Carta de Amor Distante
INTIMIDADE DE MULHER.
Eu desenhei teu corpo na minha mente,sei de cada pinta que tem marcado na sua pele penetrei feito um parafuso penetra na rosca,fui tirando suas vestir,tirando seu silêncio tirando seu sorriso,foi quando você tomou a iniciativa,eu percebia que as luzes piscava como se elas obedecessem o comando do seu corpo,e quando as luzes apagaram você despiu pra mim toda sua intimidade de mulher.
MIL LONGOS DIAS.
Decidi escrever para você depois de mil dias. É incrível como parece que foi ontem que paramos de conversar! Você não mudou nada, pelo menos na minha forma de pensar.
Já se passaram mil longos dias, são dois anos e noves meses, e dentro desses longos meses todos os dias te vejo na minha frente.
Todos os dias eu falo o seu nome, todos os dias você está em meus pensamentos.
Você não tem ideia do que eu faço, todas as noites saio para a rua para olhar o céu, vejo a lua radiante.
Mas incrível sair todos os dias para olhar o céu, só que não saio para olhar apenas a lua, por mais que ela seja única.
Sabe o que me faz olhar para o céu? São as duas estrelas que estão sempre juntas!
Lembra quando eu segurava em suas mãos e dizia que seríamos como aquelas duas estrelas, que viveríamos sempre juntos?
Mas hoje fico triste em saber que estou sozinho, porque já não existe o "nós".
Choro ao vê-los as duas juntas no mesmo lugar, enquanto nós estamos tentamos nos reencontrar.
Há muito tempo eu queria você, olhei nos seus olhos e vi o infinito, o lugar mais bonito que já vi, o local mais lindo que já percorri.
Ao olhar para você seguindo meus passos não acreditei. Juro que já tinha andado por outros lugares, já tinha olhado nos olhos de várias pessoas, mas nenhum foi tão intenso como o seu.
Ficamos um bom tempo nos olhando, seus olhos azuis deixavam apaixonada a menina dos meus olhos negros.
Sem dizer uma palavra, apenas nos olhamos observando os gestos dos seus lábios. Desejando tocar sua boca.
Em silêncio, disse que queria ter você ao meu lado, foi quando te peguei no colo, e te coloquei sobre o meu peito, foi assim que finalmente te tive nos meus braços, como sempre quis, da forma que sempre desejei.
Loucamente apaixonado, te beijei. Tive você nos meus braços pela primeira vez, agora te tenho todos os trinta dias do mês.
A VERDADEIRA MULHER.
A verdadeira mulher não se importa com quanto você ganha, ela não está interessada no seu salário.
A verdadeira mulher concorda em sair com você para qualquer lugar sem esperar nada em troca, ela sai com você sem pensar em ser bancada.
A verdadeira mulher não está interessada em pedir pix para pagar isso ou aquilo, ou em trocar fotos íntimas.
A verdadeira mulher nunca espera ser sustentada por ninguém, por que ela é dona do seu próprio dinheiro, ela é dona da sua própria vontade, é ela quem manda nos seus próprios desejos.
Ela é dona das suas próprias vaidades, em troca de tudo o que ela tem, a verdadeira mulher não abre mão da sua liberdade para ser mandada por ninguém.
A VIÚVA NEGRA.
Uma noite inteira na camauma vida inteira para ama-la vestia-se de viúva negrapara devorar suas presas.
Solitária saciava-se comos próprios dedos na camaduas fendas uma chave uma
venda para cegar suas vítimas.
Sobre as mãos um chicote para atiçar o corpo,na outrapossuía um terço onde
confessava seus pecados.
Chamava-se de viúva negrapor que matava o desejosde todos que ó possuíasaciava-se da sua vontade de mulher.
O que Deus diz sobre ansiedade?
Deus diz na Bíblia que quer tirar nossa ansiedade. É normal sentir ansiedade em algumas situações mas a ansiedade não nos ajuda. Não precisamos nos sentir ansiosos porque Deus está no controle.
O que é ansiedade?
