas estão se mutilando por dentro para caber no espaço que o outro permite. Isso não é amor — é a dissolução da identidade! Uma tragédia moderna, disfarçada de afeto, onde o 'eu' se apaga pouco a pouco para sustentar o conforto do 'nós'. Mas pense: de que adianta amar, se ao final você já não sabe mais quem é?

Relacionamentos devem ser encontros entre consciências plenas — nunca pactos de anulação mútua. Reflita! Se, ao olhar-se no espelho, tudo o que vê é um amontoado de concessões... algo está profundamente errado. Reaja! Reconstrua-se! E jamais permita que a sombra de outro obscureça a sua própria luz."

⁠Um sentimento pode ser verdadeiro sem ser vivido

Essa é uma das verdades mais difíceis da vida adulta:
Nem tudo que sentimos precisa virar uma história.
Nem todo desejo precisa virar ação.
Nem toda conexão precisa virar romance.

Algumas paixões vêm para nos lembrar que somos vivos, desejantes, humanos. E depois, precisam ser soltas — porque o preço de realizá-las é alto demais.

Inserida por Dom-Oliviero

⁠Existe uma definição de poder, a confiança não se imprime em papel.
Ela se constrói ao longo do tempo em vivência, a confiança se faz ao grito.
Mostrando que associa a responsabilidade.
Capitando a essência da indústria individual conectada em uma pessoa.
É preciso apenas um gesto de simplicidade e respeito respeito

⁠Gratidão a Deus pela minha vida, por ter uma família que me acolhe e a sua proteção constante.
Ciclos se fecham para que o novo dê início , lembrar com alegria o passado precioso e abraçar com amor e sabedoria o que está por vir.
Agradeço por tudo que já vivi, pelas experiências que fizeram de mim a mulher que sou hoje , que eu possa abraçar o novo e viver o seu melhor nesse ciclo que está apenas começando.
Que o tempo passe devagar, quero aproveitar cada momento é um privilégio viver.
Obrigada a todos que fizeram do meu aniversário um dia especial, cada palavra de carinho e abraço sincero.
Deus os abençoe grandemente.

Inserida por ISLENESOUZA

⁠🧠 Reflexão do dia:
Saber e não falar é uma arte. Ter prova e não mostrar é poder. Às vezes, o silêncio vale mais do que qualquer confronto. Deixo a dúvida no ar, a pessoa achando que me engana, enquanto eu observo tudo de longe. Mostrar que sei? Pra quê? Prefiro ver a inquietação de quem nunca vai saber até onde eu sei.

👁️‍🗨️ Disfarce é defesa. Mistério é ataque.

Inserida por supremo_oficial

⁠Relâmpago é para tempestade assim como a epifania é para uma descoberta, que faz os olhos verem o invisível e os pés suspensos no chão.

A chama queima o escuro da noite e a faz um estado da natureza que dança entre opostos complementares.

Vazio é quando a festa acaba e seu vinho ainda está pela metade.

O tempo é um pressentimento, que é uma intuição, que é um estado inominável.

Ela fazia do silêncio um artesanato fluido que atravessava a alma como um bisturi afiado, que operava o excesso de vazio na alma cansada.

A porta estava trancada como um livro fechado. Todos os mistérios ocultos.

Um ser se cala ao ser nomeado, pois seu ego está paz. Ao ser esquecido, grita com sua necessidade de existir nas palavras.

