Carta a um Amigo Detento
O meu amor é feito de luz, da mais pura alegria, de realidade e de fantasia.
Ele tem um olhar firme, o mais cativante que já vi...
Um sorriso belo, que me alegra quando sorri.
Um rosto lindo, que me apaixona cada vez mais quando o vejo, vai chegando perto, me enche de desejo, desejo pelos beijos que são únicos, os melhores que já provei, e outros lábios como aqueles eu jamais beijei!
Uma voz calma, linda que me leva as nuvens, a mais apaixonante, de todas as músicas, a mais duradoura, de todas as vozes a mais encantadora...
Meu amor é lindo, é o que amo de verdade, é único e não importa a idade, não importa o tempo seja o que for, mas será eternamente o meu amor!
Reflexos de Alma
Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.
Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.
Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.
O Corpo Como um Livro que Nem Todos Sabem Ler
Meu corpo não é um livro de páginas fáceis. Ele não se abre para qualquer olhar, não se entrega a mãos que não sabem segurar sua história. O desejo existe, pulsa, grita em silêncio. Mas não pode ser saciado por qualquer toque sem alma, sem intenção. Eu espero por quem leia cada linha com paciência, que entenda a profundidade antes de querer folhear apressado. Porque para mim, desejo não é pressa. É construção.
O Desejo Como Chuva em Terra Seca
Dentro de mim há um solo sedento, esperando pela chuva certa. Mas não aceito qualquer tempestade, qualquer gotejar. Meu desejo não floresce com qualquer toque, não desperta sob mãos que não saibam sentir. Precisa ser um alívio, não um dilúvio. Um toque que nutre, não que devasta. E então eu espero, mesmo que a espera resseque, mesmo que a sede arda. Porque quando a chuva certa vier, será raiz, será renascimento.
O Corpo Como um Instrumento que Só Toca na Sintonia Certa
Meu corpo não é uma melodia qualquer, não toca para qualquer ouvido. Ele precisa da sintonia certa, do toque que sabe a nota exata para fazê-lo vibrar. Há desejo em mim, mas ele não dança ao som de qualquer presença. E eu espero. Porque sei que, quando a música certa tocar, eu não terei dúvidas – será entrega, será arrepio, será um acorde perfeito.
Desejo de Ser Só de Alguém
Às vezes, me sinto como um pedaço de carne exposto, como se o meu corpo fosse só um detalhe a ser desejado por qualquer um. O toque de quem não me conhece, o olhar de quem não vê além da superfície… Isso me irrita, me desagrada. Eu não sou isso. Não sou só um desejo momentâneo, não sou algo que se pode possuir e depois deixar para trás, como uma peça descartável.
O que eu busco é algo mais. Quero ser desejada, sim, mas por alguém que me veja, que me compreenda em toda a minha complexidade. Quero ser a única, o centro do desejo de alguém que se entrega da mesma forma, sem querer dividir ou repartir o que é só meu. Meu corpo, minha alma, tudo que sou… Eu quero ser isso para uma única pessoa. Quero ser amada por quem sabe o valor de cada pedaço meu, quem não tem pressa de arrancar, mas que sabe, com paciência, como tocar cada parte do meu ser.
Eu não sou carne, eu sou vida. E quem me deseja, deve me desejar por inteira.
O Que é Pedir Ajuda?
O que significa pedir ajuda?
É bater à porta de um por um?
É relatar cada detalhe da dor, explicando mil vezes o que já está escancarado nas entrelinhas?
É implorar? Gritar? Forçar alguém a enxergar?
Porque eu sempre achei que ser transparente fosse suficiente. Que falar, mesmo sem pedir diretamente, já fosse um sinal claro de que algo dentro de mim estava gritando. Mas parece que não.
Se escrevo sobre a minha dor, sou julgada. Se me abro, sou silenciada. As pessoas dizem para eu pedir ajuda, mas, quando faço isso do meu jeito, preferem que eu me cale. Querem que eu esconda, que finja que está tudo bem. Então, afinal, como se pede ajuda sem incomodar? Como se acerta a pessoa certa?
