Carta a um Amigo Especial
Em trevas o crepúsculo...
Parece o mundo um túmulo
Não há o estrelado manto...
Restou-me o desencanto...
As flores foram desfolhadas...
Estão perdidas sobre as calçadas...
No extinto e no porvir...
Só ouço suas mentiras e mais nada...
Colho o tédio...
Que já está maduro...
De olhar morto...
Escondido atrás dos óculos escuros...
Horror do mal, do feio em todos os caminhos...
Alma e coração em desalinho...
Arrastando a fraqueza e a simplicidade...
De maneira tão triste e louca, essa dura verdade...
Os ventos adormeceram...
A brisa não me beija mais...
Quero ficar só...
Como nunca estive jamais...
Sandro Paschoal Nogueira
Meu caminho
Queria um caminho aconchegante.
Quente... como uma tarde de verão.
Claro... como um meio-dia de sol a pino.
Queria um caminho que me abraçasse.
Um caminho em movimento...
Andando junto nas andanças do vento.
Sem medo do que está depois da curva.
Sem receio de descer ao mais profundo abismo.
Navegar no mar sem fim...
Segura de mim.
Queria andar nesse caminho sem cerimônia.
Queria procurar detalhes que ninguém vê.
Queria enraizar amor
Por todo o caminho por onde eu for.
A vida é como um passeio de carro comas mãos firme sobre o volante.
O parabrisa amplo serve para que haja uma melhor visibilidade na estrada adiante. O futuro!
Diferente do retrovisor que é pequeno e que serve apenas para olhar o ponto cego do passado. Nada mais!
Reflexão por Davi Tobias
Naufrágio
Sem rumo em um barco que não é a vela.
Em um simples barco de papel onde foi guardado sentimentos.
Foi afogado por marés de dores e porquês.
Girando em torno de sentimentos que causam confusões.
Cada vez mais tonto por conta da ilusão que foi o girar de um gira-gira e o balançar de um balanço.
Por mais que não alcance mais o seu sorriso e seu olhar,continuo a lembrar.
Afogando sozinho nesse barquinho de papel que me foi deixado.
Me sentindo vazio,sem mudanças,são ilusões?.
Será que houve entendimento ou foi apenas um tanto faz,pois ficamos mais distantes e frios.
Tentando similar polo norte e Polo sul nunca nos encontramos.
Casca Vazia
Como é se sentir uma casca vazia?.
É como se em um mundo onde todos são felizes e capazes de sentir algo como a felicidade,tu não sente nada e esse nada te persegue.
Como uma sombra,sempre está ali,mas eai será que é ruim?.
Não ser capaz de amar alguém por conta dessa sombra?.
A cada segundo que passa minha felicidade se esvai e o medo é o que me faz cair.
Será que realmente devo abrir meu coração que tanto tem medo de ser esfaqueado.
O que será que é a paz?
É o terminar de uma guerra?
É o parar dos assaltos?
É o extermínio de doenças?
Parece que por mais que guerras terminem,nunca encontro paz
Vontade insana de gritar,abraçar ou amar mas como...
Eu não sei...
um silêncio que nos ensina
Eu tive uma vizinha que não conheci.
Me alegrava o jeito que ela cantava.
Ouvindo os louvores que vinha do andar de cima.
Havia ritmo e uma voz que expressava alegria.
certo tempo depois, os louvores começaram a ser interrompidos .
Mais ou menos sempre por volta do mesmo horário.
Discussões ocupavam o espaço das melodias.
E depois de um tempo, já não se ouvia louvores em nenhuma parte do dia.
O tom de voz crescia, e uma alternância entre sussurros e gritaria acontecia.
até que um dia, o silêncio completo anuncia, que no andar de cima já não morava mais a vizinha.
A história que comove leitores em sua maioria.
é mais comum do que se imagina.
não se pode fazer nada por ela.
mas a maior lição que se aprende, é cuidar dos nossos próprios relacionamentos
Depois que se perde, sempre aumenta a percepção do valor que se tinha.
Ser paciente e agradecido, elogiar mais que do tecer críticas, são ingredientes de uma receita
Que quando bem feita, faz permanecer a alegria.