Inserida por monalisa_1

Algumas fases da vida parecem uma bagunça que a gente tenta varrer pra debaixo do tapete, mas que insiste em escapar pelas frestas. São dias em que o coração pesa, em que os planos escorrem pelos dedos, e até o que parecia pequeno, como uma unha quebrada, vira símbolo de tudo que não deu certo.
Mas o tempo ensina.
Ensina que orgulho demais atrasa o passo. Que a raiva pode ser um espelho daquilo que ainda não curamos. E que o choro, por mais silencioso, sempre tem algo a dizer.
Aprendi que nem tudo está perdido quando o que queremos não acontece. Às vezes, é só o terreno sendo revirado para que algo mais profundo possa brotar. Nem toda porta fechada é fracasso; algumas são cuidado disfarçado.
Passei a enxergar a espera não como punição, mas como preparação. É no silêncio do "ainda não" que a maturidade cresce, e com ela, a gratidão. Gratidão por não ter tudo do meu jeito, no meu tempo, mas por continuar sendo moldada no tempo certo.
Entendi que a vida não se trata apenas de conquistar, mas de aprender a sustentar o que se conquista. Que amar é muito mais do que estar pronto para oferecer, é também estar disposto a receber sem medo.
E talvez o mais difícil tenha sido perceber que algumas coisas precisam ser cortadas pela raiz. Que não adianta remendar o que já não se encaixa. Às vezes, é preciso ter coragem de recomeçar, de abrir mão do que parece seguro, para deixar crescer o que, de fato, tem raiz.
Não é fácil abandonar a ilusão do controle. Mas é libertador aprender a ver com outros olhos, não os que buscam aprovação, mas os que reconhecem valor até no que ninguém vê.
E, no fim, toda queda, todo atraso, toda espera… carregava em si uma pequena semente. De força. De fé. De renascimento.

Inserida por Riber

⁠Chamo de "falta de emoção" aquilo que ainda não sei nomear.
É uma presença vazia, um sentimento sem forma, sem cor, sem raiz.
Não sei de onde vem, tampouco o que quer me dizer. Só sei que se instala. Silenciosamente.
E fico esperando que passe, como se a alma respirasse por impulso até que outro sentimento mais forte venha e ocupe seu lugar.

No meio desse vácuo, me torno mais analítica.
Começo a observar o mundo com olhos mais calmos, como se tudo ao redor pudesse me ensinar algo sobre mim.
Foi assim que reparei em meu gato.
E nele vi, não um animal de estimação, mas um reflexo.

Demorei a tê-lo. Não por falta de vontade, mas por resistência alheia.
Quando finalmente chegou, entendi de imediato por que sempre o desejei.

Gatos são estranhos à espera.
Amam a rotina.
Buscam afeto, mas apenas quando o silêncio pesa demais.

Percebi que éramos semelhantes.
Sou alguém que demorou a entender o que é afeto.
Guardo sentimentos em caixas seladas, como quem tenta proteger o mundo do que sente.
Mas quando a caixa cai, o estrago é incêndio: tudo arde de uma vez só.

Gatos, ao menos, não fingem.
Eles sentem e demonstram.
Se querem carinho, pedem.
Se algo muda sem aviso, se retraem.
Mas quando estão bem, vibram com uma intensidade que ninguém consegue conter.
São fiéis à própria natureza.

Talvez meu gato seja assim porque herdou a minha essência.
Talvez ele apenas a reflita com mais pureza.
Ele me ensina, com cada olhar e cada silêncio, a ser mais sincera com o que habita em mim.

E é aí que reside a beleza:
na humildade de aprender com o improvável.
Na coragem de admitir que a vida nos ensina pelos cantos.
E que crescer é, muitas vezes, parar de tentar entender tudo e apenas sentir.

Afinal, somos eternos aprendizes.
E o mundo, uma sala de aula infinita.

Aprendemos nos gestos mínimos.
E crescemos quando deixamos o orgulho ceder lugar à verdade.

Esse é o caminho:
ver com a alma,
sentir com o espírito,
e reconhecer, na simplicidade, a grandeza de viver.

Inserida por Riber

À meia-noite, soaram as doze badaladas que marcaram o fim e o princípio.
Era o prenúncio de uma metamorfose, como se eu houvesse rasgado a pele do que fui, para respirar, enfim, em um corpo que me coubesse.

Lancei âncora em minha própria mente, mergulhei fundo no que antes deixei inacabado.
E com Deus indo à frente, como vento que abre caminho no mar, sei que nada será impossível.