E se esse for o meu jeito de pedir ajuda? E se cada palavra que escrevo for um sinal? Quem realmente quer ajudar, consegue enxergar? Ou só sabe olhar para quem implora?
Se eu preciso dizer com todas as letras, gritar, bater de porta em porta, será que realmente querem ajudar ou só querem tornar minha dor mais conveniente?
A Hipocrisia da Felicidade Forçada
As pessoas sempre perguntam como estamos, mas existe um jogo invisível de palavras que temos que jogar. Se você diz que não está bem, a resposta quase automática é: “Não, você tem que estar bem. Tem que sorrir, ser positivo, a energia vai mudar se você disser que está bem.” Como se, ao dizer a verdade, estivéssemos fazendo algo errado. Como se o simples fato de não esconder nossa dor fosse um convite ao fracasso.
Então, a solução é fingir. Colocar um sorriso no rosto, engolir o choro, e seguir em frente, como se a dor fosse apenas uma nuvem passageira que se dissipa com um simples esforço de vontade. A hipocrisia está em achar que só o sorriso falso vai curar o que está dentro de nós. E o pior: as pessoas acreditam. Elas olham para o nosso sorriso, não veem a dor, e pensam que está tudo bem.
A cobrança para estar sempre bem, sempre otimista, transforma a dor em um fardo oculto, algo que deve ser escondido, abafado, como se admitir que não estamos bem fosse um pecado. Mas, o que as pessoas não percebem é que, quando fingimos estar bem, estamos morrendo por dentro, desconectados de nossa verdade. Estamos cumprindo um papel, mas não estamos vivendo. Estamos sobrevivendo.
Como quebrar essa hipocrisia? Como fazer as pessoas entenderem que, às vezes, o maior sinal de coragem não é sorrir e seguir em frente, mas admitir que não estamos bem, que precisamos de ajuda, que a nossa dor é real e não deve ser varrida para debaixo do tapete da fachada de felicidade?
Eu, por vezes, escolho ser verdadeira, mesmo que isso me custe incompreensão, mesmo que eu tenha que lidar com o julgamento de quem prefere ver a imagem do sorriso do que a sinceridade do olhar cansado. A hipocrisia de exigir que a gente seja feliz, mesmo quando tudo dentro de nós pede por descanso, é o que realmente dói. E talvez, quem sabe, se a gente parasse de exigir uma felicidade forçada, poderia começar a enxergar as dores verdadeiras por trás dos sorrisos falsos.
Coração em Espera
Hoje, meu coração anseia por um abraço que me envolva, por um olhar que me veja além das aparências. Desejo repousar minha cabeça em um peito que me acolha, sentir o carinho de dedos que percorrem meus cabelos com ternura.
Anseio por momentos onde o tempo parece suspenso, onde a realidade se dissolve e restamos apenas nós, conectados em um universo criado pelo afeto mútuo. Momentos que apertam o coração não por medo, mas pela intensidade do sentimento, pela beleza do instante que desejamos eterno.
Ser mulher é carregar em si a força e a delicadeza, é desejar ser amada com profundidade, ser vista com verdade, ser tocada com alma. É querer viver um amor que não exige máscaras, que acolhe as vulnerabilidades e celebra as essências.
E assim, sigo com o coração em espera, aberta ao amor que chega com respeito, que se manifesta em gestos simples, mas carregados de significado. Porque, no fim, tudo o que desejo é ser amada de forma inteira, em um amor que me faça sentir em casa.
Você é linda como um sorriso.
Como o Sol e o mar pela manhã.
Como as chuvas de janeiro,
os ventos de março e as flores de setembro.
Você é linda como nos meus sonhos,
como a minha vida se tornou depois de você,
de seu amor por mim, de nossa história.
Você é linda como a felicidade,
você é a única verdade
que eu quero sem fim.