Ansiedade é preocupação com o que vai acontecer. Antes de enfrentar uma situação que poderá ser perigosa ou difícil, é natural ficar ansioso. Mas a ansiedade não ajuda, só piora a situação. Não é bom ficar dominado pela ansiedade porque:
Causa sofrimento desnecessário – não sabemos o que vai acontecer; poderá não ser tão mau como achamos. Não vale a pena ficar sofrendo antes de uma coisa ruim acontecer – Mateus 6:34
Distorce a realidade – quem está muito ansioso não consegue pensar direito e tem dificuldade em tomar decisões certas
Impede de seguir os planos de Deus – a ansiedade torna a pessoa relutante em fazer o que Deus quer, porque acha que não vai correr bem e não se sente segura – Lucas 12:29-31
Enfraquece a fé – a ansiedade tira nossos pensamentos de Deus e de Suas promessas; podemos acabar acreditando mais em nossos medos que na verdade de Deus
Como vencer a ansiedade?
É possível vencer a ansiedade confiando em Deus. Você pode contar todas as suas preocupações a Deus e confiar que Ele vai lhe ajudar (Filipenses 4:6-7). Dê sua ansiedade a Deus. Diga a Deus “tome minha ansiedade, Você está no controle” e decida confiar no Seu cuidado (1 Pedro 5:7). Se vier mais ansiedade, dê a Deus outra vez e continue dando a ansiedade até que acabe. Agradeça a Deus porque Ele está cuidando de você.
Por que Deus se cala?
Deus pode ter muitas razões para se calar em certos momentos. Cada situação é diferente mas podemos confiar que Deus está no controle (Romanos 8:28). Mesmo nos momentos de silêncio, Deus está trabalhando em nossas vidas.
De certa forma, o silêncio de Deus também é uma resposta. Muitas vezes, quando Deus se cala Ele está dizendo “espera”. Também pode ser um tempo para aplicar aquilo que já aprendemos de Deus, lembrando as coisas que já ouvimos. Outras vezes, pode ser um sinal que precisamos mudar alguma coisa.
Mesmo sem saber a razão do silêncio, o tempo quando Deus se cala é um tempo para usar a fé. A fé nos sustenta quando não ouvimos nada (Hebreus 11:1). Cremos que Deus existe e continua trabalhando em nossas vidas, até quando está calado.
Reflexão
A verdadeira motivação para conquistarmos o impossível, é acreditamos em nós mesmo, é acreditar na capacidade que Deus nos deu. Quando nos sentimos incapazes, é por que desconhecemos nossas capacidades e nossas limitações. Se queremos vencer, não podemos limitar nosso espaço e nossa capacidade.
Amar de verdade
Tu partiste e contigo levou a felicidade,
Minha felicidade, sem aviso nem piedade.
Que direito tinhas de reescrever meus caminhos,
Mudar meus planos, e ferir meus destinos?
Te vejo sorridente, vagando por aí,
Será que em teu íntimo, a tristeza se esconde também, sem fim?
Se pudesse falar contigo, te convenceria a entender de mim...
O destino, em seus caprichos, não ao nosso lado está,
Ele vai para lá e cá, sem avisar, sem dar sinal,
Levaste minha felicidade, para que aprendesse a lidar,
Com amizades, dificuldades, e a vida que é tão desigual.
Entender a vida é difícil, ainda mais sem tua presença,
Tão difícil seguir adiante, sem tua essência.
Amar com alma
Tua sinceridade acalenta minha alma,
Me conquista, me acalma.
A paz do teu olhar me ganha,
Na simplicidade, sem manha.
Tu és perfeita com todos teus defeitos,
És a mais bela e singela dos campos,
Únicos são teus encantos,
Me cativa ao falar, ao sorrir e ao chorar.
Parte de mim pertence a ti,
E em mim te guardo, sem fardo,
Atravessa meu ser como um dardo,
E deixa em mim um único pecado, amar-te.
– Olha o doce balanço do Mar que vem com a onda...
– Mas não tem onda...
– Ah, desculpe! Escutei dizer que o Mar iria enviar uma onda para gente sentir o doce balanço. Calma, acabamos de chegar!
– Mas você acha mesmo que ele vai enviar? E que vamos sentir alguma coisa?
– Não posso responder com certeza, mas só vim porque acredito.