O futuro brilha no horizonte como uma estrela que arde, mas levo o passado comigo como quem carrega cartas antigas no bolso, com saudade e gratidão.
Ninguém entende. E tudo bem.
Há coisas que nascem só para serem sentidas.

Meu espírito, antes contido, agora voa.
E não pedirá mais licença para falar.
Ele habitará minha carne como fogo habita a chama,
sem se apagar.
Porque há uma verdade dentro de mim que não veio de mim,
mas que, mesmo assim, me escolheu como casa.

Minha missão não é gritar por ela,
mas viver de um jeito que o mundo a escute.

Não é delírio, é despertar.
Como se, depois de tanto adormecida, a vontade gritasse em mim;
forte, urgente, viva.
E dissesse:
Caminha.
Não estarei sozinha.
Nunca estive.
Agora é marco.
Agora é passo.
Agora é fogo no peito e fé no chão.
Agora, enfim,
eu caminho.⁠

Inserida por Riber

⁠A dor corta.
Mais fria que o gelo, mais afiada que uma katana.
Não chega com ternura, nem com piedade.
É indesejada como a visita inesperada de um parente distante, aquela que ninguém quer receber.

Ela desnorteia, faz tremer de raiva só por existir,
e, paradoxalmente, agradeço por sua presença profunda.

Não a entendo, nem a expulso.
Mas sinto sua força e sei: ainda estou viva.

A dor é ambígua;
vazia e completa,
forte e frágil,
louca e sã,
eterna e fugaz,
calma e tempestade,
causa e remédio,
amiga e inimiga,
indesejada, porém essencial.

E a ela eu agradeço.
Porque só me levanto após a queda;
como pérolas que nascem da ostra que sofre,
porque só aprendo quando sinto.

A dor não é amiga, mas tampouco inimiga.
É a mestra silenciosa que me ensina a ignorá-la,
e, ao mesmo tempo, a conviver.

Inserida por Riber

Num diálogo poético e filosófico, Lume e Névoa, duas vozes que coabitam o mesmo Ser, empreendem uma travessia íntima pelos territórios internos daquele a quem pertencem. Lume observa com reverência e ternura os movimentos profundos de quem carrega em si um fogo contido, uma centelha divina e indomada. Já Névoa, inquieta e interrogativa, questiona o peso de viver à margem, sem forma definida, oscilando entre luz e sombra.
Ambos revelam, em vozes distintas, a complexidade de um Ser que não se encaixa em molduras, mas vibra nas frestas; um ser feito de contrários que não se anulam, mas se reconhecem. Ao percorrerem memórias de dor, quedas, silêncio e reinvenção, os dois traçam o mapa não fixo de uma identidade em metamorfose constante, que prefere a travessia ao destino e a imperfeição como linha viva de evolução.
Mais pra o final, evocando o verso do cantante, Lume chega à conclusão de que "ano passado ele morreu, esse ano ele não morre mais", e ambos compreendem que, mesmo fraturado, o Ser ainda pulsa, ainda recomeça. E que habitar-se é, sobretudo, sustentar-se inacabado, como poesia moldada no silêncio.
O convite, agora, é para que quem se debruça sobre estas linhas aceite caminhar ao lado de Lume e Névoa. Talvez encontre, nas dobras dessa conversa, algo de si mesmo.

DO LADO DE DENTRO: CONVERSAS DE QUEM HABITA O MESMO SER

 LUME
Vem, Névoa.
Olha comigo mais uma vez esse Ser que também somos.
Às vezes, o olhar dele não se volta para o mundo.
Retorna, sem aviso, ao território quieto que pulsa atrás dos olhos.
Não busca forma nem resposta. Apenas reconhece, sem intermediação, aquilo que, mesmo escondido, continua a pulsar.
Não é espelho, nem testemunha externa.
É ver-se por dentro.
Ver-se por si.
E ali se enxerga.