Se eu pudesse me dar um conselho, se eu pudesse voltar lá atrás, e ser aquele eu que me abraçou enquanto eu chorava no banho, eu diria:
"Eu sei que o seu mundo deve estar parecendo sombrio agora, mas eu quero que você saiba que você não está sozinho/a. Você ainda é a mesma pessoa incrível, cheia de sonhos e desejos, e você tem uma vida cheia de possibilidades pela frente. O diagnóstico do HIV pode parecer assustador, mas é importante lembrar que é uma condição tratável e muitas pessoas vivem vidas longas e saudáveis com o vírus. Você não precisa enfrentar isso sozinho/a, há uma comunidade forte e solidária de pessoas soropositivas que estão dispostas a apoiá-lo/a. Por favor, não desista de seus sonhos, nem se sinta envergonhado/a ou isolado/a. A vida continua e você pode e irá superar isso. Eu estou aqui para você, e juntos vamos enfrentar isso."
Quando recebi o diagnóstico positivo, uma infinidade de sentimentos me invadiu, e um dos maiores medos que senti foi o medo de ser rejeitado. Eu temia que as pessoas se afastassem de mim, que me julgassem, que tivessem medo de se aproximar e de me tocar. Também tinha medo de perder a minha autonomia, de não poder mais fazer as coisas que eu gostava ou de precisar depender dos outros. Além disso, tinha receio de que a minha vida profissional fosse prejudicada, de que as pessoas não quisessem trabalhar comigo ou de que eu perdesse oportunidades por conta da minha condição de soropositivo. E, por fim, o maior medo que eu senti foi o medo de morrer, de não ter mais tempo para viver os meus sonhos e de deixar as pessoas que eu amo.
Todos esses medos foram difíceis de lidar, mas com o tempo, aprendi que não podia deixar que eles me dominassem. Fui atrás de informações sobre a minha condição, busquei apoio em grupos de ajuda, e fui trabalhando minha autoestima para não me sentir inferiorizado em relação aos outros. Aos poucos, fui me adaptando à nova realidade, e percebi que ainda tinha muitos sonhos a realizar e muitas coisas para viver.
Se você está passando por isso, saiba que é normal sentir medo e insegurança, mas é importante que você busque ajuda e informações para lidar com a situação. Não deixe que o medo te paralise, e lembre-se sempre de que você é capaz de viver uma vida plena e feliz, mesmo com a condição de soropositivo.
Contar ou não contar? Essa é uma das questões mais importantes na vida de um soropositivo. Desde o momento em que recebi o diagnóstico, passei horas e horas pensando nisso. Contar para a família, para os rolinhos casuais ou para os namoradinhos mais sérios? Cada situação é diferente e exige uma abordagem diferente.
No caso da família, senti que era minha obrigação contar, afinal, eles são as pessoas mais próximas e que poderiam me dar o suporte necessário. Contar para amigos e rolinhos casuais foi um pouco mais complicado, porque não queria que a minha sorologia me definisse. Afinal, sou muito mais do que o vírus que tenho no corpo.
Já em relacionamentos mais sérios, a decisão de contar se torna ainda mais delicada. Não apenas pelo medo da rejeição, mas também pela falta de conhecimento que ainda existe sobre a doença e como ela é transmitida. No entanto, acredito que a honestidade é sempre a melhor opção.
Mas é importante lembrar que existe uma lei que protege a privacidade do soropositivo. É o chamado sigilo sorológico, que garante o direito de não revelar a sorologia em situações como entrevistas de emprego ou acesso a serviços de saúde. Devemos preservar a nossa imagem e os nossos direitos.
Em resumo, contar ou não contar é uma escolha pessoal e não há uma resposta única e certa. O importante é se sentir confortável com a decisão e saber que, no final das contas, somos muito mais do que a nossa sorologia.
Que não me seja um tanto ridículo
Ou curto de tempo o amor,
Porque sei que passa,
E o que fica?
Um doce ninar!
Talvez um sorriso em lembranças ?
Talvez um gesto de herança?
Talvez tantos prazeres?
Ou quem sabe um banquete de frustrações?
E que no fim, com tantas dúvidas,
Eu tenha a certeza de nova paixão ,
Várias possibilidades,
E possa receber com a mesma intensidade do primeiro
Um novo amor
Na espiral dos sentimentos, chorei à sua partida. Era um prenúncio do esperado. O vendaval desta espiral bagunçou tudo e, aos poucos, está colocando tudo em seu devido lugar. Esse vendaval levantou a poeira que um dia foi ao chão junto com as minhas lágrimas. A lágrima era perene e, junto a ela, um rio com águas puras se formara.