– Sei não...
– Sim, ele virá! Digo isso porque já consigo vê-lo com o coração...
–Com o coração? Minha nossa! Também estou vendo, está vindo...
Era um daqueles sentimentos mais fortes, que carregava ao longo de algumas existências. Por isso escutou novamente músicas marcantes e leu textos que haviam dado novo sentido à suas razões. Prestou atenção em detalhes que marcaram sua vida, como o barulho do ventilador, o brindar dos copos, o cheiro da chuva. Percebeu então que naquela selva amarga - onde a loucura era negada por aqueles que esqueciam os aprendizados da dor - restou viver da saudade, se lembrar da vontade, e refletir sobre o amor.
Com todas as pedras que jogam em
seu caminho, use o máximo da sua compreensão e vá talhando uma obra de amor com os cacos. Obras de amor erguidas por cacos, quando prontas - enfeitam, reluzem, e despertam
atenção em qualquersantuário pela sua força e acabaminspirando
um montede pessoas.✨
Pra começar agora aceite a sua imperfeição e tire o peso dos seus erros. Se você gostaria de ser melhor - mas ainda não é - saiba que talvez você nem tenha estrutura pra isso agora. Acabaria fazendo merda. Então se aceite, aceite seu tempo, e compreenda também o tempo que cada um leva pra evoluir.
Se fortaleça nessa direção ✨
Você tem duas opções na vida em relação aos seus sonhos: acreditar neles, ou não acreditar. Se vai dar certo ou não, isso vai de encontro ao que você toma como possível e impossível em sua existência. E isso está diretamente ligado ao que você sabe sobre a vida, e também ao que você ainda não sabe sobre ela.
VALENTINA
Esses milênios todos que vivi tentando corrigir imperfeições, foram tempos preciosos que perdi; só fiz por merecer mais provações. Encarnei rico e vi na caridade o meio de exibir a minha riqueza. Depois, vim pobre, e por sagacidade, tirei um bom proveito da pobreza. Alma fechada, oposta à evolução, visando a carne, indiferente à morte, jamais cuidei da minha salvação. O hedonismo sempre foi meu norte. Fui cego, surdo, mudo e mutilado. Também já vim com a forma de Narciso; matei por vício, e após fui trucidado. Sofrendo o talião tão justo e preciso porém nesses milênios que passei atravessando a terra ou atravessando espaços uma coisa eu conservei, qual chama viva a iluminar meus passos. Começou nesta encarnação, quando Valentina nasceu, enfim. E pelo tempo afora desde então, não sei se vivo nela ou ela em mim. Essa paixão que a cada dia aumenta, de beijos e carinhos se alimenta na terra e ficará pelo espaço eternamente. Ela fez tornar-me ao Carma indiferente, transformou o averno em mundo de magia, e a Terra triste em Éden de alegria. Por isso, morrerei, quando for a hora, sabe lá o dia, com alegria; mas mal conterei em frente à Deus a minha rebeldia, que tão logo na família dela quero reencarnar. Ao que presumo, a aprovação, com base no livre arbítrio, consiste apenas em me acompanhar. E temo que ao findar aqui a minha missão, pelo umbral eu fique um tempo a gravitar. E se por lá ficar, ao ver-me órfão deste amor bendito, sentir-me-ei, então como um proscrito, sem luz, sem guia, e longe da verdade. Mas hoje, com dias e horários marcados para buscá-la já fico aflito, enlouquecido, ébrio de amor, carpindo no infinito o Carma doloroso da saudade...