 NÉVOA
Vejo, Lume.
Mas diga: como é difícil habitar alguém assim, que não cabe no centro, nem se acomoda ao meio?
É como se tudo nele vibrasse nas bordas.
Uma essência que escapa às formas, que se recusa à lógica, que desmonta a moldura.
E tu o chama de inteiro?

 LUME
Chamo de pleno no que pulsa, mesmo que nunca concluso.
Carrega em silêncio o gesto de um deus,
não o Deus que é verbo, mas uma centelha que se ergue por dentro,
soberana, indomada, feita de presença.
Um fogo contido que arde sem se exibir, senhor de si,
que só se aquieta diante do Senhor do Tempo,
esse imensamente maior, que o reconhece e o desarma em reverência.

 NÉVOA
Só a Ele?

 LUME
Não apenas. Inclina-se também à presença de uma Diva sutil,
que não exige poder,
mas influencia o curso do íntimo
com a mesma delicadeza com que a brisa atravessa o que é denso.
E assim, ambos, o Deus e a Diva, habitam extremos distintos,
mas que despertam nele o mesmo gesto silencioso de reverência:
um pelo peso, o outro pelo toque.

 NÉVOA
Então tu vês, Lume,
que mesmo com tamanha reverência interna,
ele permanece partido entre extremos?
Talvez, diriam os que escrevem o indizível,
que nele habite um deus, um louco, um santo,
um bem e um mal.
Como se o corpo fosse templo de contrários,
e o espírito soubesse dançar entre eles sem se despedaçar.
 LUME
Sim! Não há espelho que reflita todas as suas imagens.
Nem todas as versões cabem na superfície refletida.
O que se vê é só a pele do mistério.
O que importa vive entre as camadas.
Há uma delicadeza que atravessa,
mas também uma aspereza que resiste.
Um bem que titubeia,
um mal que às vezes acena como abrigo.
E quando o erro se insinua ou se estabelece,
a consciência se ergue em resposta,
nem sempre como correção,
mas como voo aprendido na queda,
orientado pelas cicatrizes das que vieram antes.

 NÉVOA
Então tu me dizes, Lume,
que ele vive nesse eterno vai e vem entre tropeço e despertar?
Um movimento que não se encerra?
Parece mais fuga que caminho...

 LUME
Não é fuga, Névoa. É caminho.
Como quem preferiu ser, como disse o cantante,
essa metamorfose ambulante,
não por inconstância,
mas por saber que de falha em falha se esboça o caminho do ser melhor.
A falha, afinal, não chega a ser imperfeição.
É traço vital, linha viva do que ainda pulsa em construção.
Ali, os opostos não se anulam,
mas se reconhecem como costuras do mesmo tecido.
O santo e o louco não duelam.
Entre eles, há uma dança que não se move no corpo,
mas vibra no silêncio do gesto.

 NÉVOA
Mesmo assim... será paz, Lume?
O juízo ali não silencia o instinto,
e a fé caminha ao lado da dúvida, tropeçando de leve.
É um desassossego sereno.
Paradoxo que não deseja paz,
mas profundidade, isso que vejo.

 LUME
É isso. A alma desconhece a gravidade.
Cai com elegância.
Levanta-se com sombra.
Deixa, na ausência, o traço sereno de uma presença que não se desfaz.

 NÉVOA
Mas repara, Lume: quando silencia...
é como se uma parte escutasse a outra.
Quando chega, o que está dentro se move para abrir espaço.
Quando parte, permanece como marca,
raiz deixada por si em si.

 LUME
É! São movimentos internos, quase imperceptíveis ao mundo,
mas que, dentro dele, provocam marés inteiras.
Passou por tempestades que não deixam marcas na pele,
mas tatuaram o espírito com signos secretos.
Conheceu subterrâneos sem nome,
lugares escuros, úmidos, densos.
Caminhou em trevas que evita nomear.
E mesmo assim, fez-se caminho.
Na lama, achou argila,
não o fim, mas o começo do que ainda pode ser moldado.
No breu, acendeu o sopro.
Na dor, encontrou o antídoto escondido na própria ferida.