Na espiral dos sentimentos, chorei à sua vinda. Já era algo premeditado pelo destino. Desta vez, havia um redemoinho nesta espiral, ele acompanhava a pauta musical mais linda que já ouvi até agora. Neste redemoinho, pude ouvir a tua melodia. Ao som das teclas do piano, naveguei na sinfonia tão desejada por aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de navegar em águas puras, verdadeiras.
Na espiral dos sentimentos, chorei com sua estadia. Agora, nesta espiral, havia uma tempestade. Jorravam os orvalhos sóbrios em direção à imensidão de tudo aquilo que o vento irá percorrer um dia. Flutuei levemente como uma folha ao cair da árvore. Foi o meu melhor voo! Decolei sem medo em direção ao vento.
Na espiral dos sentimentos, chorei com o nosso encontro. Já sei que um dia o destino se encarregaria para que este momento acontecesse. Aqui, um vento leve faz morada nesta espiral. A doce e leve calmaria chegou. Um bálsamo. A lágrima desse encontro representou os tantos desencontros dos ventos vindos do sul. Estamos à deriva em busca da tão sonhada bússola.
Na espiral dos sentimentos, chorei, e continuo chorando. Desta vez, com nuvens formadas com as lágrimas que chorei um dia. Uma chuva intempestiva me invade, ela me faz renascer. Começo a dançar no vendaval. Poucos irão perceber o arco-íris que se formou durante esta tempestade. E, raramente, irão perceber como a espiral dos sentimentos chorou comigo. As sensações que permeiam estes momentos não é um mistério para quem já dançou na chuva um dia.
Viagens, viagens e mais viagens... assim resume um pouco da história de dois colibris. Num encontro ao acaso, o destino bateu asas sem destino. Houve a partida, eu sei. Houve a chegada, bem sei. Eu destilava quando a brisa tocava o meu rosto. Eu bailava ao flutuar nas águas da cachoeira. Eu me sentia leve ao voar do seu lado. Eu, eu, eu... foi um eu em nós. Cada viagem era única. Cada viagem era vivida como nunca. Cada viagem eu voava sem medo. Cada viagem eu me entregava mais ainda para um voo livre. Cada viagem me fazia sentir o quão bom é viver um voo sem ter medo da queda. Cada viagem me presenteava com uma plumagem nova travestida de amor. Cada viagem eu renascia; ressurgia das cinzas como uma fênix: o pequeno e sonhador colibri. Certo tempo, o destino me fez uma surpresa, como ele sempre me fez. Minha fênix o qual eu perseguira insaciavelmente voou bem mais alto para bem longe. Eu não consegui avistá-la! Tentava com todas as minhas forças vê-la, mas já era impossível. Chorei. Ela se foi. Ela se foi e deixou a saudade como lembrança de um voo que me fez livre, mesmo estando com os pés presos às razões que me aprisiona. Ela me apresentou a liberdade ao voar, a sua vontade de viver sem medo.
Se um dia alguém te perguntar se você voou, se você amou; pequena colibri, não hesite em dizer com todas as suas forças: eu amei e fui amada!
Em um belo dia de sol, na correria do dia a dia, peguei um trem, os pensamentos voaram em trilhos, percorreram as estações. Um turbilhão de pensamentos começou a se passar em minha cabeça, sentimentos a mil, coração pulsando acelerado.
Passavam-se as estações, a locomotiva estava a todo vapor. Todo mundo com pressa de chegar ao destino. Pessoas entreolhavam-se vagamente, friamente. Haviam também as belas e singelas emoções e demonstrações de afetos... olhares que se viam, sobrancelhas que se arqueavam, sorrisos marotos e, por vezes, piscadelas como se fosse um convite a olhar a dimensão do outro.
O trem parava a cada estação
Pessoas desciam
Pessoas subiam
O baile dos trilhos continuava sem sessar.
A cada estação, uma história
A cada estação, novas pessoas
A cada estação, um novo destino
A cada estação, uma inspiração.