O tempo de uma fotografia
Não era nem ontem, e nós éramos um rostinho inocente posando para um retrato escolar. Olhinhos apertados, espertos, ávidos por ver a vida crescer. Crescemos nós. Já no mundo adulto, aquela foto da escola perdeu-se em alguma caixa parda que guarda fotografias do tempo em que elas eram reveladas. Eram aguardadas no suspense de seu conteúdo. Havia prazer em esperar. Fala-se disso:
_ As fotos ficaram boas? _ Vem aqui em casa pra ver!. Diálogos dos século passado.O mundo adulto, hoje, é cheio de pressa. Nem bem viveu-se algo, e esse algo já foi postado em alguma rede. Desfruta de uns segundos de visibilidade, para depois perder-se, em memórias cibernéticas. Será que as crianças de hoje ainda tiram fotos do tipo grupinho escolar? Todas as carinhas reunidas, professora do lado, e um fotógrafo gorducho mandando fazer xis.Não há muito tempo para esperas e aguardos. Hoje, é tudo para hoje. Será que no meio de tanta aceleração, dá tempo de se perguntar onde estarão aqueles meninos e meninas do nosso retrato escolar? Caminhos que nos engolem enquanto tentamos acrescentar alguns minutos à mais nas nossas horas corridas, e lá se foram os nossos primeiros melhores amigos.
A que se presta esta nostalgia? Serventia prática, nenhuma! Pensamentos miúdos não se prestam. Eles prezam. Prezam alguma coisa de valor que vai se perdendo pra não se perder tempo, e que podia ‘não’.
Podia-se não perder contato com as pessoas queridas.Podia-se responder os e-mails com muito mais palavras.Podia-se telefonar ao invés de encurtar tudo por sms.Podia-se ganhar da preguiça e chamar amigos pra um jantarzinho.Podia-se ultrapassar o tédio e organizar uma viagem.Podia-se fazer mais visitas, pra se ver ao vivo e à cores.Podia-se escrever uma carta, pra lembrar da própria caligrafia.Podia-se largar mão de artificialidades e conversar com mais vontade.Podia-se deixar pra lá a vaidade, e expor os sentimentos com mais verdade.Podia-se deixar o orgulho de lado e procurar reacender os afetos congelados.Podia-se dar um tempo aos formalismos das relações, e sair por aí, abraçando os outros,beijando os outros, olhando nos olhos dos outros…
Podia-se redescobrir aquele amigo, daquele tempo, e surpreender…
Em meio à tantas metas e prazos, a gente sabe que é na companhia do outro, na intenção e na atenção dedicados à amizade e ao encontro que a vida faz sentido. Sem perder tempo com as miudezas que importam, perdemo-nos todos. Perdidos e acelerados, periga que um dia, a gente não se ache mais.
‘Ultimamente têm passado muitos anos.’
EXERCITANDO O PERDÃO
Perdoar é menos difícil do que pedir perdão. Para perdoar basta um pouco de compreensão, mas para se pedir perdão é preciso uma dose muito grande de humildade. Reconhecer o erro, desculpar-se e repará-lo é uma das atitudes mais nobres do ser humano. Alguns acreditam que agir dessa forma é rebaixar-se. Entretanto, esse pensamento só prevalece na mente das pessoas vítimas do orgulho e da vaidade.
Aqueles que têm a coragem de retratar-se, experimentam um bem estar tão grande que, por si só, vale por todo o esforço empreendido.
Experimente! Se você algum dia ofendeu ou desprezou alguém, deite-se num lugar confortável e, se puder, coloque no aparelho de som uma música orquestrada ou a que você mais gosta de ouvir, relaxe e converse mentalmente com essa pessoa, imaginando-a na sua presença, e se puder abrace-a carinhosamente. Use estas palavras que foram extraídas de uma mensagem do livro "Pedaço de Estrela" ditado a mim por diversos espíritos e editado pela Editora Aulus, as quais transcrevo a seguir:
"Perdoa-me, se na minha ignorância feri você. Talvez eu tenha sido um crítico muito severo detendo-me apenas na observação dos seus erros e falhas, esquecendo das enormes qualidades que você possui. Tive olhos para ver o argueiro em você, sem perceber a trave empanando-me a visão. Reconheço em mim algumas das fraquezas que encontrei em você, portanto, jamais poderia ter atirado a primeira pedra.
Compreendo, agora, que todos estamos matriculados na escola da vida na condição de eternos aprendizes e que somos passíveis de erros e falhas, por isso mesmo lhe peço, perdoa-me. A partir de hoje reconheço-lhe alma querida do meu coração.