 NÉVOA
Verdade. É como se carregasse mares que não espelham o céu,
mas que se agitam no subterrâneo dos ossos.
São marés densas de silêncios não ditos,
que só encontram repouso
quando tocam águas mais claras.
Um mar sereno que abriga
sem perguntar de onde vieram as ondas.
Uma escuta líquida, sem pressa.
Um abrigo raso, onde até a dor aprende a boiar.

 LUME
Pois é! Naquele interior onde coabitam o bem e o abismo,
a verdade não chega como raio,
mas como brisa.
Não mente,
mas pinta com delicadeza o que, se nu,
machucaria o que toca.
E mesmo sem se entregar por inteiro,
acende o que basta.

 NÉVOA
Sim, ocorre que nem a poesia, nem a filosofia podem responder tudo, Lume.
Não se sabe ao certo se ser assim
tão cheio de frestas, de marés fundas e silêncios antigos,
é mais graça ou mais peso.
Não se sabe se há esperança para um ser que não cabe no centro,
nem certeza de que, passadas seis décadas,
ainda haja tempo para ser mais do que se tem sido.

 LUME
Eu sei. Houve perdas. Partes desfeitas.
Ao longo dos anos, e no último especialmente,
algo nele silenciou mais fundo.
Houve um cansaço que em algum momento pareceu irreversível.
Uma despedida muda de si para si.
Mas o que ficou em pé, mesmo sem firmeza,
ainda espera espera o instante em que a alma volte a respirar mais fortemente.
E, parafraseando o cantante, o que digo dele é que:
‘ano passado ele morreu,
esse ano ele não morre mais’.

 NÉVOA
Sabe? Habitar-se para ele nunca foi concluir-se.
É sustentar o inacabado com leveza.
E ali, onde tudo se contradiz
ou enfim se reconhece,
algo se acende,
não em luz plena,
mas em fresta viva, discreta,
onde o dentro começa a respirar por entre margens.
É por essa fresta que a claridade atravessa.

 LUME
Sim! E tudo o que foi vivido,
a dor, o delírio, o descompasso,
fez-se matéria de travessia.
E a travessia, moldada no silêncio,
virou poesia.
Poesia que se espalha pelas bordas,
como quem só revela o sagrado
a quem aprendeu a ver no escuro.

 NÉVOA
Sabe o que penso, Lume?
Nele há limites que nem a força mais íntima ultrapassa.
Há mistérios que nem a alma mais desperta ousa dominar.
E há passos, os derradeiros de cada travessia,
que só Deus, o verdadeiro, conhece o momento exato de conduzir.
Até para mim, que duvido, isso basta.

 LUME
E bastando, é paz.
Voltemos ao nosso silêncio.
Ele ainda tem muito a nos dizer

Inserida por WMAGNOR

Amor, o q falar do amor? Muitos dizem que amor é uma sensação entre 2 ou mais pessoas, mas será que é mesmo isso?
O amor parece ser uma coisa muito estranha, que te prepara para a vida ou te deixa traumas, mas pq que o amor tem que deixar traumas? Se é apenas amar alguém...
Muitos falam sobre o amor na adolescência, mas poucos sabem ou sentem qual é a dor de perder a pessoa que você mais amou, e poucos sabem a sensação de perder os sentimentos pela pessoa que tu amaste realmente, mas será que isso ainda continua sendo amor? Ou apenas um sentimento que nunca foi explicado, que tenta encontrar alguém que realmente ama? Não sei dizer, mas sei que amar dói...

Inserida por dailson_ferreira

⁠Essa pessoa que você acredita ser não é o seu verdadeiro eu,
mas uma réplica do que você criou para representá-lo.
Enquanto você chora, sua réplica sorri e parece estar bem.
Quando traída ou magoada, sua réplica esconde sua dor como uma máscara que esconde sua fragilidade.
Seu verdadeiro eu nunca é visível.
Afinal, você não quer que a sociedade o veja exatamente como você é por medo de ser rejeitado ou excluído...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.