Me permiti a olhar para os rostos, os semblantes que ali estavam, eles falavam impetuosamente sem dizer uma palavra se quer. Percebi que muitos queriam um amor de verão a cada estação, onde amores se vem e vão a cada vagão. Aprendi que um amor de verão não seria o suficiente para uma estadia mais longa nesta estação. A locomotiva continuou a trilhar...
Percebi, ainda, que alguns queriam um amor que pudessem estacionar, um amor de estação, a qual a estadia fosse leve e sólida. Aprendi que um amor de estação iria permanecer ali, mesmo com o passar dos verões a cada estação, embora muitos trens passassem com os seus transeuntes frios e distantes.
Presenciei tudo isso e cheguei a uma conclusão: para aquém dos amores de verão a cada estação, quero continuar pensando que o amor onde eu possa estacionar, seja trilhado pelo afeto, tão livre e leve quanto a fumaça da locomotiva que baila no ar.
E sim, eu estava lá, a todo vapor!
Um dia somos jovens
Em outro dia nem tão jovens assim...
Se não vives, tu morres
Morres sem conhecer o entardecer, o fim...
A vida passa tão rápido, como um passe de mágica.
Como estações
Vamos vivendo
Florescendo
Ziguezagueando entre um florir e outro
As estações passam tão rápido, como um desabrochar das rosas.
Aquela fase da dor
Quando tudo está sem cor
Quando há o dissabor
No momento do furor
Sinto muito, ela continuará...
Ela te mostrará o caminho
Da sabedoria
Da alegria
De viver com maestria.
A vida passa voando
Somos jovens, mas até quando?
As estações passam voando
Hoje é primavera, mas até quando?
A dor passa voando
Continua doendo, mas até quando?
Como falar
Da vida
Das estações
Da dor
Se passou voando desde que comecei a falar?
Passou voando
A vida que eu estava vivendo.
Passou voando
A estação que estava florescendo.
Passou voando
A dor que estava doendo.
Se ainda não passou voando por aí
Nem a vida
Nem a estação
Nem a dor
Talvez seja porque você ainda não decolou.
Quando alçar voo, vai perceber que tudo isso vai passar
Vai passar voando.
O destino me presenteou com um pedaço de ti
este pedaço eu plantei em meu coração
Fiz ornamentos e o balaústre para um jardim
o qual veio a ser uma parte de mim
...
Graçolei o tempo que me trouxe as alvíssaras
Meu sorriso irradiava aquela casa
Jocoso, cômico era o tempo do orgulho daquela ímpeto
E não se via igual a nenhum outro
...
Veio a chuva e eu o protegi
Veio a tempestade e eu o cuidei
Fiz a minha mocidade em teu leito
com suor, amor e dedicação
E não se via igual a nenhum outro
...
Era belo como Afrodite cultuando o amor
Era apenas eu e o meu jardim
Era apenas eu e o meu amor
Havia um motivo para se viver
...
Mas de tão belo assim culminou em seu sepulcro
Cujo único pecado que justificasse tua dor
era não ser igual a nenhum outro
...
Sua beleza, cor e majestade atraiu os forasteiros
Cobiçaram minhas alvíssaras ao teu lado
Cujo significado era tu para a minha alma
...
Pisotearam minhas rosas Juliet as quais cultivei com tanto amor
Podaram meus lírios laranja que cuidei com tanto carinho
Minhas camélias foram esmigalhadas com denodo e devoção
...
Olhei sem a crença de que era apenas um pesadelo e não pude acreditar
Dei minha vida para o que me destes do fruto
que alimentava minha felicidade
E assim se foi em segundos
tudo aquilo que me deste um motivo para viver
...
Voltei em pó sobre os ombros da tristeza
o rancor e o ódio me deram as mãos
os mais próximos diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu naquela ocasião
e nunca mais voltei a ser quem eu era
...
Os anos escorriam em minhas mãos
Em um nascer do Sol me motivou a tentar novamente
Arei a terra, adubei e a cerquei
Recordei meu velho jardim
Escohi as melhores sementes, semeei e reguei
Em algum nascer do Sol, me deslumbrei com um broto que me sorria
...
No escurecer não adormecia
Me tornei a vigilia daquele jardim
A cada ruído dos animais na terra
Eu não mais conseguia ter a paz e a felicidade que pude ter um dia
...