Talvez você ainda não consiga perdoar-me e, com razão, mas tenho a certeza de que o Advogado Divino vai absolver-me porque nestas palavras coloquei toda a força do meu coração arrependido.
Guarde a certeza, alma querida, nas minhas preces lhe envolvo com especial carinho e, quando não puder exaltar suas qualidades, saberei calar as fraquezas que você e todos nós ainda possuímos e que só o tempo poderá apagá-las em nós.
Sonho um dia poder abraçar-lhe e, no clima do entendimento fraterno, lavar as nossas diferenças com as lágrimas do perdão.
Rogo a Deus que você encontre a paz e a felicidade que deseja, assim como, nesta atitude, encontrei a paz e a felicidade que tanto necessitava."
O tempo pode apagar lembranças de um rosto, de um corpo, mas nunca apagará a lembrança das pessoas, que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos...
Viva a Vida...
Por que Viver é Exalar Pura Energia!
É Devolver Sorrisos.
É Acreditar que o Bem Sempre Vence o Mal.
É Conquistar Amigos.
É Ser Sempre Leal e Fiel.
É Transformar a Dor em Alegria.
É Ter Amor no Coração.
É Correr Atrás dos Sonhos, da Inspiração, e dos Projetos
Buscando Sempre o Entendimento das Coisas.
Viver é Ser Sempre da Paz.
É Orar em Agradecimento pelas Dádivas Recebidas.
É Buscar o que Te Faz Bem, e aos Outros Também.
Viver é Lembrar que o Sorriso é o Idioma Universal.
É Lembrar que o Final não Existe.
É Saber que Tudo é um Eterno Recomeço.
E Ver a Vida Sempre com o Amor no Coração.
A borboleta é um ser incrível.
Ela é humilde, sofrida e conhece as mudanças mais profundas desta vida.
Sua missão é ensinar ao mundo, que a adversidade pode ser vencida em silêncio.
O frágil pode ser forte;
O feio pode ser belo;
E o desamado se tornar amado.
Ser borboleta é olhar o mundo com mais sentido;
Apreciar o perfume das flores,
Conhecer a importância do tempo,
Saber o valor das pequenas maravilhas que a vida oferece.
É ser admirada, sem perder a simplicidade;
É ser aplaudida, sem se ensoberbecer;
É encantar, sem perder a sua essência.
Ser borboleta é aprender a voar sem desprezar quem está embaixo;
Porque ela sabe melhor do que ninguém, que a lagarta que hoje se rasteja, pode se tornar a borboleta que voa mais alto amanhã.
O que eu mais ouço por aí é:
Quer romance? compre um livro.
Quer fidelidade? tenha um cachorro.
Quer amor? volte para casa dos seus pais
Aprendi nos livros que os romances que li para se tornarem possíveis só dependeria de mim, das minhas atitudes...
Descobri que só a fidelidade do meu cão não me bastava e que para eu ter a fidelidade de alguém eu precisava ser fiel a mim mesma, foi aí que eu descobri o que eu realmente queria...
Bem o amor dos meus pais poderia ser suficiente para mim... mas foi aí que eu conheci um homem maravilhoso
que por obra de Deus entrou em minha vida e que me ama sei que não na mesma intensidade do amor que meus pais tem por mim... mas me ama do jeito que eu sempre quis ser amada por um homem.
Com isso tive a certeza que tudo o que eu li nos livros era possível sim...
Viver um amor puro e verdadeiro com companheirismo, cumplicidade não é tão difícil.
E que com o amor dos meus pais e dele eu seria, seria não... eu sou muito feliz!
Por isso leia os livros, dê valor ao seu cão e ame bastante os seus pais... um dia quem sabe você encontra uma pessoa especial assim como eu encontrei
e verá que tudo isso que eu disse é possível, só depende de você...
E que você seja muito feliz
O urso e a panela
Um grande urso, vagando pela floresta, percebeu que um acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Moral: Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Solte a panela!