Inserida por Anteros


Se a alma falasse, berraria em notas graves.
Já chorei em silêncio com a elegância de uma sinfonia esquecida.
Não fui ferido por espadas — fui esculpido por ausências.
Há beleza na dor que não grita, só vibra.
Fui afinado pelo abandono e regido pela fé.
Agora, cada passo meu soa como vingança em compasso de oração.
— Purificação

“Ao vê-la com uma criança nos braços, a forma como cuidava do sobrinho, o tempo parou.
Os meus olhos brilharam — não por novidade, mas por confirmação.
Era como ver o futuro com nitidez.
E dentro de mim, uma voz sussurrou com firmeza:
'Tu sempre soubeste que era ela.
E agora, mais uma vez, o universo reafirma.'”

Inserida por RamsayGouveia46

⁠Texto: A preciosidade de uma mulher

A preciosidade de uma mulher vê o quanto ela é sorridente e especial , mas é uma pessoa tão guerreira mas de um jeito genial , capixaba com todo afeto, carinho e atenção, conheci no tiktok como se a amizade faz de tudo naquilo que estendesse a minha mão.

Não desisto pela paz ,preciosidade e afeto, mas ela trabalha de segunda a sexta ,pra ganhar a comida sobre a mesa porque a melhor a fazer é da certo, as palavras deixa a Cinthya muito simpática e especial de sorridente , mas também tem uma filha que é muito inteligente . E com essas palavras que eu deixo porque a vida é uma beleza , receba o texto Cynthia de coração ,que a alegria espanta essa tristeza .
❤️🩷🖤💛🫶🏻🩶💙😍

Inserida por rafinha_lima

⁠C.S

Cabernet Sauvignon.

É uma uva que fora da maturação adequada,
Trás com ela um toque herbácio meio amargo,
Não adianta a chaptalização,

Ainda não chegou sua hora de ser colhida,
Matura na pedra rolada da vida,
No sol da alegria,
Na chuva do choro da cura,

Dos traumas dos granizos,
Que caíram em ti na falta da proteção,
Da cerca que um dia você mesmo perfurou,
Sem atenção...

Então, cresça e apareça,
Envelhecida e embarricada,
Seja tu um vinho de guarda,
Dentro da minha adega que se chama coração.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Pra você, que talvez ainda não veja o que carrega”
por Sariel Oliveira
Você me disse uma vez, com aquela certeza no olhar:
“Quero ser rica. Por isso falo, todos os dias, que vou ser.”
Na hora, eu só quis te lembrar do que você talvez ainda não enxergue:
você já é rica.
Mas não do jeito que as pessoas mostram por aí.
Não com dinheiro, nem com coisas que se guardam.
Você é rica pelo amor que pulsa dentro da sua casa,
pelo brilho nos olhos dos seus filhos, que carregam pedaços seus,
pelo abraço silencioso de uma mãe que, mesmo cansada, nunca deixa de se preocupar.
Eu, que caminho sozinho por esse mundo,
vejo essa riqueza e sinto uma saudade que palavras não alcançam.
A verdadeira riqueza não se mede,
não se fotografa, nem se exibe.
Ela se sente no coração, se segura na alma,
e às vezes só se entende quando falta.
Eu desejo, de verdade, que você conquiste tudo o que sonha.
Mas, acima de tudo, desejo que um dia você veja, com clareza,
que aquilo que você já tem — o amor, o cuidado, a vida compartilhada —
vale mais do que qualquer fortuna que o mundo possa oferecer.
E quando esse dia chegar,
que você tenha a generosidade de espalhar essa riqueza,
de dividir o que não tem preço,
com quem realmente merece.
Porque ser rico não é sobre ter muito,
é sobre saber dar sentido a tudo que se tem.
E você, minha amiga, já é a pessoa mais rica que conheço.

Inserida por sayro_designer