Velei noites e dias
As flores cresciam sem pressa e com esplendor
Me trouxe alguns sorrisos e reascendeu a chama do amor
Com medo tapei o meu jardim
cerquei de todos os lados e fiz dele meu segredo
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
A flores ja não cresciam com tanta beleza
e morriam apesar do meu amor
Não pude perceber, cego pela preocupação,
que dentre meus cuidados a luz era seu alimento
e assim renasci a minha dor
...
Os mais achegados diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu, pela segunda vez, naquela ocasião
e me afundei na solidão
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
olhando para a terra que um dia cuidei
voltei a plantar sementes de algodão
Arei a terra, adubei e a cerquei e doei meu coração
embora em pedaços
era o melhor de mim
...
Ao ver que tudo era bom,
destrui o meu jardim
e matei o meu amor
Os mais achegados diziam que eram apenas algodão
e a culpa era minha pela solidão
...
O que não contam
é sobre a morte do meu coração
Da mesma forma que colho
aquilo que não semeei.
Que todos tenhamos um dia de paz e de correntes para o melhor das pessoas!
Enquanto escola, passamos por mais um período de turbulência, se não bastasse todo aquele período de pandemia sem vacina.
Enquanto escola, precisamos fazer com que cada comunidade entenda que estamos com políticas públicas efetivadas (Educação Infantil, fundamental, EJA e Educação Especial, merenda e transporte).
Enquanto escola, temos os profissionais institucionais sendo valorizados.
Enquanto escola, somos evolução e levamos pra nossos alunos e alunas possibilidades para desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, vida adulta com mais dignidade.
Enquanto escola, temos a obrigação de pensar de forma social e deixar de uma vez por todas, todo ódio que emerge dos egoístas, daqueles que torcem pelo pior da sociedade.
Continuemos sendo escola, continuemos gerando conhecimentos, Povo Bom!
Um Inferno de Metáforas
Eu era um anjo, mas me tornei caído
Da noite para o dia me tornei demônio
Caminhei pelo paraíso de ilusões
Atravessei purgatórios em meio solo inconsolável
Os pensamentos conturbados que definham a alma, com gritos de demônios que um dia humanos foram.
Assim atravessei o inferno de perturbados, que se perderam na cega mentira de um paraíso.
Que os pássaros cantem em meio paraíso denominado terra, que tanto se assemelha ao inferno.
Que minhas asas sejam arrancadas pela ilusão de um céu ou submundo, e que queime toda a minha mente que mais se parece com um inferno de Metáforas.
O paciente pode compreender e aceitar um “mau” resultado.
Para que isso aconteça, ele deverá ter participado ativamente de todas as decisões relacionadas à sua condição de saúde e estar seguro de que recebeu o cuidado mais adequado, mesmo quando o desfecho se apresenta diferente do que ele esperava.
Muitas vezes, quando passamos por um momento difícil, tendemos a nos isolar do mundo e focar apenas em nós mesmos. Eu passei por isso quando recebi meu diagnóstico e me preocupei em cuidar de mim, evitar o preconceito e o julgamento alheio. Mas essa escolha me levou à introversão, ao ponto de me tornar uma pessoa solitária. Durante esse tempo, outras pessoas também passavam por dificuldades e, infelizmente, eu não fui capaz de estar presente para elas. Fui egoísta e falhei nesse ponto.
A ironia da vida é que a mesma ação que me curou, acabou gerando outro problema: a solidão. Aprendi que, mesmo cuidando de mim, não posso me esquecer da importância de estender a mão ao próximo, de estar presente e disponível para as pessoas que precisam de mim. A solidão é uma dor que pode ser evitada se cultivarmos relações saudáveis e verdadeiras.
Por isso, meu conselho é: cuide de si mesmo, mas não esqueça da importância de cuidar do outro também. Não cometa o mesmo erro que eu e esteja sempre disposto a ajudar aqueles que precisam. Às vezes, um simples gesto de atenção e carinho pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
Nos sentimos muito impotentes, quando não conseguimos ajudar, um irmão com depressão.
Me questiono como fazer, se ele não me permite aproximar…
E as vezes me sinto no abismo , num vácuo, num medo, num nada…
Queria tanto poder abraçar, fazer entender… que isso pode passar.
Apenas me deixe ajudar 😭
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