"Ria mais, chore mais, torne-se novamente uma criança, um Sol. A seriedade é seu medo; abandone a seriedade. E nunca confunda-se entre a seriedade e a sinceridade — a seriedade não é sinceridade. A sinceridade não precisa ser séria; ela pode rir, pode chorar, pode verter lágrimas. A seriedade é um estágio bloqueado da mente, um estágio em que você não pode fluir; é um estado de não-fluxo, de estagnação.
Pessoas sérias, são pessoas doentes.”
A justiça tarda, mas tarda demais.
O Brasil é um país onde corrupção tornou-se sinônimo de política. Escândalos políticos há tempos fazem parte do dia a dia nacional e, lamentavelmente, o brasileiro parece já ter se acostumado a isto. Ouvir no noticiário que algum governante andou burlando leis, fraudando documentos, subornando funcionários, sonegando impostos, já não chama mais atenção. Não choca mais o ouvido de qualquer pessoa.
Questionam-se os brasileiros: em meio a tanta impunidade dos desonestos que pintam e bordam na sociedade de nosso país, até quando a massa aceitará em silêncio tanta desonestidade e falta de punição? Até quando o povo aguentará sustentar uma corja de marajás que sequer tem noção das dificuldades pelos quais o país passa? A resposta é simples: o povo aguentará enquanto não tiver formação e conhecimento suficiente para da maneira correta intervir e mudar o quadro político brasileiro.
Logo, esta “fiscalização” que o povo pode vir a fazer é praticamente impossível, e se for, está anos luz à frente da realidade nacional. Com um setor de educação deficiente, a base educacional brasileira vem formando indivíduos que só sabem abaixar a cabeça e contribuir, na maior parte das vezes inconscientemente, com a corrupção crescente, sendo coniventes e esperando que alguma solução divina caia do céu.
Em suma, o Brasil continuará sendo palco de corrupção e escândalos políticos por muito tempo. Enquanto cidadãos não possuírem base educacional suficiente para terem consciência da sociedade em que vivem e assim estarem condicionados para contestá-la, restará ao povo brasileiro a esperança de dias melhores, e a crença no dito popular de que a justiça tarda, mas não falha.
Porque não foi um pouco antes? Porque não apareceu quando tudo era mais simples, quando a minha vida era menos complexa, quando eu estava descobrindo tudo o que me fazia bem e não tinha um pingo de medo de viver tudo o que eu tinha para viver? Porque não veio mais cedo, não cruzou meu caminho numa daquelas longas viagens, porque não nos esbarramos numa dessas calçadas, num desses bares? Porque tudo agora, tão recente, sem termos a mínima chance de descobrirmos se a gente pode ser feliz, se a gente se completa como nosso abraço diz nos completar? Porque todo esse fingimento, essa farsa de um amor embutido numa amizade linda demais, companheira demais? No entanto, só nós sabemos o quanto nos precisamos, nos fazemos bem, somos felizes juntos.
Porque tudo agora? Tão tarde?
Tudo bem. Conformei-me, já.
É só um momento. Na verdade, é que agora estou aqui sozinha lembrando e com saudades. Todas as vezes que tenho esses momentos eu me revolto com o tempo, me revolto com as ironias do destino, e escrevo. Como se fosse um surto. É rápido. Logo passa. O que não passa mesmo é essa vontade de estar ao seu lado e todas as noites ouvir a sua respiração aqui no meu ouvido, sentir o seu cheiro; mesmo você estando longe, aí, também com saudades porque acabou de me confessar por uma mensagem.
Vai ser assim, pra sempre. Só não se esquece de me levar no pensamento, porque eu te levarei.
Acho tudo isso uma hipocrisia, como a gente vive. Em um circulo social fechado onde você é obrigado a conviver, com algo sem escolha. E se você é atípico, você é isso, ou aquilo. Você é taxado, rotulado. As pessoas não têm criatividade nem originalidade. Preocupam-se com a sua vida, e esquece que tem uma vida, e que o tempo ta passando. Vivem de mentiras para adquirir um lugar ‘sociável’ na sociedade. Fazem infernos e brigas, e se sentem felizes com isso. Não tem amigos em que possam confiar. E eu não quero ser assim.
Pelo menos, eu aprendi uma única coisa. Aprendi o que é ser uma pessoa de verdade.
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