Minha avó uma vez pediu-me para comprar uma tesoura, um escorredor de macarrão e um vidro de azeite no mercado, em Niterói, quando eu tinha 12 anos. A rua era Cel. Gomes Machado. Quando eu saí de casa, lembro que também ficaram aguardando duas tias, que ajudavam ela naquele sábado, na cozinha. Esse pedido caía do céu para mim que estava de castigo. A casa ficava na Rua Coronel Senador Vergueiro da Cruz, ao lado do escadão que sobe para o morro do Cavalão. A razão do castigo já não lembro. Lembro-me, sim, que só poderia sair para comprar as coisas e voltar. Fiquei feliz com a tarefa libertadora. E mais feliz fiquei quando, ao dobrar a esquina da Rua São Pedro com Visconde de Itaboraí, verifiquei que se tirava “par ou ímpar” para jogar uma “pelada”, no trecho compreendido entre a Rua de São Pedro e a Cel. Gomes Machado, justo no caminho do mercado. Entrei no páreo e fui escolhido para jogar em um dos times. A galera era sempre a mesma; os amigos da rua que moravam por ali. Só quando a partida acabou lembrei-me da encomenda e fui correndo para o mercado. Lá chegando peguei as coisas e, ao procurar o dinheiro que vovó tinha deixado comigo não o encontrei no bolso. O dono do mercado, Milton Duarte de Castro, percebendo o meu embaraço, perguntou onde eu morava e de qual família eu pertencia. Por minha sorte, dispensou-me do pagamento, não sem antes puxar a minha orelha, com bom humor, para que eu tivesse noção da responsabilidade que um menino deveria ter na execução de um mandado. E que o bom negociante além de ser amigo da família, percebera, também, que suado como estava e com os pés imundos, só podia ser em razão dos folguedos da própria idade. O dinheiro, certamente, caíra na rua.
Agora, a história avança vinte anos...
O mercado já não existe mais. Há agora, na Rua José Clemente, uma loja de instrumentos musicais. Lembrei desses momentos quando era garoto e resolvi entrar naquele lugar fazendo uma pauta para O GLOBO-NITERÓI que foi capa daquela edição de sábado, e que falava sobre a diversidade musical da cidade. Ao olhar para o balcão, fiquei surpreso: Já mais velho, “seu Duarte”, o responsável pela loja, era o mesmo bom homem que, há vinte anos atrás, me desembaraçara de uma dívida de poucos cruzeiros na época. Pedi licença e resolvi me apresentar novamente, depois dos vinte anos, para contar-lhe esta história da qual, como não poderia deixar de ser, ele já não se lembrava. Foi um encontro agradável e, da minha parte, muito comovente. Eis a razão desse texto relacionar-se à amizade. “Seu Duarte” só lembrou de mim depois que falei o nome do meu avô. Ao perguntar se eram amigos, ele ficou com os olhos cheios d´água e respondeu: “fomos grandes amigos”. Não entrei na questão, apenas retribuí o sorriso e lembrei que, há vinte anos, ele não me cobrou o dinheiro quando falei o nome do meu avô. Disso tudo ficou uma lição: o importante numa amizade não é reconhecer somente o amigo, mas também o que é parte dele.
Tome a beleza da rosa vermelha e junte a seguir: o perfume de todas as flores, o gosto do mel, a cor do sapoti, a ternura de um afago, a pureza do amor fraterno, a envolvência da neblina, o frescor da brisa, a fidelidade do cão, a inocência da criança, a aderência do visgo, a humildade da violeta, e adicione depois:
O calor do sol, o veneno da cascavel, a violência de um coice, a astúcia de uma raposa, a traição de Judas, a instabilidade do tempo, a indolência da preguiça, a intranquilidade de um peixe, a atração de um ímã e o choro da carpideira.
Misture bem, acrescente futilidade a seu gosto pulverizando amor e carinho e deixe a massa em repouso durante vinte anos. Passado o tempo, use em pequenas doses, com muita, muita cautela: é a ex-mulher.
O que precisamos. É manter imensa necessidade de viver e reviver. O que precisamos é de amar menos a de sofrer. A vida está se passando. Tudo que se passa não a volta. O que precisamos é vontade demasiadamente de ir e vim. Menos de ficar pra trás. Porquê o mais importante de tudo é saber que a vida ainda se faz vida em nossa vida. O que precisamos e que sejamos útil em nossa vida.
J. A. N
Essa minha insanidade por ti vai me levar a loucura. Mais vou deixar você louca também. Esse querer descontrolado. Essa ânsia que já virou canancia por você. Esse poder que tens sobre mim. Me faz assim disorinhentado sem saber mais o que dizer. Já não consigo mais evitar. Vou elonquecer e na sua porta vou bater.
J. A. N
